ando cansado, sem vontade de escrever e receoso do que possa escrever;
os tempos são de radicalismo, de descontentamento, de flagelo;
ele há coisas que não me passariam pela cabeça acontecer nestes tempos, menos ainda, reconheço e assumo, assentes em governação socialista;
por onde caminharemos, para onde iremos, onde iremos desaguar nestes tempos?
terça-feira, março 4
sexta-feira, fevereiro 29
da correcção
afinal encontrei e corrijo a minha entrada anterior;
afinal já aconteceu em Beja e em Portalegre;
falta apenas Évora;
será normal?
afinal já aconteceu em Beja e em Portalegre;
falta apenas Évora;
será normal?
do Alentejo
e como está este meu Alentejo;
calmo, sereno na sua pacatez, impávido e...
o que pressuporá esta acalmia?
concordância e serenidade?
panela de pressão em aquecimento?
controlo de riscos?
Porto foi o que foi, Coimbra, Aveiro, Braga, Castelo Branco;
será que estou a falhar no acompanhamento da coisa? o que tenho perdido para não me aperceber de nada nem de coisa nenhuma?
que serenidade é esta?
calmo, sereno na sua pacatez, impávido e...
o que pressuporá esta acalmia?
concordância e serenidade?
panela de pressão em aquecimento?
controlo de riscos?
Porto foi o que foi, Coimbra, Aveiro, Braga, Castelo Branco;
será que estou a falhar no acompanhamento da coisa? o que tenho perdido para não me aperceber de nada nem de coisa nenhuma?
que serenidade é esta?
da regulação
No meio da confusão instalada um aspecto que me parece essencial no estado da educação,.
A escola tem assumido, directa ou indirectamente, de forma clara ou subliminar, um estatuto essencial no contexto da regulação social.
Por intermédio da escola procurou-se a uniformização social (uma sociedade igualitária), a integração pessoal (de acordo com uma dada conformidade institucional), a homogeneização cultural (em face da língua e dos modos de estar social), como uma certa harmonização política (em face de um dado modelo de sociedade). Também por intermédio da escola se construíram e perspectivaram estatutos e papéis sociais, de mobilidade ou de empregabilidade, de ressarcimento económico.
Neste contexto, a acção social da escola sempre se pautou por alguma selectividade social, quando não mesmo darwinismo social (a defesa do mérito, do esforço, do reconhecimento que nem todos podem ou têm competência para ser isto ou aquilo – ideia que quase se naturalizou no nosso imaginário social). Fruto desta visão, as taxas de insucesso, abandono ou absentismo eram consideradas quase que “naturais”. Era “natural” um aluno com dificuldades de aprendizagem (não interessa a causa ou o seu enquadramento) ficar para trás ou mesmo deixar a escola.
Fruto desta visão, ainda muito arreigada a lógicas oriundas do Estado Novo e consolidadas com a democracia de Abril, o trabalho ali desenvolvido era, por assim dizer, natural. Uns ensinavam e quem queria – por interesse, motivação, contexto social, económico e familiar – aprendia e, senão aprendia, a responsabilidade era do aluno, uma vez que o ensino era igual para todos.
Ora é este mecanismo de regulação social que agora sente a passagem de uma escola analógica para uma escola digital que se manifesta como raiz primeira do mau estar educativo nacional, na contestação à política educativa.
Não discuto as medidas de política (algumas, desculpem-me lá qualquer coisinha, perfeitamente compreensíveis no confrontar do modelo de escola que descrevi sumariamente). Discuto o facto de não se ter acautelado a criação de pontes entre a escola analógica e a escola digital, entre a consideração da escola enquanto elemento fundamental de regulação social e a gestão educativa por objectivos. O que contesto é a passagem curta, grossa e algo despropositada de uma escola das competências pessoais e profissionais para a escola neoliberal dos objectivos, dos resultados, dos produtos sem se terem criados mecanismos de transição – formação, tempo, por exemplo.
A substituição de lógicas de regulação tem e deve ser acautelada. E não foi. Nem na 5º de Outubro, em Lisboa, nem na Rua Ferragial do Poço Novo, em Évora, com as consequências por demais conhecidas. E é pena.
A escola tem assumido, directa ou indirectamente, de forma clara ou subliminar, um estatuto essencial no contexto da regulação social.
Por intermédio da escola procurou-se a uniformização social (uma sociedade igualitária), a integração pessoal (de acordo com uma dada conformidade institucional), a homogeneização cultural (em face da língua e dos modos de estar social), como uma certa harmonização política (em face de um dado modelo de sociedade). Também por intermédio da escola se construíram e perspectivaram estatutos e papéis sociais, de mobilidade ou de empregabilidade, de ressarcimento económico.
Neste contexto, a acção social da escola sempre se pautou por alguma selectividade social, quando não mesmo darwinismo social (a defesa do mérito, do esforço, do reconhecimento que nem todos podem ou têm competência para ser isto ou aquilo – ideia que quase se naturalizou no nosso imaginário social). Fruto desta visão, as taxas de insucesso, abandono ou absentismo eram consideradas quase que “naturais”. Era “natural” um aluno com dificuldades de aprendizagem (não interessa a causa ou o seu enquadramento) ficar para trás ou mesmo deixar a escola.
Fruto desta visão, ainda muito arreigada a lógicas oriundas do Estado Novo e consolidadas com a democracia de Abril, o trabalho ali desenvolvido era, por assim dizer, natural. Uns ensinavam e quem queria – por interesse, motivação, contexto social, económico e familiar – aprendia e, senão aprendia, a responsabilidade era do aluno, uma vez que o ensino era igual para todos.
Ora é este mecanismo de regulação social que agora sente a passagem de uma escola analógica para uma escola digital que se manifesta como raiz primeira do mau estar educativo nacional, na contestação à política educativa.
Não discuto as medidas de política (algumas, desculpem-me lá qualquer coisinha, perfeitamente compreensíveis no confrontar do modelo de escola que descrevi sumariamente). Discuto o facto de não se ter acautelado a criação de pontes entre a escola analógica e a escola digital, entre a consideração da escola enquanto elemento fundamental de regulação social e a gestão educativa por objectivos. O que contesto é a passagem curta, grossa e algo despropositada de uma escola das competências pessoais e profissionais para a escola neoliberal dos objectivos, dos resultados, dos produtos sem se terem criados mecanismos de transição – formação, tempo, por exemplo.
A substituição de lógicas de regulação tem e deve ser acautelada. E não foi. Nem na 5º de Outubro, em Lisboa, nem na Rua Ferragial do Poço Novo, em Évora, com as consequências por demais conhecidas. E é pena.
terça-feira, fevereiro 26
do claro
o sítio da DGRHE é elucidativo da confusão e das dúvidas que se colocam, mesmo aos produtores, da legislação que por aí paira, plana, vigora...
para aqueles que viveram o início da política educativa dos anos 90, pelo menos pelas bandas deste Alentejo, faz-me lembrar os tempos em que uma circular de esclarecimento valia mais e tinha mais peso que uma qualquer lei - para já não falar em decretos, portarias ou o que fosse;
os tempos não se repetem, mas que se mimetizam...
para aqueles que viveram o início da política educativa dos anos 90, pelo menos pelas bandas deste Alentejo, faz-me lembrar os tempos em que uma circular de esclarecimento valia mais e tinha mais peso que uma qualquer lei - para já não falar em decretos, portarias ou o que fosse;
os tempos não se repetem, mas que se mimetizam...
da alternativa
no meio da confusão que está instalada na escola e à sua volta, ainda não consegui descortinar alternativas - à avaliação de desempenho, ao regime de autonomia, ao estatuto do aluno, à educação especial;
para além dos modos como que está a ser feito e implementadas as medidas de política (com os quais discordo inteiramente) gostava de perceber quais as alternativas colocadas pelos partidos da oposição, alguns que já passaram pela 5 de Outubro;
como é que o PSD e o seu nóvel líder (ou mesmo o seu líder parlamentar) se posicionam, o que contrapõem - ou será que, à semelhança do descontentamento da administração pública vão também atrás constituindo-se como uma corrente sindical e não político-partidária?;
e depois das comemorações e discursos educativos do 5 de Outubro, o senhor presidente ficou sem opiniões e outras retóricas?
para além dos modos como que está a ser feito e implementadas as medidas de política (com os quais discordo inteiramente) gostava de perceber quais as alternativas colocadas pelos partidos da oposição, alguns que já passaram pela 5 de Outubro;
como é que o PSD e o seu nóvel líder (ou mesmo o seu líder parlamentar) se posicionam, o que contrapõem - ou será que, à semelhança do descontentamento da administração pública vão também atrás constituindo-se como uma corrente sindical e não político-partidária?;
e depois das comemorações e discursos educativos do 5 de Outubro, o senhor presidente ficou sem opiniões e outras retóricas?
do comentário
o que mais apreciei nos comentários aos contras da entrevista foi o seu carácter on-line, imediato;
não há tempo para deglutir a mensagem, para assentar o pó;
é imediato, rápido, instantâneo; de quem escreve é assim, de quem lê também será?;
descaímos para o imediatismo virtual, para o comentário do comentador, para a análise ao lance;
a realidade confunde-se com um apontamento desportivo, daqueles que, depois de vermos o lance, se tecem comentários, se analisam posturas e intervenientes;
hoje, depois de algum pó assentar, voltamos ao mesmo;
dividimo-nos como se do clube se tratasse, são mais as paixões que a razoabilidade das perspectivas;
não há tempo para deglutir a mensagem, para assentar o pó;
é imediato, rápido, instantâneo; de quem escreve é assim, de quem lê também será?;
descaímos para o imediatismo virtual, para o comentário do comentador, para a análise ao lance;
a realidade confunde-se com um apontamento desportivo, daqueles que, depois de vermos o lance, se tecem comentários, se analisam posturas e intervenientes;
hoje, depois de algum pó assentar, voltamos ao mesmo;
dividimo-nos como se do clube se tratasse, são mais as paixões que a razoabilidade das perspectivas;
do mesmo
ontem foi mais do mesmo;
nada de novo se perspectiva no horizonte;
lugares comuns, banalidades e coisas que tais;
uma perfeita divisão de águas políticas e partidárias; uma ausência de ideia de escola e de qual o seu papel na sociedade portuguesa;
nada de novo se perspectiva no horizonte;
lugares comuns, banalidades e coisas que tais;
uma perfeita divisão de águas políticas e partidárias; uma ausência de ideia de escola e de qual o seu papel na sociedade portuguesa;
segunda-feira, fevereiro 25
da saída
pelas atitudes tomadas, pelas posições assumidas, pelo desenrolar dos acontecimentos e apesar das tentativas de contrariar os discursos, penso que pouco resta à equipa da educação;
já o escrevi, algumas medidas até podiam fazer sentido; os sentidos até podiam ser pertinentes e adequados;
os modos adoptados, a postura colocada no discurso conduziu, em meu entender, a um beco, à ausência de saída do burcado em que os próprios se colocaram;
resta a teimosia (persistência? perseverança?) do lider da equipa;
até quando??
já o escrevi, algumas medidas até podiam fazer sentido; os sentidos até podiam ser pertinentes e adequados;
os modos adoptados, a postura colocada no discurso conduziu, em meu entender, a um beco, à ausência de saída do burcado em que os próprios se colocaram;
resta a teimosia (persistência? perseverança?) do lider da equipa;
até quando??
dos jornais
as coisas que se aprendem pelos jornais;
cá pela terra, na passada semana (4ª feira, 20), o jornal da terra trazia uma referência elucidativa dos interesses e seus cruzamentos, dos papéis que se assumem, das atitudes que se tomam;
uma imagem vale mais que mil palavras, não é o que dizem??
cá pela terra, na passada semana (4ª feira, 20), o jornal da terra trazia uma referência elucidativa dos interesses e seus cruzamentos, dos papéis que se assumem, das atitudes que se tomam;
uma imagem vale mais que mil palavras, não é o que dizem??
quinta-feira, fevereiro 21
da dúvida
entre uma e outra das considerações, entre as margens da lei, fico com a sensação que algumas escolas (espero que não todas, nem a maioria) tenham caído na lógica do desenrasca, do reforço da ilhota, da criação de refúgios e abrigos, do auto-isolamento, do acentuar da distanciação à realidade;
começa a ser o desenrasca a imperar;
começa a ser o desenrasca a imperar;
da lei
há medidas de política educativa que até podiam fazer sentido e ter alguma pertinência - se fossem pensadas e faseadas, discutidas e informadas;
adoptando uma postura de colocar a carroça à frente dos bois e ver para onde vai, cai-se em lógicas de darwinismo social, onde sobreviverão apenas uns quantos, os que se adaptarem;
é o maior risco que reconheço a esta política educativa, a de colocarem a escola à frente dos leões a ver se se safa (ainda por cima de mãos a abanar);
adoptando uma postura de colocar a carroça à frente dos bois e ver para onde vai, cai-se em lógicas de darwinismo social, onde sobreviverão apenas uns quantos, os que se adaptarem;
é o maior risco que reconheço a esta política educativa, a de colocarem a escola à frente dos leões a ver se se safa (ainda por cima de mãos a abanar);
das margens
a política sempre esteve presente nos corredores e nas salas de uma qualquer escola; ainda que implicitamente, ainda que à boca pequenina, ainda que sub-repticiamente, ainda que circunscrita a alguns defensores assumidos de ideias, atitudes, valores; mas a política sempre marcou presença, pelos modos e lógicas de organização, pela cultura que veicula, pela distribuição de recursos, pelas hierarquias pressupostas;
agora, se há coisas que o legislador conseguiu, foi trazer a política educativa e escolar para a boca de cena;
a política, o conjunto de opções, as ideias e os valores que estão presentes no discurso dos docentes, deixou de estar circunscrito ao rio, galgou as suas margens e visibilizam-se todo um conjunto de fragilidades (conceptuais, valorativas, profissionais) tal qual a natureza das coisas;
agora, se há coisas que o legislador conseguiu, foi trazer a política educativa e escolar para a boca de cena;
a política, o conjunto de opções, as ideias e os valores que estão presentes no discurso dos docentes, deixou de estar circunscrito ao rio, galgou as suas margens e visibilizam-se todo um conjunto de fragilidades (conceptuais, valorativas, profissionais) tal qual a natureza das coisas;
quarta-feira, fevereiro 20
da retórica
a partir desta referência, um apontamento que vai atrás dele;
queremos medidas e legislação; processos normativos que permitam enquadrar o que se faz, justicar as intenções e ir ao encontro de gregos e troianos, dos altos e dos baixos, do interior e do litoral, da cidade cosmopolita ao pequeno burgo;
depois, quando temos todas essas coisas, dizemos mal, criticamos, discutimos, justificamos que não é compatível, execuível, operacionável;
e pedimos outras medidas, outra legislação, outras políticas, outro governo, para voltar tudo ao princípio, como se não tivemos passado, não tivessemos deixado rasto do que fizemos ou do que fazemos;
vivemos entre a retórica legitimativa e a justificativa, mas o predicado é mais compensatório do que qualquer outra coisa;
queremos medidas e legislação; processos normativos que permitam enquadrar o que se faz, justicar as intenções e ir ao encontro de gregos e troianos, dos altos e dos baixos, do interior e do litoral, da cidade cosmopolita ao pequeno burgo;
depois, quando temos todas essas coisas, dizemos mal, criticamos, discutimos, justificamos que não é compatível, execuível, operacionável;
e pedimos outras medidas, outra legislação, outras políticas, outro governo, para voltar tudo ao princípio, como se não tivemos passado, não tivessemos deixado rasto do que fizemos ou do que fazemos;
vivemos entre a retórica legitimativa e a justificativa, mas o predicado é mais compensatório do que qualquer outra coisa;
dos saberes
em tempos de discussão de ideias e valores, um apontamento bem interessante que desliza entre os saberes e as competências profissionais;
talvez ajude a pensar sobre que profissional procuramos ser e construir;
talvez ajude a pensar sobre que profissional procuramos ser e construir;
do local
tenho dúvidas sobre o que se seguirá na política local;
as arrumações estão aparentemente definidas e as autorizações dadas;
as expectativas são escassas, tal é o panorama mais ou menos definido;
os pormenores poderão fazer alguma diferença, mesmo percentual em dia de voto, mas não conto com elas;
as arrumações estão aparentemente definidas e as autorizações dadas;
as expectativas são escassas, tal é o panorama mais ou menos definido;
os pormenores poderão fazer alguma diferença, mesmo percentual em dia de voto, mas não conto com elas;
das soluções
para quem não sabe até as soluções são problema;
para quem não quer, remoer soluções pode ser um problema;
ele há coisas que é difícil identificar e mais difícil de perceber - pelo menos para a minha pessoa;
para quem não quer, remoer soluções pode ser um problema;
ele há coisas que é difícil identificar e mais difícil de perceber - pelo menos para a minha pessoa;
segunda-feira, fevereiro 18
do movimento
ele já era sabido (e conhecido de uns quantos) que as tecnologias tanto servem um como o outro lado, uns como outros interesses, tanto servem para isto como para aquilo;
ora aqui está o movimento de professores (e do que mais?) a arregimentar interesses, a colectivizar situações, a mobilizar opiniões, a organizar acções;
isto está giro, tá...
ora aqui está o movimento de professores (e do que mais?) a arregimentar interesses, a colectivizar situações, a mobilizar opiniões, a organizar acções;
isto está giro, tá...
da chuva
em dias de chuva aumenta a circulação do pessoal, os atritos e sempre alguma confusão pelo amalgamar das gentes;
nada que não se resolva, mas o sol faz bem melhor que a chuva à escola - e não só;
nada que não se resolva, mas o sol faz bem melhor que a chuva à escola - e não só;
do tempo
ele disse que há 11 anos era o lider e que se dispõe a continuar;
ou faltam as alternativas, ou são mortas antes de nascer ou simplesmente ...
pronto, ficamos assim...
ou faltam as alternativas, ou são mortas antes de nascer ou simplesmente ...
pronto, ficamos assim...
das dificuldades
ele há coisas em que os factos são incontornáveis;
a qualidade de vida alentejana não é compaginável com trovoadas;
sempre que há trovoada lá se vai a luz, as oscilações são constantes e os riscos dos equipamentos se danificarem enormes;
é a qualidade destas bandas
a qualidade de vida alentejana não é compaginável com trovoadas;
sempre que há trovoada lá se vai a luz, as oscilações são constantes e os riscos dos equipamentos se danificarem enormes;
é a qualidade destas bandas
domingo, fevereiro 17
das medidas
na discussão que perpassa pela net, nomeadamente na área da educação, entre o acalorado das opiniões e o fervilhar de alguns argumentos, há duas ideias que não descortino, quase de certeza por inépcia da minha parte;
1, quais as alternativas propostas ao presente modelo de políticas educativas;
2, qual o papel concebido para a escola e para os professores no contexto dos desafios sociais de princípio de século;
posso criticar a avaliação ou a gestão, discutir o estatuto do aluno ou a acção social escolar; mas tudo isto se insere num dado modelo de políticas educativas que ora considera e valoriza a escola pública ora a procura privatizar (cada qual com as suas nuances);
entre as políticas e a discussão, o que não perspectivo, na generalidade dos comentários, é o papel da escola - assegurar que seja o mesmo de sempre (ensinar a ler, escrever e contar), garantir a escolarização de problemas sociais (alcoolismo, drogas, sexualidades, comportamentos), incentivar a autonomia ou promover a fábrica, integrar no espaço europeu ou valorizar o orgulhosamente sós, valorizar as hierarquias ou as redes;
1, quais as alternativas propostas ao presente modelo de políticas educativas;
2, qual o papel concebido para a escola e para os professores no contexto dos desafios sociais de princípio de século;
posso criticar a avaliação ou a gestão, discutir o estatuto do aluno ou a acção social escolar; mas tudo isto se insere num dado modelo de políticas educativas que ora considera e valoriza a escola pública ora a procura privatizar (cada qual com as suas nuances);
entre as políticas e a discussão, o que não perspectivo, na generalidade dos comentários, é o papel da escola - assegurar que seja o mesmo de sempre (ensinar a ler, escrever e contar), garantir a escolarização de problemas sociais (alcoolismo, drogas, sexualidades, comportamentos), incentivar a autonomia ou promover a fábrica, integrar no espaço europeu ou valorizar o orgulhosamente sós, valorizar as hierarquias ou as redes;
da manutenção
esta indicação, mais parece uma referência do presidente do clube da bola a garantir que o treinador é para manter;
tudo bem, ainda que se possam questionar resultados, exibições, tácticas e opções;
mas, pelo menos, que se reveja o tacto com que as coisas são feitas e tratadas, o tino com que se apresentam medidas, o discurso da justificação das coisas e, já agora, a articulação entre a equipa técnica, treinador principal e adjuntos, é que parece não se entenderem;
tudo bem, ainda que se possam questionar resultados, exibições, tácticas e opções;
mas, pelo menos, que se reveja o tacto com que as coisas são feitas e tratadas, o tino com que se apresentam medidas, o discurso da justificação das coisas e, já agora, a articulação entre a equipa técnica, treinador principal e adjuntos, é que parece não se entenderem;
do contexto
repito e volto a repetir, somos nós e o nosso contexto, um dos elementos essenciais para a estruturação de um qualquer conhecimento;
há outras relações a considerar (com o conhecimento existente, com o outro, linguagem, poder, entre outros);
mas o contexto, marcado por um espaço e um tempo, determina, em muito, o que se conhece, como se conhece para que se conhece; em mim determina também o que escrevo e como escrevo;
a alteração do contexto caracteriza a minha escrita, permite identificar pontos de alteração;
ainda bem, sinto-me gente;
há outras relações a considerar (com o conhecimento existente, com o outro, linguagem, poder, entre outros);
mas o contexto, marcado por um espaço e um tempo, determina, em muito, o que se conhece, como se conhece para que se conhece; em mim determina também o que escrevo e como escrevo;
a alteração do contexto caracteriza a minha escrita, permite identificar pontos de alteração;
ainda bem, sinto-me gente;
sexta-feira, fevereiro 15
zangado, azedo, farto
há quem diga que ando zangado, que esteja azedo ou simplesmente farto;
direi que estou tudo isso e nada disso;
estou zangado com os deuses que me fazem andar por estes mares sempre navegados;
azedo com os ares e farto das incompetências...
direi que estou tudo isso e nada disso;
estou zangado com os deuses que me fazem andar por estes mares sempre navegados;
azedo com os ares e farto das incompetências...
do namoro
uma colega, directora de turma, anda seriamente preocupada com um casal da sua turma de 9º ano;
ouvia tecer os seus comentários, apresentar uma ou outra situação, dar conta da interferência nos resultados escolares;
passado pouco tempo tive oportunidade de presenciar um momento desse namoro;
não sou propriamente susceptível, mas fiquei impressionado;
ouvia tecer os seus comentários, apresentar uma ou outra situação, dar conta da interferência nos resultados escolares;
passado pouco tempo tive oportunidade de presenciar um momento desse namoro;
não sou propriamente susceptível, mas fiquei impressionado;
falta de escrita
entretido com outras escritas, passo por aqui para admirar a paisagem, descansar o olhar e o espírito, procurar outras ideias, ver como param as modas;
isto, em particular a área da educação, anda mesmo confuso, por vezes mesmo incoerente quando não inconsequente; seja nas ideias políticas (que não se percebem muito bem como se articulam), seja nas justificações apresentadas (mais parecem chorrilhos legitimativos), seja nos blogues onde, entre ideias e concepções de escola se chocalham princípios e valores, sentidos e opções; para depois tudo ser ao contrário;
será fruto dos tempos ou apenas dos interesses?
isto, em particular a área da educação, anda mesmo confuso, por vezes mesmo incoerente quando não inconsequente; seja nas ideias políticas (que não se percebem muito bem como se articulam), seja nas justificações apresentadas (mais parecem chorrilhos legitimativos), seja nos blogues onde, entre ideias e concepções de escola se chocalham princípios e valores, sentidos e opções; para depois tudo ser ao contrário;
será fruto dos tempos ou apenas dos interesses?
segunda-feira, fevereiro 11
da confusão
mas a conversa do senhor secretário de estado e a múltiplas interpretações passíveis de existência própria, são também evidência da manifesta confusão em que graça o Ministério da Educação;
não foi alvo de remodelação por razões de todos desconhecidas, mas que há confusão, desculpem lá qualquer coisinha, mas há mesmo;
não foi alvo de remodelação por razões de todos desconhecidas, mas que há confusão, desculpem lá qualquer coisinha, mas há mesmo;
da conversa
desculpem lá qualquer coisinha, mas a propósito do que o senhor secretário de estado teve oportunidade de dizer e reafirmado no sítio do polvo, referente à avaliação de desempenho, tenho a dizer:
houve um que falou e houve mais de 100 mil interpretações e entendimentos;
ao qual se pode chegar à brilhante conclusão que cada qual ouve o que quer e como quer;
houve um que falou e houve mais de 100 mil interpretações e entendimentos;
ao qual se pode chegar à brilhante conclusão que cada qual ouve o que quer e como quer;
sábado, fevereiro 9
da lógica
era bom que, de quando em vez, a lógica nacional tivesse lógica e a sequência de pensar, conhecer, formar, implementar e avaliar funcionasse;
pessoalmente não conheço nenhum projecto que, seguida a sequência, tivesse chegado ao fim;
esta lógica nacional, de fazer as coisas certinhas e de acordo com lógicas e racionalidades técnicas é a melhor desculpa para não se fazer nada, estar quieto, adiar, deixar andar;
pessoalmente não conheço nenhum projecto que, seguida a sequência, tivesse chegado ao fim;
esta lógica nacional, de fazer as coisas certinhas e de acordo com lógicas e racionalidades técnicas é a melhor desculpa para não se fazer nada, estar quieto, adiar, deixar andar;
sexta-feira, fevereiro 8
dos arquipélagos
existirão muitas coisas más na legislação da avaliação do desempenho docente (algumas largamente identificadas na blogosfera educativa);
mas também há algumas boas - porventura inesperadas;
aqui por estas bandas (Alentejo Central) algumas das escolas (conselhos executivos, entenda-se) reuniram-se informal e oficiosamente para perceberem como cada uma está a reagir ao processo, como se organizou, o que está a fazer, quais as reacções;
não tem sido este o hábito; geral e genericamente cada qual reage como pode, sabe, quer ou lhe é permitido, constituindo-se este sistema educativo como um conjunto imenso de ilhas e ilhotas;
talvez com este problema se tenha encontrado uma oportunidade das ilhas passarem a arquipélagos; será?
mas também há algumas boas - porventura inesperadas;
aqui por estas bandas (Alentejo Central) algumas das escolas (conselhos executivos, entenda-se) reuniram-se informal e oficiosamente para perceberem como cada uma está a reagir ao processo, como se organizou, o que está a fazer, quais as reacções;
não tem sido este o hábito; geral e genericamente cada qual reage como pode, sabe, quer ou lhe é permitido, constituindo-se este sistema educativo como um conjunto imenso de ilhas e ilhotas;
talvez com este problema se tenha encontrado uma oportunidade das ilhas passarem a arquipélagos; será?
do tempo
está um tempo, por estes lados, maravilhoso;
induz a escrever coisas bonitas, redondinhas, coloridas, soubesse eu escrever tudo isso;
as árvores do carnaval (não sei qual o seu nome) emprestam um colorido forte às bermas das estradas, parece que o Sol se baixou para apreciar o momento e deixou por aqui alguma da sua luz;
induz a escrever coisas bonitas, redondinhas, coloridas, soubesse eu escrever tudo isso;
as árvores do carnaval (não sei qual o seu nome) emprestam um colorido forte às bermas das estradas, parece que o Sol se baixou para apreciar o momento e deixou por aqui alguma da sua luz;
ver e rever
diz Manuel Alegre que não se revê neste PS;
mas dá indicações de pormenores onde se revê;
pergunto ao senhor, se me é permitido, onde é que não se revê? na prática política, no ideário socialista, na lógica ideológica, na acção pública da governação; nos princípios e valores sustentados?
em que se revê o senhor? em que partido(s)? noutro espaços, imaginados ou redescobertos?
penso que talvez haja alguma confusão (propositada? deliberada? negocial?) entre uma acção de governação (assumidamente social democrata pelo lado da prática governativa) e um ideário (ideologia) em que a primeira se devia enquadrar;
mas, estou certo, que saberá destrinçar espaços de acção e esferas de intervenção;
mas dá indicações de pormenores onde se revê;
pergunto ao senhor, se me é permitido, onde é que não se revê? na prática política, no ideário socialista, na lógica ideológica, na acção pública da governação; nos princípios e valores sustentados?
em que se revê o senhor? em que partido(s)? noutro espaços, imaginados ou redescobertos?
penso que talvez haja alguma confusão (propositada? deliberada? negocial?) entre uma acção de governação (assumidamente social democrata pelo lado da prática governativa) e um ideário (ideologia) em que a primeira se devia enquadrar;
mas, estou certo, que saberá destrinçar espaços de acção e esferas de intervenção;
quinta-feira, fevereiro 7
da oficina
não tive problemas, nem com o carro, nem comigo, mas, por entre amigos e curiosidades, alarguei o meu espaço de leitura e passei por esta oficina.
gostei, vale a pena;
gostei, vale a pena;
do eu
para não me perder, para não dizer que me falta o tempo (é meu hábito dizer que só não tenho tempo para aquilo que não me interessa) tive de organizar uma folha de trabalho;
varia entre uma lista de verificação e uma lista de objectivos;
mas vou pela organização, pela seriação de prioridades, pela obtenção de resultados em face do que tenho para fazer uma vez que as solicitações apertam, diversificam-se e as horas permanecem iguais;
varia entre uma lista de verificação e uma lista de objectivos;
mas vou pela organização, pela seriação de prioridades, pela obtenção de resultados em face do que tenho para fazer uma vez que as solicitações apertam, diversificam-se e as horas permanecem iguais;
do espírito
para o que se diz, para o que se escreve, para o que se insinua sobre a universidade de Évora, aquela que é do Espírito Santo, atente-se nas palavras de quem está por dentro;
dos objectivos
entre a diversidade de critérios, situações, conhecimento, compreensão tenho de reconhecer a minha surpresa pela diversidade do que se encontra e, muito particularmente, do que se houve;
a avaliação de desempenho mais não é e mais não faz do que destacar as diversidades, heterogeneidades, multiplicidades de pessoas, interesses, situações e opções que existem no sistema educativo;
é bom, é sim senhor; mas é revelador da manifesta impossibilidade de uniformizar tudo e de meter todos dentro do mesmo saco;
consequência, divide-se para reinar;
a avaliação de desempenho mais não é e mais não faz do que destacar as diversidades, heterogeneidades, multiplicidades de pessoas, interesses, situações e opções que existem no sistema educativo;
é bom, é sim senhor; mas é revelador da manifesta impossibilidade de uniformizar tudo e de meter todos dentro do mesmo saco;
consequência, divide-se para reinar;
do espaço
casa cheia;
aproximam-se avaliações e o espaço enche de diversidades de interesses, curiosisdades, necessidades e objectivos;
o pessoal flutua, varia de acordo com a época do ano; como variam os interesses e os objectivos que colocam na utilização do espaço;
é engraçado ver a flutuação deste espaço;
aproximam-se avaliações e o espaço enche de diversidades de interesses, curiosisdades, necessidades e objectivos;
o pessoal flutua, varia de acordo com a época do ano; como variam os interesses e os objectivos que colocam na utilização do espaço;
é engraçado ver a flutuação deste espaço;
quarta-feira, fevereiro 6
do umbigo
efectivamente ando distraído, mas não serei só eu - valha-me isso;
é que não tinha reparado nesta entrada da Prof. Ana Maria e não reparei em comentários ou considerações sobre ela em nenhum dos blogues que frequento;
certamente erro meu; mas fico com a sensação que andamos muito preocupados com o nosso (?) umbigo e andamos a esquecer pequenos pormenores, coisas de nada, mas que fazem toda a diferença, esta da escola não ser democrática é uma delas, p. e.
é que não tinha reparado nesta entrada da Prof. Ana Maria e não reparei em comentários ou considerações sobre ela em nenhum dos blogues que frequento;
certamente erro meu; mas fico com a sensação que andamos muito preocupados com o nosso (?) umbigo e andamos a esquecer pequenos pormenores, coisas de nada, mas que fazem toda a diferença, esta da escola não ser democrática é uma delas, p. e.
segunda-feira, fevereiro 4
da acumulação
há quem se preocupe com a acumulação de cargos, em particular entre deputado e advogado;
mas não há preocupações quando os deputados são docentes universitários? ou assessores?
das duas três; ou vai pagar o justo pelo pecador, ou se extremam posições caindo-se no radicalizar de situações que nada rectificam ou, finalmente, depois de grandes mexidas, ficará tudo na mesma;
mas não há preocupações quando os deputados são docentes universitários? ou assessores?
das duas três; ou vai pagar o justo pelo pecador, ou se extremam posições caindo-se no radicalizar de situações que nada rectificam ou, finalmente, depois de grandes mexidas, ficará tudo na mesma;
da selecção
estarei, quase de certeza, senão errado pelo menos equivocado, ao afirmar que não é apenas a escola que, de acordo com notícias passadas, é selectiva;
muito provavelmente a blogosfera (educativa, entenda-se) andaria mais preocupada com a avaliação de desempenho, a definição de objectivos do que propriamente com a selecção de alunos e deixou, sem querer, passar esta notícia;
muito provavelmente a blogosfera (educativa, entenda-se) andaria mais preocupada com a avaliação de desempenho, a definição de objectivos do que propriamente com a selecção de alunos e deixou, sem querer, passar esta notícia;
domingo, fevereiro 3
das coisas
ele há coisas que apenas com alguma distância nos conseguimos perceber e rir;
geralmente os miúdos deliciam-se com carros, motas, sexo e coisa e tal;
contudo, tenho um aluno em que os seus olhinhos brilham, o rosto se ilumina, o sorriso se rasga sempre que começa a falar de... tractores, isso mesmo, tractores;
geralmente os miúdos deliciam-se com carros, motas, sexo e coisa e tal;
contudo, tenho um aluno em que os seus olhinhos brilham, o rosto se ilumina, o sorriso se rasga sempre que começa a falar de... tractores, isso mesmo, tractores;
da dúvida
na passada 6ª feira fui à cidade ouvir conversas que se cruzam com os meus interesses de momento;
para além de perceber que o mundo continua a rodar, serena e pacatamente, também tive oportunidade de rever amigos e amizades e ouvir daquelas coisas que de tão óbvias são difíceis de encarar;
disse T. Popkewitz que o futuro se constrói entre medos e esperanças - esperanças nas tecnologias, num Homem novo, em novas oportunidades, em desafios novos, em curas, e nos medos de crises económicas, de alterações ambientais, de impactos demográficos, de pandemias, etc;
entre dúvidas e angústias não temos outro remédio senão o de ir em frente - com aquilo que conseguimos reunir do nosso passado e que hoje, neste presente, utilizamos - bem ou mal isso já é outra conversa;
para além de perceber que o mundo continua a rodar, serena e pacatamente, também tive oportunidade de rever amigos e amizades e ouvir daquelas coisas que de tão óbvias são difíceis de encarar;
disse T. Popkewitz que o futuro se constrói entre medos e esperanças - esperanças nas tecnologias, num Homem novo, em novas oportunidades, em desafios novos, em curas, e nos medos de crises económicas, de alterações ambientais, de impactos demográficos, de pandemias, etc;
entre dúvidas e angústias não temos outro remédio senão o de ir em frente - com aquilo que conseguimos reunir do nosso passado e que hoje, neste presente, utilizamos - bem ou mal isso já é outra conversa;
sábado, fevereiro 2
do alvo
há falta de melhor atira-se ao boneco;
já que as políticas estão gelatinosas, fugidias, então que o alvo seja outro, mais quieto, mais vulnerável;
será que se inicia por estes lados e deste modo, uma americanização da política nacional?
será que uma parte de gastos são destinados à pessoa do adversário?
haverá quem diga que é normal, correcto e adequado;
eu não...
já que as políticas estão gelatinosas, fugidias, então que o alvo seja outro, mais quieto, mais vulnerável;
será que se inicia por estes lados e deste modo, uma americanização da política nacional?
será que uma parte de gastos são destinados à pessoa do adversário?
haverá quem diga que é normal, correcto e adequado;
eu não...
do melhor
nada melhor para descansar a cabecinha do que cansar o corpo;
andei todo o dia de roda da horta; não percebo nada da coisa, mas cavei, sachei, cultivei e arrumei o que pude e como pude;
se dá alguma coisa? já deu, descanso da cabecita;
andei todo o dia de roda da horta; não percebo nada da coisa, mas cavei, sachei, cultivei e arrumei o que pude e como pude;
se dá alguma coisa? já deu, descanso da cabecita;
sexta-feira, fevereiro 1
dos apontamentos
Há dias tive oportunidade de encontrar um artigo onde se dava conta que a biblioteca britânica tinha encomendado um estudo sobre os cientistas do futuro, os futuros utilizadores dos seus recursos e que designou como geração google.
O estudo visa a adaptação dos meios, recursos e condições da biblioteca àquelas que serão as solicitações, necessidades e interesses de uma geração que nasceu depois de 1995.
Geração esta que cresceu a pensar que a Internet sempre existiu, que a velocidade das ligações só pode é crescer, que o clique num qualquer botão ou link deve ter uma resposta instantânea, que esperar é uma maçada, que as pedras da calçada deveriam ter botões de configuração entre muitas outras coisas. É uma geração que não sentiu a passagem do hipertexto para o youtube e menos se apercebeu da passagem do simples e prolixo html para o dinâmico xtml, dando oportunidade a que blogues, primeiro passivos depois dinâmicos ou os hi5 se afirmassem e se desenvolvessem. Afinal, afirmam, assim é que as coisas deveriam ter sido sempre.
Quem tem filhos dentro desta faixa etária, quem frequenta os locais desta geração, sejam as escolas ou os espaços Internet, tem facilidade de perceber a diferença de modos, os tiques típicos, a linguagem comum, os trejeitos específicos e todo um conjunto de sinais que identificam de modo muito claro esta geração.
Diferentes situações se colocam, quando pensamos e nos confrontamos com esta geração.
Primeiro e de modo mais fácil e directo, a questão em redor do valores, das atitudes e dos comportamentos que caracteriza esta geração, sempre preocupados que estamos com a conformidade social.
Como será licito perguntarmo-nos, à semelhança da biblioteca, se nos estamos a preparar para dar respostas a esta geração. Respostas que decorrerão de outras perguntas, de perguntas que muito provavelmente nós ainda não colocámos ou se o fizemos foram feitas de acordo com outras lógicas e uma outra perspectiva. Se os instrumentos que hoje utilizamos para definir algumas das conformidades necessárias à vivência social, serão efectivamente adequadas a esta geração, se irão ao encontro dos seus interesses e das suas motivações ou se, pelo contrário, estaremos a desperdiçar tempo e energias e a formar longe dos objectivos pretendidos.
Factor determinante e que não nos pode sossegar, é que esta geração depende da escola, mas apenas numa específica e curta porção do seu tempo. Ao contrário do meu tempo, em que a escola me consumia praticamente todo o tempo de aprendizagem e do conhecimento, hoje é apenas uma mera fatia desse tempo. A escola é importante, é sim senhor, como é importante o papel e a acção do professor. Mas não é nem única e muito menos exclusiva.
O estudo visa a adaptação dos meios, recursos e condições da biblioteca àquelas que serão as solicitações, necessidades e interesses de uma geração que nasceu depois de 1995.
Geração esta que cresceu a pensar que a Internet sempre existiu, que a velocidade das ligações só pode é crescer, que o clique num qualquer botão ou link deve ter uma resposta instantânea, que esperar é uma maçada, que as pedras da calçada deveriam ter botões de configuração entre muitas outras coisas. É uma geração que não sentiu a passagem do hipertexto para o youtube e menos se apercebeu da passagem do simples e prolixo html para o dinâmico xtml, dando oportunidade a que blogues, primeiro passivos depois dinâmicos ou os hi5 se afirmassem e se desenvolvessem. Afinal, afirmam, assim é que as coisas deveriam ter sido sempre.
Quem tem filhos dentro desta faixa etária, quem frequenta os locais desta geração, sejam as escolas ou os espaços Internet, tem facilidade de perceber a diferença de modos, os tiques típicos, a linguagem comum, os trejeitos específicos e todo um conjunto de sinais que identificam de modo muito claro esta geração.
Diferentes situações se colocam, quando pensamos e nos confrontamos com esta geração.
Primeiro e de modo mais fácil e directo, a questão em redor do valores, das atitudes e dos comportamentos que caracteriza esta geração, sempre preocupados que estamos com a conformidade social.
Como será licito perguntarmo-nos, à semelhança da biblioteca, se nos estamos a preparar para dar respostas a esta geração. Respostas que decorrerão de outras perguntas, de perguntas que muito provavelmente nós ainda não colocámos ou se o fizemos foram feitas de acordo com outras lógicas e uma outra perspectiva. Se os instrumentos que hoje utilizamos para definir algumas das conformidades necessárias à vivência social, serão efectivamente adequadas a esta geração, se irão ao encontro dos seus interesses e das suas motivações ou se, pelo contrário, estaremos a desperdiçar tempo e energias e a formar longe dos objectivos pretendidos.
Factor determinante e que não nos pode sossegar, é que esta geração depende da escola, mas apenas numa específica e curta porção do seu tempo. Ao contrário do meu tempo, em que a escola me consumia praticamente todo o tempo de aprendizagem e do conhecimento, hoje é apenas uma mera fatia desse tempo. A escola é importante, é sim senhor, como é importante o papel e a acção do professor. Mas não é nem única e muito menos exclusiva.
do estado
ontem, dois periódicos traziam notícias sobre a mesma coisa mas de modos diferentes;
um (Visão) dava conta da debandada (sic) que poderá ocorrer nas escolas com a abertura da aposentação antes do tempo no âmbito da administração pública;
outro (correio da manhã), dava conta do clima vivido em muitas escolas, de desgates, angústias, comportamentos;
há qualquer coisa que falha na procura de equilíbrios entre quem trabalha na escola e quem passa pela escola;
quem trabalha questiona-se, questiona as políticas, discute com os colegas, troca argumentos e opiniões em reuniões, utiliza as reuniões para dissertar sobre isto e sobre aquilo;
quem passa pela escola pergunta-se para quê, com que fim, com que objectivos, com que proveitos;
olhemos para outros países, outras realidades e procuremos perceber o que fazer;
antes que seja tarde demais...
um (Visão) dava conta da debandada (sic) que poderá ocorrer nas escolas com a abertura da aposentação antes do tempo no âmbito da administração pública;
outro (correio da manhã), dava conta do clima vivido em muitas escolas, de desgates, angústias, comportamentos;
há qualquer coisa que falha na procura de equilíbrios entre quem trabalha na escola e quem passa pela escola;
quem trabalha questiona-se, questiona as políticas, discute com os colegas, troca argumentos e opiniões em reuniões, utiliza as reuniões para dissertar sobre isto e sobre aquilo;
quem passa pela escola pergunta-se para quê, com que fim, com que objectivos, com que proveitos;
olhemos para outros países, outras realidades e procuremos perceber o que fazer;
antes que seja tarde demais...
da escola
os miúdos estão eléctricos, eufóricos, nervosos e expectantes;
afinal o Carnaval também é para eles e vão passear pelas ruas, mostrarem-se a quem passa, exibir os sorrisos, os fatos e as fatiotas feitas propositadamente para o dia;
é sempre um dia diferente, uma festa ...
afinal o Carnaval também é para eles e vão passear pelas ruas, mostrarem-se a quem passa, exibir os sorrisos, os fatos e as fatiotas feitas propositadamente para o dia;
é sempre um dia diferente, uma festa ...
do óptimismo
talvez sem graça, porventura sem coincidência, mas na directa proporção em que os indicadores sociais e económicos teimam em persistir no clima de pessimismo espalham-se as iniciativas em redor do Carnaval, dos corsos, das paródias, das festas;
afinal, tristezas não pagam dívidas e o Carnaval só são três dias;
afinal, tristezas não pagam dívidas e o Carnaval só são três dias;
quinta-feira, janeiro 31
dos momentos
afinal até há bons momentos numa sala de professores;
numa pausa pedagógica entre um bebericar de café e dois dedos de conversa, perpassam estórias de cada um de nós, momentos de uns e de outros, situações mais ou menos caricatas;
soltam-se risotas e constroem-se amizades;
no final alguém ousa dizer - atenção, se a ministra sabe que estamos bem dispostos ainda publica mais dois ou três normativos para nos ocuparmos ainda mais;
mais um sorriso e um encolher de ombros, tipo, paciência se assim for, e seguimos, cada qual para seu lado;
numa pausa pedagógica entre um bebericar de café e dois dedos de conversa, perpassam estórias de cada um de nós, momentos de uns e de outros, situações mais ou menos caricatas;
soltam-se risotas e constroem-se amizades;
no final alguém ousa dizer - atenção, se a ministra sabe que estamos bem dispostos ainda publica mais dois ou três normativos para nos ocuparmos ainda mais;
mais um sorriso e um encolher de ombros, tipo, paciência se assim for, e seguimos, cada qual para seu lado;
da consciência
quando escrevo faço para mim mesmo, primeiro porque gosto, mas também para dizer que estou por aqui; depois para, por intermédio da escrita, reflectir sobre as minhas ideias e as minhas coisas;
tenho alguma consciência dos impactos e influências que a minha escrita não tem por essa blogosfera fora;
mas fico sempre muito distante parante alguns comentários, a surpresa daqueles que me leêm;
isto a propósito de uma das minhas entradas estar escarrapachada no espelho de um salão de cabeleireira;
surpresa e consciência que quando escrevemos, por muito que o façamos para nós próprios, vamos muito, mas muito mais além...
tenho alguma consciência dos impactos e influências que a minha escrita não tem por essa blogosfera fora;
mas fico sempre muito distante parante alguns comentários, a surpresa daqueles que me leêm;
isto a propósito de uma das minhas entradas estar escarrapachada no espelho de um salão de cabeleireira;
surpresa e consciência que quando escrevemos, por muito que o façamos para nós próprios, vamos muito, mas muito mais além...
do virar
para manter a escrita e a presença, tenho diferentes hipóteses;
manter uma escita interventiva e participante;
definir um sentido mais sócio-profissional;
criar um campo mais diarístico;
fujo a todo eles e vou à procura de sentido que esteja mais perto da crónica do quotidiano;
do meu quotidiano; de mim mesmo;
não sei se será um virar de página, mas é um questionar a minha escrita e, por seu intermédio, reflectir-me e pensar-me, sempre;
manter uma escita interventiva e participante;
definir um sentido mais sócio-profissional;
criar um campo mais diarístico;
fujo a todo eles e vou à procura de sentido que esteja mais perto da crónica do quotidiano;
do meu quotidiano; de mim mesmo;
não sei se será um virar de página, mas é um questionar a minha escrita e, por seu intermédio, reflectir-me e pensar-me, sempre;
terça-feira, janeiro 29
de pausa
uma pausa;
uma interrupção pedagógica, para poder pensar noutros modos e ter aquilo que sinto falta, paciência;
uma interrupção pedagógica, para poder pensar noutros modos e ter aquilo que sinto falta, paciência;
sábado, janeiro 26
da crise
ele não há momentos ou situações ideais para largar vícios;
mas há uns momentos mais chatos que outros, mais incomodativos;
reconheço e assumo que me está a ser mais difícil largar o vício que antes, que já tive descaídas;
mas resisto, considero que é apenas uma situação de crise e que, como tal, terá de ser vencida;
mas há uns momentos mais chatos que outros, mais incomodativos;
reconheço e assumo que me está a ser mais difícil largar o vício que antes, que já tive descaídas;
mas resisto, considero que é apenas uma situação de crise e que, como tal, terá de ser vencida;
sexta-feira, janeiro 25
do adiar
adoramos adiar, protelar, esperar, protestar;
as recomendações do conselho de escolas, face à avaliação do desempenho docente, são reflexo disso mesmo, de adiar, de atirar para a frente as responsabilidades presentes;
estes comentários, reflectem cabalmente aquilo que é a escola, a vida dos professores e os sentimentos da profissão; um misto de crítica sindical com perspectivas anarquistas e/ou independentistas; uma irreverencia militante de cariz político com argumentos de distanciamento partidário; uma visão da profissão entalada entre os deveres profissionais e os sentimentos sociais; âncoras postas em nenhures de uma ilusão de antigamente é que era bom;
está sempre tudo mal, tudo errado - ora era por culpa do PSD, ora é por culpa do PS, ora é por culpa deste ou daquele ministro, desta ou daquela medida, desta ou daquela iniciativa, mas está sempre tudo mal, tudo errado;
serão eles que nos governam que estarão errados ou seremos nós, os governados que estaremos do lado errado da vida;
assumam-se as posições, não se protelem as responsabilidades; cada vez estamos mais entalados e é bem feita - talvez sirva para separar o trigo do joio e eu fique preso no limbo que me atira ao ar;
as recomendações do conselho de escolas, face à avaliação do desempenho docente, são reflexo disso mesmo, de adiar, de atirar para a frente as responsabilidades presentes;
estes comentários, reflectem cabalmente aquilo que é a escola, a vida dos professores e os sentimentos da profissão; um misto de crítica sindical com perspectivas anarquistas e/ou independentistas; uma irreverencia militante de cariz político com argumentos de distanciamento partidário; uma visão da profissão entalada entre os deveres profissionais e os sentimentos sociais; âncoras postas em nenhures de uma ilusão de antigamente é que era bom;
está sempre tudo mal, tudo errado - ora era por culpa do PSD, ora é por culpa do PS, ora é por culpa deste ou daquele ministro, desta ou daquela medida, desta ou daquela iniciativa, mas está sempre tudo mal, tudo errado;
serão eles que nos governam que estarão errados ou seremos nós, os governados que estaremos do lado errado da vida;
assumam-se as posições, não se protelem as responsabilidades; cada vez estamos mais entalados e é bem feita - talvez sirva para separar o trigo do joio e eu fique preso no limbo que me atira ao ar;
da morte
cresci com velhos;
velhos que vi partir, um depois do outro, um após outro; amigos, familiares, conhecidos, parentes...
sempre que um partia sentia-me atirado para frente, nesta fila incondicional que conduz à partida;
esta semana foi o meu tio chico, marceneiro de profissão, carpinteiro por ocupação, amante da vida por opção;
ficou junto daquela que amou durante toda a vida, desde que tinha memória de gostar de alguém;
partiu descansado, por que queria partir, apenas porque tinha saudades...
velhos que vi partir, um depois do outro, um após outro; amigos, familiares, conhecidos, parentes...
sempre que um partia sentia-me atirado para frente, nesta fila incondicional que conduz à partida;
esta semana foi o meu tio chico, marceneiro de profissão, carpinteiro por ocupação, amante da vida por opção;
ficou junto daquela que amou durante toda a vida, desde que tinha memória de gostar de alguém;
partiu descansado, por que queria partir, apenas porque tinha saudades...
do azedo
sempre fui transparente nos meus sentimentos, no modo de estar, ser e sentir;
é fácil olhar para mim e perceber como estou, como me sinto;
não sabia é que essa transparência também se fazia sentir na escrita;
há dias alguém me questionava afirmando que a minha escrita anda "muito azeda";
talvez sim, talvez não... antes pelo contrário...
é fácil olhar para mim e perceber como estou, como me sinto;
não sabia é que essa transparência também se fazia sentir na escrita;
há dias alguém me questionava afirmando que a minha escrita anda "muito azeda";
talvez sim, talvez não... antes pelo contrário...
terça-feira, janeiro 22
da atenção
tenho de assumir uma certa quebra de produtividade no desenvolvimento da minha tese;
seja pelo envolvimento em que me sinto, em processos que decorrem na escola, seja por alguma dificuldade de digerir as leituras, de momento há um marcar passo;
talvez avance um destes dias e me solte o pensamento e a escrita;
seja pelo envolvimento em que me sinto, em processos que decorrem na escola, seja por alguma dificuldade de digerir as leituras, de momento há um marcar passo;
talvez avance um destes dias e me solte o pensamento e a escrita;
da tensão
ou da atenção que não se tem a um processo de avaliação de desempenho que corre sérios riscos de descambar em animosidades e conflitos;
caso não haja lideranças que assumam os processos e, pelo menos, bom senso não tenho dúvidas que se correrá o risco de animosidades, de quezílias e coisas que tais;
caso não haja lideranças que assumam os processos e, pelo menos, bom senso não tenho dúvidas que se correrá o risco de animosidades, de quezílias e coisas que tais;
segunda-feira, janeiro 21
das escolhas
foi engraçado ouvir e perceber um pouco melhor das escolhas de Marcelo;
tratou de opinar sobre este e aquele ministro, esta e a outra acção governamental;
mas palavras ou ideias sobre a entrevista e as posições de Santana Lopes, dada na passada 3ª feira à Sic Notícias, nada, zero, népias, niet;
elucidativo, esclarecedor;
tratou de opinar sobre este e aquele ministro, esta e a outra acção governamental;
mas palavras ou ideias sobre a entrevista e as posições de Santana Lopes, dada na passada 3ª feira à Sic Notícias, nada, zero, népias, niet;
elucidativo, esclarecedor;
da referência
tenho consciência que, pelas posições que assumo e defendo, pelo feitio e modos que tenho, não estou referenciado em muitos sítios;
quando dou com um onde estou referenciado, seja pela questões que aqui discuto e opino, seja por uma qualquer outra, fico contente e retribuo;
descobri que estou referenciado num blogue sobre patrimónios, certamente porque faço parte de um qualquer património;
aqui fica a referência e a indicação lateral, pois parece que é cá do burgo e merecerá ser identificado pelo facto de ser uma cabeça da terra;
quando dou com um onde estou referenciado, seja pela questões que aqui discuto e opino, seja por uma qualquer outra, fico contente e retribuo;
descobri que estou referenciado num blogue sobre patrimónios, certamente porque faço parte de um qualquer património;
aqui fica a referência e a indicação lateral, pois parece que é cá do burgo e merecerá ser identificado pelo facto de ser uma cabeça da terra;
dos instrumentos
seria interessante perceber como as escolas estão a reagir (porque não há outra forma) ao decreto regulamentar da avaliação de desempenho;
como é que cada escola se organizou para dar cumprimento ao ali preceituado, dentro dos prazos definidos e de acordo com as indicações dadas, criar instrumentos de registo de avaliação - sem indicações gerais nem enquadramento genérico;
na minha escola chegou-se à brilhante conclusão que teríamos de ir um pouco mais atrás, pois não temos um projecto educativo quantificado e quantificável, nem metas e objectivos passíveis de desdobramento;
resultado, um conselho pedagógico extraordinário (já aqui referi que quem não sabe o que fazer faz reuniões) onde se procurou a definição de objectivos de escola (quantificáveis e mensuráveis) e remeter para os agrupamento a necessidade de desdobramento dessas referências e, a partir daí, a indicação de quais os descritores a adoptar para, posteriormente se pensar na sua harmonização e uniformização;
e nos outros lados, como se tem feito? como se tem dado resposta a esta exigência legislativa?
como é que cada escola se organizou para dar cumprimento ao ali preceituado, dentro dos prazos definidos e de acordo com as indicações dadas, criar instrumentos de registo de avaliação - sem indicações gerais nem enquadramento genérico;
na minha escola chegou-se à brilhante conclusão que teríamos de ir um pouco mais atrás, pois não temos um projecto educativo quantificado e quantificável, nem metas e objectivos passíveis de desdobramento;
resultado, um conselho pedagógico extraordinário (já aqui referi que quem não sabe o que fazer faz reuniões) onde se procurou a definição de objectivos de escola (quantificáveis e mensuráveis) e remeter para os agrupamento a necessidade de desdobramento dessas referências e, a partir daí, a indicação de quais os descritores a adoptar para, posteriormente se pensar na sua harmonização e uniformização;
e nos outros lados, como se tem feito? como se tem dado resposta a esta exigência legislativa?
do esgotamento
a produtividade do Ministério da Educação anda que não se pode;
ainda não acabámos as leituras de um dos normativos e já lá surge mais um e mais outro e outro ainda;
desde o final do ano transacto e esta 3ª semana deste ano ele já não cabem numa mão os normativos, portarias, decretos, decretos regulamentares que saíram daquela avenida;
claramente se terá que assumir que existem sintomas de alguma incontinência normativa e que objectivamente querem ganhar os professores mais pelo esgotamento do que pelo envolvimento;
ainda não acabámos as leituras de um dos normativos e já lá surge mais um e mais outro e outro ainda;
desde o final do ano transacto e esta 3ª semana deste ano ele já não cabem numa mão os normativos, portarias, decretos, decretos regulamentares que saíram daquela avenida;
claramente se terá que assumir que existem sintomas de alguma incontinência normativa e que objectivamente querem ganhar os professores mais pelo esgotamento do que pelo envolvimento;
domingo, janeiro 20
da fartura
de quando em vez sinto uma enorme fartura da escrita, da minha escrita, uma vontade terrível de acabar com isto, de pôr ponto final, de acabar com aquilo que não é um compromisso;
mas tornou-se como que um substituto de outras coisas, uma compensação para aquilo que não obtenho noutros espaços ou noutros terrenos; uma forma de me auto-compensar pelo que não digo ou não faço;
uma obrigação que o meu inconsciente determinou e implicou a mim mesmo;
apetece-me parar mas fico de consciência pesada, como se fosse uma qualquer obrigação; não é, mas assim a sinto, hoje e agora, mais do que nunca, quando me apetece escrever coisas que não devo;
mas tornou-se como que um substituto de outras coisas, uma compensação para aquilo que não obtenho noutros espaços ou noutros terrenos; uma forma de me auto-compensar pelo que não digo ou não faço;
uma obrigação que o meu inconsciente determinou e implicou a mim mesmo;
apetece-me parar mas fico de consciência pesada, como se fosse uma qualquer obrigação; não é, mas assim a sinto, hoje e agora, mais do que nunca, quando me apetece escrever coisas que não devo;
do possível
quase nunca estou de acordo com a lógica, os princípios e os argumentos utilizados pelo meu compadre Palma Rita; há muita coisa a separar-nos mas um dos seus últimos apontamentos, apesar da diferença significativa que nos separa, há um traço que pode ser identificado como comum às nossas preocupações, a do papel que Évora, em particular, e o Alentejo genericamente estarão disposto a assumir a propósito da opção Alcochete em detrimento da Ota;
vai daí e repesco um apontamento publicado noutro espaço no passado dia 14 de Janeiro:
A decisão do governo de optar pela construção de um novo aeroporto internacional aproveitando o campo de tiro de Alcochete, em detrimento da Ota, vem colocar (ou realçar) um conjunto significativo de desafios à região Alentejo.
(...) a circunstância da zona mais afastada do Alentejo (provavelmente Vila Verde de Ficalho) ficar a pouco mais de 120 minutos de um aeroporto internacional é deveras significativa e elucidativa das oportunidades que se colocam.
Global e genericamente, escassos serão os locais deste Alentejo que ficarão a pouco mais de 90 minutos do aeroporto. Se considerarmos a disponibilização de novas acessibilidades, caso de rodovias, mas também de ferróvias, então temos o cenário montado para que esta região se torne alvo apetitoso de especuladores imobiliários, coutadas de caça, de turismo de circunstância ou, simplesmente, de apreciadores do exotismo alentejano. Será isso que queremos?
Estou certo que fazem falta coutadas, novos empreendimentos turísticos (...), como urge manter algum do exotismo alentejano. Mas só isso será escasso e algo contraproducente quanto ao futuro que ambicionamos para esta região e que passa por garantir estabilidade de vida, trabalho para as novas gerações, como garantir alguma da qualidade de vida que ainda temos.
O que está aqui em causa (...) é a de assegurar coerência regional, sustentabilidade das decisões, articulação de interesses, coesão regional e acima de tudo liderança regional face às opções de futuro.
Há futuros imaginados e há futuros possíveis. Entre uns e outros a diferença reside na capacidade de conduzir os nossos próprios destinos ou sermos conduzidos por ele ou pelos interesses que uns quantos nele poderão colocar.
Face ao que esses futuros podem implicar é essencial que haja protagonistas capazes de representar condignamente a região e os interesses alentejanos. Estaremos nós preparados?
O futuro o dirá…
vai daí e repesco um apontamento publicado noutro espaço no passado dia 14 de Janeiro:
A decisão do governo de optar pela construção de um novo aeroporto internacional aproveitando o campo de tiro de Alcochete, em detrimento da Ota, vem colocar (ou realçar) um conjunto significativo de desafios à região Alentejo.
(...) a circunstância da zona mais afastada do Alentejo (provavelmente Vila Verde de Ficalho) ficar a pouco mais de 120 minutos de um aeroporto internacional é deveras significativa e elucidativa das oportunidades que se colocam.
Global e genericamente, escassos serão os locais deste Alentejo que ficarão a pouco mais de 90 minutos do aeroporto. Se considerarmos a disponibilização de novas acessibilidades, caso de rodovias, mas também de ferróvias, então temos o cenário montado para que esta região se torne alvo apetitoso de especuladores imobiliários, coutadas de caça, de turismo de circunstância ou, simplesmente, de apreciadores do exotismo alentejano. Será isso que queremos?
Estou certo que fazem falta coutadas, novos empreendimentos turísticos (...), como urge manter algum do exotismo alentejano. Mas só isso será escasso e algo contraproducente quanto ao futuro que ambicionamos para esta região e que passa por garantir estabilidade de vida, trabalho para as novas gerações, como garantir alguma da qualidade de vida que ainda temos.
O que está aqui em causa (...) é a de assegurar coerência regional, sustentabilidade das decisões, articulação de interesses, coesão regional e acima de tudo liderança regional face às opções de futuro.
Há futuros imaginados e há futuros possíveis. Entre uns e outros a diferença reside na capacidade de conduzir os nossos próprios destinos ou sermos conduzidos por ele ou pelos interesses que uns quantos nele poderão colocar.
Face ao que esses futuros podem implicar é essencial que haja protagonistas capazes de representar condignamente a região e os interesses alentejanos. Estaremos nós preparados?
O futuro o dirá…
do simples
as coisas simples nem sempre são fáceis; as coisas fáceis nem sempre são simples;
lugares comuns que permitem pensar que entre um e outro existe o eterno dilema do espaço que nós ocupamos, ou aquele que queremos ocupar ou aquele que pensamos que poderíamos ou pensamos que deveríamos ocupar;
pois o espaço que ocupamos pode ser apenas transitório, circunstancial ou momentâneo;
uma coisa é certa, simples não é e nós ainda por cima o complicamos;
lugares comuns que permitem pensar que entre um e outro existe o eterno dilema do espaço que nós ocupamos, ou aquele que queremos ocupar ou aquele que pensamos que poderíamos ou pensamos que deveríamos ocupar;
pois o espaço que ocupamos pode ser apenas transitório, circunstancial ou momentâneo;
uma coisa é certa, simples não é e nós ainda por cima o complicamos;
quinta-feira, janeiro 17
da partilha
o Miguel destaca no seu espaço, uma vez mais, a necessidade de uma cultura de partilha, do desenvolvimento das bases de um trabalho colaborativo entre docentes, tão habituados que estamos ao espaço individual de sala de aula, a pensar isoladamente estratégias e metodologias de trabalho, à acção solitária de avaliar e planificar;
concordo em absoluto com o Miguel quando se destaca essa necessidade imperiosa, fundamental da partilha;
destaca-se esta necessidade decorrente do facto que a legislação que se nos apresenta, independentemente das suas (des)virtudes, impele a esse trabalho colaborativo, implica essa partilha, impõe essa cooperação;
mas continuamos a agir como se tudo se mantivesse como dantes, inalterado;
caminhamos apressadamente para o abismo que cavámos e nem nos apercebemos disso?????
concordo em absoluto com o Miguel quando se destaca essa necessidade imperiosa, fundamental da partilha;
destaca-se esta necessidade decorrente do facto que a legislação que se nos apresenta, independentemente das suas (des)virtudes, impele a esse trabalho colaborativo, implica essa partilha, impõe essa cooperação;
mas continuamos a agir como se tudo se mantivesse como dantes, inalterado;
caminhamos apressadamente para o abismo que cavámos e nem nos apercebemos disso?????
do desconhecimento
quando, numa organização, não se sabe o que se há-de fazer ou como agir, faz-se uma reunião;
na minha escola as reuniões sucedem-se em catadupas, reflexo não apenas do que não se sabe, mas também consequência da sua própria e total ineficácia - sua das reuniões, pois claro;
na minha escola as reuniões sucedem-se em catadupas, reflexo não apenas do que não se sabe, mas também consequência da sua própria e total ineficácia - sua das reuniões, pois claro;
da falta de presença
um blogue cá do burgo deixou-me um comentário, que servia de indicação para o seu aparecimento;
denomina-se Templo do Giraldo e, mais do que um blogue, aparentemente quer divulgar notícias da terra e da região;
venha bem quem vem por bem, mas...
facto engraçado, deixou-me um comentário, circunstância que indicia que conhece este meu espaço e que o utiliza para seu proveito e divulgação, mas nos links que tem disponíveis, este meu espaço não está referenciado - talvez por não ser um blogue regional, será?;
denomina-se Templo do Giraldo e, mais do que um blogue, aparentemente quer divulgar notícias da terra e da região;
venha bem quem vem por bem, mas...
facto engraçado, deixou-me um comentário, circunstância que indicia que conhece este meu espaço e que o utiliza para seu proveito e divulgação, mas nos links que tem disponíveis, este meu espaço não está referenciado - talvez por não ser um blogue regional, será?;
quarta-feira, janeiro 16
das conversas
são horas de conversa, alguma discussão e muitas e diferentes ideias;
um ou outro argumento no meio de muitas opiniões, um ou outro apontamento pertinente no meio de muito ruído dispersivo;
faz-se de menos para o muito que se fala e conversa;
um ou outro argumento no meio de muitas opiniões, um ou outro apontamento pertinente no meio de muito ruído dispersivo;
faz-se de menos para o muito que se fala e conversa;
terça-feira, janeiro 15
dos dias
há uns dias mais difíceis que outros, uns mais cinzentos que outros;
hoje é um desses dias;
casa cheia, confusão generalizável, troca de piropos e argumentos, conversas cruzadas, puxa daqui e dali, prá'qui e prá'li, num quero-te mais que o outro;
e ainda falta um bom bocado para o final do dia;
hoje é um desses dias;
casa cheia, confusão generalizável, troca de piropos e argumentos, conversas cruzadas, puxa daqui e dali, prá'qui e prá'li, num quero-te mais que o outro;
e ainda falta um bom bocado para o final do dia;
das posições
em conversa de professores pode-se perspectivar que se não existirem normativos que imponham uma qualquer ideia ou situação, dificilmente alguma coisa se fará em algumas escolas;
não é generalizável nem é a prática comum na imensa maioria das escolas, mas, convenhamos, também há muitas onde sem uma indicação (mesmo que nebulosa) da tutela não se daria um passo para o que fosse - a não ser na conformidade pedagógica;
não é generalizável nem é a prática comum na imensa maioria das escolas, mas, convenhamos, também há muitas onde sem uma indicação (mesmo que nebulosa) da tutela não se daria um passo para o que fosse - a não ser na conformidade pedagógica;
do nada
convenhamos que se ouvirmos algumas das estórias, dos pequenos apontamentos de que são feitos os quotidianos nas escolas, podemos chegar à conclusão que algumas delas dariam azo a muita risota para quem não conhecesse os contextos e as circunstâncias educativas;
foi assim que me senti ao longo de boa parte do dia de ontem, entre o sorriso amarelo e a estupefacção da risota geral;
foi assim que me senti ao longo de boa parte do dia de ontem, entre o sorriso amarelo e a estupefacção da risota geral;
segunda-feira, janeiro 14
do parecer
via JMA, no seu Terrear, chega-se ao parecer do Prof. J. Barroso relativamente à proposta em discussão do novo regime de autonomia, gestão e administração;
mais palavras para quê? está tudo lá, preto no branco, curto e grosso como é hábito na pessoa do Pr. J. Barroso;
duas grandes ideias sínteses:
1. se o 115-A/98 ainda não foi plenamente implementado, para quê criar um outro?
2. faltam ideias de política educativa onde sobram posições individuais sobre a escola e os professores;
mais palavras para quê? está tudo lá, preto no branco, curto e grosso como é hábito na pessoa do Pr. J. Barroso;
duas grandes ideias sínteses:
1. se o 115-A/98 ainda não foi plenamente implementado, para quê criar um outro?
2. faltam ideias de política educativa onde sobram posições individuais sobre a escola e os professores;
domingo, janeiro 13
da ignorância
é maravilhosos sermos ignorantes;
é admirável sabermos que não sabemos de nada e que nada se passa;
é óptimo e prazenteiro irmos em frente como se este pedaço de terra fosse único e exemplar para tudo o resto;
mas não é assim;
6º e sábado estive com colegas de outras regiões do país, oriundos de diferentes sectores da administração pública, uns desempenham papéis político-institucionais nesses sectores, outros são apenas funcionários;
são inevitáveis as comparações, sejam entre serviços, como entre regiões;
áh o teu serviço é isso, então imagina o meu...
áh o teu está assim, então escuta como está o meu...
na tua região fazem assim, então escuta como fizeram lá pelo meu lado...
por mim, fico mudo, quedo e calado quando me apercebo como as coisas correm pelas outras regiões e as comparo com a minha região; não sou propriamente um desconhecedor da realidade administrativa regional, mas fico sem palavras quando se comparam realidades político-administrativas;
há algo que me ultrapassa, me transcende; estou certo que o Alentejo estará muito à frente da realidade nacional, que será por estes lados que as coisas estão certas, correctas e no modo adequado;
mas que somos, estamos e agimos de modo muito diferente do resto do país disso não há dúvidas; talvez estejamos à frente e os outros não se apercebam...
é admirável sabermos que não sabemos de nada e que nada se passa;
é óptimo e prazenteiro irmos em frente como se este pedaço de terra fosse único e exemplar para tudo o resto;
mas não é assim;
6º e sábado estive com colegas de outras regiões do país, oriundos de diferentes sectores da administração pública, uns desempenham papéis político-institucionais nesses sectores, outros são apenas funcionários;
são inevitáveis as comparações, sejam entre serviços, como entre regiões;
áh o teu serviço é isso, então imagina o meu...
áh o teu está assim, então escuta como está o meu...
na tua região fazem assim, então escuta como fizeram lá pelo meu lado...
por mim, fico mudo, quedo e calado quando me apercebo como as coisas correm pelas outras regiões e as comparo com a minha região; não sou propriamente um desconhecedor da realidade administrativa regional, mas fico sem palavras quando se comparam realidades político-administrativas;
há algo que me ultrapassa, me transcende; estou certo que o Alentejo estará muito à frente da realidade nacional, que será por estes lados que as coisas estão certas, correctas e no modo adequado;
mas que somos, estamos e agimos de modo muito diferente do resto do país disso não há dúvidas; talvez estejamos à frente e os outros não se apercebam...
quinta-feira, janeiro 10
da confusão
o decreto regulamentar hoje publicado é, para quem conhece, uma autêntica cópia do SIADAP (sistema integrado de avaliação de desempenho da administração pública);
poucos foram os serviços onde este sistema não deu bronca e se levantaram processos, se instaurou a confusão e foi pródigo em desacatos;
estou certo e firmemente convencido que irá dar bronca da grossa na educação, onde as coisas acontecem, na generalidade das ocasiões, de modo bastante diferente do habitual funcionamento administrativo;
tenho sérias dúvidas que as lógicas existentes nas escolas dificultarão, e muito, a implementação deste sistema e de uma lógica quantitativa, numérica, de resultados;
como tudo se irá equilibrar? estou certo que mal, e depois de muita faísca;
poucos foram os serviços onde este sistema não deu bronca e se levantaram processos, se instaurou a confusão e foi pródigo em desacatos;
estou certo e firmemente convencido que irá dar bronca da grossa na educação, onde as coisas acontecem, na generalidade das ocasiões, de modo bastante diferente do habitual funcionamento administrativo;
tenho sérias dúvidas que as lógicas existentes nas escolas dificultarão, e muito, a implementação deste sistema e de uma lógica quantitativa, numérica, de resultados;
como tudo se irá equilibrar? estou certo que mal, e depois de muita faísca;
da disponibilidade
está disponível, para quem assim entender, um conjunto de artigos sobre a temática que integro, conhecimento, decisão política e acção pública em educação;
acreditem que vale a pena - mesmo para a discussão que presentemente se encontra na ordem do dia;
não estou porquê? por que na altura andava às voltas com o saneamento do meu anterior local de trabalho e não tinha cabeça para escrever uma linha, quanto mais um artigo;
do referendo
Já fui um acérrimo defensor do referendo às questões europeias.
Os argumentos invocados para a sua não realização, reforçavam a minha convicção quanto à sua necessidade.
hoje, concordo com a decisão do primeiro-ministro, mas discordo dos argumentos apresentados;
Por muito que se queira discutir a Europa, os seus sentidos e o seu modelo social, o referendo não é um dos momentos para o efeito;
Como foi possível observar em França e na Holanda, quando ambos os países recusaram a constituição europeia, o não foi interno e não a recusa à Europa ou a um modelo social europeu.
Tenho pena que se tenham perdido oportunidades sucessivas de se discutir a Europa e de qual o papel que nós, portugueses, pensamos poder ter neste processo,
neste momento a grande preocupação sobre a Europa é que funcione e o tratado de Lisboa, por muito que muitos procurem dizer o contrário, mais não é que uma proposta organizacional para que a Europa funcione com 27 membros, o que implica um conjunto substancialmente diferente de condições de funcionamento quando era constituída por 6, passou para 9, depois 12 e assim sucessivamente e que não irá parar;
o tratado constitucional até podia não ter grandes diferenças com este tratado de Lisboa, mas há um elemento que faz toda a diferença; o primeiro visava objectivamente um estado federal, o tratado é apenas uma recomposição organizacional - com implicações no peso e nas possibilidades dos diferentes países, é certo, mas não deixa de ser uma reconfiguração da organização dos serviços;
Os argumentos invocados para a sua não realização, reforçavam a minha convicção quanto à sua necessidade.
hoje, concordo com a decisão do primeiro-ministro, mas discordo dos argumentos apresentados;
Por muito que se queira discutir a Europa, os seus sentidos e o seu modelo social, o referendo não é um dos momentos para o efeito;
Como foi possível observar em França e na Holanda, quando ambos os países recusaram a constituição europeia, o não foi interno e não a recusa à Europa ou a um modelo social europeu.
Tenho pena que se tenham perdido oportunidades sucessivas de se discutir a Europa e de qual o papel que nós, portugueses, pensamos poder ter neste processo,
neste momento a grande preocupação sobre a Europa é que funcione e o tratado de Lisboa, por muito que muitos procurem dizer o contrário, mais não é que uma proposta organizacional para que a Europa funcione com 27 membros, o que implica um conjunto substancialmente diferente de condições de funcionamento quando era constituída por 6, passou para 9, depois 12 e assim sucessivamente e que não irá parar;
o tratado constitucional até podia não ter grandes diferenças com este tratado de Lisboa, mas há um elemento que faz toda a diferença; o primeiro visava objectivamente um estado federal, o tratado é apenas uma recomposição organizacional - com implicações no peso e nas possibilidades dos diferentes países, é certo, mas não deixa de ser uma reconfiguração da organização dos serviços;
do porquê
na sequência das leituras que tenho feito (para ver se percebo) a proposta em redor do novo regime jurídico de autonomia, administração e gestão, há uma ideia que desde o primeiro momento me assola as ideias;
se o governo (não apenas este) defende o reforço da "participação das famílias e comunidades na direcção estratégica dos estabelecimentos de ensino" (...) "mas também a efectiva capacidade de intervenção de todos os que mantêm um interesse legítimo na actividade e na vida de cada escola", porque é que este mesmo princípio não é alargado para os centros de saúde (não terei eu interesses legítimos nessa actividade?) ou nas estruturas dos centros de emprego ou formação profissional (pelas mesmas razões?);
ou seja, há aqui uma retórica que é mais persuasiva do que justificativa; persuasiva pois procura, uma vez mais, isolar os maus (os professores) dos bons (a população), e falta a justificação, uma vez que os interesses das famílias e da comunidade já estão, há muito representados nas estruturas das escolas (conselho pedagógico, assembleia de escola) e em noutros locais (conselho municipal de educação); se a justificação é alterar a relação percentual, essa é uma outra questão;
se o governo (não apenas este) defende o reforço da "participação das famílias e comunidades na direcção estratégica dos estabelecimentos de ensino" (...) "mas também a efectiva capacidade de intervenção de todos os que mantêm um interesse legítimo na actividade e na vida de cada escola", porque é que este mesmo princípio não é alargado para os centros de saúde (não terei eu interesses legítimos nessa actividade?) ou nas estruturas dos centros de emprego ou formação profissional (pelas mesmas razões?);
ou seja, há aqui uma retórica que é mais persuasiva do que justificativa; persuasiva pois procura, uma vez mais, isolar os maus (os professores) dos bons (a população), e falta a justificação, uma vez que os interesses das famílias e da comunidade já estão, há muito representados nas estruturas das escolas (conselho pedagógico, assembleia de escola) e em noutros locais (conselho municipal de educação); se a justificação é alterar a relação percentual, essa é uma outra questão;
discutir é preciso
como profissional da coisa educativa, como defensor da escola e do interesse público na educação, como socialista e cidadão digo, afirmo e subsrescrevo, discutir é preciso;
é fundamental que a sociedade e, em particular, os mais directamente envolvidos na definição, construção e implementação de políticas públicas, participem, debatam, contribuam, opinem, se troquem argumentos;
mas é também essencial perceber que o debate não deverá servir para virar do avesso uma qualquer proposta, alterar-lhe sentidos ou perverter princípios, mas contribuir para que as propostas possam ser melhoradas ou reforçadas de acordo com as lógicas de construção de uma política pública;
reafirmo, participar é preciso;
é fundamental que a sociedade e, em particular, os mais directamente envolvidos na definição, construção e implementação de políticas públicas, participem, debatam, contribuam, opinem, se troquem argumentos;
mas é também essencial perceber que o debate não deverá servir para virar do avesso uma qualquer proposta, alterar-lhe sentidos ou perverter princípios, mas contribuir para que as propostas possam ser melhoradas ou reforçadas de acordo com as lógicas de construção de uma política pública;
reafirmo, participar é preciso;
quarta-feira, janeiro 9
da surpresa
trabalhar com grupos/turma de 4º ano, neste minha escola tem trazido com ele duas surpresas;
uma assente na característica de queixinhas que a generalidade dos alunos gosta de evidenciar; fazer queixas disto ou daquilo, deste ou daquela, é uma quase constante e permanente referência nestes grupos; considero eu, e é um juízo pessoal, que esta atitude terá de se incentivada, apoiada e legitimada por adultos com que as crianças de relacionam, seja a família ou o/a docente oficial da turma; era coisa à qual não estava habituado e que desincentivo;
uma outra, mais comparativa com modelos de trabalho pedagógico, diz respeito ao facto de não saberem trabalhar em grupo, isto é, criarem factores de respeito entre os elementos de um mesmo grupo, saberem partilhar objectivos, dividir tarefas, puxar para o mesmo lado; esta uma clarissima surpresa, quando todos temos de trabalhar em grupos, com elementos com quem simpatizamos pouco ou simplesmente não simpatizamos e a escola não habituar aos factores de respeito, tolerância e cooperação;
viver e aprender, mesmo que seja à base da surpresa;
uma assente na característica de queixinhas que a generalidade dos alunos gosta de evidenciar; fazer queixas disto ou daquilo, deste ou daquela, é uma quase constante e permanente referência nestes grupos; considero eu, e é um juízo pessoal, que esta atitude terá de se incentivada, apoiada e legitimada por adultos com que as crianças de relacionam, seja a família ou o/a docente oficial da turma; era coisa à qual não estava habituado e que desincentivo;
uma outra, mais comparativa com modelos de trabalho pedagógico, diz respeito ao facto de não saberem trabalhar em grupo, isto é, criarem factores de respeito entre os elementos de um mesmo grupo, saberem partilhar objectivos, dividir tarefas, puxar para o mesmo lado; esta uma clarissima surpresa, quando todos temos de trabalhar em grupos, com elementos com quem simpatizamos pouco ou simplesmente não simpatizamos e a escola não habituar aos factores de respeito, tolerância e cooperação;
viver e aprender, mesmo que seja à base da surpresa;
terça-feira, janeiro 8
das arrumações
por questões de facilidade de análise e compreensão, gosto de arrumar as coisas em gavetas e perceber que sentido lhes posso atribuir;
penso não ser um pormenor meu, mas faço meu o exemplo, não vá eu cair em excessos sempre perniciosos à escrita e alguém dizer que estarei a exagerar;
seja pela política, de modo mais simplista, entre a esquerda e a direita (afinal o meu PS anda muito ao centro, e bem, digo eu), seja Norte/Sul, seja o que for, há para quase tudo o que me passa pela cabeça uma gaveta onde possa arrumar as ideias e perceber os sentimentos e os sentidos de cada coisa;
isto porque uma vez mais reforço a minha convicção que a blogosfera à minha direita marca pontos claros por estes lados;
se levar em consideração algumas análises que são feitas, aparecem propostas que vão da direita liberal ao ultra radicalismo extremista do PNR (sem medo das palavras);
certamente por falha minha, desconhecimento meu, mas não vejo blogues alinhados neste meu centro a aparecerem, certamente, repito, porque ainda não os referenciei, mas também será certo por falta de oportunidade de escrita e não de argumentos;
mas a direita arruma-se e espalha-se na blogosfera, ganha espaço e protagonismo e aquela que foi a maioria sociológica de esquerda corre o sério risco de se tornar a imensa minoria;
penso não ser um pormenor meu, mas faço meu o exemplo, não vá eu cair em excessos sempre perniciosos à escrita e alguém dizer que estarei a exagerar;
seja pela política, de modo mais simplista, entre a esquerda e a direita (afinal o meu PS anda muito ao centro, e bem, digo eu), seja Norte/Sul, seja o que for, há para quase tudo o que me passa pela cabeça uma gaveta onde possa arrumar as ideias e perceber os sentimentos e os sentidos de cada coisa;
isto porque uma vez mais reforço a minha convicção que a blogosfera à minha direita marca pontos claros por estes lados;
se levar em consideração algumas análises que são feitas, aparecem propostas que vão da direita liberal ao ultra radicalismo extremista do PNR (sem medo das palavras);
certamente por falha minha, desconhecimento meu, mas não vejo blogues alinhados neste meu centro a aparecerem, certamente, repito, porque ainda não os referenciei, mas também será certo por falta de oportunidade de escrita e não de argumentos;
mas a direita arruma-se e espalha-se na blogosfera, ganha espaço e protagonismo e aquela que foi a maioria sociológica de esquerda corre o sério risco de se tornar a imensa minoria;
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política,
sociedade
do mesmo
e talvez mais;
é daquelas coisas que soam a lugar comum, banalidade, mas que é verdade e acontece com mais frequência do que seria de esperar;
não se circunscreve à escola, penso ser algo transversal à sociedade portuguesa, à lógica que alguém já carimbou de tuga, mas na escola é uma evidência de tal modo quotidiana que ainda hoje a ouvi - e de quem não esperava;
quase sempre que se apresentam outras ideias, diferentes daquelas com que sempre se cozinharam os dias e se desfizeram os quotidianos, há quem pergunte se é permitido, se está de acordo com a lei, ou simplesmente afirme, com plena convicção das suas certezas inquestionáveis, que isso não é possível, que não há condições para que isso, ou isto, ou aquilo possa ser feito como está a ser apresentado, proposto, exposto;
acabam-se, em face de outras ideias, a valorizar os problemas em detrimento das possibilidades (já nem sequer digo das soluções) e esperamos pacífica e ordeiramente que alguém (geralmente os governantes) nos digam como fazer, como proceder;
sem ordens externas, vindas de um qualquer chefe ou ente iluminado pela distância hierárquica, somos pouco, valemos pouco e temos receio de avançar, de assumir as nossas ideias, posições ou convicções; e sempre que o fazemos há logo alguém que rotula essas ousadias de impertinência, mau feitio, quezilências pessoais, interesses políticos ou partidários ou apenas e simplesmente de mau feitio;
está difícil, muito mais difícil do que alguma vez imaginei, ultrapassar o circunstancialismo que o Estado Novo nos impôs e determinou assente na anomia pessoal, na subserviência, ou, como J. Gil disse, este "Medo de Existir";
é daquelas coisas que soam a lugar comum, banalidade, mas que é verdade e acontece com mais frequência do que seria de esperar;
não se circunscreve à escola, penso ser algo transversal à sociedade portuguesa, à lógica que alguém já carimbou de tuga, mas na escola é uma evidência de tal modo quotidiana que ainda hoje a ouvi - e de quem não esperava;
quase sempre que se apresentam outras ideias, diferentes daquelas com que sempre se cozinharam os dias e se desfizeram os quotidianos, há quem pergunte se é permitido, se está de acordo com a lei, ou simplesmente afirme, com plena convicção das suas certezas inquestionáveis, que isso não é possível, que não há condições para que isso, ou isto, ou aquilo possa ser feito como está a ser apresentado, proposto, exposto;
acabam-se, em face de outras ideias, a valorizar os problemas em detrimento das possibilidades (já nem sequer digo das soluções) e esperamos pacífica e ordeiramente que alguém (geralmente os governantes) nos digam como fazer, como proceder;
sem ordens externas, vindas de um qualquer chefe ou ente iluminado pela distância hierárquica, somos pouco, valemos pouco e temos receio de avançar, de assumir as nossas ideias, posições ou convicções; e sempre que o fazemos há logo alguém que rotula essas ousadias de impertinência, mau feitio, quezilências pessoais, interesses políticos ou partidários ou apenas e simplesmente de mau feitio;
está difícil, muito mais difícil do que alguma vez imaginei, ultrapassar o circunstancialismo que o Estado Novo nos impôs e determinou assente na anomia pessoal, na subserviência, ou, como J. Gil disse, este "Medo de Existir";
mais
do mesmo;
mas não é o sítio do nosso amigo Nelson, nada disso;
agora, à falta de melhor ou apenas de diferente, resolvem-se as questiúnculas entre professores e alunos com mais um processo disciplinar;
como se outros conseguíssem resolver os problemas que uns não conseguem; como se fosse possível que elementos exteriores (e por vezes estranhos) aos processos, pudessem conferir autoridade a quem não assume os seus poderes;
é mais do mesmo, para que tudo fique na mesma...
mas não é o sítio do nosso amigo Nelson, nada disso;
agora, à falta de melhor ou apenas de diferente, resolvem-se as questiúnculas entre professores e alunos com mais um processo disciplinar;
como se outros conseguíssem resolver os problemas que uns não conseguem; como se fosse possível que elementos exteriores (e por vezes estranhos) aos processos, pudessem conferir autoridade a quem não assume os seus poderes;
é mais do mesmo, para que tudo fique na mesma...
segunda-feira, janeiro 7
da discussão
agora sou eu que digo, nem mais e puxo para a primeira linha a resposta que o Paulo Guinote me deu numa das suas postas;
as escolas precisam da reforma que lhes dê a possibilidade de escolherem se querem ou não autonomia, se querem aderir às “modas” da gestão ou não, se querem ter um Director ou um Conselho Executivo.
Precisam de uma reforma que flexibilize a gestão e aligeira os procedimentos, mas que não obrigue a isso necessariamente..
quando se começa a entrar na questão do que se deve recomendar ou contrapor gostaria de ter escrito isto mesmo; é esta a questão essencial e central neste ou em qualquer processo de autonomia, deixar a escola (os seus elementos, o seu corpo) decidir o que quer, como quer; mais do que equacionar se é um modelo de gestão ou de administração é deixar à consideração as escolas quais os espaços de autonomia que pretende e em função de que resultados ou objectivos;
era uma forma de assumir a diferença das escolas e garantir, pelo respeito por essa diferença, as possibilidade de sermos mais iguais;
e para que isto assim possa acontecer, afinal não seria necessário reequacionar tudo de novo e de princípio, mas apenas regulamentar (mais e melhor) o 115A/98;
as escolas precisam da reforma que lhes dê a possibilidade de escolherem se querem ou não autonomia, se querem aderir às “modas” da gestão ou não, se querem ter um Director ou um Conselho Executivo.
Precisam de uma reforma que flexibilize a gestão e aligeira os procedimentos, mas que não obrigue a isso necessariamente..
quando se começa a entrar na questão do que se deve recomendar ou contrapor gostaria de ter escrito isto mesmo; é esta a questão essencial e central neste ou em qualquer processo de autonomia, deixar a escola (os seus elementos, o seu corpo) decidir o que quer, como quer; mais do que equacionar se é um modelo de gestão ou de administração é deixar à consideração as escolas quais os espaços de autonomia que pretende e em função de que resultados ou objectivos;
era uma forma de assumir a diferença das escolas e garantir, pelo respeito por essa diferença, as possibilidade de sermos mais iguais;
e para que isto assim possa acontecer, afinal não seria necessário reequacionar tudo de novo e de princípio, mas apenas regulamentar (mais e melhor) o 115A/98;
da lógica
ou da falta dela;
desde os finais dos anos 70 e um pouco ao longo de toda a década de 80 se pensou que existia uma forma adequada e correcta de implementar a mudança, mobilizar os intervenientes, ultrapassar os obstáculos;
foi o caso, paradigmático, da revisão curricular implementada em 1989 cá pela terra; experimentou-se primeiro num pequeno número de escolas, definiram-se estratégias, metodologias, objectivos e, depois de bem sacudir o tubo de ensaio, generalizou-se a coisa;
são modelos assentes em racionalidades técnicas, com pouca (ou nenhuma) consideração pelas perspectivas sociais, dos interesses dos envolvidos nessa mudança - por isso se diz que quem não quer a mudança lhe resiste, entre outros mimos;
considerar que a mudança social (e a escola é da dimensão social) tem uma forma de ser implementada é esquecer a multiplicidade de interesses, objectivos, motivações e outras coisas que tais que marcam a nossa escola;
desde os finais dos anos 70 e um pouco ao longo de toda a década de 80 se pensou que existia uma forma adequada e correcta de implementar a mudança, mobilizar os intervenientes, ultrapassar os obstáculos;
foi o caso, paradigmático, da revisão curricular implementada em 1989 cá pela terra; experimentou-se primeiro num pequeno número de escolas, definiram-se estratégias, metodologias, objectivos e, depois de bem sacudir o tubo de ensaio, generalizou-se a coisa;
são modelos assentes em racionalidades técnicas, com pouca (ou nenhuma) consideração pelas perspectivas sociais, dos interesses dos envolvidos nessa mudança - por isso se diz que quem não quer a mudança lhe resiste, entre outros mimos;
considerar que a mudança social (e a escola é da dimensão social) tem uma forma de ser implementada é esquecer a multiplicidade de interesses, objectivos, motivações e outras coisas que tais que marcam a nossa escola;
da neura
há uma semana sem fumo, antecipei-me à lei e procuro largar o vício;
mas ando cá com uma neura...
mas ando cá com uma neura...
domingo, janeiro 6
do comentário
o Paulo Guinote, um colega que não tenho o privilégio de conhecer (com a mesma profissão, da mesma área, História, e com raízes regionais) publicou um comentário interessante em redor desta pretensa discussão pública sobre o novo regime jurídico de etc, etc,;
não resisti e deixei-lhe o meu comentário, que trago para aqui por considerar que há pertinência em se alargar a discussão, e por considerar impertinente o meu comentário;
mas qual será a “reforma (…) que as escolas precisam para melhorar a sua perfomance”;
como dizes e bem, todas as anteriores caíram pela base fruto de inúmeras e diferentes vicissitudes, sejam quais forem as propostas (ou reformas) agradam apenas àqueles que as “inventaram” e a um ou outro elemento;
com R. Carneiro foi o que foi, entre ele e M. Grilo algum deserto e com estes, ficámo-nos pelo quê? daqui a D. Durão outro deserto, e o que é que aconteceu? mexeu-se, remexeu-se e acabou tudo na mesma, isto é, pior;
Será que andamos à espera de um qualquer Sebastião? de algo que agrade a gregos, troianos, a Deus e ao diabo, ao cão e ao gato?
o que temos feito, enquanto docentes, para dizer que esta prática, esta experiência (uma, identificada, nomeada, fulanizada) é correcta, adequada, útil, pertinente? quais os resultados e quais as práticas de uma escola (de uma qualquer) para o combate ao insucesso, ao abandono, ao absentismo?
não resisti e deixei-lhe o meu comentário, que trago para aqui por considerar que há pertinência em se alargar a discussão, e por considerar impertinente o meu comentário;
mas qual será a “reforma (…) que as escolas precisam para melhorar a sua perfomance”;
como dizes e bem, todas as anteriores caíram pela base fruto de inúmeras e diferentes vicissitudes, sejam quais forem as propostas (ou reformas) agradam apenas àqueles que as “inventaram” e a um ou outro elemento;
com R. Carneiro foi o que foi, entre ele e M. Grilo algum deserto e com estes, ficámo-nos pelo quê? daqui a D. Durão outro deserto, e o que é que aconteceu? mexeu-se, remexeu-se e acabou tudo na mesma, isto é, pior;
Será que andamos à espera de um qualquer Sebastião? de algo que agrade a gregos, troianos, a Deus e ao diabo, ao cão e ao gato?
o que temos feito, enquanto docentes, para dizer que esta prática, esta experiência (uma, identificada, nomeada, fulanizada) é correcta, adequada, útil, pertinente? quais os resultados e quais as práticas de uma escola (de uma qualquer) para o combate ao insucesso, ao abandono, ao absentismo?
do público
se há serviço público de educação este é um exemplo;
conseguem ser muito mais que a simples soma aritmética dos elementos envolvidos;
e, a propósito da discussão que aí circula, duas notas para a conversa:
podemos não gostar do modelo, podemos não concordar com a proposta, até podemos arranjar todos os pontos de crítica e recusa, mas a responsabilidade primeira pelo estado a que a coisa chegou é nossa, dos professores; é certo que manietados (em parte por imposição, outra por omissão) pelos governos e pelas políticas; mas não fomos capazes de dar mostra que com outras alternativas é possível fazer mais e melhor; tivemos o decr. lei 43/89 (famoso pela designação, da autonomia), depois modelos que eram novos na gestão e depois novos novos modelos (não é repetição nem gaguez, foram assim designados), depois o 115-A/98 e como ficaram as escolas, que espaços foram criados, que envolvimentos foram definidos, que estruturas foram implementadas, que experiências foram iniciadas, que ousadias foram tomadas? existiram, é verdade, como existem boas propostas, ideias, práticas, mas são, o mais das vezes, avulsas, individuais, fruto da carolice e da perseverança de um ou outro docente, da curiosidade ou da recusa de uma certa conformidade de um ou de outro; mas como se integram estes processos diferentes, inovadores, pontuais na estrutura e na globalidade do funcionamento da escola; como se articulam estes outros modos de fazer com a conformidade instalada em muitos dos conselhos pedagógicos;
como as escolas não fazem, como as escolas não promovem, como as escolas não mostram que é possível fazer de outro modo, há sempre um governante à espreita para dizer como é que se deve fazer; e então perdemos outra oportunidade de mostrar como realmente se faz, como há diferenças boas entre nós (professores, concelhos, alunos, contextos, sítios) e que nos enriquecem e não nos limitam e uniformizam (talvez já tenha faltado mais para o uniforme - que tantos defendem);
depois, concordo que no documento em discussão não estará em causa a escola pública, quer pelo alargamento que é considerado de elementos da comunidade, quer pela perspectiva de resultados que se irão colocar à escola e ao director; também tenho algumas dúvidas quanto a lógicas economicistas, sejam elas decorrentes da eficiência do sistema ou da eficácia de resultados; mas já não tenho grandes dúvidas quanto à assumida confusão entre os conceitos de gestão e administração e como, entre eles, se conjugará a autonomia; talvez possa ser lido que ao director competirá a gestão e ao conselho geral a administração, se assim for duas questões, uma teórica outra prática, a teórica, onde se encaixará a autonomia do fazer, do construir, do ousar ou está-se a pensar que o director muitíssimo dependente de resultados irá arriscar na inovação e na diferença? uma questão mais prática, se a administração fica cingida ao conselho geral imaginem a transposição das lutas, dos conflitos e dos interesses que se têm revelado no BCP para um conselho geral de uma qualquer escola e não é nem ficção, nem querer exagerar;
conseguem ser muito mais que a simples soma aritmética dos elementos envolvidos;
e, a propósito da discussão que aí circula, duas notas para a conversa:
podemos não gostar do modelo, podemos não concordar com a proposta, até podemos arranjar todos os pontos de crítica e recusa, mas a responsabilidade primeira pelo estado a que a coisa chegou é nossa, dos professores; é certo que manietados (em parte por imposição, outra por omissão) pelos governos e pelas políticas; mas não fomos capazes de dar mostra que com outras alternativas é possível fazer mais e melhor; tivemos o decr. lei 43/89 (famoso pela designação, da autonomia), depois modelos que eram novos na gestão e depois novos novos modelos (não é repetição nem gaguez, foram assim designados), depois o 115-A/98 e como ficaram as escolas, que espaços foram criados, que envolvimentos foram definidos, que estruturas foram implementadas, que experiências foram iniciadas, que ousadias foram tomadas? existiram, é verdade, como existem boas propostas, ideias, práticas, mas são, o mais das vezes, avulsas, individuais, fruto da carolice e da perseverança de um ou outro docente, da curiosidade ou da recusa de uma certa conformidade de um ou de outro; mas como se integram estes processos diferentes, inovadores, pontuais na estrutura e na globalidade do funcionamento da escola; como se articulam estes outros modos de fazer com a conformidade instalada em muitos dos conselhos pedagógicos;
como as escolas não fazem, como as escolas não promovem, como as escolas não mostram que é possível fazer de outro modo, há sempre um governante à espreita para dizer como é que se deve fazer; e então perdemos outra oportunidade de mostrar como realmente se faz, como há diferenças boas entre nós (professores, concelhos, alunos, contextos, sítios) e que nos enriquecem e não nos limitam e uniformizam (talvez já tenha faltado mais para o uniforme - que tantos defendem);
depois, concordo que no documento em discussão não estará em causa a escola pública, quer pelo alargamento que é considerado de elementos da comunidade, quer pela perspectiva de resultados que se irão colocar à escola e ao director; também tenho algumas dúvidas quanto a lógicas economicistas, sejam elas decorrentes da eficiência do sistema ou da eficácia de resultados; mas já não tenho grandes dúvidas quanto à assumida confusão entre os conceitos de gestão e administração e como, entre eles, se conjugará a autonomia; talvez possa ser lido que ao director competirá a gestão e ao conselho geral a administração, se assim for duas questões, uma teórica outra prática, a teórica, onde se encaixará a autonomia do fazer, do construir, do ousar ou está-se a pensar que o director muitíssimo dependente de resultados irá arriscar na inovação e na diferença? uma questão mais prática, se a administração fica cingida ao conselho geral imaginem a transposição das lutas, dos conflitos e dos interesses que se têm revelado no BCP para um conselho geral de uma qualquer escola e não é nem ficção, nem querer exagerar;
das procurar
no âmbito do trabalho de sensibilização com grupos do 1º ciclo no âmbito da informática vou procurar dar uma volta aos grupos;
pelas dimensões e pelas características das turmas e também pelas máquinas disponíveis, vou criar novas estratégias e uma outra metodologia de trabalho;
talvez pela criação de pequenos grupos de trabalho (onde se acentuarão lideranças e comportamentos), mediante uma pesquisa orientada (de acordo com temas curriculares e do interesse ou curiosidade dos alunos) possa obter mais resultados, ou pelo menos diferentes;
opto por consolidar competências (pesquisar, organizar as pesquisas, produzir documentos como resultado das pesquisas) mais do que criar novas (e talvez mais frágeis) competências ou conhecimentos;
é de procurar, é de tentar, talvez descubra;
pelas dimensões e pelas características das turmas e também pelas máquinas disponíveis, vou criar novas estratégias e uma outra metodologia de trabalho;
talvez pela criação de pequenos grupos de trabalho (onde se acentuarão lideranças e comportamentos), mediante uma pesquisa orientada (de acordo com temas curriculares e do interesse ou curiosidade dos alunos) possa obter mais resultados, ou pelo menos diferentes;
opto por consolidar competências (pesquisar, organizar as pesquisas, produzir documentos como resultado das pesquisas) mais do que criar novas (e talvez mais frágeis) competências ou conhecimentos;
é de procurar, é de tentar, talvez descubra;
das voltas
isto de andar à procura de uma escrita tem muito que se lhe diga;
o tema a partir do qual procuro escrever chama-se a regulação dos quotidianos, praticamente desde o princípio; e tenho andado empacado com a coisa, as ideias não me fluem como gostaria e ambiciono;
de repente até parece que se fez luz, talvez o problema decorra da relação que procuro criar entre os quotidianos e a (in)disciplina; os primeiros são muito mais abrangentes, implicam a norma, é certo, mas vão muito para além do quotidiano mediante a criação de elementos de subjectivação e de definição das próprias condutas; os segundos (de in-disciplina) ficam-se pelo momento, pela circunstância, pela ocasião, são mais normativos e funcionalistas e morrem quando nascem (na generalidade das situações);
ora procurar analisar os quotidianos educativos ao longo dos últimos trinta anos quase que me obriga a analisar as situações disciplinares, mas não me cingir a elas, procurar perceber como se relacionam conceitos, mas ir além deles;
isto devagarinho vai lá, ou não fosse eu alentejano;
o tema a partir do qual procuro escrever chama-se a regulação dos quotidianos, praticamente desde o princípio; e tenho andado empacado com a coisa, as ideias não me fluem como gostaria e ambiciono;
de repente até parece que se fez luz, talvez o problema decorra da relação que procuro criar entre os quotidianos e a (in)disciplina; os primeiros são muito mais abrangentes, implicam a norma, é certo, mas vão muito para além do quotidiano mediante a criação de elementos de subjectivação e de definição das próprias condutas; os segundos (de in-disciplina) ficam-se pelo momento, pela circunstância, pela ocasião, são mais normativos e funcionalistas e morrem quando nascem (na generalidade das situações);
ora procurar analisar os quotidianos educativos ao longo dos últimos trinta anos quase que me obriga a analisar as situações disciplinares, mas não me cingir a elas, procurar perceber como se relacionam conceitos, mas ir além deles;
isto devagarinho vai lá, ou não fosse eu alentejano;
sexta-feira, janeiro 4
da discussão
sugere-se, em determinados blogues, que se discuta a proposta para o novo regime jurídico da autonomia;
como se assume, em muitos sítios dentro e fora da blogosfera, que a maior parte dos docentes não leu, não está interessada no caso;
pela minha escola houve quem me dissesse que tal coisa não lhe diz respeito, não está interessado em concorrer a director;
e pronto, iniciou-se, uma vez mais, uma discussão entre surdos e mudos;
como se assume, em muitos sítios dentro e fora da blogosfera, que a maior parte dos docentes não leu, não está interessada no caso;
pela minha escola houve quem me dissesse que tal coisa não lhe diz respeito, não está interessado em concorrer a director;
e pronto, iniciou-se, uma vez mais, uma discussão entre surdos e mudos;
de si e do seu contrário
na análise ao novo regime jurídico da autonomia há quem parta de um dado conhecimento organizacional para questionar, inquirir o normativo, o documento em discussão pública;
parte-se, aparentemente, de um conjunto de pressupostos e procura-se neste documento em discussão até que ponto ele corresponde a esses pressupostos, ao conhecimento que se exigiria como estrutura do documento;
provavelmente se partirmos do documento em si e o questionarmos quanto às suas referências, ao modelo que se encontra subjacente, às ideias e valores que se poderão identificar, explícita como implícitamente, chegaremos a conclusões diferentes daquelas que obteremos se partirmos apenas e simplesmente do seu confronto com o conhecimento organizacional;
o documento é um documento político, como tal terá subjacente um conhecimento técnico (organizacional, gestionário, etc), mas reflectirá acima de tudo uma opção;
e uma das que sobressai do documento é o peso (que considero algo excessivo) do director;
é sabido que há escolas e locais onde existem, para escolha, lideranças e conhecimentos capazes de personificar esta figura tutelar agora criada; mas quando ela falha tudo o mais cai por terra, qual castelo de cartas e a escola acabará por ser auto-gerida - como hoje já acontece, de resto;
mais, o peso excessivo do director pode fazer com que a escola, enquanto construção social e harmonização de interesses, possa reflectir um sentido e não os diferentes sentidos que coexistem na escola; situação que será sempre empobrocedora da realidade educativa;
parte-se, aparentemente, de um conjunto de pressupostos e procura-se neste documento em discussão até que ponto ele corresponde a esses pressupostos, ao conhecimento que se exigiria como estrutura do documento;
provavelmente se partirmos do documento em si e o questionarmos quanto às suas referências, ao modelo que se encontra subjacente, às ideias e valores que se poderão identificar, explícita como implícitamente, chegaremos a conclusões diferentes daquelas que obteremos se partirmos apenas e simplesmente do seu confronto com o conhecimento organizacional;
o documento é um documento político, como tal terá subjacente um conhecimento técnico (organizacional, gestionário, etc), mas reflectirá acima de tudo uma opção;
e uma das que sobressai do documento é o peso (que considero algo excessivo) do director;
é sabido que há escolas e locais onde existem, para escolha, lideranças e conhecimentos capazes de personificar esta figura tutelar agora criada; mas quando ela falha tudo o mais cai por terra, qual castelo de cartas e a escola acabará por ser auto-gerida - como hoje já acontece, de resto;
mais, o peso excessivo do director pode fazer com que a escola, enquanto construção social e harmonização de interesses, possa reflectir um sentido e não os diferentes sentidos que coexistem na escola; situação que será sempre empobrocedora da realidade educativa;
da opinião
e mais um blogue que surge na atmosfera eborense - com a particularidade de algumas, muitas, costelas, bejenses;
o compadre florival Pinto, com quem troco galhardetes e ideias nas tarde da Antena Sul, rssolveu vir agora para a blogosfera;
faço votos para que consiga conciliar os inúmeros afazeres com a escrita, como faço votos de muitas e boas postas;
o lado direito eborense anda claramente mais activo - e eu que nunca acreditei em coincidências;
o compadre florival Pinto, com quem troco galhardetes e ideias nas tarde da Antena Sul, rssolveu vir agora para a blogosfera;
faço votos para que consiga conciliar os inúmeros afazeres com a escrita, como faço votos de muitas e boas postas;
o lado direito eborense anda claramente mais activo - e eu que nunca acreditei em coincidências;
quinta-feira, janeiro 3
dos comentários
há dias atrás um dos ilustres cronistas nacionais e da blogosfera, publicou um texto que, à primeira vista, merecerá toda a nossa atenção e alguma concordância;
a ideia ali defendida é, genericamente, que a blogosfera não é um fórum de participação pois não reúne as condições de razoabilidade, crítica e argumentação necessárias, que está polvilhada de egos assoberbados de emoção;
se, por um lado, é razoável o comentário a esta nova cultura do blogue, por outro revela algum receio de uma concorrência emotiva e egocêntrica; isto é, a blogosfera é tudo e não é nada; é um registo diário de ideias e emoções, sensações e opiniões; mas é também crítica e argumentação, razão e perspectiva de crítica social;
certamente que poucos serão aqueles blogues que conseguirão sobreviver à espuma dos dias, ao efémero dos nossos quotidianos, mas, ainda assim, revelam vontades, outras perspectivas e, aparentemente, até provocam análises de semiótica entabuadas com filosofia e crítica literária;
a ideia ali defendida é, genericamente, que a blogosfera não é um fórum de participação pois não reúne as condições de razoabilidade, crítica e argumentação necessárias, que está polvilhada de egos assoberbados de emoção;
se, por um lado, é razoável o comentário a esta nova cultura do blogue, por outro revela algum receio de uma concorrência emotiva e egocêntrica; isto é, a blogosfera é tudo e não é nada; é um registo diário de ideias e emoções, sensações e opiniões; mas é também crítica e argumentação, razão e perspectiva de crítica social;
certamente que poucos serão aqueles blogues que conseguirão sobreviver à espuma dos dias, ao efémero dos nossos quotidianos, mas, ainda assim, revelam vontades, outras perspectivas e, aparentemente, até provocam análises de semiótica entabuadas com filosofia e crítica literária;
do regresso
e, para todos os efeitos, hoje é dia de regresso à rotina da escola, do retorno ao quotidiano da normalidade; levantar cedo, levar filhos à escola, ir também eu para a escolinha, prepapar mais um período, este excepcionalmente curto;
é o mundo que regressa à sua normalidade;
é o mundo que regressa à sua normalidade;
dos modelos
aproveitei a pausa pedagógica do Natal e entre filhozes e bolo rei, dei uma vista de olhos ao novo regime jurídico de autonomia, gestão e administração dos estabelecimentos públicos de educação, só o título já cansa;
três ideias, soltas, no meio de outras que possam aparecer por aí:
a) não me assusta, nem considero que seja um papão que venha colocar em causa a democraticidade da escola ou dos seus mecanismos de funcionamento; é certo que faz depender excessivamente a dinâmica organizacional da figura do director, mas enfim, não é já assim?!;
b) colocam-se-me algumas dúvidas quanto ao funcionamento e à operacionalidade do conselho geral; não estamos, professores e técnicos, habituados a uma politização das estruturas e esta implica uma assumida politização (nada de confusões com partidos, política implica a discussão das ideias e das opções, dos sentidos e dos modelos, implica discussão, coisa com a qual os professores, fora do seu circulo, lidam com dificuldade); o anterior modelo (115-A/98) privilegiava uma distribuição tripartida que agora se esbate em dois órgãos;
c) para já a última nota, designar o director sem conhecimento de quem serão os seus assessores é votar no escuro, ainda que tenha de apresentar um plano de trabalho o desconhecimento de quem o implementa, os seus modos e as suas valorizações, pode condicionar a escolha;
em rodapé, achei curiosa a referência que um dos objectivos é assegurar a disciplina; curiosa porque é a primeira vez que se assume que compete à escola determinar os seus instrumentos e mecanismos de disciplinação colectiva (antes eram da quase que exclusiva responsabilidade do Estado Central que apenas deixava franjas à escola para este seu exercício); curiosa também porque é a assunção de um dos ramos da autonomia decretada;
três ideias, soltas, no meio de outras que possam aparecer por aí:
a) não me assusta, nem considero que seja um papão que venha colocar em causa a democraticidade da escola ou dos seus mecanismos de funcionamento; é certo que faz depender excessivamente a dinâmica organizacional da figura do director, mas enfim, não é já assim?!;
b) colocam-se-me algumas dúvidas quanto ao funcionamento e à operacionalidade do conselho geral; não estamos, professores e técnicos, habituados a uma politização das estruturas e esta implica uma assumida politização (nada de confusões com partidos, política implica a discussão das ideias e das opções, dos sentidos e dos modelos, implica discussão, coisa com a qual os professores, fora do seu circulo, lidam com dificuldade); o anterior modelo (115-A/98) privilegiava uma distribuição tripartida que agora se esbate em dois órgãos;
c) para já a última nota, designar o director sem conhecimento de quem serão os seus assessores é votar no escuro, ainda que tenha de apresentar um plano de trabalho o desconhecimento de quem o implementa, os seus modos e as suas valorizações, pode condicionar a escolha;
em rodapé, achei curiosa a referência que um dos objectivos é assegurar a disciplina; curiosa porque é a primeira vez que se assume que compete à escola determinar os seus instrumentos e mecanismos de disciplinação colectiva (antes eram da quase que exclusiva responsabilidade do Estado Central que apenas deixava franjas à escola para este seu exercício); curiosa também porque é a assunção de um dos ramos da autonomia decretada;
quarta-feira, janeiro 2
da colaboração
dei início, no dia de hoje, a uma colaboração entre a minha pessoa, mais rigorosamente, a minha escrita, e o jornal on-line Notícias Alentejo;
faço-o numa fase de reconfiguração e de redefinição (a ver vamos se também de opções) que o jornal adopta; saem uns, entram outros, o importante é a perseverança e a tenacidade de se procurarem caminhos para uma imprensa local e regional seriamente condicionada;
condicionada pelo mercado comercial, claramente exíguo; mas também pelos poderes instituídos, mesmo os da comunicação social, que nunca vêm com bons olhos o aparecimento de novas apostas; ou mesmo dos profissionais, quase sempre certos de si e senhores da sua ciência e sapiência que rapidamente se minam uns aos outros...
mas também condicionada pelas capacidades críticas, pela capacidade de escrita, pelos comentários e pelos comentadores;
em face desta minha colaboração a política neste espaço vem depois da publicação, como reservo para aqui assuntos mais educativos, escolares;
é uma divisão do espaço e da escrita;
a ver vamos como corre;
faço-o numa fase de reconfiguração e de redefinição (a ver vamos se também de opções) que o jornal adopta; saem uns, entram outros, o importante é a perseverança e a tenacidade de se procurarem caminhos para uma imprensa local e regional seriamente condicionada;
condicionada pelo mercado comercial, claramente exíguo; mas também pelos poderes instituídos, mesmo os da comunicação social, que nunca vêm com bons olhos o aparecimento de novas apostas; ou mesmo dos profissionais, quase sempre certos de si e senhores da sua ciência e sapiência que rapidamente se minam uns aos outros...
mas também condicionada pelas capacidades críticas, pela capacidade de escrita, pelos comentários e pelos comentadores;
em face desta minha colaboração a política neste espaço vem depois da publicação, como reservo para aqui assuntos mais educativos, escolares;
é uma divisão do espaço e da escrita;
a ver vamos como corre;
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