os blogues da educação, pelo menos alguns, não deixaram escapar a ausência de medidas ou de propostas (ou apenas de ideias) face à escola, à educação ou ao mal estar educativo que durante todo o ano se fez sentir;
será de esperar para ver; mas, pessoalmente, não perspectivo melhorias nem uma alternativa na qual eu possa acreditar;
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segunda-feira, junho 23
opções
pode apenas ser impressão minha, mas as opções que Manuela Ferreira Leite destacou no seu discurso de encerramento de entronamento, pouco ou nada se relacionam com aquilo que diz serem as suas preocupações;
a bota parece não bater com a perdigota, revela preocupações sociais e destaca a dimensão fiscal e judicial (sempre presas às obras públicas);
só me faltou ouvir que para Alcochete nem mais um cêntimo;
a bota parece não bater com a perdigota, revela preocupações sociais e destaca a dimensão fiscal e judicial (sempre presas às obras públicas);
só me faltou ouvir que para Alcochete nem mais um cêntimo;
quarta-feira, junho 18
local
oiço o presidente da minha câmara (José Ernesto) numa das rádios locais;
sempre gostei de o ouvir, particularmente de conversar com ele; é um excelente conversador, um compadre tipicamente alentejano, com estórias para quase tudo, com uma experiência de vida riquíssima; com argumentos e com uma ideia de cidade;
tens os seus quês, como qualquer um;
ao ouvi-lo tenho pena que vá atrás das perguntas e acabe por ter um discurso mais justificativo do que argumentativo; digo justificativo porque procura legitimar opções, argumentativo se estivesse mais voltado para o futuro;
sempre gostei de o ouvir, particularmente de conversar com ele; é um excelente conversador, um compadre tipicamente alentejano, com estórias para quase tudo, com uma experiência de vida riquíssima; com argumentos e com uma ideia de cidade;
tens os seus quês, como qualquer um;
ao ouvi-lo tenho pena que vá atrás das perguntas e acabe por ter um discurso mais justificativo do que argumentativo; digo justificativo porque procura legitimar opções, argumentativo se estivesse mais voltado para o futuro;
terça-feira, junho 17
dúvidas
desculpem lá qualquer coisinha, mas a encenação tecnológica da André de Gouveia, não terá sido apenas uma afirmação dos amigos e das amizades, das relações e dos conhecimentos? Uma afirmação de poderes, proximidades e protagonismos mais locais/regionais do que propriamente existirem interesses na área da educação?
Dúvidas, apenas…
Dúvidas, apenas…
Não
a Irlanda disse não ao tratado de Lisboa;
uma das propostas para ultrapassar a situação é repetir o referendo;
nem mais, pode ser que pela exaustão sejam vencidos e digam que sim;
uma das propostas para ultrapassar a situação é repetir o referendo;
nem mais, pode ser que pela exaustão sejam vencidos e digam que sim;
quarta-feira, junho 11
nas teias

a crise dos combustíveis destaca não apenas a ausência de um Estado europeu, como revela a ineficácia de políticas transnacionais;
se, quando tudo corre bem, ninguém sente a falta de uma União Europeia, quando os tempos de crise apertam nota-se que não existe um Estado, mas interessados, não existe União mas revolta;
e para o ano há eleições europeias... como se reflectirá a coisa...
terça-feira, junho 10
xadrez
a política faz-se e desenvolve-se como um jogo de xadrez; pensa-se antecipadamente na futura jogada, nas oportunidades do adversário, nas possibilidades a criar;
existirem surpresas porque as campanhas já começaram é pensar que as coisas acontecem porque sim ou porque sopas;
nada disso; há muito que nas águas profundas se fazem sentir as movimentações daqueles que têm interesses a preservar;
por estas e por outras preparo-me para sair de cena; saia de cena quem não é da cena...
existirem surpresas porque as campanhas já começaram é pensar que as coisas acontecem porque sim ou porque sopas;
nada disso; há muito que nas águas profundas se fazem sentir as movimentações daqueles que têm interesses a preservar;
por estas e por outras preparo-me para sair de cena; saia de cena quem não é da cena...
quinta-feira, junho 5
apesar
apesar das moções de censura ainda me atrevo a perguntar: e quais as alternativas?
à direita imagino que o código do trabalho fosse (ainda) mais liberal e facilitador da mobilidade; à esquerda imagino que o papel do Estado cresceria como alternativa ao neoliberalismo;
o meio termo, este meio termo, pode não significar bom senso, mas significa isso mesmo, meio termo; o problema é que os actores políticos estão ou cansados ou são escassos para poderem fazer política;
significa apenas que a excessiva concentração de poderes e funcionalidades na pessoa de José Sócrates e em Lisboa não resulta e não temos (alternativas de) banco para poderem compensar a unipessoalidade do nosso primeiro;
à direita imagino que o código do trabalho fosse (ainda) mais liberal e facilitador da mobilidade; à esquerda imagino que o papel do Estado cresceria como alternativa ao neoliberalismo;
o meio termo, este meio termo, pode não significar bom senso, mas significa isso mesmo, meio termo; o problema é que os actores políticos estão ou cansados ou são escassos para poderem fazer política;
significa apenas que a excessiva concentração de poderes e funcionalidades na pessoa de José Sócrates e em Lisboa não resulta e não temos (alternativas de) banco para poderem compensar a unipessoalidade do nosso primeiro;
posição
moção de censura comum e conjunta, no Parlamento e nas ruas de Lisboa;
não acredito e não quero acreditar que os dirigentes do PS continuem a olhar para o lado como se nada fosse e nada se estivesse a passar;
não acredito e não quero acreditar que os dirigentes do PS continuem a olhar para o lado como se nada fosse e nada se estivesse a passar;
quarta-feira, junho 4
dúvidas
porque é que o Alentejo não tem director regional no desporto há praticamente um ano?
não há elementos? não se arranja um perfil? não se entendem? não há necessidade? não é necessário?
não há elementos? não se arranja um perfil? não se entendem? não há necessidade? não é necessário?
domingo, maio 25
das dúvidas

ouvir a discussão entre candidatos no PPD/PSD faz crer que a luta é feita ao centro esquerda;
será que os candidatos a líder do maior partido da oposição, apesar da sua posição (neo)liberal são defensores do Estado? descobriam agora, depois de terem passado pelo governo da nação, as preocupações sociais? as alternativas de política são feitas à esquerda?
há aqui qualquer coisa que não consigo perceber... ou talvez não...
sexta-feira, maio 23
da distância
para quem observa a acção à distância, qual treinador de bancada que aprecia o espectáculo no conforto do sofá, fico com a sensação que alguém joga com jogadores a menos...
ou é pela dinâmica e empenho da equipa adversária ou simplesmente pela defesa do resultado - o que é sempre preocupante, senão mesmo desconcertante ...
custa-me perceber qual a opção da minha equipa, qual o papel dos jogadores que defendo em campo; ou simplesmente se existe treinador para comandar as hostes...
caramba nem as cheerleaders me conformam ou sequer entusiasmam ...
ou é pela dinâmica e empenho da equipa adversária ou simplesmente pela defesa do resultado - o que é sempre preocupante, senão mesmo desconcertante ...
custa-me perceber qual a opção da minha equipa, qual o papel dos jogadores que defendo em campo; ou simplesmente se existe treinador para comandar as hostes...
caramba nem as cheerleaders me conformam ou sequer entusiasmam ...
quinta-feira, maio 22
preto e branco
cada vez mais, nos diferentes sítios e sectores da sociedade, as discussões são a preto e branco; ou sim ou sopas;
não há meio termos, não se sente bom senso;
as acusações são mutuas, repetitivas, monótonas e monocórdicas;
e o cidadão a vê-los;
será que não se apercebem da figura...
não há meio termos, não se sente bom senso;
as acusações são mutuas, repetitivas, monótonas e monocórdicas;
e o cidadão a vê-los;
será que não se apercebem da figura...
segunda-feira, abril 21
sobre um meteorito
Já alguém escreveu que o actual PPD/PSD é um devorador de líderes. Não sei se será bem assim, mas que me surpreendeu a demissão de Luís Filipe Menezes, tenho de reconhecer que sim.
Não pelas suas posições pouco consensuais ou pouco típicas de um partido da ala liberal. Nem sequer pela sua aparente bicefalia de uma gestão partidária dividida entre o coração na Assembleia da República e a cabeça algures entre o país e o partido. Como também não fiquei surpreendido por se render às críticas, contundentes e directas, de muitos dos seus correlegionários.
A minha surpresa decorreu mais do facto de se render a uma passagem meteórica e efémera pela política nacional de alguém que há muito, possivelmente desde a saída da referência nacional do PSD, se perspectivava e se posicionava para a liderança. Contra tudo e contra todos. Sucumbir às críticas, render-se às sondagens, padecer perante os números é revelador de alguma fragilidade não apenas ideológica mas, acima de tudo, partidária.
E esta situação, por muito incrível que possa parecer, não favorece o PS nem a democracia. Os vazios tendem sempre a ser ocupados. A política social, como a natureza, tem horror ao vazio e ele será rapidamente ocupado. O risco que se corre, quer em termos de governação quer em termos de democracia, será a tendência de se descair para algumas formas de radicalismo. Radicalismo com base nos discursos, de modo a arrumar posições e a esclarecer situações. Radicalismo de propostas, para se perceberem diferenças e oportunidades. E como já aqui escrevi (18 de Abril) o radicalismo não tem saída nem glória.
Mas os tempos prestam-se a isso. Tempos com dois modos. O tempo do PSD, curto na afirmação de novas lideranças, de outros modos de estar e fazer política. Tempos que serão marcados por uma conquista interna (em função das directas), e de convencimento externo (à procura de eleitores, do seu espaço partidário).
Mas também um tempo parlamentar, de modo a não incluir neste apontamento apenas o PS. Também o CDS olhará com atenção o desenrolar dos acontecimentos. Expectantes ante as eventuais propostas, bem como da tentativa de captar o interesse (e o voto) deste eleitorado que corre o risco, em termos de representação parlamentar, de voltar ao tempo do táxi.
Mas há também aqui um tempo governativo, onde seria importante perceber outras propostas, outros modos e não apenas aqueles que são exclusivos do governo e da governação. Sem este contraponto, sem a existência de alternativas visíveis (política e socialmente) o espaço democrático encolhe-se, enruga-se, seca.
Veremos como decorrerão os próximos tempos e quais as alternativas que surgirão e se não será mais do mesmo.
Não pelas suas posições pouco consensuais ou pouco típicas de um partido da ala liberal. Nem sequer pela sua aparente bicefalia de uma gestão partidária dividida entre o coração na Assembleia da República e a cabeça algures entre o país e o partido. Como também não fiquei surpreendido por se render às críticas, contundentes e directas, de muitos dos seus correlegionários.
A minha surpresa decorreu mais do facto de se render a uma passagem meteórica e efémera pela política nacional de alguém que há muito, possivelmente desde a saída da referência nacional do PSD, se perspectivava e se posicionava para a liderança. Contra tudo e contra todos. Sucumbir às críticas, render-se às sondagens, padecer perante os números é revelador de alguma fragilidade não apenas ideológica mas, acima de tudo, partidária.
E esta situação, por muito incrível que possa parecer, não favorece o PS nem a democracia. Os vazios tendem sempre a ser ocupados. A política social, como a natureza, tem horror ao vazio e ele será rapidamente ocupado. O risco que se corre, quer em termos de governação quer em termos de democracia, será a tendência de se descair para algumas formas de radicalismo. Radicalismo com base nos discursos, de modo a arrumar posições e a esclarecer situações. Radicalismo de propostas, para se perceberem diferenças e oportunidades. E como já aqui escrevi (18 de Abril) o radicalismo não tem saída nem glória.
Mas os tempos prestam-se a isso. Tempos com dois modos. O tempo do PSD, curto na afirmação de novas lideranças, de outros modos de estar e fazer política. Tempos que serão marcados por uma conquista interna (em função das directas), e de convencimento externo (à procura de eleitores, do seu espaço partidário).
Mas também um tempo parlamentar, de modo a não incluir neste apontamento apenas o PS. Também o CDS olhará com atenção o desenrolar dos acontecimentos. Expectantes ante as eventuais propostas, bem como da tentativa de captar o interesse (e o voto) deste eleitorado que corre o risco, em termos de representação parlamentar, de voltar ao tempo do táxi.
Mas há também aqui um tempo governativo, onde seria importante perceber outras propostas, outros modos e não apenas aqueles que são exclusivos do governo e da governação. Sem este contraponto, sem a existência de alternativas visíveis (política e socialmente) o espaço democrático encolhe-se, enruga-se, seca.
Veremos como decorrerão os próximos tempos e quais as alternativas que surgirão e se não será mais do mesmo.
sexta-feira, abril 18
sobre coisas
engraçadas;
certamente terá sido coincidência, mas Luís Filipe Menezes demitiu-se quando o país estava em alerta laranja;
certamente terá sido coincidência, mas Luís Filipe Menezes demitiu-se quando o país estava em alerta laranja;
terça-feira, abril 15
sobre uma moção
na minha escola a discussão sobre a moção - entre ministério da educação e sindicatos - deu em não;
sem grandes argumentos, nem opiniões claras; não, pronto...
não se percebe que ficamos (professores) mal vistos na fotografia social;
lá fora ninguém compreende lá muito bem o que se passa dentro da escola e o porquê destas posições face à avaliação;
cá dentro ninguém discute alternativas nem outros modos de conduzir a coisa;
quais serão as alternativas? para onde caminharemos? para onde irá a escola pública?
sem grandes argumentos, nem opiniões claras; não, pronto...
não se percebe que ficamos (professores) mal vistos na fotografia social;
lá fora ninguém compreende lá muito bem o que se passa dentro da escola e o porquê destas posições face à avaliação;
cá dentro ninguém discute alternativas nem outros modos de conduzir a coisa;
quais serão as alternativas? para onde caminharemos? para onde irá a escola pública?
quinta-feira, abril 10
sobre as surpresas
tenho de reconhecer que há coisas que, por muito que não pareçam, mudam;
não faço juízos se para melhor se para pior;
o certo é que a posição do PCP, ontem em reunião de câmara sobre a aprovação da novel empresa municipal para a gestão dos espaços culturais e desportivos, foi para mim uma surpresa;
surpresa por aquilo que foi dito e escrito, quer pelos vereadores, quer por distintos responsáveis do PCP local antes da votação sem aparente correspondência na altura da votação;
surpresa pela ginástica de rins, pelo redefinir de posições não habituais e que desaguaram naquela posição - voto favorável à medida a par dos autores da proposta (PS) e do fiel da balança (PSD);
que terá acontecido para este desenlace? que pressuporá ele politicamente?
que outras surpresas nos estarão reservadas?
não faço juízos se para melhor se para pior;
o certo é que a posição do PCP, ontem em reunião de câmara sobre a aprovação da novel empresa municipal para a gestão dos espaços culturais e desportivos, foi para mim uma surpresa;
surpresa por aquilo que foi dito e escrito, quer pelos vereadores, quer por distintos responsáveis do PCP local antes da votação sem aparente correspondência na altura da votação;
surpresa pela ginástica de rins, pelo redefinir de posições não habituais e que desaguaram naquela posição - voto favorável à medida a par dos autores da proposta (PS) e do fiel da balança (PSD);
que terá acontecido para este desenlace? que pressuporá ele politicamente?
que outras surpresas nos estarão reservadas?
sábado, abril 5
da política local
A estrutura concelhia de Évora do Partido Socialista foi ontem a votos, com resultados que pouco acrescentam à linha do horizonte partidário;
Algumas notas sobre uma vida interna vista por um elemento (eu mesmo) que não foi convidado para a comissão política concelhia mas que integra a secção de Évora.
O Partido Socialista queira-se ou não, concorde-se ou não, é um partido plural. Plural por integrar diferentes correntes de opinião, diferentes facções, diferentes lógicas de governação e de acção pública. Plural porque os seus próprios estatutos concebem a possibilidade de existirem tendências no seu seio.
Ora esta pluralidade tem servido para quase tudo. Por um lado, para o reconhecimento político, partidário e social que o PS tem assumido no contexto nacional e local.
Mas, por outro lado, e em face de posições diferenciadas tem servido também para o entrincheirar de posições, lógicas e poderes por vezes mais fulanizados do que ideológicos, mais individuais que políticos.
O PS, no concelho e no distrito, tem-se pautado por um paulatino crescimento, como se tem evidenciado nos actos eleitorais, e por uma crescente consolidação da sua massa eleitoral.
contudo, o PS, em militantes, tem crescido muito pouco e muito menos do que intenções ou os votos expressos. Talvez por isso mesmo a sua organização interna é ainda muito marcada por lógicas dos idos anos 70 ou 80 do século passado, onde os debates eram marcadamente ideológicos. Onde os tempos foram muito marcados por lógicas mais partidárias que políticas.
Neste século XXI, o PS em Évora mantém estas mesmas características. Uma excessiva dependência (quando não reverência) pelas figuras nacionais, um apagamento político local (escassez manifesta de debate, de confronto de ideias, de integração das diferenças, de afirmação das tolerâncias), uma permanência de lógicas de acção institucional que facilmente são identificáveis com a História local do partido, alguma dificuldade em apresentar ideias próprias, uma linha de orientação definida, ou mesmo de apresentar uma capacidade de renovação que, apesar de existente, é ainda muito incipiente e dependente das lógicas de fulanização, de camaradagem, de dependências. Isto é, o lifting externo e público que marcou o aparecimento de novos nomeados não teve, ainda, a necessária correspondência interna.
ora os tempos e tudo o que eles trazem, são outros, como as exigências, a abertura, a participação, o debate, o pluralismo e alguma flexibilidade de fronteiras, de modo a integrar outros elementos, novas ideias.
Saibam as novas estruturas criar mecanismos e instrumentos que possam contrariar uns e afirmar outros.
Algumas notas sobre uma vida interna vista por um elemento (eu mesmo) que não foi convidado para a comissão política concelhia mas que integra a secção de Évora.
O Partido Socialista queira-se ou não, concorde-se ou não, é um partido plural. Plural por integrar diferentes correntes de opinião, diferentes facções, diferentes lógicas de governação e de acção pública. Plural porque os seus próprios estatutos concebem a possibilidade de existirem tendências no seu seio.
Ora esta pluralidade tem servido para quase tudo. Por um lado, para o reconhecimento político, partidário e social que o PS tem assumido no contexto nacional e local.
Mas, por outro lado, e em face de posições diferenciadas tem servido também para o entrincheirar de posições, lógicas e poderes por vezes mais fulanizados do que ideológicos, mais individuais que políticos.
O PS, no concelho e no distrito, tem-se pautado por um paulatino crescimento, como se tem evidenciado nos actos eleitorais, e por uma crescente consolidação da sua massa eleitoral.
contudo, o PS, em militantes, tem crescido muito pouco e muito menos do que intenções ou os votos expressos. Talvez por isso mesmo a sua organização interna é ainda muito marcada por lógicas dos idos anos 70 ou 80 do século passado, onde os debates eram marcadamente ideológicos. Onde os tempos foram muito marcados por lógicas mais partidárias que políticas.
Neste século XXI, o PS em Évora mantém estas mesmas características. Uma excessiva dependência (quando não reverência) pelas figuras nacionais, um apagamento político local (escassez manifesta de debate, de confronto de ideias, de integração das diferenças, de afirmação das tolerâncias), uma permanência de lógicas de acção institucional que facilmente são identificáveis com a História local do partido, alguma dificuldade em apresentar ideias próprias, uma linha de orientação definida, ou mesmo de apresentar uma capacidade de renovação que, apesar de existente, é ainda muito incipiente e dependente das lógicas de fulanização, de camaradagem, de dependências. Isto é, o lifting externo e público que marcou o aparecimento de novos nomeados não teve, ainda, a necessária correspondência interna.
ora os tempos e tudo o que eles trazem, são outros, como as exigências, a abertura, a participação, o debate, o pluralismo e alguma flexibilidade de fronteiras, de modo a integrar outros elementos, novas ideias.
Saibam as novas estruturas criar mecanismos e instrumentos que possam contrariar uns e afirmar outros.
sexta-feira, abril 4
do espanto

e as notícias sobre a escola continuam;
Vem-me à ideia que alguém se atreveu a olhar pelo postigo ou pela nesga da janela e a ver o que acontece ali, naquele espaço algo próximo de nós, afinal todos fomos alvo da acção da escola, afinal temos filhos na escola, afinal as notícias sucedem-se em catadupas, afinal os discursos educativos são uma constante, as solicitações à escola prementes, e simultaneamente tão distante, tão pouco se sabe num espaço de opinião onde todos parecem saber tudo, onde todos parecem ter poções mágicas para a solução dos problemas, onde todos opinam, onde todos se surpreendem com aquilo que observam; se espantam com os factos, se surpreendem com os acontecimentos;
serão os tempos apenas reflexos de uma árvores ou elucidativos da floresta? serão situações pontuais e casuísticas ou serão, em contrapartida, uma ponte de iceberg?
afinal, qual é o espaço actual da escola pública portuguesa?
afinal, como andamos nós a relacionarmo-nos com os nossos filhos, que conversas temos, o que sabemos deles, o que fazemos com eles?
domingo, março 16
de cá
do lado de cá, da cidade, desta minha cidade, deste lado dos meus sentimentos;
notam-se duas perspectivas que se cruzam, habitualmente em nenhures, num qualquer infinito que não conduz a lado nenhum;
uma assente apenas em mais do mesmo, na crítica, muita das vezes anónima, num brinca ao toque e foge, típico de quem tem apenas o bota-abaixo para usar e carece de argumentos, de elementos factuais que permitam ir além de uma opinião individual e que por aí se fica;
uma outra, mais fundamentada, mais estruturada e que procura alguma consistência, coerência e capacidade de alcance do munícipe;
entre uma e outra é possível perceber que os que já apresentaram inimizades estão agora em paz; algumas das dúvidas antes apresentadas são agora certezas dogmáticas; algumas das insinuações que antes foram feitas pelos próprios são agora meros boatos, quezílias passadas e ultrapassadas;
afinal, as amizades sempre se constroem nos interesses do voto, na posição assumida;
é um construir da barricada, pois a estória individual manda mais que a História municipal e não se conseguem superar fantasmas;
notam-se duas perspectivas que se cruzam, habitualmente em nenhures, num qualquer infinito que não conduz a lado nenhum;
uma assente apenas em mais do mesmo, na crítica, muita das vezes anónima, num brinca ao toque e foge, típico de quem tem apenas o bota-abaixo para usar e carece de argumentos, de elementos factuais que permitam ir além de uma opinião individual e que por aí se fica;
uma outra, mais fundamentada, mais estruturada e que procura alguma consistência, coerência e capacidade de alcance do munícipe;
entre uma e outra é possível perceber que os que já apresentaram inimizades estão agora em paz; algumas das dúvidas antes apresentadas são agora certezas dogmáticas; algumas das insinuações que antes foram feitas pelos próprios são agora meros boatos, quezílias passadas e ultrapassadas;
afinal, as amizades sempre se constroem nos interesses do voto, na posição assumida;
é um construir da barricada, pois a estória individual manda mais que a História municipal e não se conseguem superar fantasmas;
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