efectivamente apetecia-me parar esta escrita que por aqui produzo e desenvolvo, nem que fosse por uns instantes;
escrevo sobre a escola e dificilmente consigo acrescentar alguma coisa de diferente à enormidade de afirmações, alguns argumentos e muitas opiniões que, por dá cá aquela palha, circulam neste espaço sobre a escola, sobre a educação ou sobre as políticas educativas;
escrevo sobre a minha cidade e sobre a minha região e, nos dias que correm, parece-me que há tão pouco para escrever que os ditos são mais lugares comuns que ideias sobre o nosso papel e o nosso futuro - como alentejanos e como eborenses;
escrevo sobre o que vai comigo e sobre os meus quotidianos e eles são tão banais e vulgares que pouco dirão a quem quer que seja;
depois, um espaço que era fácil de percorrer e identificar tornou-se um labirinto quase que intransponível na divagação que pulula pela net;
pouco me resta nesta conversa; talvez algumas amizades, aqui feitas e sedimentadas (como é exemplo intransponível o Miguel, a Sofia), ou outros que por aqui passam e me lêem, mais para saber como vou ou como estou do que para saber qualquer tipo de novidade;
pronto, vou devagar, devagarinho, para saber quando parar ou como continuar;
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quarta-feira, abril 2
quinta-feira, março 6
da novidade
cá por casa há novidades;
não se resistiu à tentação de um latir peludo, irrequieto e fofo;
a surpresa foi deste "caracól" (a denominação do novo cão) quando confrontado com o facto de ter de partilhar o seu espaço com o gato;
vai ser giro...
não se resistiu à tentação de um latir peludo, irrequieto e fofo;
a surpresa foi deste "caracól" (a denominação do novo cão) quando confrontado com o facto de ter de partilhar o seu espaço com o gato;
vai ser giro...
segunda-feira, novembro 26
da ausência

não tenho escrito, não me tem apetecido;
olho a página, percorro sítios e não me apetece escrever;
não faltam temas (os comentários de Alegre e Soares à governação, as políticas de emigração, a política local e a sua arrumação..), ideias (do Natal, das amizades, dos afazeres...), mas não me apetece;
fico-me enroscado no meu pensamento, na oportunidade de regressar a vontade da escrita;
segunda-feira, novembro 19
do regresso
e pronto, de regresso ao meu cantinho, para trocar ideias e argumentos, opiniões e pensamentos;
de regresso aos falantes da língua de Camões e Pessoa, do cantinho onde sentimos as saudades e se faz o eterno regresso;
de regresso aos falantes da língua de Camões e Pessoa, do cantinho onde sentimos as saudades e se faz o eterno regresso;
domingo, novembro 4
da família
a morte tem uma coisa boa (certamente entre várias); a de proporcionar a reunião da família; juntar aqueles que, por afinidades consaguíneas mas afazeres distintos, há muito não se juntavam, não se encontravam, não se reuniam, não falavam;
a morte tem a particularidade de reunir conversas, pôr em dia assuntos passados, "matar" aquelas saudades que decorrem da família e de uma amizade familiar;
numa família claramente abrangente sempre fiquei a saber que as águas andam revoltas até pelo PC, que a acalmia do PPD/PSD é mais ilusão de óptica que outra coisa;
tantas as coisas que se sabem quando a família s reúne, se junta; pena é ter quase sempre como pretexto a morte;
mas é a morte que marca uma qualquer família, que faz com que se sinta família, pretensamente unida, pretensamente junta e una;
a morte tem a particularidade de reunir conversas, pôr em dia assuntos passados, "matar" aquelas saudades que decorrem da família e de uma amizade familiar;
numa família claramente abrangente sempre fiquei a saber que as águas andam revoltas até pelo PC, que a acalmia do PPD/PSD é mais ilusão de óptica que outra coisa;
tantas as coisas que se sabem quando a família s reúne, se junta; pena é ter quase sempre como pretexto a morte;
mas é a morte que marca uma qualquer família, que faz com que se sinta família, pretensamente unida, pretensamente junta e una;
da morte
este fim de semana estive ocupado em visita ao cemitério da terra, que ganhou mais um residente com o mesmo apelido;
o cemitério estava bonito, enfeitado que estava com inúmeras flores, multicolorido, um jardim assumidamente desenhado por efeitos do dia de finados - com variações entre o natural e o plastificado, aquelas que murcham e aquelas que nunca murchando também não se decompõem (que imagens associar a uma e a outra, que razões alencar para uma e para outra?);
a morte daqueles que nos são próximos atira-nos para a frente, para o futuro; sentimos, eu sinto pelo menos, que subimos mais um degrau, passamos mais um nível e que um dia atingiremos a plenitude do jogo e será chegada a nossa hora;
os rituais dizem-me pouco; a fé não abunda na minha consciência presente; já foi chão que deu uvas, fruto de uma infância assumidamente cristã e que, por vicissitudes várias, deixo para trás, para a memória, hoje envolta num agnosticismo crente;
é a morte senhores, aquela que nos impele e faz com que possamos viver a vida...
o cemitério estava bonito, enfeitado que estava com inúmeras flores, multicolorido, um jardim assumidamente desenhado por efeitos do dia de finados - com variações entre o natural e o plastificado, aquelas que murcham e aquelas que nunca murchando também não se decompõem (que imagens associar a uma e a outra, que razões alencar para uma e para outra?);
a morte daqueles que nos são próximos atira-nos para a frente, para o futuro; sentimos, eu sinto pelo menos, que subimos mais um degrau, passamos mais um nível e que um dia atingiremos a plenitude do jogo e será chegada a nossa hora;
os rituais dizem-me pouco; a fé não abunda na minha consciência presente; já foi chão que deu uvas, fruto de uma infância assumidamente cristã e que, por vicissitudes várias, deixo para trás, para a memória, hoje envolta num agnosticismo crente;
é a morte senhores, aquela que nos impele e faz com que possamos viver a vida...
quinta-feira, novembro 1
da rama
hoje foi dia de andar à azeitona;
antigamente, em tempos que já lá vão, era uma acção colectiva, onde se entretinham amores e companhias, gostos e alguns desgostos;
è engraçado ouvir as histórias do antigamente, repetidas até à infinitésima parte, sempre com o mesmo tom;
hoje não houve companhia, foi uma atitude solitária, andar de árvore em árvore, a esgalhar os ramos e a pensar na vida;
ramas que o tempo tece;
antigamente, em tempos que já lá vão, era uma acção colectiva, onde se entretinham amores e companhias, gostos e alguns desgostos;
è engraçado ouvir as histórias do antigamente, repetidas até à infinitésima parte, sempre com o mesmo tom;
hoje não houve companhia, foi uma atitude solitária, andar de árvore em árvore, a esgalhar os ramos e a pensar na vida;
ramas que o tempo tece;
sábado, outubro 27
da brincadeira
quinta-feira, outubro 25
do parado
de quando em vez sabe bem parar, estacionar por um lado que não seja este;
evitam-se comentários mais emotivos, desabafos inoportunos ou inconvenientes;
é bom estacionar e parar;
Etiquetas:
blogosfera,
escola,
pessoal
domingo, outubro 21
da mudança
e pronto, lá mudei de escalão, lá mudei o conta kilómetros, lá se alterou a posição estática em que periodicamente nos encontramos;
entrei numa fase designada de 4x4, isto é, todo o terreno, venha o que vier, de onde vier e vá para onde for e como for, o certo é que tenho condições para me agarrar ao terreno e saber que resvalar pode significar tão somente o descarrilar;
isto é, o meu perfil mudou e com ele a idade, já são 44 e, por muito incrível que pareça, um estado de espírito que não se consome no quotidiano e no imediatismo desse instante, mas que procura ir para além da espuma dos dias;
a experiência vái-se acumulando, os dias passam por nós qual rolo de massa que nos comprime em experiência de saber feito, ou saber de experiência feito; por muitos balanços que possa fazer há uma conclusão, incontornável, inolvidável, é que já cá cantam todos estes outonos que esperam e trabalham para outras primaveras;
o resto... logo se verá...
entrei numa fase designada de 4x4, isto é, todo o terreno, venha o que vier, de onde vier e vá para onde for e como for, o certo é que tenho condições para me agarrar ao terreno e saber que resvalar pode significar tão somente o descarrilar;
isto é, o meu perfil mudou e com ele a idade, já são 44 e, por muito incrível que pareça, um estado de espírito que não se consome no quotidiano e no imediatismo desse instante, mas que procura ir para além da espuma dos dias;
a experiência vái-se acumulando, os dias passam por nós qual rolo de massa que nos comprime em experiência de saber feito, ou saber de experiência feito; por muitos balanços que possa fazer há uma conclusão, incontornável, inolvidável, é que já cá cantam todos estes outonos que esperam e trabalham para outras primaveras;
o resto... logo se verá...
sábado, outubro 20
do..
de um e de outro;
apenas a referência à modança de estatuto que faz com que divague, troque ideias a partir do ruído ou da sua ausência;
apenas a referência à modança de estatuto que faz com que divague, troque ideias a partir do ruído ou da sua ausência;
quinta-feira, outubro 18
da noite
na noite (quase) todos os gatos são pardos...
há muito que não ficava até mais tarde a trabalhar; aproveitei a espertina de medicamentos para teclar, passar para o papel ideias e argumentos;
a estas horas sente-se o sossego, o silêncio, consigo trabalhar mais e produzir melhor;
há que aproveitar;
há muito que não ficava até mais tarde a trabalhar; aproveitei a espertina de medicamentos para teclar, passar para o papel ideias e argumentos;
a estas horas sente-se o sossego, o silêncio, consigo trabalhar mais e produzir melhor;
há que aproveitar;
sábado, outubro 13
do cansaço
quarta-feira, outubro 10
memória

ontem, quase por mero acaso, num zapping televisivo, dei com um dos episódios de uma das séries que mais me marcou, Hill Street blues, na RTP Memória;
foi uma série da qual, durante todo o tempo que esteve em cena, apenas terei perdido dois ou três dos seus episódios;
fiquei contente pelo facto de o tempo não ter passado por cima daquele conjunto de polícias e daquela esquadra; os temas permanecem actuais, pertinentes, acutilantes; a técnica de filmagem, inovadora para a época, não perdeu o seu comprometimento com o espectador, as relações ali desenvolvidas permanecem hoje como ontem plenas de emoção e envolvimento, a música tornou-se um hit parade;
foi memória...
domingo, setembro 30
quase

dias imperfeitos, pela chuva, pelo desconforto que a mudança de estação sempre nos confere e que, quase de repente, se torna quase, quase perfeito;
aqui dentro, entretenho-me nas coisas que gosto, ler, navegar, escrever e ouvir música que dá o toque surpreendente da perfeição;
oiço Hendel, sonata para cravo e piano;
dias imperfeitos que são quase perfeitos;
quinta-feira, setembro 27
entre o inferno e o céu
ele há coisas ...
quando nos pensam fazer mal e nos corre bem; quando nos querem prejudicar e ficamos melhor, quando nos procuram fazer mal e nos fazem bem...
ele há coisas que mais parece uma volta ao contrário;
quando nos pensam fazer mal e nos corre bem; quando nos querem prejudicar e ficamos melhor, quando nos procuram fazer mal e nos fazem bem...
ele há coisas que mais parece uma volta ao contrário;
quarta-feira, setembro 26
subidas e descidas

neste meu espaço tenho consciência, de entre várias coisas, de duas situações;
por um lado, que sempre que escrevo sobre política lá sobem os acessos e as páginas vistas;
por outro, que escrevo em face dos meus contextos;
já aqui o escrevi por várias vezes, que sou eu e o meu contexto; não me consigo desmarcar, desligar daquilo que me rodeia, do meu mundo ou, como alguns diriam, do meu umbigo;
é esta relação umbilical que determina muito do que escrevo, seja sobre a escola, a política ou a região, os meus mundos;
agora gosto mais de escrever sobre a escola, a minha escola, sobre aquilo que me rodeia e enleia, onde me sinto envolvido e activo;
tudo o resto aparece quase por mero acaso, resultados fortuitos dos dias que passam;
mas sentem-se os seus reflexos nas subidas e descidas do contador;
sábado, setembro 22
alfazema
quarta-feira, setembro 19
spam
tenho de reconhecer que tenho um conjunto de comentários que mais se parecem com spam do que com comentários;
irritadiços, reveladores de alguma dor de cotovelo, cheios daquela inveja mesquinha, do feitiozinho recambulesco do bota abaixo, incapazes de discernir entre a opinião e o argumento;
é certo que alguns gostariam que eu desaparecesse, não apenas da blogosfera mas da face da terra, deixasse de incomodar, de irritar quem julga tudo poder e mandar;
continuem-se a irritar, a sentir mesquinhos e pequenininhos pois por aqui irei andar, a largar postas de pescada, como digo, de cabeça, comigo em fundo por tudo e para nada;
talvez se ultrapassarem essa fase freudiana do toque e foge, do anonimato envergonhado possamos trocar ideias e argumentos e chegar à brilhante conclusão que afinal, é muita parra e nenhuma uva;
irritadiços, reveladores de alguma dor de cotovelo, cheios daquela inveja mesquinha, do feitiozinho recambulesco do bota abaixo, incapazes de discernir entre a opinião e o argumento;
é certo que alguns gostariam que eu desaparecesse, não apenas da blogosfera mas da face da terra, deixasse de incomodar, de irritar quem julga tudo poder e mandar;
continuem-se a irritar, a sentir mesquinhos e pequenininhos pois por aqui irei andar, a largar postas de pescada, como digo, de cabeça, comigo em fundo por tudo e para nada;
talvez se ultrapassarem essa fase freudiana do toque e foge, do anonimato envergonhado possamos trocar ideias e argumentos e chegar à brilhante conclusão que afinal, é muita parra e nenhuma uva;
segunda-feira, setembro 17
erros
a propósito das diversas referências que são feitas (todas lógicas e correctas) aos meus erros, ortográficos ou gramaticais, deixo dois comentários;
um pessoal, continua-se a olhar a escola e os seus professores de baixo de uma lógica instrumental, isto é, depois de passar pela escola, ou de dela nunca (ou quase) ter saído, os erros são imperdoáveis, censuráveis, limitadores da função e do exercício; mas é com o erro que se aprende, ou não?
uma outra baseada no senso comum, "O único modo de evitar os erros é adquirindo experiência; mas a única maneira de adquirir experiência é cometendo erros", retirada daqui;
um pessoal, continua-se a olhar a escola e os seus professores de baixo de uma lógica instrumental, isto é, depois de passar pela escola, ou de dela nunca (ou quase) ter saído, os erros são imperdoáveis, censuráveis, limitadores da função e do exercício; mas é com o erro que se aprende, ou não?
uma outra baseada no senso comum, "O único modo de evitar os erros é adquirindo experiência; mas a única maneira de adquirir experiência é cometendo erros", retirada daqui;
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