atão até pró ano;
este, por estas bandas, terminou, chegou ao fim, foi-se, esvaiu-se, pronto, ponto final;
volto a escrever neste canto só pró ano;
até lá e façam-me o favor de ter um valente 2007 que bem merecemos;
BOM ANO;
sexta-feira, dezembro 29
quarta-feira, dezembro 27
espantos e coisas que tais
do espanto
perante esta notícia (os portugueses gastam quase mil euros por segundo) fico estarrecido - conseguimos ser mais rápidos que Hobikwelo;
e como é possível prometer coisas destas - GNR promte ser inflexível perante consumo de álcool - mas é e?le tempo de prometer coisas destas;
das coisas que tais
são conhecidas as opções políticas e partidárias de Vasco Graça Moura; agora perante o melhor de 2006 optar quase que exclusivamente pela prata partidária é obra e revela algum descaramento;
um breve zapping sobre as capas dos jornais do dia deixam-me em estado que tal;
não regresso lá tão cedo;
perante esta notícia (os portugueses gastam quase mil euros por segundo) fico estarrecido - conseguimos ser mais rápidos que Hobikwelo;
e como é possível prometer coisas destas - GNR promte ser inflexível perante consumo de álcool - mas é e?le tempo de prometer coisas destas;
das coisas que tais
são conhecidas as opções políticas e partidárias de Vasco Graça Moura; agora perante o melhor de 2006 optar quase que exclusivamente pela prata partidária é obra e revela algum descaramento;
um breve zapping sobre as capas dos jornais do dia deixam-me em estado que tal;
não regresso lá tão cedo;
inacabado
tenho em cima desta minha mesa de trabalho uns quantos livros, outras tantas colectâneas de cópias de textos diversos;
todas começadas a ler e a trabalhar, todas inacabadas, incompletas no seu percurso de entendimento e percepção;
este terá de ser um dos objectivos do novo ano, terminar aquilo que começo, pelo menos ao nível das leituras;
todas começadas a ler e a trabalhar, todas inacabadas, incompletas no seu percurso de entendimento e percepção;
este terá de ser um dos objectivos do novo ano, terminar aquilo que começo, pelo menos ao nível das leituras;
despropósito
pelo contador que coloquei no início do mês, é perceptível o entendimento que não escrevo apenas para mim ou para a família; outros há que por aqui passam e que têm a pachorra de me ler;
alguns desses transeuntes chamam-me a atenção para o facto de algumas entradas, algumas postas, serem demasiadamente imperceptíveis para o colectivo, para o geral do passante, para aquele que não lida ou não conhece mais de perto a realidade com que lido habitualmente;
duas notas nesse sentido;
escrevo tendo em conta que enquanto escrevo penso alto e acaba por ser um momento, ainda que breve, de reflexão mardamente pessoal;
depois cada um lê o que quer e, muito particularmente, interpreta como pode, sabe ou quer - e tem sido bastante agradável quanto interessante, perceber essas diferentes dimensões de interpretação do que escrevo, do que se escreve;
depois se uma posta aparente ser um despropósito de sentido, não deixa de ter o seu próprio sentido, ou da falta dele;
alguns desses transeuntes chamam-me a atenção para o facto de algumas entradas, algumas postas, serem demasiadamente imperceptíveis para o colectivo, para o geral do passante, para aquele que não lida ou não conhece mais de perto a realidade com que lido habitualmente;
duas notas nesse sentido;
escrevo tendo em conta que enquanto escrevo penso alto e acaba por ser um momento, ainda que breve, de reflexão mardamente pessoal;
depois cada um lê o que quer e, muito particularmente, interpreta como pode, sabe ou quer - e tem sido bastante agradável quanto interessante, perceber essas diferentes dimensões de interpretação do que escrevo, do que se escreve;
depois se uma posta aparente ser um despropósito de sentido, não deixa de ter o seu próprio sentido, ou da falta dele;
do grupo
sou filho único, como costumo dizer um bom filho único, isto é, repleto de quase todos aqueles esteriótipos que caracterizam e demarcam um qualquer filho único;
contudo, pela idade, pelas experiências vividas, já costumo colocar em primeiro lugar a razão (o que designo de razão) em detrimento da emoção, das vontades, dos impulsos;
mas aprendi a trabalhar em equipa, a colaborar com o grupo, a saber que a força do colectivo reside na fraqueza do seu elo mais fraco; aprendi, primeiro no desporto depois na tropa (é verdade), o sentimento de equipa, de pertença, de grupo; depois, na universidade, fruto mais de amizades do que de vontades, acentuou-se essa dimensão; profissionalmente tenho tido o privilégio de trabalhar com pessoas que me ensinam mais do que eu consigo fazer aos outros e a implementar uma dimensão colaborativa que me orientou para práticas mais colectivas e de grupo do que a dimensão individual e solitária que a profissão docente deixa transparecer;
hoje, sempre que sinto a manifestação de interesses individuais em face da acção do grupo fico piurço, bruto, danado; sou capaz de perder pretensas amizades, apenas porque me apercebi que o interesse colectivo foi manietado, manipulado em face de interesses e posições meramente individuais;
mais me chateio quando me apercebo que há quem, por interesses meramente pessoais, se deixam manipular e manietar;
a história não conta para esses, nem esses contam para a história;
preservo-me de perseguir na senda daquilo que considero ser um valor fundamental, (mas não intransigivel) o interesse do colectivo em detrimento de interesses particulares;
contudo, pela idade, pelas experiências vividas, já costumo colocar em primeiro lugar a razão (o que designo de razão) em detrimento da emoção, das vontades, dos impulsos;
mas aprendi a trabalhar em equipa, a colaborar com o grupo, a saber que a força do colectivo reside na fraqueza do seu elo mais fraco; aprendi, primeiro no desporto depois na tropa (é verdade), o sentimento de equipa, de pertença, de grupo; depois, na universidade, fruto mais de amizades do que de vontades, acentuou-se essa dimensão; profissionalmente tenho tido o privilégio de trabalhar com pessoas que me ensinam mais do que eu consigo fazer aos outros e a implementar uma dimensão colaborativa que me orientou para práticas mais colectivas e de grupo do que a dimensão individual e solitária que a profissão docente deixa transparecer;
hoje, sempre que sinto a manifestação de interesses individuais em face da acção do grupo fico piurço, bruto, danado; sou capaz de perder pretensas amizades, apenas porque me apercebi que o interesse colectivo foi manietado, manipulado em face de interesses e posições meramente individuais;
mais me chateio quando me apercebo que há quem, por interesses meramente pessoais, se deixam manipular e manietar;
a história não conta para esses, nem esses contam para a história;
preservo-me de perseguir na senda daquilo que considero ser um valor fundamental, (mas não intransigivel) o interesse do colectivo em detrimento de interesses particulares;
fundo
quando comecei a escrever neste canto o meu principal objectivo era perceber se conseguia escrever quotidiana e regularmente sobre temas que gravitam em meu redor - Alentejo, Évora, Educação e outros que aparecessem;
não tive, não tenho e considero que não é o sítio mais adequado para artigos de fundo, para experimentar o ensaismo em torno de uma ideia, de um conceito ou do que for;
mantenho-me, hoje como no início, fiel ao princípio de escrever pelo prazer da escrita, de trocar ideias, de procurar polemizar o que parece natural, dado, mas que mais não é que uma qualquer construção social ou retórica;
mas apareceu-me um outro, o de procurar perceber e racionalizar o meu mundo, os meus momentos, o meu tempo;
de quando em vez oiço reparos que extravassam manifestamente estes objectivos e me procuram situar onde não quero; tenho consciência que sou eu e o que de mim fazem; mas não me façam de parvo; isso já sou;
não tive, não tenho e considero que não é o sítio mais adequado para artigos de fundo, para experimentar o ensaismo em torno de uma ideia, de um conceito ou do que for;
mantenho-me, hoje como no início, fiel ao princípio de escrever pelo prazer da escrita, de trocar ideias, de procurar polemizar o que parece natural, dado, mas que mais não é que uma qualquer construção social ou retórica;
mas apareceu-me um outro, o de procurar perceber e racionalizar o meu mundo, os meus momentos, o meu tempo;
de quando em vez oiço reparos que extravassam manifestamente estes objectivos e me procuram situar onde não quero; tenho consciência que sou eu e o que de mim fazem; mas não me façam de parvo; isso já sou;
terça-feira, dezembro 26
referência
finalmente hoje referenciei, nos links de cabeça aqui ao lado, um colega que pela designação e pelo modo como assume a designação, muito poderá contribuir para a Educação Crítica, não apenas apontando erros e/ou omissões, não apenas isolando comentários, como se fosse possível a crítica asséptica ideológica que, estou certo, não pretenderá, mas reforçando o pendor da Educação Crítica, da reflexão, do pensar a educação para além da simples crítica ou mesmo da educação, integrando no devir social e económico, encarando a sua dimensão cultural;
é com prazer que o faço; é com orgulho que o referencio;
é com prazer que o faço; é com orgulho que o referencio;
o próximo
o próximo ano não irá ser fácil, estou certo disso e consciente das muitas circunstâncias que o irão preencher e deixar muito pouco espaço e oportunidade a uma intervenção pessoal, ao lívre arbítrio;
a reorganização da administração pública irá fazer com que as mexidas se façam sentir mais abaixo na escala organizacional; as lutas e as mexidas irão ser interessantes de ver, perceber e sentir, particularmente a nível regional - e estou certo que irei ser um dos seus alvos, não sei para que lado;
o trabalho académico irá entrar numa fase determinante, mediante a criação de um campo de investigação, na definição de alguns pormenores que farão (ou poderão fazer) toda a diferença;
a minha organização pessoal, entalado entre deveres profissionais (sejam eles na administração pública ou na escola) e obrigações académicas irão definir muito do ritmo cá de casa;
também na família se irão sentir diferenças; a filha mudará de escola, de ciclo e de ritmo; o filho entrará definitivamente na adolescência, a esposa num novo ciclo profissional; no resto, isto é, nos avós, apenas se procura saúde, já escassa, para se atravessar o ano e sentirmos o prazer de chegar ao fim - a ver vamos;
em tudo o resto apenas faço votos para que os amigos me acompanhem e tenham saúde;
o resto ... se verá;
a reorganização da administração pública irá fazer com que as mexidas se façam sentir mais abaixo na escala organizacional; as lutas e as mexidas irão ser interessantes de ver, perceber e sentir, particularmente a nível regional - e estou certo que irei ser um dos seus alvos, não sei para que lado;
o trabalho académico irá entrar numa fase determinante, mediante a criação de um campo de investigação, na definição de alguns pormenores que farão (ou poderão fazer) toda a diferença;
a minha organização pessoal, entalado entre deveres profissionais (sejam eles na administração pública ou na escola) e obrigações académicas irão definir muito do ritmo cá de casa;
também na família se irão sentir diferenças; a filha mudará de escola, de ciclo e de ritmo; o filho entrará definitivamente na adolescência, a esposa num novo ciclo profissional; no resto, isto é, nos avós, apenas se procura saúde, já escassa, para se atravessar o ano e sentirmos o prazer de chegar ao fim - a ver vamos;
em tudo o resto apenas faço votos para que os amigos me acompanhem e tenham saúde;
o resto ... se verá;
a próxima
passada um fim-de-semana preparamo-nos para o próximo;
como costumo dizer em conversas de amigos, é o fim do princípio;
balanços, perspectivas, anseios, ansiedades, contas de deve e haver de tudo um pouco se pretende fazer nesta semana;
o melhor e o pior, o feito e o por fazer, as contas são de resultado diverso, diferente de acordo com pontos de vista, valorizações e opções;
tenho pensado em trazer para este cantinho um pouco desse balanço;
fico-me pelo impressionante ritmo deste meu ano; ainda há dias fazia votos de bom ano e já estamos no fim; este é para mim, o grande balanço do ano, a velocidade estonteante, a rapidez com que as coisas acontecem, a voracidade do instante, o flash do que acontece, quase sem tempo para medir o tempo;
escrevo por isso, é uma das poucas formas que tenho de dar conta do quotidiano, de pensar os acontecimentos do dia a dia, de sentir o fluir do tempo, de sentir os dias a passarem por mim;
por isso escrevo em diferentes suportes, com diferentes propósitos e objectivos; por isso criei, no início do ano, um fotoblogue (não publicado), onde capto instantes, pormenores do que sou e do que gosto;
como costumo dizer em conversas de amigos, é o fim do princípio;
balanços, perspectivas, anseios, ansiedades, contas de deve e haver de tudo um pouco se pretende fazer nesta semana;
o melhor e o pior, o feito e o por fazer, as contas são de resultado diverso, diferente de acordo com pontos de vista, valorizações e opções;
tenho pensado em trazer para este cantinho um pouco desse balanço;
fico-me pelo impressionante ritmo deste meu ano; ainda há dias fazia votos de bom ano e já estamos no fim; este é para mim, o grande balanço do ano, a velocidade estonteante, a rapidez com que as coisas acontecem, a voracidade do instante, o flash do que acontece, quase sem tempo para medir o tempo;
escrevo por isso, é uma das poucas formas que tenho de dar conta do quotidiano, de pensar os acontecimentos do dia a dia, de sentir o fluir do tempo, de sentir os dias a passarem por mim;
por isso escrevo em diferentes suportes, com diferentes propósitos e objectivos; por isso criei, no início do ano, um fotoblogue (não publicado), onde capto instantes, pormenores do que sou e do que gosto;
segunda-feira, dezembro 25
desparecimento
e, quase que de repente, aparentemente, todo aquele amontoado de embrulhos, revestidos de papel colorido, enlaçados ou entrelaçados em fitas garridas, desparececeu debaixo da árvore de Natal;
o espaço ficou mais livre, o canto mais aberto e as expectativas foram o que foram;
resta-nos esperar por outras oportunidades, outros momentos, outras alegrias ou, simplesmente, outros Natais;
mas e afinal, o Natal é sempre que uma pessoa quiser; ou não?
o espaço ficou mais livre, o canto mais aberto e as expectativas foram o que foram;
resta-nos esperar por outras oportunidades, outros momentos, outras alegrias ou, simplesmente, outros Natais;
mas e afinal, o Natal é sempre que uma pessoa quiser; ou não?
alterações
fruto de alguma disponibilidade e de algum entretem nesta quadra, procedi a mais algumas alterações do layout desta coisa;
estou seriamente desconfiado que não há gente entre a minha pessoa e o Miguel, que tenham mudado tanto e tanta vez de layout - inconformismo, vontade de mudança, contra a rotina, seja que razão for há sempre alguma que conduz à mudança;
espero que esteja melhor, que corresponda mais adequadamente a quem me visita, que vá ao encontro dos objectivos e das expectativas;
para já e pessoalmente gostei;
estou seriamente desconfiado que não há gente entre a minha pessoa e o Miguel, que tenham mudado tanto e tanta vez de layout - inconformismo, vontade de mudança, contra a rotina, seja que razão for há sempre alguma que conduz à mudança;
espero que esteja melhor, que corresponda mais adequadamente a quem me visita, que vá ao encontro dos objectivos e das expectativas;
para já e pessoalmente gostei;
sábado, dezembro 23
FELIZ NATAL
feliz Natal a todo(a)s que por aqui passam e têm a pachorra de me ler;
saúde, paciência, bom senso, alguma temperança e sentido crítico, os votos para esta quadra;
atenção ao colesterol, às gorduras polinsaturadas, aos fritos...
pronto, Feliz Natal :))
saúde, paciência, bom senso, alguma temperança e sentido crítico, os votos para esta quadra;
atenção ao colesterol, às gorduras polinsaturadas, aos fritos...
pronto, Feliz Natal :))
da diversidade
de quando em em quando circulam na net, via correio, um conjunto de postais que se designam como Portugal no seu melhor;
para quem ainda não tenha tido a oportunidade de os ver, mais não são que um conjunto de apanhados sobre caricaturas algo portuguesas - anúncios mal escritos, ementas que não lembram ao diabo, indicações viárias contraditórias, motorizadas com tudo e mais alguma coisa, mulheres de barba farta, etc;
o que retractam, essencialmente, são, por um lado, a profunda evolução sentida e manifestada um pouco por todo o lado neste nosso país, com impactos fortes na maneira de ser e de nos entendermos e, por outro, o assombrar de curiosidade entre o que somos e o que pensamos ser;
por vezes fazem-me lembrar aquele condutor que nos buzina recriminado-nos por algo e que, logo de seguida, faz pior do que aquilo para a qual nos chamava a atenção;
portuguesices
para quem ainda não tenha tido a oportunidade de os ver, mais não são que um conjunto de apanhados sobre caricaturas algo portuguesas - anúncios mal escritos, ementas que não lembram ao diabo, indicações viárias contraditórias, motorizadas com tudo e mais alguma coisa, mulheres de barba farta, etc;
o que retractam, essencialmente, são, por um lado, a profunda evolução sentida e manifestada um pouco por todo o lado neste nosso país, com impactos fortes na maneira de ser e de nos entendermos e, por outro, o assombrar de curiosidade entre o que somos e o que pensamos ser;
por vezes fazem-me lembrar aquele condutor que nos buzina recriminado-nos por algo e que, logo de seguida, faz pior do que aquilo para a qual nos chamava a atenção;
portuguesices
das consequências
o fim-de-semana passado estava quase como este; um dia cheio de sol, apetitoso, convidadativo ao passeio;
como não gosto de passear em vésperas de Natal, andei de motoenchada de um lado para o outro;
a brilhante consequência é que fiquei fragilizado, quase convidativo e disponível para a fruta da época, as gripes;
na terça, um pouco mais de frio e fiquei com a voz assim, imperceptível, inaudível; o que não deixou de ter as suas agradáveis consequências, na reunião de 4ª de manhã todos diziam que ia ser rápida, pois eu não falava, a conversa radiofónica de certo que correu sem grandes atribulações, pois não marquei presença;
enfim, uma semana quase de molho, para retemperar de um fim-de-semana agradável e solarengo;
como não gosto de passear em vésperas de Natal, andei de motoenchada de um lado para o outro;
a brilhante consequência é que fiquei fragilizado, quase convidativo e disponível para a fruta da época, as gripes;
na terça, um pouco mais de frio e fiquei com a voz assim, imperceptível, inaudível; o que não deixou de ter as suas agradáveis consequências, na reunião de 4ª de manhã todos diziam que ia ser rápida, pois eu não falava, a conversa radiofónica de certo que correu sem grandes atribulações, pois não marquei presença;
enfim, uma semana quase de molho, para retemperar de um fim-de-semana agradável e solarengo;
sábado, dezembro 16
solarengo
o dia estava apetitoso, convidativo ao passeio;
solarengo como estava era inevitável o convite ao passeio, cá em casa sentiu-se o desafio; não se resistiu e foram passear;
porque tenho consciência que invariavelmente se acaba num qualquer centro comercial, apinhado de glutões natalícios, optei por ficar;
mas o dia estava efectivamente convidativo, excessivamente desafiante para que se fique em casa; quase que obrigava a sair e disfrutar dos raios de sol;
pronto, fui lavrar um bocado de terra, até que o sol se escondeu e me obrigou a recolher;
fiquei por aqui para ler, descansar e pensar no meu trabalho;
face ao dia estou cansado mas descansado; sabe bem;
solarengo como estava era inevitável o convite ao passeio, cá em casa sentiu-se o desafio; não se resistiu e foram passear;
porque tenho consciência que invariavelmente se acaba num qualquer centro comercial, apinhado de glutões natalícios, optei por ficar;
mas o dia estava efectivamente convidativo, excessivamente desafiante para que se fique em casa; quase que obrigava a sair e disfrutar dos raios de sol;
pronto, fui lavrar um bocado de terra, até que o sol se escondeu e me obrigou a recolher;
fiquei por aqui para ler, descansar e pensar no meu trabalho;
face ao dia estou cansado mas descansado; sabe bem;
caminho
ontem tive oportunidade de ouvir Correia de Campos, ministro da Saúde;
em amena cavaqueira, tive oportunidade de constatar três distintas, mas complementares situações;
por um lado, a certeza de um caminho a trilhar, é evidente no seu discurso que sabe para onde quer ir e como; a simplicidade dos objectivos apresentados (relativamente aos cuidados de saúde primários, aos cuidados paliativos e ao orçamento do ministério) fazem parecer que as coisas são simples num ministério manifestamente complicado;
por outro lado, a consciência da situação, dos problemas, dos constrangimentos e a ousadia de os enfrentar, sabendo que há interesses, que há vícios, que há virtudes, que há necessidades, que há que ir ao encontro de muitos contrapondo o interesse de poucos;
finalmente, a manifesta ideia que não está em causa o serviço nacional de saúde, mas antes a forma de o gerir; percebendo que os tempos são diferentes daqueles em que foi criado e daqueles em que vingou; tendo ideia dos desafios e das necessidades;
é tão diferente ouvir em primeira mão, directamente da fonte, as ideias e os argumentos, que ficamos conscientes do camimho
em amena cavaqueira, tive oportunidade de constatar três distintas, mas complementares situações;
por um lado, a certeza de um caminho a trilhar, é evidente no seu discurso que sabe para onde quer ir e como; a simplicidade dos objectivos apresentados (relativamente aos cuidados de saúde primários, aos cuidados paliativos e ao orçamento do ministério) fazem parecer que as coisas são simples num ministério manifestamente complicado;
por outro lado, a consciência da situação, dos problemas, dos constrangimentos e a ousadia de os enfrentar, sabendo que há interesses, que há vícios, que há virtudes, que há necessidades, que há que ir ao encontro de muitos contrapondo o interesse de poucos;
finalmente, a manifesta ideia que não está em causa o serviço nacional de saúde, mas antes a forma de o gerir; percebendo que os tempos são diferentes daqueles em que foi criado e daqueles em que vingou; tendo ideia dos desafios e das necessidades;
é tão diferente ouvir em primeira mão, directamente da fonte, as ideias e os argumentos, que ficamos conscientes do camimho
sexta-feira, dezembro 15
do centro
há autores (Luhman, p.e) que defendem uma sociedade sem centro;
em conversa com uma colega, damos conta que, nós por cá, estamos cada vez mais afastados do centro;
um outro problema se nos coloca;
é que antigamente o centro era Lisboa (pretensamente) e hoje não sabemos onde fica;
apenas temos noção (breve, difusa) que não estamos no centro, que nos afastamos do centro;
em conversa com uma colega, damos conta que, nós por cá, estamos cada vez mais afastados do centro;
um outro problema se nos coloca;
é que antigamente o centro era Lisboa (pretensamente) e hoje não sabemos onde fica;
apenas temos noção (breve, difusa) que não estamos no centro, que nos afastamos do centro;
da crise
a crise manifesta-se das formas mais inesperadas;
há dias, ao comprar castanhas, a senhora perguntava-se se queria 8 por 1€ ou uma dúzia por 1,5€;
há crise, é verdade, mas também há imaginação para lhe dar a volta - ou, pelo menos, procurar dar-lhe a volta;
há dias, ao comprar castanhas, a senhora perguntava-se se queria 8 por 1€ ou uma dúzia por 1,5€;
há crise, é verdade, mas também há imaginação para lhe dar a volta - ou, pelo menos, procurar dar-lhe a volta;
quinta-feira, dezembro 14
da modernidade
há dias um colega, na mailing list da escola, perguntava:
qual o papel da escola na pós-modernidade?
que papel?
que escola?
que conceitos?
pergunta interessante que, remetendo para a retórica, não deixa de ser elucidativa de um questionar e reflectir sobre a escola que temos e para o que queremos;
qual o papel da escola na pós-modernidade?
que papel?
que escola?
que conceitos?
pergunta interessante que, remetendo para a retórica, não deixa de ser elucidativa de um questionar e reflectir sobre a escola que temos e para o que queremos;
das elites
há dias abordava a questão das elites regionais;
nem de propósito foi tema de conversa com um camarada do PC (desculpa lá a intimidade);
e neste campo, apesar das divergências, comungamos da mesma ideia, não temos elites no Alentejo; isto é, elementos que sejam referenciados à região, independentemente dos partidos ou das posições ideológicas, não temos uma figura que, quer na região quer fora dela seja identificada com o Alentejo;
nos anos 90 tivemos vários que, sempre que apareciam na TV, eram referenciados em face de uma região, de um contexto regional, casos de Carlos Zorrinho e Capoulas Santos, na área do PS, Abílio Fernandes, Joaquim Miranda ou Lino de Carvalho no PC, Luís Capoulas ou Maria do Céu Ramos, no PSD e mesmo, na área do CDS, Rosado da Fonseca ou Mariana Cascais;
quem, hoje, conseguimos identificar, referenciar enquanto elementos alentejanos? que não estejam presos a uma localidade, mas à região?
que elites temos nós? que protagonistas regionais? que actores políticos, sociais, económicos conseguimos identificar?
nem de propósito foi tema de conversa com um camarada do PC (desculpa lá a intimidade);
e neste campo, apesar das divergências, comungamos da mesma ideia, não temos elites no Alentejo; isto é, elementos que sejam referenciados à região, independentemente dos partidos ou das posições ideológicas, não temos uma figura que, quer na região quer fora dela seja identificada com o Alentejo;
nos anos 90 tivemos vários que, sempre que apareciam na TV, eram referenciados em face de uma região, de um contexto regional, casos de Carlos Zorrinho e Capoulas Santos, na área do PS, Abílio Fernandes, Joaquim Miranda ou Lino de Carvalho no PC, Luís Capoulas ou Maria do Céu Ramos, no PSD e mesmo, na área do CDS, Rosado da Fonseca ou Mariana Cascais;
quem, hoje, conseguimos identificar, referenciar enquanto elementos alentejanos? que não estejam presos a uma localidade, mas à região?
que elites temos nós? que protagonistas regionais? que actores políticos, sociais, económicos conseguimos identificar?
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