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quarta-feira, junho 18

caminhos

um projecto de investigação, na área do doutoramento, é um percursos solitário, individual;
torna-se essencial, de quando em vez, perceber onde estamos, por onde vamos, se estamos próximos do princípio ou do fim, em nenhures ou algures;
estou neste processo; a orientação orienta-me, mas não diz se estou perto ou distante - isso é da minha responsabilidade;
as conversas, com colegas em idêntica situação, servem para aferir de mais dúvidas e de outras questões;
há que descobrir onde estou e como estou;
são caminhos a descobrir...

terça-feira, junho 10

livros


inevitavelmente sempre que faço uma busca um pouco mais refinada, um pouco mais fina, encontro coisas que me interessam, das quais gosto e de que preciso para a minha escrita;
encontrar um livro já deste ano de N. Rose é uma oportunidade há qual não resisti;

domingo, maio 25

avanços

e recuos...
é assim que é feito o meu trabalho de investigação;
praticamente ao fim de três anos de trabalho, de leituras e de alguma escrita, consigo criar um texto com "pernas para andar";
a porra é que me altera o campo de estudo e agora me sinto (novamente) não será emperrado, mas enleado;
falta de conversa com o orientador e falta de trabalho na área documental;

quarta-feira, maio 21

no parado

pouco (ou nada) tenho feito sobre o meu projecto de trabalho;
entre desculpas e justificações possíveis (cansaço, impaciência, disponibilidade...) tudo serve para que me falte aquilo que deve, a cabeça para mergulhar nas ideias...

terça-feira, maio 13

trabalho autónomo

isto de realizar um projecto de investigação a residir na província e ter um orientador na capital do império (e viajado) não é fácil;
acentua o trabalho autónomo, é certo, mas é leeeennnnnttttooooo...

segunda-feira, maio 5

sobre textos

na distância deste espaço consegui organizar e produzir um esboço de texto sobre aquilo que ando a fazer, em redor de comportamentos, da regulação social da escola ou dos instrumentos disciplinares;
a resposta do orientador, sempre pertinente e oportuna, vai no sentido que "uma tese ganha-se com contenção teórica e metodológica";
isto porque persisto em misturar conceitos, uns oriundos das políticas públicas (onde me devo centrar), outros oriundos da análise organizacional;
contenção, precisa-se; como preciso de organização do meu espaço mental para que possa ter contenção metodológica;
e já lá vão quase três anos de trabalho; sinceramente, sinceramente, apenas um ano e qualquer coisa...
é que há males que vêm por bem...

terça-feira, abril 8

do trabalho

antes, no contexto da minha tese, sentia a necessidade de leituras, de afinar as referências bibliográficas que possam ser suporte a um texto argumentativo, coerente e sustentado;
agora sinto a falta do campo de investigação, de elementos de recolha documental que me permitam ultrapassar as contrariedades que tenho sentido;
tenho dois corpos recolhidos, mas ainda não totalmente estruturados, que preciso de organizar e trabalhar, para ver se me desenvencilho da coisa;
há sempre uma, particularmente assente no meu espírito algo rebuscado de fazer as coisas, de as complicar;
o trabalho simples, directo, objectivo é apanágio de apenas alguns, do qual não sinto fazer parte;

quarta-feira, abril 2

das ideias


passo horas de roda do computador à procura, por vezes, nem sei do quê;
organizo ideias, procuro conceitos, argumentos para justificar uma ou outra afirmação; leio, folheio livros e páginas soltas a ver se consigo escrever uma linha, criar e estruturar uma qualquer ideia;
muita vezes sem consequência, sem qualquer resultado aparentemente vísivel; como estou condicionado, no meio do trabalho académico são horas de me fazer à estrada e ir para a escolinha; faço-me à estrada;
no meio do caminho sinto o aproximar de uma ideia, de um possível excerto para um texto;
páro o carro no primeiro sítio onde posso; saco do bloco de notas e escrevo a ideia,passo para o papel aquilo que comecei a pensar;
sinto que é uma ideia que pode ser para além de útil, estruturante ao trabalho que desenvolvo;
por vezes as ideias não têm momento ou contexto específico para surgir, surgem e tenho que as aproveitar;

terça-feira, março 25

do indivíduo

No meio das leituras (obrigatórias) com que me entretenho, na generalidade dos casos uma variação entre a sociologia política e a sociologia dos comportamentos sociais, dou com algumas ideias que, não sendo novas (algumas datam de meados da década de 90 do século passado) têm hoje mais pertinência e são mais evidentes que antes.
Uma das ideias é a passagem de um indivíduo social para um indivíduo individual, passagem perante a qual a escola – e a escola pública – não apenas colaborou como incentivou.
O indivíduo social é fruto de um tempo marcado pela industrialização, pelo desenvolvimento e consolidação de um Estado Providência. Neste período, perante o qual é impossível estabelecer uma linha divisória, o indivíduo era preparado, educado para se integrar num contexto compartimentado de situações. Preparado e educado para integrar grupos e contextos sociais colectivos. Ele era preparado para uma profissão, para integrar um grupo ou classe social, para pertencer a uma cidade ou nação, ter uma língua e uma cultura, conhecer as fronteiras (naturais ou políticas) de um território.
Nesta medida, toda a estruturação educacional orientava o indivíduo para a sua integração social e colectiva, sendo possível delimitar e identificar semelhanças e diferenças, próximos e distantes, amigos e inimigos.
Mais recentemente, fruto de diferentes e variadas circunstâncias, começa-se a sentir a passagem deste indivíduo social e colectivo para um indivíduo individual. Nesta fase, muito marcada pelo acentuar da globalização, das migrações, das redes e do virtual, o individuo é educado para ser flexível, tolerante, para desenvolver as suas competências individuais (sejam sociais ou profissionais), para se integrar no contexto das diferenças (de língua, de cultura, de modos de ser e estar, de crenças e religiões).
Na nossa sociedade, convivem (ou sempre conviveram) estas duas dimensões do indivíduo. Convivência que provoca fricções, alguma tensão e alguma dificuldade de se catalogar o amigo do inimigo, identificar o próximo do distante, a fronteira fluída entre espaços e gentes.
Como se harmonizarão estes indivíduos, que olham o mundo de modo tão diferente? Como se conjugarão eles na construção dos futuros, é o desafio de perceber.

domingo, fevereiro 3

da dúvida

na passada 6ª feira fui à cidade ouvir conversas que se cruzam com os meus interesses de momento;
para além de perceber que o mundo continua a rodar, serena e pacatamente, também tive oportunidade de rever amigos e amizades e ouvir daquelas coisas que de tão óbvias são difíceis de encarar;
disse T. Popkewitz que o futuro se constrói entre medos e esperanças - esperanças nas tecnologias, num Homem novo, em novas oportunidades, em desafios novos, em curas, e nos medos de crises económicas, de alterações ambientais, de impactos demográficos, de pandemias, etc;
entre dúvidas e angústias não temos outro remédio senão o de ir em frente - com aquilo que conseguimos reunir do nosso passado e que hoje, neste presente, utilizamos - bem ou mal isso já é outra conversa;

terça-feira, janeiro 22

da atenção

tenho de assumir uma certa quebra de produtividade no desenvolvimento da minha tese;
seja pelo envolvimento em que me sinto, em processos que decorrem na escola, seja por alguma dificuldade de digerir as leituras, de momento há um marcar passo;
talvez avance um destes dias e me solte o pensamento e a escrita;

domingo, janeiro 6

das voltas

isto de andar à procura de uma escrita tem muito que se lhe diga;
o tema a partir do qual procuro escrever chama-se a regulação dos quotidianos, praticamente desde o princípio; e tenho andado empacado com a coisa, as ideias não me fluem como gostaria e ambiciono;
de repente até parece que se fez luz, talvez o problema decorra da relação que procuro criar entre os quotidianos e a (in)disciplina; os primeiros são muito mais abrangentes, implicam a norma, é certo, mas vão muito para além do quotidiano mediante a criação de elementos de subjectivação e de definição das próprias condutas; os segundos (de in-disciplina) ficam-se pelo momento, pela circunstância, pela ocasião, são mais normativos e funcionalistas e morrem quando nascem (na generalidade das situações);
ora procurar analisar os quotidianos educativos ao longo dos últimos trinta anos quase que me obriga a analisar as situações disciplinares, mas não me cingir a elas, procurar perceber como se relacionam conceitos, mas ir além deles;
isto devagarinho vai lá, ou não fosse eu alentejano;

segunda-feira, dezembro 31

da arrumação

entre as últimas há sempre uma ideia ou outra que desperta alguma curiosidade;
no contexto da cartografia do conceito de disciplina na escola pública e em face de tantos e tão dispersas referências, resolvi arrumá-los em 4 cantos, 4 gavetas que me permitem perceber que conceitos se cruzam, que ideias e valores se veiculam, que modelos pedagógico-sociais se perspectivam;
foi um final de ano até algo produtivo, apesar das intermitências de escrita;

domingo, dezembro 30

do balanço

esta altura é propícia a balanços;
o que ficou por fazer, o que foi feito, o que se perspectiva fazer etc., etc,
nesta altura e neste local, apenas duas referências;
o que passou passou e saudades apenas do futuro, como diria o poeta e um valente amigo;
para a frente apenas os desejos de saúde, paciência e aquilo que dá força ao entendimento do quotidiano, do nosso dia-a-dia;
pessoalmente e até daqui a um ano, vou tentar terminar três dos capítulos que me consomem (um sobre a genealogia do conceito, outro sobre os instrumentos e outro sobre a regulação social), isto é todos aqueles que não se relacionam de perto (nem de longe) com o trabalho de campo da minha tese; como irei procurar concluir todo o trabalho de campo;
tudo o mais, logo se verá;

quinta-feira, dezembro 20

da orientação

ontem foi dia de conversa com o orientador;
troca de ideias e esclarecimento de algumas dúvidas foram o pretexto para uma amena cavaqueira onde a grande, mesmo grande preocupação é não me sentir desorientado no meio de um projecto de trabalho que me consome energias;
do outro lado, da conversa do orientador, a clara percepção quanto ao entendimento dos meus ritmos de trabalho, e dos receios que com ele se podem colocar;
disperso-me com alguma facilidade, divirjo com relativa frequência, como consigo, como ultimamente, apresentar períodos onde a focalização me permite rendimentos inquestionáveis;
há que procurar garantir a continuidade de um trabalho e a focalização necessária e suficiente para que me sinta preso aos trilhos e não descarrile;
gostei da conversa, para além de ter ficado algo esclarecido quanto às dúvidas que levava, também gostei do afloramento de outras que o tempo - e as leituras - procurarão esbater;

terça-feira, dezembro 11

do índice

na construção de um projecto de investigação é básica a necessidade de se criar um índice que permita canalizar os esforços (leituras, escritas, pensamentos e ideias);
há já algum tempo que tinha o meu, pela qual, melhor ou pior, me orientava;
reformulei-o agora de alto abaixo;
descobri que o anterior estava inconsequente e com manifesta falta de coerência;
o que recreei apresenta-se-me mais claro, com melhores condições de canalizar os esforços;
tem sido um processo feito por aproximações, muitos recuos, algumas hesitações, como algumas convicções;
teria de ser assim, muito provavelmente;

terça-feira, dezembro 4

da escrita

quando me reencontro com a minha escrita, aquela que decorre mais por dever e obrigação, que por prazer e impulso, fico com menos tempo, menor disponibilidade para este meu cantinho;
entretenho-me no coligir os instrumentos (elementos que estruturam as relações de poder entre governo e governados e que são imbuídos de valores, ideias e modelos subjacentes a essa relação) e na sua organização em face das dimensões que perspectivam e daquilo que, pretensamente, pretendem regular;
fica-me pouca vontade para escrever por aqui;

terça-feira, novembro 27

dos modelos

uma das ideias que sobressai neste título é que quando emitimos uma opinião sobre a escola (seja sobre o seu funcionamento, organização ou simplesmente sobre as suas rotinas) não emitimos apenas uma opinião mas associamos-lhe um conjunto de ideias e de valores que podem pressupor um dado modelo quer pedagógico, quer social;
na defesa de pontos de vista sobre a escola (as avaliações, as práticas, os processos, os comportamentos, os modos...) temos, quase sempre, subjacente uma dada ideia de como as coisas deviam ser; e, na generalidade dos casos, em vez de ser uma ideia de interpelação, de questionamento orientado, de perspectiva crítica, são modelos que remetem para passados (públicos ou pessoais), para modos (de conformidade) com que nos formamos e com que nos fomos formando;
nos tempos que correm em que as políticas apelam à conformidade social e profissional, onde ambicionamos uma estabilidade inexistente e que garantidamente não regressará atrás, é determinante agir-se em face de um perspectiva crítica, isto é, questionar o que temos e avançar para modos, práticas e modelos alternativos - de escola, de organização, de práticas lectivas e pedagógicas, de relação com alunos e pais/encarregados de educação, com a comunidade em que a escola se situa;
neste contexto os professores têm mais possibilidades do que aquelas que imaginam e perante as quais se cerceiam na sua capacidade interventiva (e social);
pensar e implementar práticas colaborativas, abrir espaços de diálogo, conversa e entendimento com os outros, procurar diversificar processos e práticas, envolver o aluno mediante os seus interesses e opções, dar a conhecer outras realidades, outras perspectivas a partir da sua disciplina são coisas que, na generalidade, os professores já fazem; mas não o fazem habitualmente nem de modo sistemático e coerente, nem reflectido, em face de resultados ou de produtos;
e isto é determinante que aconteça;

das opiniões


há muito que procurava este título e que teimava em não encontrar;
uma vez solicitei-o a uma livraria do Porto, que me encontra quase tudo o que pretendo e preciso, mas levaram tanto tempo a enviar que, quando o fizeram, não estava por casa e acabou devolvido à precedência;
encontrei-o agora, no meio de um conjunto de livros vindos a pensar no Natal;
o título não é o mais apelativo comercialmente, implica, por outro lado, ter em conta outras referências bibliográficas, nomeadamente a discussão dos anos 70 entre Bourdieu e Passeron sobre a violência simbólica da escola e dos sistemas educativos;
apesar de já ter passado algum tempo sobre a sua edição, talvez seja de todo em todo pertinente o regresso às ideias e aos pensamentos que ali se espraiam;
é o livro que mais prazer me deu ler no contexto da problemática da violência e da indisciplina nas escolas;

terça-feira, novembro 20

do sem fim


realizar um projecto de investigação é como descascar uma imensa cebola, há sempre mais qualquer coisa, algo de interesse, uma outra camada;
assim sendo, torna-se uma questão de opções, de valorizações, de escolhas, de apostas de modo a evitar que o projecto se eternize;
a este facto acresce a acutilante pertinência de considerar a disciplina na escola pública (ou a indisciplina) como centro da abordagem de onde brotam, jorram referências, títulos, apontamentos, notícias, toda uma diversidade de textos que levam a considerar o trabalho plenamente inacabado;
por opção, terei de dar por terminado o mapeamento deste conceito até final do ano, prescindindo de tudo o que possa vir a ser encontrado posteriormente; como me terei de concentrar (focalizar) em três ou quatro referências (Jorge do Ó, Nikolas Rose, M. Foucault, Teresa Estrela) que se revelam, por construção teórica, determinantes no meu processo de abordagem; têm em comum o facto de partirem das ideias, dos valores e dos modelos que, quer a disciplina, quer as situações de indisciplina revelam, fazem realçar na organização e no modo de agir da escola pública e na construção de si, da pessoa, do aluno, do cidadão;