as coisas que se aprendem pelos jornais;
cá pela terra, na passada semana (4ª feira, 20), o jornal da terra trazia uma referência elucidativa dos interesses e seus cruzamentos, dos papéis que se assumem, das atitudes que se tomam;
uma imagem vale mais que mil palavras, não é o que dizem??
segunda-feira, fevereiro 25
quinta-feira, fevereiro 21
da dúvida
entre uma e outra das considerações, entre as margens da lei, fico com a sensação que algumas escolas (espero que não todas, nem a maioria) tenham caído na lógica do desenrasca, do reforço da ilhota, da criação de refúgios e abrigos, do auto-isolamento, do acentuar da distanciação à realidade;
começa a ser o desenrasca a imperar;
começa a ser o desenrasca a imperar;
da lei
há medidas de política educativa que até podiam fazer sentido e ter alguma pertinência - se fossem pensadas e faseadas, discutidas e informadas;
adoptando uma postura de colocar a carroça à frente dos bois e ver para onde vai, cai-se em lógicas de darwinismo social, onde sobreviverão apenas uns quantos, os que se adaptarem;
é o maior risco que reconheço a esta política educativa, a de colocarem a escola à frente dos leões a ver se se safa (ainda por cima de mãos a abanar);
adoptando uma postura de colocar a carroça à frente dos bois e ver para onde vai, cai-se em lógicas de darwinismo social, onde sobreviverão apenas uns quantos, os que se adaptarem;
é o maior risco que reconheço a esta política educativa, a de colocarem a escola à frente dos leões a ver se se safa (ainda por cima de mãos a abanar);
das margens
a política sempre esteve presente nos corredores e nas salas de uma qualquer escola; ainda que implicitamente, ainda que à boca pequenina, ainda que sub-repticiamente, ainda que circunscrita a alguns defensores assumidos de ideias, atitudes, valores; mas a política sempre marcou presença, pelos modos e lógicas de organização, pela cultura que veicula, pela distribuição de recursos, pelas hierarquias pressupostas;
agora, se há coisas que o legislador conseguiu, foi trazer a política educativa e escolar para a boca de cena;
a política, o conjunto de opções, as ideias e os valores que estão presentes no discurso dos docentes, deixou de estar circunscrito ao rio, galgou as suas margens e visibilizam-se todo um conjunto de fragilidades (conceptuais, valorativas, profissionais) tal qual a natureza das coisas;
agora, se há coisas que o legislador conseguiu, foi trazer a política educativa e escolar para a boca de cena;
a política, o conjunto de opções, as ideias e os valores que estão presentes no discurso dos docentes, deixou de estar circunscrito ao rio, galgou as suas margens e visibilizam-se todo um conjunto de fragilidades (conceptuais, valorativas, profissionais) tal qual a natureza das coisas;
quarta-feira, fevereiro 20
da retórica
a partir desta referência, um apontamento que vai atrás dele;
queremos medidas e legislação; processos normativos que permitam enquadrar o que se faz, justicar as intenções e ir ao encontro de gregos e troianos, dos altos e dos baixos, do interior e do litoral, da cidade cosmopolita ao pequeno burgo;
depois, quando temos todas essas coisas, dizemos mal, criticamos, discutimos, justificamos que não é compatível, execuível, operacionável;
e pedimos outras medidas, outra legislação, outras políticas, outro governo, para voltar tudo ao princípio, como se não tivemos passado, não tivessemos deixado rasto do que fizemos ou do que fazemos;
vivemos entre a retórica legitimativa e a justificativa, mas o predicado é mais compensatório do que qualquer outra coisa;
queremos medidas e legislação; processos normativos que permitam enquadrar o que se faz, justicar as intenções e ir ao encontro de gregos e troianos, dos altos e dos baixos, do interior e do litoral, da cidade cosmopolita ao pequeno burgo;
depois, quando temos todas essas coisas, dizemos mal, criticamos, discutimos, justificamos que não é compatível, execuível, operacionável;
e pedimos outras medidas, outra legislação, outras políticas, outro governo, para voltar tudo ao princípio, como se não tivemos passado, não tivessemos deixado rasto do que fizemos ou do que fazemos;
vivemos entre a retórica legitimativa e a justificativa, mas o predicado é mais compensatório do que qualquer outra coisa;
dos saberes
em tempos de discussão de ideias e valores, um apontamento bem interessante que desliza entre os saberes e as competências profissionais;
talvez ajude a pensar sobre que profissional procuramos ser e construir;
talvez ajude a pensar sobre que profissional procuramos ser e construir;
do local
tenho dúvidas sobre o que se seguirá na política local;
as arrumações estão aparentemente definidas e as autorizações dadas;
as expectativas são escassas, tal é o panorama mais ou menos definido;
os pormenores poderão fazer alguma diferença, mesmo percentual em dia de voto, mas não conto com elas;
as arrumações estão aparentemente definidas e as autorizações dadas;
as expectativas são escassas, tal é o panorama mais ou menos definido;
os pormenores poderão fazer alguma diferença, mesmo percentual em dia de voto, mas não conto com elas;
das soluções
para quem não sabe até as soluções são problema;
para quem não quer, remoer soluções pode ser um problema;
ele há coisas que é difícil identificar e mais difícil de perceber - pelo menos para a minha pessoa;
para quem não quer, remoer soluções pode ser um problema;
ele há coisas que é difícil identificar e mais difícil de perceber - pelo menos para a minha pessoa;
segunda-feira, fevereiro 18
do movimento
ele já era sabido (e conhecido de uns quantos) que as tecnologias tanto servem um como o outro lado, uns como outros interesses, tanto servem para isto como para aquilo;
ora aqui está o movimento de professores (e do que mais?) a arregimentar interesses, a colectivizar situações, a mobilizar opiniões, a organizar acções;
isto está giro, tá...
ora aqui está o movimento de professores (e do que mais?) a arregimentar interesses, a colectivizar situações, a mobilizar opiniões, a organizar acções;
isto está giro, tá...
da chuva
em dias de chuva aumenta a circulação do pessoal, os atritos e sempre alguma confusão pelo amalgamar das gentes;
nada que não se resolva, mas o sol faz bem melhor que a chuva à escola - e não só;
nada que não se resolva, mas o sol faz bem melhor que a chuva à escola - e não só;
do tempo
ele disse que há 11 anos era o lider e que se dispõe a continuar;
ou faltam as alternativas, ou são mortas antes de nascer ou simplesmente ...
pronto, ficamos assim...
ou faltam as alternativas, ou são mortas antes de nascer ou simplesmente ...
pronto, ficamos assim...
das dificuldades
ele há coisas em que os factos são incontornáveis;
a qualidade de vida alentejana não é compaginável com trovoadas;
sempre que há trovoada lá se vai a luz, as oscilações são constantes e os riscos dos equipamentos se danificarem enormes;
é a qualidade destas bandas
a qualidade de vida alentejana não é compaginável com trovoadas;
sempre que há trovoada lá se vai a luz, as oscilações são constantes e os riscos dos equipamentos se danificarem enormes;
é a qualidade destas bandas
domingo, fevereiro 17
das medidas
na discussão que perpassa pela net, nomeadamente na área da educação, entre o acalorado das opiniões e o fervilhar de alguns argumentos, há duas ideias que não descortino, quase de certeza por inépcia da minha parte;
1, quais as alternativas propostas ao presente modelo de políticas educativas;
2, qual o papel concebido para a escola e para os professores no contexto dos desafios sociais de princípio de século;
posso criticar a avaliação ou a gestão, discutir o estatuto do aluno ou a acção social escolar; mas tudo isto se insere num dado modelo de políticas educativas que ora considera e valoriza a escola pública ora a procura privatizar (cada qual com as suas nuances);
entre as políticas e a discussão, o que não perspectivo, na generalidade dos comentários, é o papel da escola - assegurar que seja o mesmo de sempre (ensinar a ler, escrever e contar), garantir a escolarização de problemas sociais (alcoolismo, drogas, sexualidades, comportamentos), incentivar a autonomia ou promover a fábrica, integrar no espaço europeu ou valorizar o orgulhosamente sós, valorizar as hierarquias ou as redes;
1, quais as alternativas propostas ao presente modelo de políticas educativas;
2, qual o papel concebido para a escola e para os professores no contexto dos desafios sociais de princípio de século;
posso criticar a avaliação ou a gestão, discutir o estatuto do aluno ou a acção social escolar; mas tudo isto se insere num dado modelo de políticas educativas que ora considera e valoriza a escola pública ora a procura privatizar (cada qual com as suas nuances);
entre as políticas e a discussão, o que não perspectivo, na generalidade dos comentários, é o papel da escola - assegurar que seja o mesmo de sempre (ensinar a ler, escrever e contar), garantir a escolarização de problemas sociais (alcoolismo, drogas, sexualidades, comportamentos), incentivar a autonomia ou promover a fábrica, integrar no espaço europeu ou valorizar o orgulhosamente sós, valorizar as hierarquias ou as redes;
da manutenção
esta indicação, mais parece uma referência do presidente do clube da bola a garantir que o treinador é para manter;
tudo bem, ainda que se possam questionar resultados, exibições, tácticas e opções;
mas, pelo menos, que se reveja o tacto com que as coisas são feitas e tratadas, o tino com que se apresentam medidas, o discurso da justificação das coisas e, já agora, a articulação entre a equipa técnica, treinador principal e adjuntos, é que parece não se entenderem;
tudo bem, ainda que se possam questionar resultados, exibições, tácticas e opções;
mas, pelo menos, que se reveja o tacto com que as coisas são feitas e tratadas, o tino com que se apresentam medidas, o discurso da justificação das coisas e, já agora, a articulação entre a equipa técnica, treinador principal e adjuntos, é que parece não se entenderem;
do contexto
repito e volto a repetir, somos nós e o nosso contexto, um dos elementos essenciais para a estruturação de um qualquer conhecimento;
há outras relações a considerar (com o conhecimento existente, com o outro, linguagem, poder, entre outros);
mas o contexto, marcado por um espaço e um tempo, determina, em muito, o que se conhece, como se conhece para que se conhece; em mim determina também o que escrevo e como escrevo;
a alteração do contexto caracteriza a minha escrita, permite identificar pontos de alteração;
ainda bem, sinto-me gente;
há outras relações a considerar (com o conhecimento existente, com o outro, linguagem, poder, entre outros);
mas o contexto, marcado por um espaço e um tempo, determina, em muito, o que se conhece, como se conhece para que se conhece; em mim determina também o que escrevo e como escrevo;
a alteração do contexto caracteriza a minha escrita, permite identificar pontos de alteração;
ainda bem, sinto-me gente;
sexta-feira, fevereiro 15
zangado, azedo, farto
há quem diga que ando zangado, que esteja azedo ou simplesmente farto;
direi que estou tudo isso e nada disso;
estou zangado com os deuses que me fazem andar por estes mares sempre navegados;
azedo com os ares e farto das incompetências...
direi que estou tudo isso e nada disso;
estou zangado com os deuses que me fazem andar por estes mares sempre navegados;
azedo com os ares e farto das incompetências...
do namoro
uma colega, directora de turma, anda seriamente preocupada com um casal da sua turma de 9º ano;
ouvia tecer os seus comentários, apresentar uma ou outra situação, dar conta da interferência nos resultados escolares;
passado pouco tempo tive oportunidade de presenciar um momento desse namoro;
não sou propriamente susceptível, mas fiquei impressionado;
ouvia tecer os seus comentários, apresentar uma ou outra situação, dar conta da interferência nos resultados escolares;
passado pouco tempo tive oportunidade de presenciar um momento desse namoro;
não sou propriamente susceptível, mas fiquei impressionado;
falta de escrita
entretido com outras escritas, passo por aqui para admirar a paisagem, descansar o olhar e o espírito, procurar outras ideias, ver como param as modas;
isto, em particular a área da educação, anda mesmo confuso, por vezes mesmo incoerente quando não inconsequente; seja nas ideias políticas (que não se percebem muito bem como se articulam), seja nas justificações apresentadas (mais parecem chorrilhos legitimativos), seja nos blogues onde, entre ideias e concepções de escola se chocalham princípios e valores, sentidos e opções; para depois tudo ser ao contrário;
será fruto dos tempos ou apenas dos interesses?
isto, em particular a área da educação, anda mesmo confuso, por vezes mesmo incoerente quando não inconsequente; seja nas ideias políticas (que não se percebem muito bem como se articulam), seja nas justificações apresentadas (mais parecem chorrilhos legitimativos), seja nos blogues onde, entre ideias e concepções de escola se chocalham princípios e valores, sentidos e opções; para depois tudo ser ao contrário;
será fruto dos tempos ou apenas dos interesses?
segunda-feira, fevereiro 11
da confusão
mas a conversa do senhor secretário de estado e a múltiplas interpretações passíveis de existência própria, são também evidência da manifesta confusão em que graça o Ministério da Educação;
não foi alvo de remodelação por razões de todos desconhecidas, mas que há confusão, desculpem lá qualquer coisinha, mas há mesmo;
não foi alvo de remodelação por razões de todos desconhecidas, mas que há confusão, desculpem lá qualquer coisinha, mas há mesmo;
da conversa
desculpem lá qualquer coisinha, mas a propósito do que o senhor secretário de estado teve oportunidade de dizer e reafirmado no sítio do polvo, referente à avaliação de desempenho, tenho a dizer:
houve um que falou e houve mais de 100 mil interpretações e entendimentos;
ao qual se pode chegar à brilhante conclusão que cada qual ouve o que quer e como quer;
houve um que falou e houve mais de 100 mil interpretações e entendimentos;
ao qual se pode chegar à brilhante conclusão que cada qual ouve o que quer e como quer;
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