terça-feira, junho 12

como as coisas boas podem pesar

não estou habituado a que me aconteçam coisas boas, e menos ainda quase que de surpresa; como não estou habituado a que elas me pesem e me despertem a consciência;
concorri e ganhei uma bolsa para apoio ao meu projecto de investigação;
fiquei contente, nunca tinha ganho nada;
fiquei preocupado, agora, mais que nunca, tenho de levar a nau a bom porto, tenho de cumprir o objectivo, alcançar um fim;
uma coisa boa que pesa em mim;

2 comentários:

Patrícia disse...

Parabéns!!

Estela disse...

Boa Manel!
Vai-te habituando a ganhar. De certeza que vais conseguir levar a nau a bom porto. O que custa é começar a navegar e enfrentar a turbulência das vagas.
Dobrar cabos vem depois, e com certeza um deles será o da Boa Esperança.

Como escrevia um poeta:
«Adamastor: Bartolomeu, onde vais?
Bartolomeu: Porquê? O barco é teu?»
(ok ok, foi um pequeno devaneio. Ia falar-te de coisas sérias, do tipo instrumentação da acção pública, regulação, governança, and so on, mas a veia puxou-me para outras circunvoluções sinápticas...lol)

De qualquer dos modos, PARABÉNS Manel! Goza essa bolsa da melhor maneira.

Segue o teu rumo, amigo! Sem medos dos 'mostrengos'.

Estela