segunda-feira, abril 24

imprensa

esta notícia, do aparecimento físico de um meio de comunicação social quase sempre virtual, desperta em mim curiosidade.
por um lado para perceber da capacidade de afirmação local/regional.
a comunicação social eborense tem sido sucessivamente atravessado por uma profunda turbolência, que faz com que apenas um título (o Diário do Sul) resista, para além de um outro ligado á igreja (a Defesa) .
depois disto ficamo-nos pelo deserto.
houve em tempos e em fase de uma ou de outra onda, tentativas de reedição, de afirmação jornalística.
seria fundamental, na e para a afirmação social e política da cidade, que outros meios de comunicação social se afirmassem, mas dificilmente o conseguirão fazer fora de fortes ligações que condicionam, ou delimitam, a sua afirmação.
esta nova tentativa aparenta fazer o que os outros já fazem, distribuir equilíbrios por sensibilidades e opinões, chamar a si os nomes já consagrados, jogar em alguma segurança, em equipa feita por outros.
reside aqui exactamente a sua aparente fragilidade.
por um lado por que dificilmente estes nomes consagrados apresentarão aqui as suas novidades, obviamente que as guardarão para a sua referência.
depois por que se perde em capacidade de arriscar, de inovar, de apresentar outros pontos de vista, outras formas de organizar a informação, outros modelos de comunicação.
mas que faz falta à região disso não tenho dúvidas.

Sem comentários: