O miguel fala em spam político, como há quem queira dissecar política e analitacamente o trabalho ou a manipulação jornalística deste ou de um qualquer governo;
mas há algo que falha nestas análises; elas assentam em redes em que é manifestamente impossível silenciar a crítica e a participação como é esta blogosfera;
em tempos idos aceitava-se que um telejornal manipulasse uma notícia, que uma manchete criasse um caso; isto é, aceitava-se, de bom ou mau tom, que um profissional não era lá muito profissional ao aceitar deixar-se condicionar por isto ou por aquilo, ou que uma linha editorial fosse pacificamente aceite por tudo e por todos; aceitava-se, ao fim e ao cabo, algum déficite de crítica e de participação;
hoje, por muitas televisões que existam, por muitos serviços noticiosos que se promovam, por muitas centrais de informação ou de divulgação que se criem é difícil silenciar o tom crítico e manifestamente de participação social e política que a blogosfera criou, que o mundo partilhado das tecnologias colocou ao nosso alcance;
hoje não nos ficamos por uma qualquer trafolhice manipuladora; hoje um diz preto e há mil a dizerem branco; hoje as coisas vão mais fundo, mais no subliminar da comunicação, na indução de comportamentos ou atitudes;
calar a crítica e a participação é impossível; o desejável é tornar estes meios mais democráticos; e isso fará toda a diferença no julgamento de uma medida de política ou na acção pública de um governo; e não há spam que resista;
terça-feira, outubro 24
das palmas
ontem estive em cerimónia onde, entre diferentes entidades, estava uma representante do Ministério da Educação.
Falaram uns e bateram-se palmas, falaram outros e bateram-se palmas;
falou a senhora que representava o Ministério da Educação e foi algo surreal, uma batida aqui, outra ali, um bater de palmas entre o envergonhado e o contido; entre a representação social e a recriminação política;
reflexos dos tempos que se correm;
Falaram uns e bateram-se palmas, falaram outros e bateram-se palmas;
falou a senhora que representava o Ministério da Educação e foi algo surreal, uma batida aqui, outra ali, um bater de palmas entre o envergonhado e o contido; entre a representação social e a recriminação política;
reflexos dos tempos que se correm;
sábado, outubro 21
da política
ontem aconteceu reunião magna distrital;
optei por não falar, tendo em conta que a conversa ia adiantada quando pensei em fazê-lo;
mas estou certo que nem todos estamos no mesmo filme, nem todos estamos conscientes dos mesmos cenários;
não tenho dúvidas que reconheço neste PS a capacidade de reformar e mudar Portugal; como lhe reconheço, em face de determinados actores, toques de algum autismo;
estar conivente com o poder e com a governação, como eu estou e assumo, não significa ignorar o que se passa à nossa volta, nem fingir que nada se passa;
a capacidade de incorporar a crítica, de interiorizar os comentários menos bons, de enfrentar os ventos agrestes tem sido, há muito, uma das particularidades do PS; ignorá-las agora, fingir que o descontentamento é particular e sectorial é ignorar a dimensão social de um partido perante o qual me reconheço;
mas partidos e pessoas nem sempre são as mesmas coisas;
2007 irá ser um ano determinante, como o são todos os anos de reviravolta, de alteração conjuntural; como se irá enfrentar o ano? qual a estratégia social de enfrentamento? não basta o voluntarismo, não chegará a militância? há necessidade de mais, de muito mais;
optei por não falar, tendo em conta que a conversa ia adiantada quando pensei em fazê-lo;
mas estou certo que nem todos estamos no mesmo filme, nem todos estamos conscientes dos mesmos cenários;
não tenho dúvidas que reconheço neste PS a capacidade de reformar e mudar Portugal; como lhe reconheço, em face de determinados actores, toques de algum autismo;
estar conivente com o poder e com a governação, como eu estou e assumo, não significa ignorar o que se passa à nossa volta, nem fingir que nada se passa;
a capacidade de incorporar a crítica, de interiorizar os comentários menos bons, de enfrentar os ventos agrestes tem sido, há muito, uma das particularidades do PS; ignorá-las agora, fingir que o descontentamento é particular e sectorial é ignorar a dimensão social de um partido perante o qual me reconheço;
mas partidos e pessoas nem sempre são as mesmas coisas;
2007 irá ser um ano determinante, como o são todos os anos de reviravolta, de alteração conjuntural; como se irá enfrentar o ano? qual a estratégia social de enfrentamento? não basta o voluntarismo, não chegará a militância? há necessidade de mais, de muito mais;
e foi hoje
43 e primaveras, ou outonos, conforme a época e a estação do ano;
sem receio da sua passagem, com gosto pelo passar dos dias e dos tempos, fiz hoje 43 anos;
diferenças? amanhã direi;
a melhor prenda? o blogue do filho;
sem receio da sua passagem, com gosto pelo passar dos dias e dos tempos, fiz hoje 43 anos;
diferenças? amanhã direi;
a melhor prenda? o blogue do filho;
quinta-feira, outubro 19
o mundo do local
por vezes torna-se engraçado perceber as estratégias que são implementadas em contextos locais, assumidamente atomizados, tendo como objectivo imitar, com laivos de provincianismo serôdio e manifestamente em desuso, os tiques politiqueiros, arrogantes e pedantes de um Terreiro do Paço que, insistentemente procura controlar as hostes da província mas mais não faz que dar ocupação [nem sequer é trabalho] a uns quantos funcionários;
em tempos de reestruturação da administração pública, em períodos de turbulência e perturbação do status, é ve-los cabanindo a caminho de Lisboa a procurar salvaguardar o seu cantinho no espaço da fotografia, a colocarem-se em bicos de pés para que a partir da sua altura possam ser avistados;
se Eça ou Júlio Dinis cá andassem muito teriam para escrever desta pequena burguesia funcional de província que, com a sua falta de formação e os claros usos ultrapassados, se procura afirmar no meio do barulho das luzes;
enfim, o mundo no local,
em tempos de reestruturação da administração pública, em períodos de turbulência e perturbação do status, é ve-los cabanindo a caminho de Lisboa a procurar salvaguardar o seu cantinho no espaço da fotografia, a colocarem-se em bicos de pés para que a partir da sua altura possam ser avistados;
se Eça ou Júlio Dinis cá andassem muito teriam para escrever desta pequena burguesia funcional de província que, com a sua falta de formação e os claros usos ultrapassados, se procura afirmar no meio do barulho das luzes;
enfim, o mundo no local,
greve
passados os dois dias de greve, três breves apontamentos;
primeiro para dizer que provavelmente se estivesse na escola também teria feito greve; não concordo com o carácter assumidamente de proletarização da função docente, nem com a vertende de funcionalização que lhe querem imprimir;
segundo, a importância que a escola faz na estrutura das famílias e os consequentes desarranjos que provoca quando ela falta. É uma daquelas coisas que de tão natural que se tornou só sentimos a sua importância e o seu sentido determinante nas nossas vidas quando falta, ou quando já lá não estamos; [em bom português, para seres bom morre ou vai-te];
terceiro e último apontamento, ninguém fica bem visto nesta greve, os professores porque não souberam colocar as suas questões e foram manifestamente instrumentalizados; os sindicados que apenas procuram salvaguardar um lado da questão, obviamente aquele que mais lhes convem; o ministério que persiste e insiste em olhar para o lado e fingir que nada se passa no sistema educativo português; a senhora ministra que persiste e insiste em dizer que quem sabe é ela e mais ninguém e em fazer ouvidos moucos a quem a avisa; o primeiro ministro que de uma assumida posição de discussão, insiste em confiar em quem não tem a confiança do povo;
algo não vai bem na pátria de Camões;
primeiro para dizer que provavelmente se estivesse na escola também teria feito greve; não concordo com o carácter assumidamente de proletarização da função docente, nem com a vertende de funcionalização que lhe querem imprimir;
segundo, a importância que a escola faz na estrutura das famílias e os consequentes desarranjos que provoca quando ela falta. É uma daquelas coisas que de tão natural que se tornou só sentimos a sua importância e o seu sentido determinante nas nossas vidas quando falta, ou quando já lá não estamos; [em bom português, para seres bom morre ou vai-te];
terceiro e último apontamento, ninguém fica bem visto nesta greve, os professores porque não souberam colocar as suas questões e foram manifestamente instrumentalizados; os sindicados que apenas procuram salvaguardar um lado da questão, obviamente aquele que mais lhes convem; o ministério que persiste e insiste em olhar para o lado e fingir que nada se passa no sistema educativo português; a senhora ministra que persiste e insiste em dizer que quem sabe é ela e mais ninguém e em fazer ouvidos moucos a quem a avisa; o primeiro ministro que de uma assumida posição de discussão, insiste em confiar em quem não tem a confiança do povo;
algo não vai bem na pátria de Camões;
escrita
tenho andado a escrever que não me apetecia escrever coisas em torno de políticas públicas, acção pública, conhocimento e decisão política.
mas já escrevi; 30 páginas cheias de muito lugar comum, alguma ambição e muita vontade de ver crescer um projecto. Assim ele seja coerente, consistente e credível junto de quem de direito.
mas já escrevi; 30 páginas cheias de muito lugar comum, alguma ambição e muita vontade de ver crescer um projecto. Assim ele seja coerente, consistente e credível junto de quem de direito.
segunda-feira, outubro 16
hino
tento escrever outras coisas, que não estas;
ligo o rádio na Antena 2 e dou com o hino à alegria, no âmbito dos concertos promenade a partir da Casa da Música, do Porto;
um hino; qualquer coisa de transcendente; um som que me faz sentir ínfimo, ainda por cima quando tenho consciência (nem sei como) que Bethovan estava surdo quando a escreveu e eu, aqui, cego de ver a tentar escrever;
ligo o rádio na Antena 2 e dou com o hino à alegria, no âmbito dos concertos promenade a partir da Casa da Música, do Porto;
um hino; qualquer coisa de transcendente; um som que me faz sentir ínfimo, ainda por cima quando tenho consciência (nem sei como) que Bethovan estava surdo quando a escreveu e eu, aqui, cego de ver a tentar escrever;
domingo, outubro 15
escrita
vim para o meu cantinho para escrever.
faço quase tudo menos escrever onde devo e sobre o que devo;
vejo as notícias, consulto correio, navego em blogues, escrevo ideias soltas e, coisas sérias, nada;
começo a ter consciência que o incosciente me arrasta para a negação de um projecto, vá-se lá saber o porquê?
sinto que escrevo banalidades, vulgaridades, lugares comuns; ainda que tenha a clara percepção do que quero e como quero, não consigo construir os conceitos, o edifício que poderá suportar a escrita, argumentos e sentidos;
faço quase tudo menos escrever onde devo e sobre o que devo;
vejo as notícias, consulto correio, navego em blogues, escrevo ideias soltas e, coisas sérias, nada;
começo a ter consciência que o incosciente me arrasta para a negação de um projecto, vá-se lá saber o porquê?
sinto que escrevo banalidades, vulgaridades, lugares comuns; ainda que tenha a clara percepção do que quero e como quero, não consigo construir os conceitos, o edifício que poderá suportar a escrita, argumentos e sentidos;
a pairar
surpreendido com o resultado do meu benfica, hoje pairo lá por cima, observo, qual águia real, o universo a partir do infinito.
vamos ver o quanto dura este sol;
vamos ver o quanto dura este sol;
sexta-feira, outubro 13
escrita
quero escrever, tenho de escrever coisas sérias, sobre políticas públicas, sobre a acção pública, sobre a escola;
neste cruzamento de ideias, onde se encontram personagens e ideias, sentimentos e estados de espírito, fico com a sensação que me apetece fazer amor, mas que me incomoda o amor que me apetece fazer;
neste cruzamento de ideias, onde se encontram personagens e ideias, sentimentos e estados de espírito, fico com a sensação que me apetece fazer amor, mas que me incomoda o amor que me apetece fazer;
desnecessário
talvez seja [assim o penso] desnecessário chamar a atenção para os dois últimos textos de Pacheco Pereira no seu Abrupto; mas faço-o por os considerar de uma clareza essencial não apenas para percebermos determinadas situações que persistem no Portugal de 2006, como perceber o porquê da sua persistência;
entre uma e outra das razões, ambas são traço essencial no meu ser socialista;
entre uma e outra das razões, ambas são traço essencial no meu ser socialista;
atrás
não sei se os arquivos dos diferentes blogues são consultados e se o são com que regularidade;
pessoalmente gosto de ir lá atrás, num ou noutro blogue, naqueles em que escrevi ou escrevo, e procurar - vá-se lá saber o porquê e o para quê - eventuais comparações com os dias e os meses passados;
como escrevo desde 2003 há registo, quase intectos desde esse ano - e já lá vão três;
no primeiro, crónicas do deserto, Outubro de 2003 foi passado entre as coisas da escola, o contexto profissional de então, comentários à câmara municipal e abordagens políticas gerais;
diferenças com o hoje? o contexto profissional e a referência de ter deixado de escrever tanto sobre a câmara ou sobre a cidade;
e este dia foi uma 2ª feira;
em 2004 foi uma 4ª e as referências predominantes são em torno da saúde da sogra e da governação política de então;
em 2005 não escrevi, fruto de alterações de rumo e da necessidade de readaptação a ritmos novos;
mas o essencial é encontrar duas ou três notas neste voltar atrás; a permanência das preocupações, dos temas centrais da minha [será nossa?] escrita; a corência de referências e a evolução (mais de consolidação) do pensamento e da própria escrita;
não deixa de ser interessante;
pessoalmente gosto de ir lá atrás, num ou noutro blogue, naqueles em que escrevi ou escrevo, e procurar - vá-se lá saber o porquê e o para quê - eventuais comparações com os dias e os meses passados;
como escrevo desde 2003 há registo, quase intectos desde esse ano - e já lá vão três;
no primeiro, crónicas do deserto, Outubro de 2003 foi passado entre as coisas da escola, o contexto profissional de então, comentários à câmara municipal e abordagens políticas gerais;
diferenças com o hoje? o contexto profissional e a referência de ter deixado de escrever tanto sobre a câmara ou sobre a cidade;
e este dia foi uma 2ª feira;
em 2004 foi uma 4ª e as referências predominantes são em torno da saúde da sogra e da governação política de então;
em 2005 não escrevi, fruto de alterações de rumo e da necessidade de readaptação a ritmos novos;
mas o essencial é encontrar duas ou três notas neste voltar atrás; a permanência das preocupações, dos temas centrais da minha [será nossa?] escrita; a corência de referências e a evolução (mais de consolidação) do pensamento e da própria escrita;
não deixa de ser interessante;
quinta-feira, outubro 12
bifana
hoje fui almoçar [é como quem diz, comi duas bifanitas] a um lugar onde nunca tinha estado de dia e há já alguns anos que lá não ia, a estação ferroviária de Évora;
vá-se lá saber porquê a esposa desafiou; desafio aceite lá fomos;
a estação do comboios está no mesmo sítio, mas alvo de tratamentos de beleza significativos - desde os lifting, os botoxes, os puxa dali e esfrega dali - que preveiem a chegada do intercidades - finalmente, no final de 2006, o intercidade vai chegar à cidade [faço votos para que lá estejam a banda, os cortejos, as majouretes e coisas que tal, pois será, sem margem para dúvidas, um dia de festa;
também lá estavam as tabelas de horários, agora com outras cores, mas com os mesmos pormenores de preciocismo recambolesco - uma partida às 16h51, uma chegada às 20h02; nunca percebi este rigor, nunca percebi a coerência de persistir na incoerência entre o dito e o feito;
a bifana, era disso que se falava, com alho em excesso - que ainda agora me moi, mas concorrente aceitável às de Vendas Novas;
vá-se lá saber porquê a esposa desafiou; desafio aceite lá fomos;
a estação do comboios está no mesmo sítio, mas alvo de tratamentos de beleza significativos - desde os lifting, os botoxes, os puxa dali e esfrega dali - que preveiem a chegada do intercidades - finalmente, no final de 2006, o intercidade vai chegar à cidade [faço votos para que lá estejam a banda, os cortejos, as majouretes e coisas que tal, pois será, sem margem para dúvidas, um dia de festa;
também lá estavam as tabelas de horários, agora com outras cores, mas com os mesmos pormenores de preciocismo recambolesco - uma partida às 16h51, uma chegada às 20h02; nunca percebi este rigor, nunca percebi a coerência de persistir na incoerência entre o dito e o feito;
a bifana, era disso que se falava, com alho em excesso - que ainda agora me moi, mas concorrente aceitável às de Vendas Novas;
quarta-feira, outubro 11
frentes
ontem, como há muito não fazia à noite, pus-me a ver televisão;
entre o zapping daqui e dali optei por estacionar naquele que áquela hora menos me desagrada, a sic notícias;
e, no meio de argumentos, de ideias, de opiniões deparei com um facto óbivo;
este governo criou demasiadas frentes de batalha e de uma só vez; optou pela acção profunda, drástica perante tudo e perante quase todos;
da educação à saúde, da segurança social às finanças, passando pelo ambiente, justiça, etc., etc., é de tudo um pouco;
existirão condições (quer políticas, quer sociais) para enfrentarmos tudo de uma só vez?
como estaremos e como ficaremos quando esta trovoada acalmar (se acalmar, claro)?
entre o zapping daqui e dali optei por estacionar naquele que áquela hora menos me desagrada, a sic notícias;
e, no meio de argumentos, de ideias, de opiniões deparei com um facto óbivo;
este governo criou demasiadas frentes de batalha e de uma só vez; optou pela acção profunda, drástica perante tudo e perante quase todos;
da educação à saúde, da segurança social às finanças, passando pelo ambiente, justiça, etc., etc., é de tudo um pouco;
existirão condições (quer políticas, quer sociais) para enfrentarmos tudo de uma só vez?
como estaremos e como ficaremos quando esta trovoada acalmar (se acalmar, claro)?
terça-feira, outubro 10
das presenças
desde que retirei contadores não faço a menor ideia dos passantes, das presenças que marcam presença neste espaço - estou certo que não chegarei aos calcanhares do abrupto, mas também quero crer que não que passa completamente despercebido;
por falta manifesta dessa preocupação, escrevo sobre tudo e para nada, troco confidências comigo mesmo (diria que com os meus botões, mas ficaria melhor dizer com o teclado que me enfrenta), exponho-me e exponho pensamentos;
no meio de toda esta abertura - expositiva é óbvio - que fica sempre algo obscurecido - ao iluminar-se um objecto criam-se sombras do e no próprio objecto;
mas fico, reconheço e assumo, surpreendido quando dou conta que há amigo(a)s e conhecidos, passantes e curiosos que por aqui se cruzam e deixam a sua marca, fazem as suas referências.
nesta do balanço foi uma delas;
não li um comentário, não é hoje o dia; está próximo, mas falta pouco mais de uma semana para o efeito;
a seu tempo;
por falta manifesta dessa preocupação, escrevo sobre tudo e para nada, troco confidências comigo mesmo (diria que com os meus botões, mas ficaria melhor dizer com o teclado que me enfrenta), exponho-me e exponho pensamentos;
no meio de toda esta abertura - expositiva é óbvio - que fica sempre algo obscurecido - ao iluminar-se um objecto criam-se sombras do e no próprio objecto;
mas fico, reconheço e assumo, surpreendido quando dou conta que há amigo(a)s e conhecidos, passantes e curiosos que por aqui se cruzam e deixam a sua marca, fazem as suas referências.
nesta do balanço foi uma delas;
não li um comentário, não é hoje o dia; está próximo, mas falta pouco mais de uma semana para o efeito;
a seu tempo;
de tudo e de nada
o filho deu entrada na blogosfera, para falar de tudo e de nada;
é um diário agora colectivo, partilhado, aberto, público, exposto.
Não tive um diário, mas tive, como tenho ainda hoje, um suporte onde guardo ideias, pensamentos, lembranças, situações, pessoas, emoções...
era pessoal, confidencial, intransmissível.
Agora expõe-se o pensamento e um modo de ser, torna-se público o que é [deveria ser]privado. Somos nós no meio dos outros, com os outros, para os outros;
até que ponto esta perda de introspectividade individual se repercute na dimensão colectiva de nós mesmos?
é um diário agora colectivo, partilhado, aberto, público, exposto.
Não tive um diário, mas tive, como tenho ainda hoje, um suporte onde guardo ideias, pensamentos, lembranças, situações, pessoas, emoções...
era pessoal, confidencial, intransmissível.
Agora expõe-se o pensamento e um modo de ser, torna-se público o que é [deveria ser]privado. Somos nós no meio dos outros, com os outros, para os outros;
até que ponto esta perda de introspectividade individual se repercute na dimensão colectiva de nós mesmos?
saudades do futuro
aproxima-se mais um aniversário cá do ge;
inevitavelmente entro em ritmo de balanço, de um deve e de um haver pessoal com a vida e com o quotidiano;
tem sido, por razões variadíssimas, um ano difícil, complicado, rápido (demasiadamente rápido), exigente;
que se reflete num estado de espírito, no questionar capacidades, condições, possiblidades e disponibilidades - para tudo, sobre tudo, desde um projecto de doutoramento que questiono, uma situação de chefia que levanta dúvidas, a um ritmo de vida que interrogo;
afinal e mais não é que saudades do futuro;
inevitavelmente entro em ritmo de balanço, de um deve e de um haver pessoal com a vida e com o quotidiano;
tem sido, por razões variadíssimas, um ano difícil, complicado, rápido (demasiadamente rápido), exigente;
que se reflete num estado de espírito, no questionar capacidades, condições, possiblidades e disponibilidades - para tudo, sobre tudo, desde um projecto de doutoramento que questiono, uma situação de chefia que levanta dúvidas, a um ritmo de vida que interrogo;
afinal e mais não é que saudades do futuro;
domingo, outubro 8
a escolinha
a escolinha era, nas palavras da minha filha, a escola do primeiro ciclo, aquela onde aprendeu, pelo menos de forma consistente, a ler, a escrever e a contar;
a sic passou um apontamento deveras interessante da história e das estórias que rodeiam aquilo que designaram como a primeira escola.
o mundo da monodocência, do ensino individual do professor, as solidões que se enfrentam, os fantasmas que se constroem, as inseguranças que se definem;
e não é apenas no 1º ciclo, sobe por aí cima e atravessa tudo e todos, seja pela formação que nunca se teve, seja pela segurança da rotina, seja pela racionalização dos programas e dos exames, seja pelo que for, o certo é que a profissão de professor é cada vez mais isolada, num mundo que é cada vez mais compartilhável.
não faz sentido persistir e insistir naquilo que alguns designam com as "invariâncias da escola portuguesa", manutenção de métodos e hábitos, persistência de práticas e de organização, desajustamento entre sentido individual e sentidos colectivos.
a sic passou um apontamento deveras interessante da história e das estórias que rodeiam aquilo que designaram como a primeira escola.
o mundo da monodocência, do ensino individual do professor, as solidões que se enfrentam, os fantasmas que se constroem, as inseguranças que se definem;
e não é apenas no 1º ciclo, sobe por aí cima e atravessa tudo e todos, seja pela formação que nunca se teve, seja pela segurança da rotina, seja pela racionalização dos programas e dos exames, seja pelo que for, o certo é que a profissão de professor é cada vez mais isolada, num mundo que é cada vez mais compartilhável.
não faz sentido persistir e insistir naquilo que alguns designam com as "invariâncias da escola portuguesa", manutenção de métodos e hábitos, persistência de práticas e de organização, desajustamento entre sentido individual e sentidos colectivos.
3ª feira
a passada terça-feira correu entre o mais-ou-menos e o assim-assim.
por um lado, porque me permite aproximar um pouco mais daquilo que pode ser o meu objecto de estudo (e este tem sido manifestamente, um trabalho por aproximações - e recuos);
por outro, porque é um enorme privilégio as companhias e as cumplicidades que se criaram entre aquele grupo, umas mais que outras, outras com maiores níveis de cumplicidade, mas nada que não seja anormal, e perceber o nível de concretização dos diferentes objectos de estudo;
uma conclusão, o caril de gambas do jantar fez-me companhia durante a semana;
por um lado, porque me permite aproximar um pouco mais daquilo que pode ser o meu objecto de estudo (e este tem sido manifestamente, um trabalho por aproximações - e recuos);
por outro, porque é um enorme privilégio as companhias e as cumplicidades que se criaram entre aquele grupo, umas mais que outras, outras com maiores níveis de cumplicidade, mas nada que não seja anormal, e perceber o nível de concretização dos diferentes objectos de estudo;
uma conclusão, o caril de gambas do jantar fez-me companhia durante a semana;
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