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quarta-feira, junho 18

local

oiço o presidente da minha câmara (José Ernesto) numa das rádios locais;
sempre gostei de o ouvir, particularmente de conversar com ele; é um excelente conversador, um compadre tipicamente alentejano, com estórias para quase tudo, com uma experiência de vida riquíssima; com argumentos e com uma ideia de cidade;
tens os seus quês, como qualquer um;
ao ouvi-lo tenho pena que vá atrás das perguntas e acabe por ter um discurso mais justificativo do que argumentativo; digo justificativo porque procura legitimar opções, argumentativo se estivesse mais voltado para o futuro;

sexta-feira, maio 23

da distância

para quem observa a acção à distância, qual treinador de bancada que aprecia o espectáculo no conforto do sofá, fico com a sensação que alguém joga com jogadores a menos...
ou é pela dinâmica e empenho da equipa adversária ou simplesmente pela defesa do resultado - o que é sempre preocupante, senão mesmo desconcertante ...
custa-me perceber qual a opção da minha equipa, qual o papel dos jogadores que defendo em campo; ou simplesmente se existe treinador para comandar as hostes...
caramba nem as cheerleaders me conformam ou sequer entusiasmam ...

quinta-feira, maio 22

preto e branco

cada vez mais, nos diferentes sítios e sectores da sociedade, as discussões são a preto e branco; ou sim ou sopas;
não há meio termos, não se sente bom senso;
as acusações são mutuas, repetitivas, monótonas e monocórdicas;
e o cidadão a vê-los;
será que não se apercebem da figura...

dos tempos

é engraçado ver que aqueles que antes faziam reuniões à porta fechada, decidiam longe dos interesses comuns hoje criticam as reuniões de tupperware;
pelo menos são abertas, públicas...

segunda-feira, maio 19

página


finalmente...
já não era sem tempo...
até que enfim...
que dirão agora...
de que se lembrarão agora...
mas a página virtual da terra que me viu nascer (Évora, para os que não sabem) mudou;
já não é aquele lençol desdobrado e infindável onde tudo estava e nada se encontrava;
a ver vamos das funcionalidades e da navegabilidade;

terça-feira, abril 15

no espanto


a minha cidade tem coisas de espanto que fogem ao olhar mais comum;
é preciso olhar em redor, para cima e para baixo para que se possam apreciar os encantos e os espantos de uma cidade;
a imagem é uma das esquinas da Rua da Misericórdia;

quinta-feira, abril 10

sobre as surpresas

tenho de reconhecer que há coisas que, por muito que não pareçam, mudam;
não faço juízos se para melhor se para pior;
o certo é que a posição do PCP, ontem em reunião de câmara sobre a aprovação da novel empresa municipal para a gestão dos espaços culturais e desportivos, foi para mim uma surpresa;
surpresa por aquilo que foi dito e escrito, quer pelos vereadores, quer por distintos responsáveis do PCP local antes da votação sem aparente correspondência na altura da votação;
surpresa pela ginástica de rins, pelo redefinir de posições não habituais e que desaguaram naquela posição - voto favorável à medida a par dos autores da proposta (PS) e do fiel da balança (PSD);
que terá acontecido para este desenlace? que pressuporá ele politicamente?
que outras surpresas nos estarão reservadas?

sábado, abril 5

da política local

A estrutura concelhia de Évora do Partido Socialista foi ontem a votos, com resultados que pouco acrescentam à linha do horizonte partidário;
Algumas notas sobre uma vida interna vista por um elemento (eu mesmo) que não foi convidado para a comissão política concelhia mas que integra a secção de Évora.
O Partido Socialista queira-se ou não, concorde-se ou não, é um partido plural. Plural por integrar diferentes correntes de opinião, diferentes facções, diferentes lógicas de governação e de acção pública. Plural porque os seus próprios estatutos concebem a possibilidade de existirem tendências no seu seio.
Ora esta pluralidade tem servido para quase tudo. Por um lado, para o reconhecimento político, partidário e social que o PS tem assumido no contexto nacional e local.
Mas, por outro lado, e em face de posições diferenciadas tem servido também para o entrincheirar de posições, lógicas e poderes por vezes mais fulanizados do que ideológicos, mais individuais que políticos.
O PS, no concelho e no distrito, tem-se pautado por um paulatino crescimento, como se tem evidenciado nos actos eleitorais, e por uma crescente consolidação da sua massa eleitoral.
contudo, o PS, em militantes, tem crescido muito pouco e muito menos do que intenções ou os votos expressos. Talvez por isso mesmo a sua organização interna é ainda muito marcada por lógicas dos idos anos 70 ou 80 do século passado, onde os debates eram marcadamente ideológicos. Onde os tempos foram muito marcados por lógicas mais partidárias que políticas.
Neste século XXI, o PS em Évora mantém estas mesmas características. Uma excessiva dependência (quando não reverência) pelas figuras nacionais, um apagamento político local (escassez manifesta de debate, de confronto de ideias, de integração das diferenças, de afirmação das tolerâncias), uma permanência de lógicas de acção institucional que facilmente são identificáveis com a História local do partido, alguma dificuldade em apresentar ideias próprias, uma linha de orientação definida, ou mesmo de apresentar uma capacidade de renovação que, apesar de existente, é ainda muito incipiente e dependente das lógicas de fulanização, de camaradagem, de dependências. Isto é, o lifting externo e público que marcou o aparecimento de novos nomeados não teve, ainda, a necessária correspondência interna.
ora os tempos e tudo o que eles trazem, são outros, como as exigências, a abertura, a participação, o debate, o pluralismo e alguma flexibilidade de fronteiras, de modo a integrar outros elementos, novas ideias.
Saibam as novas estruturas criar mecanismos e instrumentos que possam contrariar uns e afirmar outros.

domingo, março 16

de cá

do lado de cá, da cidade, desta minha cidade, deste lado dos meus sentimentos;
notam-se duas perspectivas que se cruzam, habitualmente em nenhures, num qualquer infinito que não conduz a lado nenhum;
uma assente apenas em mais do mesmo, na crítica, muita das vezes anónima, num brinca ao toque e foge, típico de quem tem apenas o bota-abaixo para usar e carece de argumentos, de elementos factuais que permitam ir além de uma opinião individual e que por aí se fica;
uma outra, mais fundamentada, mais estruturada e que procura alguma consistência, coerência e capacidade de alcance do munícipe;
entre uma e outra é possível perceber que os que já apresentaram inimizades estão agora em paz; algumas das dúvidas antes apresentadas são agora certezas dogmáticas; algumas das insinuações que antes foram feitas pelos próprios são agora meros boatos, quezílias passadas e ultrapassadas;
afinal, as amizades sempre se constroem nos interesses do voto, na posição assumida;
é um construir da barricada, pois a estória individual manda mais que a História municipal e não se conseguem superar fantasmas;

segunda-feira, fevereiro 25

dos jornais

as coisas que se aprendem pelos jornais;
cá pela terra, na passada semana (4ª feira, 20), o jornal da terra trazia uma referência elucidativa dos interesses e seus cruzamentos, dos papéis que se assumem, das atitudes que se tomam;
uma imagem vale mais que mil palavras, não é o que dizem??

quarta-feira, fevereiro 20

do local

tenho dúvidas sobre o que se seguirá na política local;
as arrumações estão aparentemente definidas e as autorizações dadas;
as expectativas são escassas, tal é o panorama mais ou menos definido;
os pormenores poderão fazer alguma diferença, mesmo percentual em dia de voto, mas não conto com elas;

segunda-feira, janeiro 21

da referência

tenho consciência que, pelas posições que assumo e defendo, pelo feitio e modos que tenho, não estou referenciado em muitos sítios;
quando dou com um onde estou referenciado, seja pela questões que aqui discuto e opino, seja por uma qualquer outra, fico contente e retribuo;
descobri que estou referenciado num blogue sobre patrimónios, certamente porque faço parte de um qualquer património;
aqui fica a referência e a indicação lateral, pois parece que é cá do burgo e merecerá ser identificado pelo facto de ser uma cabeça da terra;

domingo, janeiro 20

do possível

quase nunca estou de acordo com a lógica, os princípios e os argumentos utilizados pelo meu compadre Palma Rita; há muita coisa a separar-nos mas um dos seus últimos apontamentos, apesar da diferença significativa que nos separa, há um traço que pode ser identificado como comum às nossas preocupações, a do papel que Évora, em particular, e o Alentejo genericamente estarão disposto a assumir a propósito da opção Alcochete em detrimento da Ota;
vai daí e repesco um apontamento publicado noutro espaço no passado dia 14 de Janeiro:

A decisão do governo de optar pela construção de um novo aeroporto internacional aproveitando o campo de tiro de Alcochete, em detrimento da Ota, vem colocar (ou realçar) um conjunto significativo de desafios à região Alentejo.
(...) a circunstância da zona mais afastada do Alentejo (provavelmente Vila Verde de Ficalho) ficar a pouco mais de 120 minutos de um aeroporto internacional é deveras significativa e elucidativa das oportunidades que se colocam.
Global e genericamente, escassos serão os locais deste Alentejo que ficarão a pouco mais de 90 minutos do aeroporto. Se considerarmos a disponibilização de novas acessibilidades, caso de rodovias, mas também de ferróvias, então temos o cenário montado para que esta região se torne alvo apetitoso de especuladores imobiliários, coutadas de caça, de turismo de circunstância ou, simplesmente, de apreciadores do exotismo alentejano. Será isso que queremos?
Estou certo que fazem falta coutadas, novos empreendimentos turísticos (...), como urge manter algum do exotismo alentejano. Mas só isso será escasso e algo contraproducente quanto ao futuro que ambicionamos para esta região e que passa por garantir estabilidade de vida, trabalho para as novas gerações, como garantir alguma da qualidade de vida que ainda temos.
O que está aqui em causa (...) é a de assegurar coerência regional, sustentabilidade das decisões, articulação de interesses, coesão regional e acima de tudo liderança regional face às opções de futuro.
Há futuros imaginados e há futuros possíveis. Entre uns e outros a diferença reside na capacidade de conduzir os nossos próprios destinos ou sermos conduzidos por ele ou pelos interesses que uns quantos nele poderão colocar.
Face ao que esses futuros podem implicar é essencial que haja protagonistas capazes de representar condignamente a região e os interesses alentejanos. Estaremos nós preparados?
O futuro o dirá…

terça-feira, janeiro 8

das arrumações

por questões de facilidade de análise e compreensão, gosto de arrumar as coisas em gavetas e perceber que sentido lhes posso atribuir;
penso não ser um pormenor meu, mas faço meu o exemplo, não vá eu cair em excessos sempre perniciosos à escrita e alguém dizer que estarei a exagerar;
seja pela política, de modo mais simplista, entre a esquerda e a direita (afinal o meu PS anda muito ao centro, e bem, digo eu), seja Norte/Sul, seja o que for, há para quase tudo o que me passa pela cabeça uma gaveta onde possa arrumar as ideias e perceber os sentimentos e os sentidos de cada coisa;
isto porque uma vez mais reforço a minha convicção que a blogosfera à minha direita marca pontos claros por estes lados;
se levar em consideração algumas análises que são feitas, aparecem propostas que vão da direita liberal ao ultra radicalismo extremista do PNR (sem medo das palavras);
certamente por falha minha, desconhecimento meu, mas não vejo blogues alinhados neste meu centro a aparecerem, certamente, repito, porque ainda não os referenciei, mas também será certo por falta de oportunidade de escrita e não de argumentos;
mas a direita arruma-se e espalha-se na blogosfera, ganha espaço e protagonismo e aquela que foi a maioria sociológica de esquerda corre o sério risco de se tornar a imensa minoria;

sexta-feira, dezembro 21

do café

apesar da blgosfera eborense se querer manifestar há quem denuncie o travo azedo de um café frio que custa a engolir;
persisto no que já aqui escrevi, faço votos para que não se rendam às pequenas evidências de uma mundanice local que apenas alvitra bitates, mais por um qualquer saudosismo decrépito e mofo, do que por querer construir seja o que for;

quinta-feira, dezembro 20

da química

por mera cusquíce, de quando em vez consulto os perfis dos utilizadores ou criadores dos espaços da blogosfera;
gostei deste perfil;
é um perfil que, apesar das muitas contrariedades, se alastra qual química da mancha de azeite que insinuosamente se propaga, se alastra e teima em deixar a sua presença, a sua marca;
ao ver as características deste meu ZeP sinto que a indústria química tem futuro na região; já são tantos os operários que, daqui a pouco, se poderá formar senão um sindicato, pelo menos uma tertúlia reivindicativa;
pode não ser tóxico, mas que perturba, lá isso perturba;

do café

e, por muito que possa não parecer, a blogosfera eborense até se move, faz-se sentir;
recebi a notícia natalícia que existe mais um blog sobre a cidade, Café Portugal, feito por um conjunto de elementos "históricos" da terra;
a designação, de café Portugal, remete para diferentes ideias (um imaginário colectivo) do que foi a cidade;
por um lado, um local de convívio, onde, entre tacadas de bilhar e comentários do momento, uma geração aprendeu a falar da PIDE, da censura, da vida alentejana; nesta fase o café Portugal era um contrapeso, o outro lado da verdade, ao outro café, o café Arcada, onde se reuniam outros, com outras ideias; estou a falar dos anos 50 e 60 de onde os jovens de então, a partir das janelas do 1º andar, galanteavam as raparigas passantes e espreitavam quem esperava pelo autocarro - é verdade, aquele local já foi ponto de paragem de autocarros;
por outro lado, e penso que será para esta fase que remete a designação, foi um espaço de confrontos, entre os que tinham chegado de África e estavam habituados aos cafés e aos espaços de convívio, com outros regressados dos muitos lados da Europa que agora nos consome e que traziam uma outra aragem, outras ideias, outros olhares, outras leituras, e aqueles que, por pouco ou muito que nunca daqui tenham saído, ali encontravam um espaço de diferenças;
foi, assumidamente, um espaço de fórum, de ideias, de ideais, de sonhos, de futuros possíveis e imaginados;
mas faliu, fechou, sucumbiu ao peso dos tempos, eventualmente da sua própria história, como sucumbiu pelo facto de quem por ali passava se ter apropriado de outros espaços, deslocalizado, também eles, para outros pontos, talvez com outros sonhos, com outras vontades;
como bloguista e como eborense dou as boas vindas a um novo espaço de debate e faço votos para que seja isso mesmo, um espaço crítico, reflexivo, de discussão e de ideias e não se renda aos apontamentos mais fáceis de corte e da costura, à insinuação brejeira; o Café Portugal também foi vítima disso mesmo;

terça-feira, dezembro 11

da insinuação

a política local (senão mesmo a regional) é feita mais pela insinuação, pelo não dito, pelo omisso do que pela discussão de ideias e projectos;
nos últimos tempos (anos) a política não se discute, insinua-se; a política não se argumenta, lançam-se boatos;
mesmo no seio das próprias estruturas político-partidárias há quem sinta manifestas dificuldades em argumentar ideias, defender opções optando mais pela insinuação, pelo jogo debaixo da mesa;
talvez seja fruto dos actores que temos, talvez aprendizagens desajustadas; talvez por ausência de espaços de debate de ideias, mesmo partidários;
como não há espaços (nem grandes argumentos, diga-se) os comentários fazem-se valer por si, como se tivessem vida própria, e não têm;

quinta-feira, dezembro 6

da posição

as recentes posições dos diferentes partidos políticos, na votação do orçamento municipal e do PDM cá da terra, são reveladoras de diferentes situações e circunstâncias;
destaco duas - uma da cada lado do PS;
o PCP encontra-se à procura de rumo, de uma estratégia que lhe permita uma reafirmação (local) que dificilmente voltará a ter; debate-se nos interesses internos e nas incapacidades de, sem referir o passado, voltar a ele, qual memória de saudosismos (que em dias de nevoeiro até calha bem como metáfora) e de apresentar outras (e preferencialmente novas) ideias; a renovação a que procura proceder mais não é que um lifting, um botox político, onde se procuram reconfigurar algumas partes mantendo toda a sua estrutura e lógica interna; os tempos são outros, como os desafios e as propostas e o PCP está enclausurado nas suas próprias limitações;
do outro lado, o PSD procura afirmar um discurso de promoção da cidade, por um lado, e de alternativa à discussão dicotómica da sua esquerda, sem ser capaz de se afirmar, primeiro, longe das estruturas (e lógicas) nacionais que são mais auto-fágicas que outra coisa (veja-se o exemplo da CM de Lisboa), segundo, mediante um projecto local que seja aglutinador e não diferenciador e dispersor do comum interesse da cidadania local - muito enleado que tem estado em espaços delimitados de acção;
a capacidade de gerir estes equilíbrios e sensibilidades, claramente entalado que está o PS, tem sido uma das virtudes e capacidades do presidente da autarquia - não isento de referências ou de apontamentos, nomeadamente ao nível da estratégia adoptada;
resta perguntar, até onde..., até quando... como se poderá afirmar o PS local onde persistem lógicas mais circunstanciais que estruturais, mais fulanizadas que politizadas;

dos "factus"

o Paulo deixou-me um comentário sobre os factus que gira(ra)m em redor da escola do bº da comenda; esclareço, em face da dúvida e da impressão que terei deixado;
não responsabilizo os pais pela criação deste factu político local; fazem o seu trabalho, defendem os seus interesses, pugnam pelo que consideram mais adequado para os seus filhos; como pai não posso deixar de o afirmar;
agora o que houve e o que há circunstancialmente nesta cidade é o aproveitamento de situações (umas mais concretas que outras, uma menos razoáveis que outras, umas mais pertinentes que outras) por parte de diferentes correntes de pretensos fazedores de opinião que mais não visam que moer e desmoer situações e querer apresentar aquilo que consideram mais útil para os seus pretensos objectivos;
entre o interesse de uns (os pais) e de outros (os fazedores locais de opinião) há todo um espaço de debate e de afirmação de ideias que não é possível fazer com a mediação da comunicação social ou com a radicalização de posições;
e isto não é exclusivo das situações em redor da escola da comenda;