quinta-feira, março 30

Estado

Serão hoje apresentadas, segundo tudo indica, as linhas de orientação da reforma do Estado, do qual existem inúmeros comentários, algumas vozes, mas muito poucos argumentos.
fala-se da extinção de serviços, da fusão de outros, da reorganização de outros ainda. Da alteração das tutelas, da redefinição de conteúdos, de funções e funcionalidades, de objectivos e de estratégias.
globalmente não haverá nada nem ninguém que não concorde, pelo menos genericamente, com a ideia.
Este Estado que temos e que conhecemos não nasceu assim.
Formou-se ao longo do período da ditadura (centralizador, desconfiante relativamente ao cidadão, hierárquico, constrangedor, homogeneizador), consolidou-se com a democracia (nomeadamente no alargamento da sua influência, na gestão de interesses, na abrangência partidária, no imobilismo técnico, no rigor desqualificante).
Hoje todos percebemos que o Estado não pode nem deve continuar como até aqui. Hoje facilmente temos consciência que tem de mudar.
Mas só pode mudar se duas condições, dois factores determinantes mudarem.
Por um lado, em face de uma assumida confiança nas pessoas. Sem esta confiança, sem este estabelecer de laços e de uma relação consistente não há nada que nos valha. Não estou preocupado com partidos, clubes ou simpatias. Estou apenas a afirmar a confiança pessoal e técnica que não tem existido.
Por outro na assunção das responsabilidades que sustêm as autonomias pessoais. Sem esta assunção, que muita das vezes culpabiliza os outros, o sistema, o governo, os chefes, nada se alterará. E esta assunção passa quase que exclusivamente pela formação. Não basta a formação inicial, há necessidade, é imperioso desenvolver uma consciência reflexiva e avaliativa que permita ultrapassar quezílias fulanizadas e implementar lógicas organizacionais.
Entre a confiança e a responsabilização oscilará muito do nosso futuro, muitas das oportunidades de (re)afirmação do Estado.
E atenção, defendo o papel determinante do Estado, na regulação não apenas económica (provavelmente esfera onde cada vez faz menos sentido), mas enquanto elemento estruturante da regulação social e cultural.
É esperar e ouvir, uma vez que, pela segunda vez, o governo de Sócrates consegue manter no fundo da gaveta as ideias e as principais notícias, circunstância que, estou certo, será alvo fácil de críticas por parte da esquerda pertensamente defensora da participação.

aflito

por razões tecnológicas que qualquer racionalidade lógica desconhece, a minha caixa negra de acesso à tv cabo emperrou.
Diz-me a rapariguinha da loja que é problema de software, bloqueou quando fazia a actualização.
pois e então quando desbloqueia?
ai meu caro senhor, isso não depende nem de mim nem de Deus. é do sistema.
tábem, mas há alguma previsibilidade?
nada. é esperar.

resultado, estou de regresso à idade das trevas, apenas os 4 canais areais, sem internet e sem telefone fixo.
se isto é o choque tecnológico já estou frito.

obrigado

é impressionante como pessoas que nunca se viram conseguem, por intermédio da escrita e das ideias, trocar sentimentos e ficar próximas.
tão próximas que, por vezes, o silêncio é ruidoso e constrange.
vale-nos a vida, quando as coisas não nos correm bem. Valem-nos as amizades.
este post tem nome, chama-se Miguel Pinto e só lhe tenho a agradecer a amizade.
obrigado.

quarta-feira, março 29

topografia

no contexto do trabalho académico que procuro desenvolver, em torno das políticas educativas e da dimensão educativa do movimento associativo juvenil, encontro-me algo enterrado, emperrado.
uma colega, ao procurar descrever um esboço da sua problemática, utilizou a metáfora da topografia.
nem mais.
este percurso é marcado por uma topografia irregular, disforme, nuns momentos em alto, onde consigo pensar e escrever, digerir ideias e leituras, apontar pistas e hipóteses, ver para além do meu próprio horizonte.
Outras claramente em baixo, numa pediplanície onde, aparentemente, não existem constrangimentos mas onde não nos apercebemos do evoluir, do caminhar, do percurso feito a não ser quando paramos e olhamos para trás e temos noção do percorrido.
neste momento estou nesta fase, entre o descendente e a planície. Sinto claras dificuldades de leitura, de escrita. Estou emperrado. Nas últimas duas semanas não escrevi uma linha, situação que é manifestamente grave numa faculdade e com um orientador que procura, incistentemente, conteúdos, redacções, textos.
há que continuar o caminho.

mimetismo

manifestamente em favor da corrente a CGTP convocou uma manifestação de jovens contra a precariedade no trabalho.
será que procura ir a reboque de desinteresses franceses e e trazer para Portugal uma problemática mal colocada?
mal colocada tendo em conta que a juventude portuguesa se depara com inúmeras situações adversas, mas esta manipulação e o claro mimetismo não fica bem a uma intersindical ela própria à procura de novos espaços e de novos protagonistas.

espaço

depois da tomada de posse do novo presidente da República este tem sido notado pela ausência, pelo silêncio.
não creio que seja para durar muito ainda que uma das lógicas que subjaz a Cavaco Silva (será mito?) seja a de alguma distanciação face aos media.
contudo e na sequência do congresso do PSD e do agendamento do PP parece algo claro que a direita procura o seu novo espaço, uma nova forma de afirmação e de demarcação.
pela primeira vez confronta-se com o poder em Belém e, ainda por cima, sendo esse poder um dos seus fantasmas.
há, em face desta nova distribuição, que criar novos espaços, novos protagonismos que, não caíndo no rídiculo e no vazio das propostas e das ideias, seja capaz de criar alternativas políticas.
vamos ver é se acordam a tempo.

Alentejo 2015

Foi ontem apresentado, na CCDR, com alguma pompa mas sem grandes circunstancialismos, as linhas estratégicas do percurso que pretensamente nos conduzirá a 2015.
Na ausência de um ministro claramente fora do tempo e desenquadrado de contextos e de muitas das realidades políticas nacionais, houve espaço para que um dos seus secretários de estado apresentasse as linhas gerais do que será o novo QCA e para que o Prof. Augusto Mateus, há muito estudioso da realidade económica alentejana, sintetizasse os grandes objectivos, as metas em torno das quais terá de existir algum consenso. Um apontamento onde são visíveis alguns dos mitos que rodeiam o Alentejo, afinal não é uma região intensamente desfavorecida (faz a ligação entres o pelotão avançado e a retaguarda – em 7 regiões está num 4 lugar, em termos de competitividade e coesão), tem potencialidades endógenas há muito reconhecidas e algumas já afirmadas, tem ritmos perfeitamente distintos de afirmação, entre o litoral e o Baixo Alentejo, entre as mais valias empresariais e as afirmações industriais, entre outros, num trabalho que aconselho a ver.
Eram visíveis na plateia inúmeros protagonistas locais e regionais, organismos desconcentrados da administração pública, autarcas, quadros técnicos, sindicalistas, empresários, etc.
No computo das afirmações, algumas marcadamente lugares comuns, outras em tentativa de romper com o senso comum, foi também visível, pela ausência, um factor determinante e que neste momento o Alentejo não tem, uma liderança.
Para que o Alentejo se afirme, para que seja possível alcançar o pelotão da frente, por que é possível para além de ser desejável, há que se afirmar uma liderança que afirme a democracia, isto é, respeite as diferenças políticas e partidárias, acentua as pluralidades regionais, dê destaque às particularidades pessoais e visibilidade às especificidades locais mas que, para além de tudo isso, seja capaz de congregar em torno de si uma ideia mobilizadora, uma força impulsionadora, uma liderança que afirme um projecto.
E isso, neste momento, o Alentejo não tem.

terça-feira, março 28

idade

habitualmente não tenho problemas com a idade, com o passar dos tempos e o fluir das Primaveras (quase 43) que já cá cantam.
Um dos velhotes que me ajudou a crescer sempre disse para me sentir bem com a idade, para disfrutar cada ano pois só o temos uma vez, para o disfrutarmos como único sabendo que virão outros.
e, algo pretensiosamente, não tenho sentido muito este peso que me confere a ternura dos 40.
mas este fim-de-semana fui confrontado com as diferenças etárias e com as consequentes diferenças de perspectiva que acarreta essa diferença. De tal modo que um jovem, na casa dos 20 e pouco, me confrontou e disse que pertenço aos velhos, aos outros.
ficou-me atravessado na garganta, qual espinha, ao longo de todo o fim-de-semana. É um facto, é um dado incontornável perceber que, apesar de não sentir as diferenças, elas existem e cada vez mais se acentuam.
Tempos e idade.

expectativa

digo uma vez mais que Koeman não é dos treinadores que desperte em mim grande entusiasmo. Contudo, reconheço-lhe méritos na gestão da equipa, nomeadamente na liga dos campeões onde soube montar estratégias persuasivas e eficazes. Cá por casa tem sido mais difícil de gerir, circunstância que faz com que haja, de forma efectiva, uma equipa de consumo nacional e uma outra para inglês (e espanhois) verem e admirar.
Como será hoje a equipa? a equipa de hoje não é inglesa, não tem um modelo esteriótipado de futebol e os treinadores conhecem-se e prezam a mesma escola. Resultado do confronto? no final do jogo logo lhes direi, mas vou no empate a uma bola.

....

cheguei ao fim do meu moleskine.
durou de meados de Outubro a final de Março.
são apontamentos diversos, ideias soltas, pensamentos dispersos de um itinerário académico, numa tentativa de estudar as políticas educativas para além da escola.
venha outro.

segunda-feira, março 27

sinais

as medidas propostas pelo governo de Sócrates, no contexto da designada reestruturação do Estado, desencadeia um conjunto diverso de sinais.
uns preocupantes, outros reveladores, outros que esclarecem e outros ainda que ocultam.
preocupantes quando são solicitados sacríficios aos portugueses, apesar de existir um amplo consenso, e de repente sentimos que pode haver o refrear de ânimos, o condicionar da acção política, o apelo a que tudo se mude para que tudo fique na mesma. Faço votos e para isso trabalharei para que assim não seja.
reveladores do peso que algumas corporações (desde sindicatos a ordens, desde lbies de interesse a grupos de intervenção) adquiriram e da petrificação social e política que impuseram a determinadas áreas profissionais. Há tempos M. S. Tavares escreveu, e bem, que todos concordamos com as medidas de reestruturação desde que não nos afectem. Percebemos facilmente os comentários daqueles que não são os profissionais abrangidos e as diferenças com aqueles que sentem na pele as mudanças.
esclarecedores de qual o papel que se pretende para o Estado neste início de milénio. Obrigatoriamente diferente daquele que se afirmou no início do século XX e que se consolidou no pós guerra. As situações são outras, os contextos manifestamente diferentes, as exigências muito mais altas, os índices de participação e representatividade claramente outros. Não pode o Estado, seja ao nível da educação, da saúde ou da justiça, permanecer imóvel como se nada se tivesse alterado à sua volta. Haja capacidade, ousadia e temeridade (aquilo que alguns chamam de obstinação) para levar ávante esta reconfiguração.
Agora o que me preocupa é começar a sentir que existem sinais que há interesses que se insurgem. Uns dizem que decorrem do "aparelho" do PS (seja isso o que for), outros dos poderosos grupos de interesse que se movimentam em torno de áreas ou sectores de actividade (assim não têm rosto, são tudo, não sendo nada). Outros apontam as fugas cirurgicas de informação que causam constrangimentos e promovem agitações sem sentido e, particularmente, sem fundamento.
Passado pouco mais de um ano sobre a tomada de posse deste governo socialista há sinais que devemos levar em consideração e saber interpretar. Serão apenas sinais? sinais do quê? sinais para quê?

contradições

Não sei se é uma contradição se apenas um desabafo. Como não sei qual a dimensão da legitimidade e da fundamentação da ideia.
Mas cham de contradição ao facto de num tempo marcado pela aldeia global em que tudo sabemos sobre quase tudo, quase tudo nos passa despercebido.
Ou seja, sinto que cada vez mais há um escasso número de fazedores de opinião, essencial quando não exclusivamente lisboetas, que determinam modas, fazem as ondas, definem o que é in ou o que está out, condicionam gostos e, não menos importante, criam as manchetes editoriais.
Cada vez mais me apercebo que neste Portugal interior, desde a aldeia à cidade, passando pelas inúmeras colectividades, há cada vez mais e cada vez melhores acontecimentos.
Em Beja, durante a semana, começou sábado, marca presença um evento claramente diferente sobre jazz.
Em Portalegre há uma constante dinâmica musical e artística que marca ritmos, dita correntes.
Em Évora é uma miríade de acontecimentos, uns pequenos, outros grandes.
Em Sines é um centro de arte que orgulharia qualquer cidade europeia.
Em Mértola são dinâmica culturais que cruzam mundos e definem olhares.
Em Montemor-o-Novo são cruzares de culturas e de artes.
Em Alcáçovas são dinâmicas juvenis que determinam dinâmicas e ritmos.
Tantas e tantas coisas podiam ser referenciadas, apontadas.
Manifestamente quando olhamos para as diferentes agendas culturais dos municípios alentejanos facilmente nos apercebemos da quantidade de coisas, de dinâmicas, de acções, de projectos, do fervilhar de ideias. Para já não falar daquelas que por razões várias, ficam a marinar em lume brando, à espera de melhores oportunidades, de outras condições.
E nós sabemos sabemos o quê? o que circula como notícia? o que é facto jornalístico? com o que deparamos quando acedemos à televisão?
e não é uma situação excluvia desta região, do Alentejo profundo. É uma consciente contradição que alguns fazedores de opinião teimam em afirmar e que alguns editorialistas em fazer passar.
valem-nos alguns blogues que permitem conhecer outras dinâmicas, permitem cruzar outras perspectivas, e apercebermo-nos de outros prontos de vista.

quinta-feira, março 23

participação

entre amanhã e sábado tenho oportunidade de participar numa iniciativa que permite a discussão sobre a construção de políticas públicas de juventude.
é uma iniciativa que tem como principal imagem de marca procurar juntar todo um conjunto de características que marcam a juventude com a criação de um fórum de debate sobre políticas públicas.
entre a festa e o debate, discutem-se políticas de juventude.

lata

irritam-me as pessoas que pensam que Portugal é só delas.
há pouco, ao circular pelas ruas desta cidade, há uma senhora que resolve parar em plena faixa de rodagem no meio da Praça de Giraldo, descer, ier atrás da viatura, abrir a mala, retirar algo de dentro, ir entregar ali ao lado, voltar a entrar e seguir em frente.
tudo isto enquanto inúmera gente esperava atrás.
uns buzinavam, outros barafustavam, todos sopravam.
mas a senhora calmamente lá cumpriu o seu objectivo e seguiu como se os outros, todos os outros, não tivessem razão para estarem incomodados.
é preciso ter lata.

quarta-feira, março 22

ritual

cumpri o meu ritual anual que irei estranhar nos próximos tempos, ou seja, já enviei a candidatura inteligente (?) ao concurso de professores para o próximo ano.
uma vâ tentativa de me aproximar um pouco mais de casa. Cá fico à espera dos resultados, certo que dificilmente me moverei.

escrita

a minha escrita está diferente, dizem uns. As ideias são agora mais políticas, mais partidárias, dizem outros.
aceito os comentários. Como há quem diga que a minha escrita é militante, participativa e reivindicativa (circunstância que academicamente me constrange e dificulta algum desenvolvimento);
provavelmente será verdade, fruto de contextos, e somos quase sempre nós e o nosso contexto, a minha escrita adquire outras características, outras dimensões, podem não ser melhores, podem não ser maiores, apenas outras, apenas diferentes.
estou fora da escola, apesar de manter uma profunda ligação a essa paixão da qual não abdico, mais exposto, quer política quer institucionalmente, mais envolvido com um trabalho académico de pesquisa e investigação, que me faculta outras lentes (alguém diria um outro olhar).
Fruto de tudo isto o meu olhar à escola e à realidade é diferente.
perdem-se algumas características que permitiram que uns quantos amigos por aqui passassem e perdessem tempo a ler as minhas divagações; ganham-se, conquistam-se outros que descobrem outras formas de ver a discussão que nos cerca.

primavera

como na primavera, a alergia ao trabalho faz-se sentir.
sinto-me cansado, entupido de ideias, constrito de opiniões.
o cansaço, nesta altura do ano, fruto de re-adaptações, de ritmos diferentes e novos, de circunstâncialismo vários, pesa mais, manifesta-se com uma outra intensidade e bloqueia a vontade de pensar.
tenho uma reduzidissima capacidade de concentração, sinto manifestas dificuldades em ler, em articular ideias, em escrever.
como resultado o trabalho, particularmente o académico, não flui e sinto-me entre o assustado e o angustiado.
a escrita ressente-se e há quem me aconselhe a suspender a escrita a concentrar-me apenas em um ou dois focos de atenção.
Mas não consigo. Prefiro a dispersão e esperar a recuperação se ela ainda acontecer a tempo.

quinta-feira, março 16

telefonia

tenho o gosto, o privilégio e o prazer de participar num fórum radiofónico com mais dois colegas simpatizantes e militantes respectivamente do PCP (Diamantino Dias) e do PSD (Florival Pinto). digo prazer por que gosto de falar e de trocar ideias; digo privilégio por que efectivamente é um espaço de debate e um palco de onde é relativamente fácil atingir o boneco;
ontem discutiu-se um tema que poucos gostam e ninguém simpatiza, o encerramento de maternidades na região.
Podemos não concordar, podemos, inclusivamente, discordar.
Mas, pela primeira vez, existe uma articulação entre unidades de saúde (centro de saúde e hospital) e distritos (Beja, Ébora e Portalegre).
Desgraçadamente não temos gente, pessoas e os investimentos na área da saúde são demasiadamente avultados para que o erário público, aquilo que todos pagamos, seja disperso, não rentabilizado.
Há que salvaguardar duas coisas, por um lado a prestação de cuidados de saúde com qualidade, por outro, a necessária articulação entre valências e entre sectores de modo a que não se disperse sem que se assumam responsabilidades.

crise? qual crise?

Não haverá texto sobre a escola e sobre a educação que, mesmo que superficial ou afloradamente, não aborde, defenda ou afirme com firme convicção que a escola, a educação, os valores, os jovens estão em crise.
Se olharmos a floresta até podemos pensar que ela não está como gostariamos. Legitimo, as sem grande sentido.
Ontem tive oportunidade de estar com mais de 10 jovens, oriundos de escolas secundárias, na fase distrital de um jogo promovido pelo IPJ, o Hemiciclo, onde tive oportunidade de ver e sentir um enorme prazer nesta juventude, no modo como afirma a defesa das suas ideias e de pontos de vista, no esgrimir de argumentos, na utilização do contraditório.
Olhando a escola, a educação e a juventude a partir deste ponto, é um foco de atenção como qualquer outro, resta-me perguntar que crise existe? onde é que ela está?

quarta-feira, março 15

irra

pagar 60 cêntimos (120 melreis) por um mau café custa.
foi o que me custou, há pouco, no arcada, um mau café por 120 escudos. irra.