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quinta-feira, junho 5

auto-avaliação

a Inspecção Geral de Educação comunicou às escolas que, a bem ou mal, irá efectuar avaliações;
a bem é por auto-proposta das escolas, a mal é se não se auto-propuserem ou não forem em número pretendido;
pronto, a minha disponibilizou-se a bem, para a avaliação;
o engraçado é que a IGE lhe chama auto-avaliação;

quarta-feira, junho 4

listas

apesar de algumas orientações no sentido de não existirem listas para o conselho geral transitório, na minha escola acertam-se ideias, limam-se arestas e muito provavelmente será uma excepção;
muito provavelmente até eu integrarei uma lista;
para onde vamos, como vamos e de que modo iremos são questões pertinentes na véspera de um novo ano lectivo que se avizinha complicado e complexo;

terça-feira, junho 3

perto


perto do final de mais um ano lectivo, há quase sempre balanços para fazer;
regressado que estive, apercebo-me do caos, próprio e alheio do sistema, sinto o descontentamento de não sabermos por onde andamos, para onde vamos, os sorrisos tristes de estarmos sozinhos numa sala de aula, de nos debatermos contra as incapacidades, nossas e dos outros; a agrura de começar sempre como se nada tivesse existido...

sexta-feira, maio 30

respostas

como andas tu?
como os outros todos, diferente dos outros outros;

quarta-feira, maio 21

transitório

na minha escola foi aprovado um projecto educativo que irá ser transitório;
no meio das diferenças (algumas profundas) no modo de entender a escola e a relação pedagógica, apraz-me perceber que há caminhos que não são becos, mesmo que sejam transitórios...

quinta-feira, maio 8

início do fim

o que me custa na escola é o princípio do fim ser o início de quase tudo;
as ditas cujas actividades de enriquecimento curricular (AEC), na minha escola, decorrem, consideração minha e pessoal, de modo impecável e pertinente; seja pela oferta que, por acasos, foi criada, pela cooperação e articulação que tem existido entre os responsáveis das AEC's, pelas lógicas que lhe estão instituídas de assegurar ligações futuras;
há coisas menos boas e algumas mesmos más, obviamente, mas globalmente considero positiva a experiência;
sem avaliação nem ponderação já se pensa alterar o figurino e mudar as ofertas; contingências, dizem, limitações, afirmam;
o certo é que o início do próximo ano lectivo será, uma vez mais, o princípio de tudo, como se não existisse história na escola, como se o feito fosse arrumado em arquivo morto; como se as situações fossem descartáveis;
é pena...

divisões

na parte final de um ano lectivo que foi declaradamente conturbado, o bom senso custa a prevalecer em algumas escolas;
na minha, de roda de um projecto educativo transitório, o conselho pedagógico divide-se a meio, aparentemente sem possibilidades de desempate;
as discussões tornam-se redondas e as saídas inoportunas;
convenço-me das dimensões que o director pode vir a assumir, definindo objectivos, indicando coordenadores, assumindo controlo, centralizando unipessoalmente a decisão;
não sei como irá ser na generalidade, mas na minha escola vai ser giro, áh vai, vai;

sábado, abril 26

sobre desenhos


na passada 5ª feira, passou pela minha escola um ilustrador de estórias, contador de desenhos, de nome André Letria;
no contexto de uma semana dedicada aos livros e à leitura, em iniciativa organizada pelos docentes responsáveis pela biblioteca e centro de recursos da escola, foi ver o pessoal a fazer perguntas ao senhor - como é que começou, se ganha muito, que técnicas utiliza, como foi a passagem pela escola, que livros mais gostou de desenhar, entre muitas e muitas outras;
gostei de o conhecer, pela simplicidade que colocava nas respostas, pelo espicaçar da curiosidade dos presentes face aos seus livros, pela disponibilidade que desde que chegou evidenciou para estar próximo dos alunos;
iniciativas que revelam o muito que não é sujeito a avaliação de desempenho;

terça-feira, abril 15

sobre uma moção

na minha escola a discussão sobre a moção - entre ministério da educação e sindicatos - deu em não;
sem grandes argumentos, nem opiniões claras; não, pronto...
não se percebe que ficamos (professores) mal vistos na fotografia social;
lá fora ninguém compreende lá muito bem o que se passa dentro da escola e o porquê destas posições face à avaliação;
cá dentro ninguém discute alternativas nem outros modos de conduzir a coisa;
quais serão as alternativas? para onde caminharemos? para onde irá a escola pública?

quarta-feira, abril 9

da liderança

é nos tempos incertos, causados por mote próprio ou alheio, dispostos ou impostos, que se fazem sentir as lideranças;
é, utilizando a metáfora do mar, no mar revolto que se percebe onde estão os capitães de água doce ou que são pescadores de fim-de-semana dos marinheiros que sabem para onde querem ir, o que têm de fazer, como devem de agir;
as lideranças não se impõem nem precisam de decreto; existem, fruto de circunstâncias várias;
e é neste tempos, em que a escola navega águas turbulentas, onde todos dizem o caminho e não se sabe para onde se vai, que mais se faz sentir a necessidade de uma liderança que, assente nas competências, saiba gerir o bom senso que ainda resta nesta escola e discernir onda acaba a participação e começa a acção;

domingo, março 16

das estórias

é em contraposição às grandes questões de política que cada vez mais o meu quotidiano é construído e definido;
pelos pequenos nada do meu quotidiano, pelas pequenas e insignificantes estórias de todos os dias, pelos sorrisos e pelas agruras de cada pessoa com que cruzo, seja ela um professor, um funcionário ou um aluno;
são estas pequenas estórias, os pequenos nada de todo o dia que nos alegram e motivam, nos estimulam e espicaçam que nos atiram para a frente e me ajudam a perceber que as grandes questões de política até nos passam ao lado;
no meio de tudo isto, quase que apetece perguntar, afinal, onde ficam os afectos, as relações emotivas, os sentimentos que nos ajudam a perceber cada dia como diferente do outro;

dos dias

no meio da confusão que está instalada (e que não perspectivo um fim) abdico de escrever sobre os dias, os quotidianos que acabam por preencher as pequenas (e as grandes) minudecências;
os meus quotidianos educativos, repletos de pequenos nadas construídos entre as conversas de colegas e acontecimentos de alunos, ficam preteridos, não pela sua pouca significância, mas mais pelo meu alarme das coisas políticas;

sexta-feira, março 7

da imitação

no período de almoço, pela biblioteca da escola, os mais novos entretêm-se a imitar os adultos, entre atitudes e profissões;
a mais imitada é a de professor;
mal sabem eles como isto anda...

quinta-feira, março 6

do eu

na escola, a utilização do computador, dá para perceber alguns dos modos e das formas de relacionamento entre os jovens - apenas um postigo por onde se intromete uma nesga de luz;
o hi5 adquire uma dimensão que vai para além do simples eu, se reveste do outro e cria imagens pessoais que são descobertas e redescobertas nos modos de sermos;
as fotografia que cada jovem coloca, cria uma imagem de si mesmo; imagem que é, primeiramente, para si mesmo, mas também para o outro; imagem que é um modo de se ver e um modo como gostaria que os outros o vissem;

quinta-feira, fevereiro 21

da dúvida

entre uma e outra das considerações, entre as margens da lei, fico com a sensação que algumas escolas (espero que não todas, nem a maioria) tenham caído na lógica do desenrasca, do reforço da ilhota, da criação de refúgios e abrigos, do auto-isolamento, do acentuar da distanciação à realidade;
começa a ser o desenrasca a imperar;

das margens

a política sempre esteve presente nos corredores e nas salas de uma qualquer escola; ainda que implicitamente, ainda que à boca pequenina, ainda que sub-repticiamente, ainda que circunscrita a alguns defensores assumidos de ideias, atitudes, valores; mas a política sempre marcou presença, pelos modos e lógicas de organização, pela cultura que veicula, pela distribuição de recursos, pelas hierarquias pressupostas;
agora, se há coisas que o legislador conseguiu, foi trazer a política educativa e escolar para a boca de cena;
a política, o conjunto de opções, as ideias e os valores que estão presentes no discurso dos docentes, deixou de estar circunscrito ao rio, galgou as suas margens e visibilizam-se todo um conjunto de fragilidades (conceptuais, valorativas, profissionais) tal qual a natureza das coisas;

quarta-feira, fevereiro 20

das soluções

para quem não sabe até as soluções são problema;
para quem não quer, remoer soluções pode ser um problema;
ele há coisas que é difícil identificar e mais difícil de perceber - pelo menos para a minha pessoa;

segunda-feira, fevereiro 18

da chuva

em dias de chuva aumenta a circulação do pessoal, os atritos e sempre alguma confusão pelo amalgamar das gentes;
nada que não se resolva, mas o sol faz bem melhor que a chuva à escola - e não só;

sexta-feira, fevereiro 15

do namoro

uma colega, directora de turma, anda seriamente preocupada com um casal da sua turma de 9º ano;
ouvia tecer os seus comentários, apresentar uma ou outra situação, dar conta da interferência nos resultados escolares;
passado pouco tempo tive oportunidade de presenciar um momento desse namoro;
não sou propriamente susceptível, mas fiquei impressionado;

segunda-feira, fevereiro 11

da conversa

desculpem lá qualquer coisinha, mas a propósito do que o senhor secretário de estado teve oportunidade de dizer e reafirmado no sítio do polvo, referente à avaliação de desempenho, tenho a dizer:
houve um que falou e houve mais de 100 mil interpretações e entendimentos;
ao qual se pode chegar à brilhante conclusão que cada qual ouve o que quer e como quer;