alma benfiquista. Agora deverá significar qualquer coisa entre a angustia e a incerteza, a dúvida e o tremelique de um resultado, mas gosto de estar aqui referenciado.
segunda-feira, janeiro 31
o papel da escola. De uma boa escola na educação da criança. No meio do devaneio que é navegar na net, sempre à procura de curiosidades, dei com este texto e mais este. Valem a pena.
lindo. como o link não é directo, faço, sem autorização, a transcrição de uma frase que considero brilhante:
Aos doze anos tudo é intenso. Um dia de escola é uma vida, um comentário deleiam o resto. Vale a pena. Olhares, como diria o Miguel, imprescindíveis para percebermos a disseminação de cores que existem na escola e que fazem dela um espaço polivalente, polissémico... tudo aquilo que queiramos, e também que não gostaríamos.
quem gostamos o fim do mundo. E depois, existem mil e um factos objectivos que
fazem da escola uma montanha-russa de emoções.
adolescência. Não sabia que estava refeenciado neste espaço. Descobri-o faz pouco tempo. Agradeço e convido quem por aqui passa a disfrutar letras e desenhos de palavras de uma adolescente, o sentimento arrebatado de quem quer sorver o mundo de uma só vez, como se estivesse com falta de ar, de mundo.
Gostei. Obrigado.
Gostei. Obrigado.
domingo, janeiro 30
a não perder, por quase nada, para quem gosta da escola, para quem lá trabalha, a sente e a pensa. Em altura de definição de políticas um trabalho, em minha opinião, deveras interessante e a não perder. Para pensar.
sábado, janeiro 29
real e virtual. Por causa deste risco, deixem-me dizer, que no tempo da telefonia diziam que a escola seria outra, mudaria e com ela a sociedade. No tempo da televisão que seria a revolução, que a escola não seria necessária, vaticinou-se o fim da escola. Na era do digital o confronto com o real deixa muito a desejar, há quem aprenda em casa, na rua, no metro ou debaixo de um chaparro, aqui e ali em qualquer lugar. Esta situação faz com que o real nos interessa cada vez menos, move-nos de maneiras diferentes. Sentimos a prescindibilidade de nós e de algumas funções - pessoais, sociais.
O problema é que tudo muda e a escola fica na mesma. Depois da rádio, depois da televisão, depois do computador que o sobra à escola? o que falta à escola? o que falta aos professores? o que muda na escola por o mundo mudar? o que permanece? o que nos interessa que mude e o que nos interessa que permaneça? o que nos move nestes interesses?
O problema é que tudo muda e a escola fica na mesma. Depois da rádio, depois da televisão, depois do computador que o sobra à escola? o que falta à escola? o que falta aos professores? o que muda na escola por o mundo mudar? o que permanece? o que nos interessa que mude e o que nos interessa que permaneça? o que nos move nestes interesses?
do estudo. Uma aluna abria insistentemente a boca no decorrer da aula, manifestando cansaço, fartura, sono, fome ou qualquer outra coisa desconhecida da minha pessoa (não estava a "dar aula" situação que fez com que excluisse a minha pessoa como causa provável da situação. O mesmo obviamente, não o podia fazer à disciplina e ao trabalho que se desenvolvia).
Entre as deambulações pela sala e as conversas de apoio e orientação ao que se fazia abordei a aluna directamente. A resposta, óh, setor, estive a estudar ... até à uma e meia da manhã.
No 8º ano. Sem mais comentários.
Entre as deambulações pela sala e as conversas de apoio e orientação ao que se fazia abordei a aluna directamente. A resposta, óh, setor, estive a estudar ... até à uma e meia da manhã.
No 8º ano. Sem mais comentários.
das comparações... pouco ou nada se obtém, como diria o meu Ti'Zé Chalapita muita parra pouca uva, é a brilhante conclusão a que se pode chegar depois de conhecer as propostas dos diferentes partidos no âmbito da educação.
Parto deste comentário do Carlos, o qual subscrevo e com as devidas precauções e alguns caldos de galinha, generalizo e aplico aos restantes partidos.
Banalidades, vulgaridades, lugares comuns, ideias feitas tudo o que de mau se pode esperar de uma campanha eleitoral. Um vazio de ideias.
Será também isto reflexo do estado da escola pública portuguesa?
Parto deste comentário do Carlos, o qual subscrevo e com as devidas precauções e alguns caldos de galinha, generalizo e aplico aos restantes partidos.
Banalidades, vulgaridades, lugares comuns, ideias feitas tudo o que de mau se pode esperar de uma campanha eleitoral. Um vazio de ideias.
Será também isto reflexo do estado da escola pública portuguesa?
quinta-feira, janeiro 27
despacho normativo 1/2005. Ontem tive oportunidade de participar numa breve mas saudável conversa, em sede de departamento, sobre este dito cujo despacho.
neste despacho há visões com as quais não concordo, há princípios de selecção meritocrática, há orientações dúbias e palavras vãs, denotam-se algumas incoerências entre competências e saberes, das orientações para o curriculo e a realização de provas quantitativas. Nada de mais para documentos que foram pensados por uns, definidos por outros e implementado por outros. Normal, em face disto, a confusão em que se corre o sério risco de se cair.
Como é da mais elementar falta de senso alterar regras a meio do jogo, reconfigurar orientações e princípios, redefinir modos e procedimentos. Mas enfim, são os senhores que temos e que, começo-me a convencer, não merecemos.
Mas a grande ideia com que se fica é que se altera muito para que tudo fique na mesma. É certo que do ponto de vista administrativo irão existir alterações. Mas do ponto de vista das práticas pedagógicas? da organização do trabalho docente? da definição de recursos, meios e prossibilidades? o que se altera? nada, rigorosamente nada.
neste despacho há visões com as quais não concordo, há princípios de selecção meritocrática, há orientações dúbias e palavras vãs, denotam-se algumas incoerências entre competências e saberes, das orientações para o curriculo e a realização de provas quantitativas. Nada de mais para documentos que foram pensados por uns, definidos por outros e implementado por outros. Normal, em face disto, a confusão em que se corre o sério risco de se cair.
Como é da mais elementar falta de senso alterar regras a meio do jogo, reconfigurar orientações e princípios, redefinir modos e procedimentos. Mas enfim, são os senhores que temos e que, começo-me a convencer, não merecemos.
Mas a grande ideia com que se fica é que se altera muito para que tudo fique na mesma. É certo que do ponto de vista administrativo irão existir alterações. Mas do ponto de vista das práticas pedagógicas? da organização do trabalho docente? da definição de recursos, meios e prossibilidades? o que se altera? nada, rigorosamente nada.
ainda do debate sobre a educação. Diz o Alexandre num comentário a uma das minhas entradas, e eu subscrevo, que andamos deprimidos com o rumo que o país [não] tem. Deprimidos e angustiados e que teremos de "deixar de ver debates, de lêr blogs e jornais. Provavelmente [seremos] mais feliz[es]."
Este é um sentimento que percorre grande parte das amizades com quem me relaciono, das pessoas que conheço. A descrença é grande, as promessas, o debate sobre o país é fraco [reflexo do que somos?].
Mas ainda há esperança. Ou não?
Este é um sentimento que percorre grande parte das amizades com quem me relaciono, das pessoas que conheço. A descrença é grande, as promessas, o debate sobre o país é fraco [reflexo do que somos?].
Mas ainda há esperança. Ou não?
quarta-feira, janeiro 26
surpresa. Tenho de reconhecer que com o passar do tempo a pele fica um pouco mais dura, mais curtida, como se diz por estas bandas, e é mais difícil ficar surpreendido com o que se passa à nossa volta. Em face da experiência, do que vimos, do que sabemos e do que acontece e temos conhecimento, enquadramos as situações nesta ou naquela prateleira de modo a aí arrumar a surpresa.
Mas confesso, mesmo depois de ter lido isto, situação(a)normal numa qualquer escola nacional, digo eu pois claro, não é que ontem dou com um colega a sair de mansinho da sua sala de aula de telemóvel encostado ao ouvido?
Mas confesso, mesmo depois de ter lido isto, situação(a)normal numa qualquer escola nacional, digo eu pois claro, não é que ontem dou com um colega a sair de mansinho da sua sala de aula de telemóvel encostado ao ouvido?
do debate de ontem à noite, na RTP, sobre as diferentes propostas para a área da educação (da qual apenas vi as duas primeiras partes, referentes ao ensino básico e secundário) fico com a ideia que não há uma ideia sobre educação, falta uma linha de horizonte para onde os partidos políticos possam apontar o trabalho da escola.
Não sou a favor de consensos e uniformizações ideológicas, sou pelo debate de ideias, pela troca de opiniões, pela construção local da educação. Apenas ouvi breves referências a este ponto no BE e no PCP. Será que os restantes partidos receiam a construção de políticas locais de educação? Será que os partidos do arco do governo receiam que se faça melhor em cada escola do que no Min-edu? será que permanece a desconfiança face às capacidades e possibilidades locais? ao papel dos professores e de outros parceiros educativos?
Fala-se de educação, da escola, não se discute uma ideia de educação, nem de escola.
Não sou a favor de consensos e uniformizações ideológicas, sou pelo debate de ideias, pela troca de opiniões, pela construção local da educação. Apenas ouvi breves referências a este ponto no BE e no PCP. Será que os restantes partidos receiam a construção de políticas locais de educação? Será que os partidos do arco do governo receiam que se faça melhor em cada escola do que no Min-edu? será que permanece a desconfiança face às capacidades e possibilidades locais? ao papel dos professores e de outros parceiros educativos?
Fala-se de educação, da escola, não se discute uma ideia de educação, nem de escola.
terça-feira, janeiro 25
da orientação
hoje tive o privilégio de conhecer a orientadora de estágio da Universidade que acompanha os estagiários nesta escola na disciplina de matemática.
Pouco mais velha é, se o for efectivamente, relativamente às pessoas que acompanha, que procura orientar.
Pergunto-me se terá leccionado fora da universidade, quanto tempo, qual a experiência para poder perceber alguns porquês.
Não coloco em causa a sua competência académica e científica, mas fico na dúvida quanto ao seu papel na orientação de futuros docentes, em particular numa área e numa disciplina que requer experiência, para além do próprio saber, no cativar os miúdos.
Pouco mais velha é, se o for efectivamente, relativamente às pessoas que acompanha, que procura orientar.
Pergunto-me se terá leccionado fora da universidade, quanto tempo, qual a experiência para poder perceber alguns porquês.
Não coloco em causa a sua competência académica e científica, mas fico na dúvida quanto ao seu papel na orientação de futuros docentes, em particular numa área e numa disciplina que requer experiência, para além do próprio saber, no cativar os miúdos.
segunda-feira, janeiro 24
abandono
de acordo com os últimos relatórios, Portugal viu agravar-se o atraso educativo na escolaridade mínima obrigatória entre 1991 e 2002.
E atenção, durante este período houve um projecto designado Programa Educação para Todos2000.
Imaginem se não tivesse existido.
E atenção, durante este período houve um projecto designado Programa Educação para Todos2000.
Imaginem se não tivesse existido.
difícil é ouvi-lo
foi, em meu entender, um dos bons ministros da democracia portuguesa.
Com uma ideia e uma visão de escola, sensível a argumentos, atento a preocupações, disponível para a conversa, longa de preferência.
Quando fala e tem dito algumas coisas desde que deixou a 5 de Outubro, é difícil não o ouvir, é difícil não concordar com ele.
Marçal Grilo é uma pessoa que conhece os meandros do sistema educativo como poucos.
Hoje mais um conjunto das suas ideias.
Com uma ideia e uma visão de escola, sensível a argumentos, atento a preocupações, disponível para a conversa, longa de preferência.
Quando fala e tem dito algumas coisas desde que deixou a 5 de Outubro, é difícil não o ouvir, é difícil não concordar com ele.
Marçal Grilo é uma pessoa que conhece os meandros do sistema educativo como poucos.
Hoje mais um conjunto das suas ideias.
domingo, janeiro 23
das visões
em plena campanha eleitoral acentuam-se as diferenças, mesmo que possamos dizer que não existem diferenças entre os dois principais partidos, PS e PSD.
fazem-se ouvir as diferenças ao nível dos choques - tecnológico, do PS, de gestão, do PSD e fiscal do BE. Logo aqui se fazem notar as profundas diferenças existentes sobre uma visão do país.
Centro-me apenas nos dois maiores partidos.
Um, o PS, acredita que formar e educar as pessoas, criar incentivos ao nível da investigação e do desenvolvimento, promover e favorer as competências técnicas e científicas será uma porta para o futuro. É uma aposta clara nas pessoas [lembram-se do as pessoas não são números], nas suas competências e qualificações.
Do outro, a visão que existe uma técnica da mudança, uma racionalidade que adoptada permitirá o caminho do futuro e das qualificações. Uma visão assente em capacidades técnicas de alguns, pois nem todos terão competências [ou qualificações] para a gestão.
Como se reflectirá este conjunto de opções na nossa escola? Qual a visão que irá transparecer num e noutro programa visando a educação? qual o papel da escola [e, por consequência, do professor] no âmbito do choque tecnológico? e do choque de gestão? Quais as linhas indutoras de uma nova lei de bases por todos exigida, por alguns requerida e por outros sentida como necessária? qual a concepção organizacional da escola e dos currículos? qual o currículo?
Esperam-se desenvolvimentos...
fazem-se ouvir as diferenças ao nível dos choques - tecnológico, do PS, de gestão, do PSD e fiscal do BE. Logo aqui se fazem notar as profundas diferenças existentes sobre uma visão do país.
Centro-me apenas nos dois maiores partidos.
Um, o PS, acredita que formar e educar as pessoas, criar incentivos ao nível da investigação e do desenvolvimento, promover e favorer as competências técnicas e científicas será uma porta para o futuro. É uma aposta clara nas pessoas [lembram-se do as pessoas não são números], nas suas competências e qualificações.
Do outro, a visão que existe uma técnica da mudança, uma racionalidade que adoptada permitirá o caminho do futuro e das qualificações. Uma visão assente em capacidades técnicas de alguns, pois nem todos terão competências [ou qualificações] para a gestão.
Como se reflectirá este conjunto de opções na nossa escola? Qual a visão que irá transparecer num e noutro programa visando a educação? qual o papel da escola [e, por consequência, do professor] no âmbito do choque tecnológico? e do choque de gestão? Quais as linhas indutoras de uma nova lei de bases por todos exigida, por alguns requerida e por outros sentida como necessária? qual a concepção organizacional da escola e dos currículos? qual o currículo?
Esperam-se desenvolvimentos...
sexta-feira, janeiro 21
do descentramento
de quando em quando basta afastarmo-no um pouco daquilo que nos absorve, do assunto com o qual incessantemente nos enredamos, para ver um pouco mais ou um pouco melhor.
Sobre estas coisas dos blogues um colega e amigo deixa-me esta referência:
Sobre estas coisas dos blogues um colega e amigo deixa-me esta referência:
... Tal como acontece em muitos outros campos, a massificação deste tipo de
espaços tende a dissolver muitas opiniões interessantes...
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