desculpem lá qualquer coisinha, mas a encenação tecnológica da André de Gouveia, não terá sido apenas uma afirmação dos amigos e das amizades, das relações e dos conhecimentos? Uma afirmação de poderes, proximidades e protagonismos mais locais/regionais do que propriamente existirem interesses na área da educação?
Dúvidas, apenas…
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terça-feira, junho 17
terça-feira, junho 10
xadrez
a política faz-se e desenvolve-se como um jogo de xadrez; pensa-se antecipadamente na futura jogada, nas oportunidades do adversário, nas possibilidades a criar;
existirem surpresas porque as campanhas já começaram é pensar que as coisas acontecem porque sim ou porque sopas;
nada disso; há muito que nas águas profundas se fazem sentir as movimentações daqueles que têm interesses a preservar;
por estas e por outras preparo-me para sair de cena; saia de cena quem não é da cena...
existirem surpresas porque as campanhas já começaram é pensar que as coisas acontecem porque sim ou porque sopas;
nada disso; há muito que nas águas profundas se fazem sentir as movimentações daqueles que têm interesses a preservar;
por estas e por outras preparo-me para sair de cena; saia de cena quem não é da cena...
sexta-feira, maio 23
escrita
em altura em que cada vez mais me apetece escrever cada vez menos, dou por uma promoção no campeonato da escrita;
passei - corrijo, passaram-me - para um jornal a sério, com cheiro a tinta e tudo, que se pode manusear, amachucar ou guardar;
para mais informações clicar e ler a edição impressa;
terça-feira, maio 13
registo
apareceu um novo Registo nas bancas regionais;
um jornal semanal que dá conta do que por cá se passa;
terá pernas para andar? ou ficar-se-á pelo Registo...
um jornal semanal que dá conta do que por cá se passa;
terá pernas para andar? ou ficar-se-á pelo Registo...
sábado, abril 5
da política local
A estrutura concelhia de Évora do Partido Socialista foi ontem a votos, com resultados que pouco acrescentam à linha do horizonte partidário;
Algumas notas sobre uma vida interna vista por um elemento (eu mesmo) que não foi convidado para a comissão política concelhia mas que integra a secção de Évora.
O Partido Socialista queira-se ou não, concorde-se ou não, é um partido plural. Plural por integrar diferentes correntes de opinião, diferentes facções, diferentes lógicas de governação e de acção pública. Plural porque os seus próprios estatutos concebem a possibilidade de existirem tendências no seu seio.
Ora esta pluralidade tem servido para quase tudo. Por um lado, para o reconhecimento político, partidário e social que o PS tem assumido no contexto nacional e local.
Mas, por outro lado, e em face de posições diferenciadas tem servido também para o entrincheirar de posições, lógicas e poderes por vezes mais fulanizados do que ideológicos, mais individuais que políticos.
O PS, no concelho e no distrito, tem-se pautado por um paulatino crescimento, como se tem evidenciado nos actos eleitorais, e por uma crescente consolidação da sua massa eleitoral.
contudo, o PS, em militantes, tem crescido muito pouco e muito menos do que intenções ou os votos expressos. Talvez por isso mesmo a sua organização interna é ainda muito marcada por lógicas dos idos anos 70 ou 80 do século passado, onde os debates eram marcadamente ideológicos. Onde os tempos foram muito marcados por lógicas mais partidárias que políticas.
Neste século XXI, o PS em Évora mantém estas mesmas características. Uma excessiva dependência (quando não reverência) pelas figuras nacionais, um apagamento político local (escassez manifesta de debate, de confronto de ideias, de integração das diferenças, de afirmação das tolerâncias), uma permanência de lógicas de acção institucional que facilmente são identificáveis com a História local do partido, alguma dificuldade em apresentar ideias próprias, uma linha de orientação definida, ou mesmo de apresentar uma capacidade de renovação que, apesar de existente, é ainda muito incipiente e dependente das lógicas de fulanização, de camaradagem, de dependências. Isto é, o lifting externo e público que marcou o aparecimento de novos nomeados não teve, ainda, a necessária correspondência interna.
ora os tempos e tudo o que eles trazem, são outros, como as exigências, a abertura, a participação, o debate, o pluralismo e alguma flexibilidade de fronteiras, de modo a integrar outros elementos, novas ideias.
Saibam as novas estruturas criar mecanismos e instrumentos que possam contrariar uns e afirmar outros.
Algumas notas sobre uma vida interna vista por um elemento (eu mesmo) que não foi convidado para a comissão política concelhia mas que integra a secção de Évora.
O Partido Socialista queira-se ou não, concorde-se ou não, é um partido plural. Plural por integrar diferentes correntes de opinião, diferentes facções, diferentes lógicas de governação e de acção pública. Plural porque os seus próprios estatutos concebem a possibilidade de existirem tendências no seu seio.
Ora esta pluralidade tem servido para quase tudo. Por um lado, para o reconhecimento político, partidário e social que o PS tem assumido no contexto nacional e local.
Mas, por outro lado, e em face de posições diferenciadas tem servido também para o entrincheirar de posições, lógicas e poderes por vezes mais fulanizados do que ideológicos, mais individuais que políticos.
O PS, no concelho e no distrito, tem-se pautado por um paulatino crescimento, como se tem evidenciado nos actos eleitorais, e por uma crescente consolidação da sua massa eleitoral.
contudo, o PS, em militantes, tem crescido muito pouco e muito menos do que intenções ou os votos expressos. Talvez por isso mesmo a sua organização interna é ainda muito marcada por lógicas dos idos anos 70 ou 80 do século passado, onde os debates eram marcadamente ideológicos. Onde os tempos foram muito marcados por lógicas mais partidárias que políticas.
Neste século XXI, o PS em Évora mantém estas mesmas características. Uma excessiva dependência (quando não reverência) pelas figuras nacionais, um apagamento político local (escassez manifesta de debate, de confronto de ideias, de integração das diferenças, de afirmação das tolerâncias), uma permanência de lógicas de acção institucional que facilmente são identificáveis com a História local do partido, alguma dificuldade em apresentar ideias próprias, uma linha de orientação definida, ou mesmo de apresentar uma capacidade de renovação que, apesar de existente, é ainda muito incipiente e dependente das lógicas de fulanização, de camaradagem, de dependências. Isto é, o lifting externo e público que marcou o aparecimento de novos nomeados não teve, ainda, a necessária correspondência interna.
ora os tempos e tudo o que eles trazem, são outros, como as exigências, a abertura, a participação, o debate, o pluralismo e alguma flexibilidade de fronteiras, de modo a integrar outros elementos, novas ideias.
Saibam as novas estruturas criar mecanismos e instrumentos que possam contrariar uns e afirmar outros.
sexta-feira, fevereiro 29
da correcção
afinal encontrei e corrijo a minha entrada anterior;
afinal já aconteceu em Beja e em Portalegre;
falta apenas Évora;
será normal?
afinal já aconteceu em Beja e em Portalegre;
falta apenas Évora;
será normal?
do Alentejo
e como está este meu Alentejo;
calmo, sereno na sua pacatez, impávido e...
o que pressuporá esta acalmia?
concordância e serenidade?
panela de pressão em aquecimento?
controlo de riscos?
Porto foi o que foi, Coimbra, Aveiro, Braga, Castelo Branco;
será que estou a falhar no acompanhamento da coisa? o que tenho perdido para não me aperceber de nada nem de coisa nenhuma?
que serenidade é esta?
calmo, sereno na sua pacatez, impávido e...
o que pressuporá esta acalmia?
concordância e serenidade?
panela de pressão em aquecimento?
controlo de riscos?
Porto foi o que foi, Coimbra, Aveiro, Braga, Castelo Branco;
será que estou a falhar no acompanhamento da coisa? o que tenho perdido para não me aperceber de nada nem de coisa nenhuma?
que serenidade é esta?
quarta-feira, fevereiro 20
do local
tenho dúvidas sobre o que se seguirá na política local;
as arrumações estão aparentemente definidas e as autorizações dadas;
as expectativas são escassas, tal é o panorama mais ou menos definido;
os pormenores poderão fazer alguma diferença, mesmo percentual em dia de voto, mas não conto com elas;
as arrumações estão aparentemente definidas e as autorizações dadas;
as expectativas são escassas, tal é o panorama mais ou menos definido;
os pormenores poderão fazer alguma diferença, mesmo percentual em dia de voto, mas não conto com elas;
segunda-feira, fevereiro 18
das dificuldades
ele há coisas em que os factos são incontornáveis;
a qualidade de vida alentejana não é compaginável com trovoadas;
sempre que há trovoada lá se vai a luz, as oscilações são constantes e os riscos dos equipamentos se danificarem enormes;
é a qualidade destas bandas
a qualidade de vida alentejana não é compaginável com trovoadas;
sempre que há trovoada lá se vai a luz, as oscilações são constantes e os riscos dos equipamentos se danificarem enormes;
é a qualidade destas bandas
quinta-feira, fevereiro 7
do espírito
para o que se diz, para o que se escreve, para o que se insinua sobre a universidade de Évora, aquela que é do Espírito Santo, atente-se nas palavras de quem está por dentro;
domingo, janeiro 20
do possível
quase nunca estou de acordo com a lógica, os princípios e os argumentos utilizados pelo meu compadre Palma Rita; há muita coisa a separar-nos mas um dos seus últimos apontamentos, apesar da diferença significativa que nos separa, há um traço que pode ser identificado como comum às nossas preocupações, a do papel que Évora, em particular, e o Alentejo genericamente estarão disposto a assumir a propósito da opção Alcochete em detrimento da Ota;
vai daí e repesco um apontamento publicado noutro espaço no passado dia 14 de Janeiro:
A decisão do governo de optar pela construção de um novo aeroporto internacional aproveitando o campo de tiro de Alcochete, em detrimento da Ota, vem colocar (ou realçar) um conjunto significativo de desafios à região Alentejo.
(...) a circunstância da zona mais afastada do Alentejo (provavelmente Vila Verde de Ficalho) ficar a pouco mais de 120 minutos de um aeroporto internacional é deveras significativa e elucidativa das oportunidades que se colocam.
Global e genericamente, escassos serão os locais deste Alentejo que ficarão a pouco mais de 90 minutos do aeroporto. Se considerarmos a disponibilização de novas acessibilidades, caso de rodovias, mas também de ferróvias, então temos o cenário montado para que esta região se torne alvo apetitoso de especuladores imobiliários, coutadas de caça, de turismo de circunstância ou, simplesmente, de apreciadores do exotismo alentejano. Será isso que queremos?
Estou certo que fazem falta coutadas, novos empreendimentos turísticos (...), como urge manter algum do exotismo alentejano. Mas só isso será escasso e algo contraproducente quanto ao futuro que ambicionamos para esta região e que passa por garantir estabilidade de vida, trabalho para as novas gerações, como garantir alguma da qualidade de vida que ainda temos.
O que está aqui em causa (...) é a de assegurar coerência regional, sustentabilidade das decisões, articulação de interesses, coesão regional e acima de tudo liderança regional face às opções de futuro.
Há futuros imaginados e há futuros possíveis. Entre uns e outros a diferença reside na capacidade de conduzir os nossos próprios destinos ou sermos conduzidos por ele ou pelos interesses que uns quantos nele poderão colocar.
Face ao que esses futuros podem implicar é essencial que haja protagonistas capazes de representar condignamente a região e os interesses alentejanos. Estaremos nós preparados?
O futuro o dirá…
vai daí e repesco um apontamento publicado noutro espaço no passado dia 14 de Janeiro:
A decisão do governo de optar pela construção de um novo aeroporto internacional aproveitando o campo de tiro de Alcochete, em detrimento da Ota, vem colocar (ou realçar) um conjunto significativo de desafios à região Alentejo.
(...) a circunstância da zona mais afastada do Alentejo (provavelmente Vila Verde de Ficalho) ficar a pouco mais de 120 minutos de um aeroporto internacional é deveras significativa e elucidativa das oportunidades que se colocam.
Global e genericamente, escassos serão os locais deste Alentejo que ficarão a pouco mais de 90 minutos do aeroporto. Se considerarmos a disponibilização de novas acessibilidades, caso de rodovias, mas também de ferróvias, então temos o cenário montado para que esta região se torne alvo apetitoso de especuladores imobiliários, coutadas de caça, de turismo de circunstância ou, simplesmente, de apreciadores do exotismo alentejano. Será isso que queremos?
Estou certo que fazem falta coutadas, novos empreendimentos turísticos (...), como urge manter algum do exotismo alentejano. Mas só isso será escasso e algo contraproducente quanto ao futuro que ambicionamos para esta região e que passa por garantir estabilidade de vida, trabalho para as novas gerações, como garantir alguma da qualidade de vida que ainda temos.
O que está aqui em causa (...) é a de assegurar coerência regional, sustentabilidade das decisões, articulação de interesses, coesão regional e acima de tudo liderança regional face às opções de futuro.
Há futuros imaginados e há futuros possíveis. Entre uns e outros a diferença reside na capacidade de conduzir os nossos próprios destinos ou sermos conduzidos por ele ou pelos interesses que uns quantos nele poderão colocar.
Face ao que esses futuros podem implicar é essencial que haja protagonistas capazes de representar condignamente a região e os interesses alentejanos. Estaremos nós preparados?
O futuro o dirá…
domingo, janeiro 13
da ignorância
é maravilhosos sermos ignorantes;
é admirável sabermos que não sabemos de nada e que nada se passa;
é óptimo e prazenteiro irmos em frente como se este pedaço de terra fosse único e exemplar para tudo o resto;
mas não é assim;
6º e sábado estive com colegas de outras regiões do país, oriundos de diferentes sectores da administração pública, uns desempenham papéis político-institucionais nesses sectores, outros são apenas funcionários;
são inevitáveis as comparações, sejam entre serviços, como entre regiões;
áh o teu serviço é isso, então imagina o meu...
áh o teu está assim, então escuta como está o meu...
na tua região fazem assim, então escuta como fizeram lá pelo meu lado...
por mim, fico mudo, quedo e calado quando me apercebo como as coisas correm pelas outras regiões e as comparo com a minha região; não sou propriamente um desconhecedor da realidade administrativa regional, mas fico sem palavras quando se comparam realidades político-administrativas;
há algo que me ultrapassa, me transcende; estou certo que o Alentejo estará muito à frente da realidade nacional, que será por estes lados que as coisas estão certas, correctas e no modo adequado;
mas que somos, estamos e agimos de modo muito diferente do resto do país disso não há dúvidas; talvez estejamos à frente e os outros não se apercebam...
é admirável sabermos que não sabemos de nada e que nada se passa;
é óptimo e prazenteiro irmos em frente como se este pedaço de terra fosse único e exemplar para tudo o resto;
mas não é assim;
6º e sábado estive com colegas de outras regiões do país, oriundos de diferentes sectores da administração pública, uns desempenham papéis político-institucionais nesses sectores, outros são apenas funcionários;
são inevitáveis as comparações, sejam entre serviços, como entre regiões;
áh o teu serviço é isso, então imagina o meu...
áh o teu está assim, então escuta como está o meu...
na tua região fazem assim, então escuta como fizeram lá pelo meu lado...
por mim, fico mudo, quedo e calado quando me apercebo como as coisas correm pelas outras regiões e as comparo com a minha região; não sou propriamente um desconhecedor da realidade administrativa regional, mas fico sem palavras quando se comparam realidades político-administrativas;
há algo que me ultrapassa, me transcende; estou certo que o Alentejo estará muito à frente da realidade nacional, que será por estes lados que as coisas estão certas, correctas e no modo adequado;
mas que somos, estamos e agimos de modo muito diferente do resto do país disso não há dúvidas; talvez estejamos à frente e os outros não se apercebam...
terça-feira, dezembro 11
da insinuação
a política local (senão mesmo a regional) é feita mais pela insinuação, pelo não dito, pelo omisso do que pela discussão de ideias e projectos;
nos últimos tempos (anos) a política não se discute, insinua-se; a política não se argumenta, lançam-se boatos;
mesmo no seio das próprias estruturas político-partidárias há quem sinta manifestas dificuldades em argumentar ideias, defender opções optando mais pela insinuação, pelo jogo debaixo da mesa;
talvez seja fruto dos actores que temos, talvez aprendizagens desajustadas; talvez por ausência de espaços de debate de ideias, mesmo partidários;
como não há espaços (nem grandes argumentos, diga-se) os comentários fazem-se valer por si, como se tivessem vida própria, e não têm;
nos últimos tempos (anos) a política não se discute, insinua-se; a política não se argumenta, lançam-se boatos;
mesmo no seio das próprias estruturas político-partidárias há quem sinta manifestas dificuldades em argumentar ideias, defender opções optando mais pela insinuação, pelo jogo debaixo da mesa;
talvez seja fruto dos actores que temos, talvez aprendizagens desajustadas; talvez por ausência de espaços de debate de ideias, mesmo partidários;
como não há espaços (nem grandes argumentos, diga-se) os comentários fazem-se valer por si, como se tivessem vida própria, e não têm;
terça-feira, novembro 20
do local
a política por estas bandas corre, desliza, flui quase como espaço entretecido entre o público e a socapa;
isto é, entre um grupo de interesses e um conjunto de interessados; algo distante do comum cidadão, da vida quotidiana, do nosso dia-a-dia;
talvez tenha de ser assim; damos importância e valorizamos aquilo que queremos, quando queremos e porque queremos, fruto de contextos, circunstâncias, momentos;
afastado que estou deste processo, entretenho-me a apreciar a passagem das figuras, qual metáfora da chegada do circo à cidade em desfile simultaneamente alegórico e plubicitário das suas maravilhas, das acrobacias, do exotismo, dos receios colectivo, mas também dos desafios, das oportunidades, do desfrute;
mas a malha aperta-se e os adizeres dos poucos espaços bloguistas que se dedicam à política local/regional são disso sintoma;
é um outro espaço, aquele em que procuro desfrutar esta vista e os movimentos (ou movimentações) dos artistas; aqueles que se transfiguram de um momento para o outro de vendedor de pipocas a contorcionista, ou de domador das feras a apresentador da cena seguinte;
segunda-feira, novembro 5
das curvas
nesta cidade e nesta região, o contrário é o que mais se parece com as curvas de uma vida social;
aparentemente rectilínea, a vida política manifesta-se nas inúmeras curvas, umas não assinaladas no mapa partidário, outras claras e mais óbvias, com que o percurso social se faz, com que se cruzam ideias e sombras, montes e vales, ideias e modelos, vontades e desejos, mas também insuspeições e situações inesperadas;
a vida político-partidária nesta região, cada vez mais se faz pela sombra, pela insinuação, pelo não dito, pela ausência do que pela presença, do que pelo dito, pelo afirmado, pelo directo ou pelo manifesto;
tenho consciência que muito da política é subreptício, feito por detrás dos panos, na amena cavaqueira de um petisco, de uma confraternização, de um aglomerado de ideias e opiniões que, apesar de divergentes ou, mesmo, rivais, identificam pontos de consenso e ameno concentimento;
talvez seja eu que ainda não tenha arrumado a gaveta da política, que ande ressabiado ou ressentido; talvez seja eu que tenha um outro modo de ver e sentir esta coisa da política regional, mas não me conformo, não me submeto a que apenas dois ou três actores definam e determinem o devir de tantos e tantos outros;
atenção, esta situação não se confina ao meu PS, é mais vasta e abrangente, vai além de um partido e aninha-se na gestão dos interesses partidários e no mando que todos gostam tanto de usufruir, sejam da esquerda ou da direita;
aparentemente rectilínea, a vida política manifesta-se nas inúmeras curvas, umas não assinaladas no mapa partidário, outras claras e mais óbvias, com que o percurso social se faz, com que se cruzam ideias e sombras, montes e vales, ideias e modelos, vontades e desejos, mas também insuspeições e situações inesperadas;
a vida político-partidária nesta região, cada vez mais se faz pela sombra, pela insinuação, pelo não dito, pela ausência do que pela presença, do que pelo dito, pelo afirmado, pelo directo ou pelo manifesto;
tenho consciência que muito da política é subreptício, feito por detrás dos panos, na amena cavaqueira de um petisco, de uma confraternização, de um aglomerado de ideias e opiniões que, apesar de divergentes ou, mesmo, rivais, identificam pontos de consenso e ameno concentimento;
talvez seja eu que ainda não tenha arrumado a gaveta da política, que ande ressabiado ou ressentido; talvez seja eu que tenha um outro modo de ver e sentir esta coisa da política regional, mas não me conformo, não me submeto a que apenas dois ou três actores definam e determinem o devir de tantos e tantos outros;
atenção, esta situação não se confina ao meu PS, é mais vasta e abrangente, vai além de um partido e aninha-se na gestão dos interesses partidários e no mando que todos gostam tanto de usufruir, sejam da esquerda ou da direita;
quinta-feira, novembro 1
do silêncio
quase que me apetecia comentar os comentários deixados na duas postas anteriores;
por mero pudor, não o faço; deixo o comboio andar, entre carris e percursos mais ou menos sinuosos;
agora há coisas com as quais não compactuo, nem silencio;
muitos partidos dos partidos alentejanos são constituídos por pouca gente, militantes empenhados mas sempre dependentes de outros interesses; militantes empenhados, mas seriamente condicionados pela vontade de poucos;
pergunto a mim mesmo e a uns quantos que me rodeiam, o que queremos nós?
sem esperar pela resposta digo, de forma aberta e convincente, como sempre foi meu apanágio, que não me importa nem o suor, nem as lágrimas, nem a dor, desde que sirva para que as coisas não fiquem como sempre estiveram, na mãos de uns quantos, no interesse de outros;
um partido político não é uma associação benemérita, visa o poder e a sua consolidação; disso não há troco, espinhas ou caroços; quem se julgar ao contrário será por que está enganado, equivocado;
agora não pode nem deve ser o poder de uns quantos, nem o interesse de outros tantos;
se queremos um projecto socialista há que assumir, de forma aberta, clara e frontal, os princípios, valores e ideias; e não apenas os interesses;
para isso, entre o silêncio ruidoso e o ruído silencioso, estarei cá, para o que der e para o que vier;
por mero pudor, não o faço; deixo o comboio andar, entre carris e percursos mais ou menos sinuosos;
agora há coisas com as quais não compactuo, nem silencio;
muitos partidos dos partidos alentejanos são constituídos por pouca gente, militantes empenhados mas sempre dependentes de outros interesses; militantes empenhados, mas seriamente condicionados pela vontade de poucos;
pergunto a mim mesmo e a uns quantos que me rodeiam, o que queremos nós?
sem esperar pela resposta digo, de forma aberta e convincente, como sempre foi meu apanágio, que não me importa nem o suor, nem as lágrimas, nem a dor, desde que sirva para que as coisas não fiquem como sempre estiveram, na mãos de uns quantos, no interesse de outros;
um partido político não é uma associação benemérita, visa o poder e a sua consolidação; disso não há troco, espinhas ou caroços; quem se julgar ao contrário será por que está enganado, equivocado;
agora não pode nem deve ser o poder de uns quantos, nem o interesse de outros tantos;
se queremos um projecto socialista há que assumir, de forma aberta, clara e frontal, os princípios, valores e ideias; e não apenas os interesses;
para isso, entre o silêncio ruidoso e o ruído silencioso, estarei cá, para o que der e para o que vier;
sábado, outubro 27
da brincadeira
domingo, outubro 21
da continuidade
tenho que reconhecer alguma amargura, algum incómodo, se não o fizesse sentir-me-ia preso a uma consciência que não tenho;
dos elementos que não foram reconduzidos após a renovação do IPJ, apenas os alentejanos não têm qualquer elemento de continuidade; podia pensar que era apenas pela minha incompetência e incapacidade, mas o facto de sentir que acompanho os restantes alentejanos neste rol, faz-me pensar e querer, que o problema não será apenas meu, mas regional;
e não será assim, pois não?
é que considerar que o desconhecimento da coisa nacional é assumido pelos outros é uma coisa, considerar que somos todos tolos e ignorantes é outra, como outra é assumir que, seja pelo que for, as coisas funcionam assim mesmo, isto é a mais grave de todas;
onde é que nós estamos? onde nos querem meter?
em dia de alteração de contador, não tenho pachorra para aguentar, comer e calar; gosto do que faço, como gosto demasiadamente da minha terra e da minha região para simplesmente assistir ao comboio a passar;
não me calo agora, como não me calarei no futuro; por muito que isso me possa doer e prejudicar; mas não me calo...
dos elementos que não foram reconduzidos após a renovação do IPJ, apenas os alentejanos não têm qualquer elemento de continuidade; podia pensar que era apenas pela minha incompetência e incapacidade, mas o facto de sentir que acompanho os restantes alentejanos neste rol, faz-me pensar e querer, que o problema não será apenas meu, mas regional;
e não será assim, pois não?
é que considerar que o desconhecimento da coisa nacional é assumido pelos outros é uma coisa, considerar que somos todos tolos e ignorantes é outra, como outra é assumir que, seja pelo que for, as coisas funcionam assim mesmo, isto é a mais grave de todas;
onde é que nós estamos? onde nos querem meter?
em dia de alteração de contador, não tenho pachorra para aguentar, comer e calar; gosto do que faço, como gosto demasiadamente da minha terra e da minha região para simplesmente assistir ao comboio a passar;
não me calo agora, como não me calarei no futuro; por muito que isso me possa doer e prejudicar; mas não me calo...
da formação
política
ontem, pela bandas da federação de Évora, foi organizado um encontro denominado ao encontro da regionalização, com a presença de elementos responsáveis pela saúde e segurança social;
não estive presente, não faço comentários tendo e consideração que optei por aproveitar o tempo bom e ficar a charruar a terra que me consome;
mas fiquei a saber que no Algarve, a mesma temática, contou com Jaime Gama, António José Seguro, António Vitorino e outros nomes de águas profundas num curso com a temática em fundo; no Norte, contou com diferentes ministros e diferentes secretários de Estado;
felizmente que a distrital de Évora sabe valorizar a prata da casa e chamou os respectivos directores e responsáveis regionais;
a isto se chama valorização de quadros, o resto é conversa... ou formação
ontem, pela bandas da federação de Évora, foi organizado um encontro denominado ao encontro da regionalização, com a presença de elementos responsáveis pela saúde e segurança social;
não estive presente, não faço comentários tendo e consideração que optei por aproveitar o tempo bom e ficar a charruar a terra que me consome;
mas fiquei a saber que no Algarve, a mesma temática, contou com Jaime Gama, António José Seguro, António Vitorino e outros nomes de águas profundas num curso com a temática em fundo; no Norte, contou com diferentes ministros e diferentes secretários de Estado;
felizmente que a distrital de Évora sabe valorizar a prata da casa e chamou os respectivos directores e responsáveis regionais;
a isto se chama valorização de quadros, o resto é conversa... ou formação
sábado, outubro 20
do silêncio
de quando em vez temos de fazer silêncio para podermos ouvir o som que nos rodeia;
há silêncio quando não há ruído ou quando o ruído nos convém, caso dos passarinhos no campo, o escutar de uma sonata, o ouvir um cochichar doce;
provavelmente não haverá silêncio, quanto muito ausência de ruído;
isto também para destacar o que este espaço não tem sido ou, pelo contrário, naquilo que ele se tornou, entre entradas minhas e comentários anónimos, cresce a afirmação de um espaço de participação e de troca de ideias;
nem de todos, nem de todas as ideias; a blogosfera não é um espaço democrático, ou, se o é, é pela ausência de uns quantos, pelo silêncio de outros, pela conivência de outros tantos, pelo ranger de dentes de outros mais;
dizem-me que o silêncio se vira contra mim; saberão eles dos meus interesses, das minhas vontades? que assumo o meu estatuto de sempre, mas se é de sempre será que o perdi?
o silêncio é importante, gosto do silêncio, da ausência de ruído; sabem porquê? para poder ouvir o bater do meu coração, sentir que estou vivo, sentir as paixões e os sentimentos a apressarem ou a diminuírem as batidas;
por isso, comentar que me chove em cima ou que assumo o meu estatuto de sempre apenas faz com que me escute e sinta o silêncio, não, não é de solidão, é de sossego;
há silêncio quando não há ruído ou quando o ruído nos convém, caso dos passarinhos no campo, o escutar de uma sonata, o ouvir um cochichar doce;
provavelmente não haverá silêncio, quanto muito ausência de ruído;
isto também para destacar o que este espaço não tem sido ou, pelo contrário, naquilo que ele se tornou, entre entradas minhas e comentários anónimos, cresce a afirmação de um espaço de participação e de troca de ideias;
nem de todos, nem de todas as ideias; a blogosfera não é um espaço democrático, ou, se o é, é pela ausência de uns quantos, pelo silêncio de outros, pela conivência de outros tantos, pelo ranger de dentes de outros mais;
dizem-me que o silêncio se vira contra mim; saberão eles dos meus interesses, das minhas vontades? que assumo o meu estatuto de sempre, mas se é de sempre será que o perdi?
o silêncio é importante, gosto do silêncio, da ausência de ruído; sabem porquê? para poder ouvir o bater do meu coração, sentir que estou vivo, sentir as paixões e os sentimentos a apressarem ou a diminuírem as batidas;
por isso, comentar que me chove em cima ou que assumo o meu estatuto de sempre apenas faz com que me escute e sinta o silêncio, não, não é de solidão, é de sossego;
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