muito provavelmente de hoje a segunda-feira o tema predominante será a greve geral, agendada pelas três centrais sindicais para amanhã;
sigo (como é muito meu hábito) em contraciclo, não faço greve; farei, como todos os dias, os meus 100 km para ir e vir à minha escolinha;
reconheço que, ao nível das políticas educativas as coisas têm sido tratadas (?) com os pés e sem pés nem cabeça; reconheço que, ao nível da educação, as mesmas coisas podiam e deviam ser feitas de modo diferente; mas reconheço pertinência na defesa da escola pública (por muito que alguns queiram omitir ou esquecer esta dimensão), em particular na sua vertente de escola inclusiva, a tempo inteiro, organizacional e funcional; devia era ser conduzida de uma outra forma, não referenciado os maus da fita, mas, preferencialmente, as oportunidades e os desafios sociais que são colocados hoje em dia à escola e aos professores;
reconheço na greve (alguma) pertinência na administração pública mais genérica, essencialmente pela ausência de uma discussão política que envolva actores e dimensões organizacionais na redefinição dos seus próprios papéis, estatudo e espacialidade;
contesto a greve pela excessiva dimensão partidária, que ultrapassa em muito a sua dimensão sindical, como a contesto pelos próprios argumentos defendidos pelo secretário geral da CGTP (na sua tese de doutoramento), em que os instrumentos de luta e de afirmação dos interesses das "classes trabalhadoras" estão hoje desadequados de uma realidade profissional e social;
ir-se-ão medir forças, esgrimir números, trocar argumentos por vezes contraditórios e, estou certo, que sairão reforçadas as duas posições que se confrontam; de um lado, a inevitabilidade das reformas, o seu reconhecimento europeu e institucional; por outro, a força dos trabalhadores, o assumido cartão amarelo ao governo, a imprescindibilidade da luta;
no meio de tudo isto, onde fico eu, simples trabalhador, assalariado da função pública, emparedado entre a catrapiler governativo e a especulação sindical?
quinta-feira, novembro 29
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2 comentários:
"contesto a greve pela excessiva dimensão partidária, que ultrapassa em muito a sua dimensão sindical, como a contesto pelos próprios argumentos defendidos pelo secretário geral da CGTP (na sua tese de doutoramento), em que os instrumentos de luta e de afirmação dos interesses das "classes trabalhadoras" estão hoje desadequados de uma realidade profissional e social;"
Não percebi, Manel. contestas a greve porque não gostas dos penduras (partidos políticos que se colam ao movimento sindical)? Podemos sempre arrastar esta questão para o tabuleiro das lutas partidárias. Se o fizermos então nenhuma greve fará sentido porque haverá sempre um pendura na oposição que legitima a não adesão.
Quanto ao 2º argumento: a greve é uma forma de luta desadequada da nossa realidade profissional e social. Pergunto: que formas de luta sugeres?
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