quarta-feira, agosto 2

glorioso

lá vai o (antes) glorioso, de derrota em derrota até à vitória final;
palavras para quê, declaramente que o enginhero não tem nem arte nem engenho para aquilo, nem aquilo tem arte ou ponta por que se lhe pegue;
já tremo só de ouvir falar alemão;

terça-feira, agosto 1

cores

de certeza que o miguel já pensava que não lhe ligava, que o tinha desprezado e esquecido;
está ele bem enganado; não esqueço quem gosto;
vai daí só agora, só hoje, mostro a proposta que ele me fez chegar deste novo template;
como ele confunde cores, e por agora, perdoo-lhe o excessivo laranja aqui presente; nada que não se altere;
de resto, mais uma alteração para que tudo fique na mesma - o tudo é a escrita, os sentimentos e as amizades;
obrigado miguel, boas férias;

passeio

este é um mês em que gosto particularmente de passear às grandes cidades, Lisboa, Porto, Coimbra e coisas que tais;
invariavelmente com a família em fim-de-semana de Agosto fazemo-nos à estrada; geralmente para Lisboa.
Adoro Lisboa nesta altura, os seus bairros em redor do Castelo, os museus, as esplanadas à beira rio, os passeios nas avenidas novas, o sol por entre as colinas;
como adoro o Porto, quente sem ser sufocante, agradável na pronúncia do norte, as noites temperadas na foz, na ribeira (entre uma e outra margem) nos bairros do Douro;
neste mês não ha confusão de gentes e de trânsitos; os lugares públicos estão cheios de ninguém; somos todos turistas, a despreocupação é geral e o prazer comum;
são os meus passeios de Agosto;

prazer

em férias, ao contrário do que é ventilado pelas figuras ilustres naqueles programas de tv para férias, cheios de coisa nenhuma, procuro não ler nada, descansar das leituras - é o célebre prazer de ter um livro para ler e não o fazer - sejam livrescas sejam jornalisticas;
distancio-me de mim mesmo, dos quotidianos, dos afazeres, das preocupações, das consternações diárias;
em final de férias regressa-me a vontade de ver telejornais, de mirar as manchetes de alguns (poucos) jornais, de folhear um ou outro livro;
chegado de férias, na frescura viçosa da retemperança, dou com os jornais ocos, mais ocos do que o habitual; e dou com alguma vontade de regressar ao trabalho, agora que está meio mundo de molho;

férias

finalmente acabaram-se-me as férias; finalmente estou de regresso ao trabalho;
não estava farto desta vida de cão que são as férias;
mas reconheço algum cansaço dos trabalhos inerentes às férias; deslocações daqui prá'li;
magotes de gente (e não era Agosto), areia em tudo quanto é lado (e alguns bem aborrecidos); alguns excessos (acrescentei um kilito ao pecúlio do ge), muita sede, crianças que querem isto e depois aquilo, a esposa que só quer ver mais esta montra, este pormenor, aquela ideia, os pais que se queixam de andarmos por fora, os sogros porque não vêm os netos, irra...
finalmente estou de regresso ao prazer do ar condicionado do serviço; ao tempo descansado sem areia nem filas de espera, comer a horas certas e comedidamente, recuperar a perda de calorias e as leituras que nunca faço em férias;
finalmente é o regresso;

quinta-feira, julho 13

que pensar

que pensar de um governo de esquerda que agrada à direita e de um presidente da república de direita que agrada à esquerda?
não acredito em coincidências nem em trocas e baldrocas;
acredito que cada qual a seu modo, procuram garantir o futuro;
e nós, por cá, como ficamos? [entalados, pois claro]

nós, por cá

nós por por cá ainda temos algumas coisas para aprender - será que vale a pena aprender?
face a estas notícias e depois de as vozes locais se terem insurgido tanto e tanto pelos asessores locais, o que pensar? em que pensar?
apenas uma óbvia constatação, que há necessidade de alterar a lógica e os princípios de governação do poder local;
para quando esta alteração?

vislumbre

ontem, princípio da noite, descia a R. da República e tive oportunidade de vislumbrar o que terá sido, em tempos esta cidade de Évora.
Entre um céu pulvilhado de pontos entre o branco e o cinza, uma claridade que se escondia na noite, o despontar do luar, sobressaia a cor e os enfeites luminosos dos vitrais da igreja de s. Francisco.
acreditem, um espanto;

quarta-feira, julho 12

quente

não são as minhas crónicas do deserto, mas que está quente, está, muito quente;

gestão

tive recentemente conhecimento, que a C.M de Alvito desenvolve aquilo que é comumente designado como gestão participada;
interessante, não apenas ali, mas a que decorre de experiências idênticas que têm sido desenvolvidas com particular destaque no Brasil, em comunidades mistas (urbano/rural);
apesar de simpatizar deveras com a ideia, pergunto qual o papel das juntas de freguesia, o primeiro degrau do poder local, aquele que está mais próximo e presente das populações, perante esta metodologia de gestão?
não se correrá o risco de esvaziar esses pequenos poderes? existirá interesse nisso?

terça-feira, julho 11

saloio

há uns tempos atrás, tive oportunidade de solicitar, a quem de direito, que os senhores em Lisboa deviam confiar um pouco mais no pessoal que nomearam ou que suportaram nomear;
tenho a clara consciência e a crescente convicção que, nos últimos tempos, os senhores de Lisboa para além de não confiarem em quem está na província, nos consideram para além de saloios, parvos;
e isto enfurece-me até dizer chega; posso ser tudo, tolerar muita coisa, mas irei pedir, uma vez mais a quem de direito, que não apenas confie em quem está na província, mas que também não nos considere parvos;
para além der falta de educação é uma asneira organizacional e um erro político; mas há quem persista neste erro;

mais uma

mantenho as dificuldades de acesso à net (contrariedades tecnológicas e outras que persistem), mas procuro, de quando em vez, mudar de perfil, para continuar o mesmo, para reforçar o que sou;
na assumida dificuldade de mudar de modo mais radical, fico-me por estas alterações;

partilha

esta escrita, este meio (blogosfera para uns, escrita vitrtual, para outros, ou criativa em diferentes contornos, para outros ainda) permitiu-me duas coisas, acima de tudo;
conhecer, gostar (atrevo-me a dizer, a amar) algumas pessoas pelo conhecimento da sua escrita, pelas suas ideias e opiniões; tantas vezes, ao cruzar algumas das escritas, me revi ali, me senti ali, desde o presente, aos sentimentos do momento, às ideias e memórias de um passado mais ou menos distante; como é incrível que contextos tão diferenciados, percursos tão distintos, permitam a construção de tão idênticos sentimentos;
por outro, valorizar, respeitar e assumir as diferenças, sejam de ideias ou de meras opiniões, de situações ou valores; mesmo políticas, outras profissionais, outras apenas estéticas;
é por isso que teimo e presisto em ficar por aqui, mesmo que muitas das verzes diga banalidades, vulgaridades, lugares comuns, coisas normais;
afinal até gosto das coisas simples, eu que as complico muita das vezes;
afinal, é uma partilha, entre sítios diferentes, com poisos diferentes, mas é uma partilha em que me aprendo mais, quando mais conheço os outros, mas te conheço;

segunda-feira, julho 10

concepções

de quando em vez, de modo propositado ou nem por isso, gosto de comprar algumas (ini)amizades;
quem, como eu, ocupa lugares de chefia (mas pouco) na administração pública está sujeito a uma de duas situações; ou cala e consente toda a espécie de diatribres (implicando engolir alguns sapos) ou, em alternativa, vai replicando, mostrando outras perspectivas, outros olhares;
pelo meu feitio, muita das vezes acusado de truculento, procuro dosear as situações e há vezes em engulo o sapito, outras que replico, que contrario;
recentemente assim aconteceu, ainda por cima com figura de destaque na hierarquia da casa; comprei uma inimizade simplesmente que decorre de diferentes visões/concepções da ideia do Estado e do seu papel;
há quem o defenda como hierárquico, rígido, distante, formal; há quem o pense para servir as populações, interesses colectivos, reticular, mais informal, mais próximo e útil;
de guerra em guerra lá vou eu até à derrota final;

da bola

já agora, permita-se-me quebrar um silêncio auto-imposto, relativamente às coisas da bola, em geral, e em particular do mundial, para deixar a minha opinião, enquanto treinador de bancada;
chegámos ao 4º lugar e pronto, enquanto deu para avançar com golos dos médios, enquanto conseguimos ultrapassar s defesas com médios mais ou menos ofensivos, fomos prosseguindo; quando precisámos de avançados para esburacar as defesas ficámo-nos por aí, pela necessidade;
vai daí e puxo um título do jornal A Bola, da semana passada, com Eusébio eramos campeões;
pois, mas tenho o hábito de dizer que se a minha avó tivesse rodas...

calor

previstos estão 41; efectivos, variarão de acordo com o local, a hora e a disposição;
o engraçado é que o céu está "esquisito", entre o nublado e o vagamente cinza;
mas o mais engraçado é o que o Alentejo só é Alentejo com calor, com muito calor; na passada sexta-feira, num concelho da raia, um senhor dizia que já estranhava, afinal, na Alemanha, onde tem jogado a selecção, tem estado mais calor que no Alentejo; não podia ser;
não podia nem pode, cá está ele, quentinho; o suficiente para derreter o alcatrão;

sexta-feira, julho 7

empresários e educação

É uma relação normal, direi eu, esta que se procura fazer passar entre os empresários e a educação, nomeadamente na procura de proposta de inclusão, de sucesso, de melhoria do sistema e do funcionamento, afinal o sistema é aberto e interessa a todos, empresários incluídos;
já não considero normal é o silêncio daqueles que defendem a escola e a sua profissão;
é o terceiro dia em que circula esta notícia, com maior ou menor destaque, mas o silêncio e a distância imperam;
é por estas e por outras idênticas que progressivamente os professores são considerados meros e simples instrumentos, umas vezes prescindíveis, outras necessários apenas como meio para fins de outros;

excessos

o ano lectivo foi imenso;
a travessia deste ano levou mais tempo que nos outros anos;
foi notório, em algumas situações, o cansaço, o stress, os apertos, as fricções;
nada mais normal que, em final de ano e quando as situações não souberam ser conduzidas, haja o descambar, o saltar a tampa, o entornar;
foi o que aconteceu a um colega que trocou datas e faltou a uma prova que não podia nem devia;
a partir daí foi e tem sido o destempero;
não nos podemos esquecer que há mais pela frente e que o próximo está já aí ao virar da esquina;
e temos que continuar juntos;

intimidade

desfio, lentamente, um fio de pensamento;
desdobro, com toda a preocupação de não amachucar nem estragar, uma ideia, uma opinião;
dou de barato o flanco para a crítica e para a troca de comentários;
devagarinho, como é meu timbre, desvelo-me e, ao fazê-lo, revelo aquilo que procuro ser;
são intimidades públicas;

quinta-feira, julho 6

as intermitências

nunca sei como proceder e o que fazer, após estas minhas intermitências, entre intervalos soluçantes de escrita e de ausência;
fico?, parto?, insisto? ou persisto?