domingo, fevereiro 17

da manutenção

esta indicação, mais parece uma referência do presidente do clube da bola a garantir que o treinador é para manter;
tudo bem, ainda que se possam questionar resultados, exibições, tácticas e opções;
mas, pelo menos, que se reveja o tacto com que as coisas são feitas e tratadas, o tino com que se apresentam medidas, o discurso da justificação das coisas e, já agora, a articulação entre a equipa técnica, treinador principal e adjuntos, é que parece não se entenderem;

do contexto

repito e volto a repetir, somos nós e o nosso contexto, um dos elementos essenciais para a estruturação de um qualquer conhecimento;
há outras relações a considerar (com o conhecimento existente, com o outro, linguagem, poder, entre outros);
mas o contexto, marcado por um espaço e um tempo, determina, em muito, o que se conhece, como se conhece para que se conhece; em mim determina também o que escrevo e como escrevo;
a alteração do contexto caracteriza a minha escrita, permite identificar pontos de alteração;
ainda bem, sinto-me gente;

sexta-feira, fevereiro 15

zangado, azedo, farto

há quem diga que ando zangado, que esteja azedo ou simplesmente farto;
direi que estou tudo isso e nada disso;
estou zangado com os deuses que me fazem andar por estes mares sempre navegados;
azedo com os ares e farto das incompetências...

do namoro

uma colega, directora de turma, anda seriamente preocupada com um casal da sua turma de 9º ano;
ouvia tecer os seus comentários, apresentar uma ou outra situação, dar conta da interferência nos resultados escolares;
passado pouco tempo tive oportunidade de presenciar um momento desse namoro;
não sou propriamente susceptível, mas fiquei impressionado;

falta de escrita

entretido com outras escritas, passo por aqui para admirar a paisagem, descansar o olhar e o espírito, procurar outras ideias, ver como param as modas;
isto, em particular a área da educação, anda mesmo confuso, por vezes mesmo incoerente quando não inconsequente; seja nas ideias políticas (que não se percebem muito bem como se articulam), seja nas justificações apresentadas (mais parecem chorrilhos legitimativos), seja nos blogues onde, entre ideias e concepções de escola se chocalham princípios e valores, sentidos e opções; para depois tudo ser ao contrário;
será fruto dos tempos ou apenas dos interesses?

segunda-feira, fevereiro 11

da confusão

mas a conversa do senhor secretário de estado e a múltiplas interpretações passíveis de existência própria, são também evidência da manifesta confusão em que graça o Ministério da Educação;
não foi alvo de remodelação por razões de todos desconhecidas, mas que há confusão, desculpem lá qualquer coisinha, mas há mesmo;

da conversa

desculpem lá qualquer coisinha, mas a propósito do que o senhor secretário de estado teve oportunidade de dizer e reafirmado no sítio do polvo, referente à avaliação de desempenho, tenho a dizer:
houve um que falou e houve mais de 100 mil interpretações e entendimentos;
ao qual se pode chegar à brilhante conclusão que cada qual ouve o que quer e como quer;

sábado, fevereiro 9

da lógica

era bom que, de quando em vez, a lógica nacional tivesse lógica e a sequência de pensar, conhecer, formar, implementar e avaliar funcionasse;
pessoalmente não conheço nenhum projecto que, seguida a sequência, tivesse chegado ao fim;
esta lógica nacional, de fazer as coisas certinhas e de acordo com lógicas e racionalidades técnicas é a melhor desculpa para não se fazer nada, estar quieto, adiar, deixar andar;

sexta-feira, fevereiro 8

dos arquipélagos

existirão muitas coisas más na legislação da avaliação do desempenho docente (algumas largamente identificadas na blogosfera educativa);
mas também há algumas boas - porventura inesperadas;
aqui por estas bandas (Alentejo Central) algumas das escolas (conselhos executivos, entenda-se) reuniram-se informal e oficiosamente para perceberem como cada uma está a reagir ao processo, como se organizou, o que está a fazer, quais as reacções;
não tem sido este o hábito; geral e genericamente cada qual reage como pode, sabe, quer ou lhe é permitido, constituindo-se este sistema educativo como um conjunto imenso de ilhas e ilhotas;
talvez com este problema se tenha encontrado uma oportunidade das ilhas passarem a arquipélagos; será?

do tempo

está um tempo, por estes lados, maravilhoso;
induz a escrever coisas bonitas, redondinhas, coloridas, soubesse eu escrever tudo isso;
as árvores do carnaval (não sei qual o seu nome) emprestam um colorido forte às bermas das estradas, parece que o Sol se baixou para apreciar o momento e deixou por aqui alguma da sua luz;

ver e rever

diz Manuel Alegre que não se revê neste PS;
mas dá indicações de pormenores onde se revê;
pergunto ao senhor, se me é permitido, onde é que não se revê? na prática política, no ideário socialista, na lógica ideológica, na acção pública da governação; nos princípios e valores sustentados?
em que se revê o senhor? em que partido(s)? noutro espaços, imaginados ou redescobertos?
penso que talvez haja alguma confusão (propositada? deliberada? negocial?) entre uma acção de governação (assumidamente social democrata pelo lado da prática governativa) e um ideário (ideologia) em que a primeira se devia enquadrar;
mas, estou certo, que saberá destrinçar espaços de acção e esferas de intervenção;

quinta-feira, fevereiro 7

da oficina

não tive problemas, nem com o carro, nem comigo, mas, por entre amigos e curiosidades, alarguei o meu espaço de leitura e passei por esta oficina.
gostei, vale a pena;

do eu

para não me perder, para não dizer que me falta o tempo (é meu hábito dizer que só não tenho tempo para aquilo que não me interessa) tive de organizar uma folha de trabalho;
varia entre uma lista de verificação e uma lista de objectivos;
mas vou pela organização, pela seriação de prioridades, pela obtenção de resultados em face do que tenho para fazer uma vez que as solicitações apertam, diversificam-se e as horas permanecem iguais;

do espírito

para o que se diz, para o que se escreve, para o que se insinua sobre a universidade de Évora, aquela que é do Espírito Santo, atente-se nas palavras de quem está por dentro;

dos objectivos

entre a diversidade de critérios, situações, conhecimento, compreensão tenho de reconhecer a minha surpresa pela diversidade do que se encontra e, muito particularmente, do que se houve;
a avaliação de desempenho mais não é e mais não faz do que destacar as diversidades, heterogeneidades, multiplicidades de pessoas, interesses, situações e opções que existem no sistema educativo;
é bom, é sim senhor; mas é revelador da manifesta impossibilidade de uniformizar tudo e de meter todos dentro do mesmo saco;
consequência, divide-se para reinar;

do espaço

casa cheia;
aproximam-se avaliações e o espaço enche de diversidades de interesses, curiosisdades, necessidades e objectivos;
o pessoal flutua, varia de acordo com a época do ano; como variam os interesses e os objectivos que colocam na utilização do espaço;
é engraçado ver a flutuação deste espaço;

quarta-feira, fevereiro 6

do umbigo

efectivamente ando distraído, mas não serei só eu - valha-me isso;
é que não tinha reparado nesta entrada da Prof. Ana Maria e não reparei em comentários ou considerações sobre ela em nenhum dos blogues que frequento;
certamente erro meu; mas fico com a sensação que andamos muito preocupados com o nosso (?) umbigo e andamos a esquecer pequenos pormenores, coisas de nada, mas que fazem toda a diferença, esta da escola não ser democrática é uma delas, p. e.

segunda-feira, fevereiro 4

da acumulação

há quem se preocupe com a acumulação de cargos, em particular entre deputado e advogado;
mas não há preocupações quando os deputados são docentes universitários? ou assessores?
das duas três; ou vai pagar o justo pelo pecador, ou se extremam posições caindo-se no radicalizar de situações que nada rectificam ou, finalmente, depois de grandes mexidas, ficará tudo na mesma;

da selecção

estarei, quase de certeza, senão errado pelo menos equivocado, ao afirmar que não é apenas a escola que, de acordo com notícias passadas, é selectiva;
muito provavelmente a blogosfera (educativa, entenda-se) andaria mais preocupada com a avaliação de desempenho, a definição de objectivos do que propriamente com a selecção de alunos e deixou, sem querer, passar esta notícia;

domingo, fevereiro 3

das coisas

ele há coisas que apenas com alguma distância nos conseguimos perceber e rir;
geralmente os miúdos deliciam-se com carros, motas, sexo e coisa e tal;
contudo, tenho um aluno em que os seus olhinhos brilham, o rosto se ilumina, o sorriso se rasga sempre que começa a falar de... tractores, isso mesmo, tractores;