entre as últimas há sempre uma ideia ou outra que desperta alguma curiosidade;
no contexto da cartografia do conceito de disciplina na escola pública e em face de tantos e tão dispersas referências, resolvi arrumá-los em 4 cantos, 4 gavetas que me permitem perceber que conceitos se cruzam, que ideias e valores se veiculam, que modelos pedagógico-sociais se perspectivam;
foi um final de ano até algo produtivo, apesar das intermitências de escrita;
segunda-feira, dezembro 31
das útlimas
damos as últimas neste último dia de 2007;
por mim mudo de caderno, fecho o deste ano, resumo ideias e alguns apontamentos e avanço para um novo, de 2008;
já assumi posições radicais, não deixei nada para a última badalada e desde ontem que volto a tentar deixar de fumar;
já lá vão pouco mais de 12h sem cigarros, alguma ansiedade e algum desconforto; a ver vamos como me porto;
nada melhor que acabar 2007; está esgotado, venha um novo dia, um novo ano e com ele outros desafios;
BOM ANO DE 2008, mais que estarmos feito num 8, que seja um ano assim mesmo, redondinho;
por mim mudo de caderno, fecho o deste ano, resumo ideias e alguns apontamentos e avanço para um novo, de 2008;
já assumi posições radicais, não deixei nada para a última badalada e desde ontem que volto a tentar deixar de fumar;
já lá vão pouco mais de 12h sem cigarros, alguma ansiedade e algum desconforto; a ver vamos como me porto;
nada melhor que acabar 2007; está esgotado, venha um novo dia, um novo ano e com ele outros desafios;
BOM ANO DE 2008, mais que estarmos feito num 8, que seja um ano assim mesmo, redondinho;
domingo, dezembro 30
do balanço
esta altura é propícia a balanços;
o que ficou por fazer, o que foi feito, o que se perspectiva fazer etc., etc,
nesta altura e neste local, apenas duas referências;
o que passou passou e saudades apenas do futuro, como diria o poeta e um valente amigo;
para a frente apenas os desejos de saúde, paciência e aquilo que dá força ao entendimento do quotidiano, do nosso dia-a-dia;
pessoalmente e até daqui a um ano, vou tentar terminar três dos capítulos que me consomem (um sobre a genealogia do conceito, outro sobre os instrumentos e outro sobre a regulação social), isto é todos aqueles que não se relacionam de perto (nem de longe) com o trabalho de campo da minha tese; como irei procurar concluir todo o trabalho de campo;
tudo o mais, logo se verá;
o que ficou por fazer, o que foi feito, o que se perspectiva fazer etc., etc,
nesta altura e neste local, apenas duas referências;
o que passou passou e saudades apenas do futuro, como diria o poeta e um valente amigo;
para a frente apenas os desejos de saúde, paciência e aquilo que dá força ao entendimento do quotidiano, do nosso dia-a-dia;
pessoalmente e até daqui a um ano, vou tentar terminar três dos capítulos que me consomem (um sobre a genealogia do conceito, outro sobre os instrumentos e outro sobre a regulação social), isto é todos aqueles que não se relacionam de perto (nem de longe) com o trabalho de campo da minha tese; como irei procurar concluir todo o trabalho de campo;
tudo o mais, logo se verá;
dos anos
um amigo - nesta mesma consideração - que por aqui fiz faz agora anos de por aqui andar;
somos diferentes, é verdade, pelas experiências, pelos contextos, até mesmo pelas ideologias escolares, educativas e políticas que nos separam;
mas não são suficientes para separar uma amizade que se construiu e firmou com base nessa mesma diferença;
votos de muitos e bons, a começar já por este que se aproxima, o de 2008, com tudo de bom para ti, meu amigo, e para as senhoras que te acompanham;
somos diferentes, é verdade, pelas experiências, pelos contextos, até mesmo pelas ideologias escolares, educativas e políticas que nos separam;
mas não são suficientes para separar uma amizade que se construiu e firmou com base nessa mesma diferença;
votos de muitos e bons, a começar já por este que se aproxima, o de 2008, com tudo de bom para ti, meu amigo, e para as senhoras que te acompanham;
sexta-feira, dezembro 28
dos livros
é sabido que o mercado editoral nacional anda a mexer como, muito provavelmente, nunca o tinha sentido antes;
aquele grupo que já possuiu a TVI dedica-se agora à compra de editoras - já lá vão 5, gaialivro, caminho, d. quixote, texto e asa, se não estiver a cometer enganos;
e, segundo rezam as crónicas do circuito, após a consolidação do novo grupo já se fala em nova venda a grupo desta feita internacional;
e o problema é que esta concentração e a acção se faz sentir no mercado;
as pequenas editoras, que tinham a vantagem da independência editorial e que criavam nichos de mercado ou fecham ou se esgotam; mesmo as maiores, caso da livraria leitura onde fiquei deveras surpreendido pelo downsizing sofrido, sentem os reflexos das mexidas editoriais e empresariais;
a ver vamos onde esta actividade nos leva e quais as consequências para o consumidor - onde cada vez mais se acentua a vantagem de utilizar a Net para a compra de livros - onde ficará o mercado de proximidade, a possibilidade de manusear o livro antes o comprar?
aquele grupo que já possuiu a TVI dedica-se agora à compra de editoras - já lá vão 5, gaialivro, caminho, d. quixote, texto e asa, se não estiver a cometer enganos;
e, segundo rezam as crónicas do circuito, após a consolidação do novo grupo já se fala em nova venda a grupo desta feita internacional;
e o problema é que esta concentração e a acção se faz sentir no mercado;
as pequenas editoras, que tinham a vantagem da independência editorial e que criavam nichos de mercado ou fecham ou se esgotam; mesmo as maiores, caso da livraria leitura onde fiquei deveras surpreendido pelo downsizing sofrido, sentem os reflexos das mexidas editoriais e empresariais;
a ver vamos onde esta actividade nos leva e quais as consequências para o consumidor - onde cada vez mais se acentua a vantagem de utilizar a Net para a compra de livros - onde ficará o mercado de proximidade, a possibilidade de manusear o livro antes o comprar?
do andante
e hoje estreei o andante, de um lado para o outro, o prazer e o privilégio de ver o Porto com a despreocupação de outros me conduzirem e não ter que me irritar pelo estacionamento;
um andamento a repetir mais vezes,
um andamento a repetir mais vezes,
quinta-feira, dezembro 27
do meio
Évora estava a meio gás, ou nem tanto, perdida entre a consoada de Natal e os preparativos da passagem de ano;
as ruas quasi desertas de gentes, cheia dos enfeites que marcam a quadra; queixas disto e daquilo, comentários assim e de outro modo;
agora é um tempo em que descanço da escola e do meu trabalho, quando não mesmo de mim;
as ruas quasi desertas de gentes, cheia dos enfeites que marcam a quadra; queixas disto e daquilo, comentários assim e de outro modo;
agora é um tempo em que descanço da escola e do meu trabalho, quando não mesmo de mim;
do rumo
rumei a norte para estar e ver amigos e amizades;
como as coisas são diferentes; a paisagem, a arquitectura, a organização dos espaços;
como as coisas são semelhantes, as gentes, os modos, as decorações de Natal;
no meio de uns e de outros valorizamos aquilo que queremos ou que pudemos;
gosto de valorizar as pessoas, de sentir os seus modos e os seus hábitos, mais do que procurar as diferenças;
é nestas diferenças que conseguimos perceber as semelhanças e perceber como somos, de que massa somos feitos;
como as coisas são diferentes; a paisagem, a arquitectura, a organização dos espaços;
como as coisas são semelhantes, as gentes, os modos, as decorações de Natal;
no meio de uns e de outros valorizamos aquilo que queremos ou que pudemos;
gosto de valorizar as pessoas, de sentir os seus modos e os seus hábitos, mais do que procurar as diferenças;
é nestas diferenças que conseguimos perceber as semelhanças e perceber como somos, de que massa somos feitos;
domingo, dezembro 23
das festas

cá em casa há quem esteja a contar os dias, as horas, os minutos para que possa rasgar o papel e matar a curiosidade daquilo que ali estará embrulhado;
nestes tempos de festas e desejos, aqui ficam os meus para todo(a)s aquele(a) que por aqui passam e têm o privilégio de me fazer sentir mais vivo;
votos sinceros de Festas Felizes, tudo de bom...
sexta-feira, dezembro 21
do café
apesar da blgosfera eborense se querer manifestar há quem denuncie o travo azedo de um café frio que custa a engolir;
persisto no que já aqui escrevi, faço votos para que não se rendam às pequenas evidências de uma mundanice local que apenas alvitra bitates, mais por um qualquer saudosismo decrépito e mofo, do que por querer construir seja o que for;
persisto no que já aqui escrevi, faço votos para que não se rendam às pequenas evidências de uma mundanice local que apenas alvitra bitates, mais por um qualquer saudosismo decrépito e mofo, do que por querer construir seja o que for;
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cidade,
política
da (des)organização
uma das características do nosso sistema educativo é, reconheça-se, a sua imensa desorganização;
estruturado anarquicamente à medida que crescia, nunca chegou a consolidar uma dada lógica de funcionamento e, menos ainda, de relacionamento entre as suas diferentes partes;
unidade de coerência, o sistema apenas manteve duas das suas mais duras características e ambas oriundas do antes de 74, a centralização e a burocratização das acções;
não é necessário falar da estrutura do polvo, que se ramificou e diversificou por milhentas unidades, pequenas divisões, gabinetes e tudo o que se possa imaginar a ver se conseguia manter o controlo (ainda que remoto) do sistema e os seus súbditos sob o seu domínio;
mesmo ao nível da escola, e já aqui o escrevi por inúmeras vezes, o sistema alargou a sua base de recrutamento de alunos, integrou novos e diferentes públicos, procura um outro conhecimento e novas conformidades (para além da pedagógica e social, desde a integração europeia que é manifesta a conformidade política); mas o seu funcionamento tem permanecido imutável, se salvaguardarmos pequenas intervenções de lifting, mais para disfarçar as rugas do que outra qualquer coisa;
o(s) famoso(s) decretos da autonomia, primeiro o 43/89, depois o 115-A/98, acabaram por ter reflexos mínimos na organização e na estrutura do sistema;
tenho sérias dúvidas quanto àquele que por aí vem e que foi ontem aprovado em conselho de ministros;
percebo a tentativa de (re)organização do sistema com base na escola, é perceptível a integração de outras lógicas na gestão, como é entendível o forçar a integração de outras realidades na administração da escola;
desde logo por duas razões, a primeira porque persiste e insiste na designação de administração e gestão, criando-se, a partir daqui, contradições e inoperacionalidades conceptuais que certamente condicionarão o seu andamento, a sua implementação; depois por aquele Conselho Geral, muito decalcado da realidade norte americana carecer de elementos de operacionalização e monitorização;
a ver vamos como será o texto do documento, como procura articular as suas diferentes partes e concepções e como integra contributos de parceiros e de fazedores de opinião;
estruturado anarquicamente à medida que crescia, nunca chegou a consolidar uma dada lógica de funcionamento e, menos ainda, de relacionamento entre as suas diferentes partes;
unidade de coerência, o sistema apenas manteve duas das suas mais duras características e ambas oriundas do antes de 74, a centralização e a burocratização das acções;
não é necessário falar da estrutura do polvo, que se ramificou e diversificou por milhentas unidades, pequenas divisões, gabinetes e tudo o que se possa imaginar a ver se conseguia manter o controlo (ainda que remoto) do sistema e os seus súbditos sob o seu domínio;
mesmo ao nível da escola, e já aqui o escrevi por inúmeras vezes, o sistema alargou a sua base de recrutamento de alunos, integrou novos e diferentes públicos, procura um outro conhecimento e novas conformidades (para além da pedagógica e social, desde a integração europeia que é manifesta a conformidade política); mas o seu funcionamento tem permanecido imutável, se salvaguardarmos pequenas intervenções de lifting, mais para disfarçar as rugas do que outra qualquer coisa;
o(s) famoso(s) decretos da autonomia, primeiro o 43/89, depois o 115-A/98, acabaram por ter reflexos mínimos na organização e na estrutura do sistema;
tenho sérias dúvidas quanto àquele que por aí vem e que foi ontem aprovado em conselho de ministros;
percebo a tentativa de (re)organização do sistema com base na escola, é perceptível a integração de outras lógicas na gestão, como é entendível o forçar a integração de outras realidades na administração da escola;
desde logo por duas razões, a primeira porque persiste e insiste na designação de administração e gestão, criando-se, a partir daqui, contradições e inoperacionalidades conceptuais que certamente condicionarão o seu andamento, a sua implementação; depois por aquele Conselho Geral, muito decalcado da realidade norte americana carecer de elementos de operacionalização e monitorização;
a ver vamos como será o texto do documento, como procura articular as suas diferentes partes e concepções e como integra contributos de parceiros e de fazedores de opinião;
quinta-feira, dezembro 20
da química
por mera cusquíce, de quando em vez consulto os perfis dos utilizadores ou criadores dos espaços da blogosfera;
gostei deste perfil;
é um perfil que, apesar das muitas contrariedades, se alastra qual química da mancha de azeite que insinuosamente se propaga, se alastra e teima em deixar a sua presença, a sua marca;
ao ver as características deste meu ZeP sinto que a indústria química tem futuro na região; já são tantos os operários que, daqui a pouco, se poderá formar senão um sindicato, pelo menos uma tertúlia reivindicativa;
pode não ser tóxico, mas que perturba, lá isso perturba;
gostei deste perfil;
é um perfil que, apesar das muitas contrariedades, se alastra qual química da mancha de azeite que insinuosamente se propaga, se alastra e teima em deixar a sua presença, a sua marca;
ao ver as características deste meu ZeP sinto que a indústria química tem futuro na região; já são tantos os operários que, daqui a pouco, se poderá formar senão um sindicato, pelo menos uma tertúlia reivindicativa;
pode não ser tóxico, mas que perturba, lá isso perturba;
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da orientação
ontem foi dia de conversa com o orientador;
troca de ideias e esclarecimento de algumas dúvidas foram o pretexto para uma amena cavaqueira onde a grande, mesmo grande preocupação é não me sentir desorientado no meio de um projecto de trabalho que me consome energias;
do outro lado, da conversa do orientador, a clara percepção quanto ao entendimento dos meus ritmos de trabalho, e dos receios que com ele se podem colocar;
disperso-me com alguma facilidade, divirjo com relativa frequência, como consigo, como ultimamente, apresentar períodos onde a focalização me permite rendimentos inquestionáveis;
há que procurar garantir a continuidade de um trabalho e a focalização necessária e suficiente para que me sinta preso aos trilhos e não descarrile;
gostei da conversa, para além de ter ficado algo esclarecido quanto às dúvidas que levava, também gostei do afloramento de outras que o tempo - e as leituras - procurarão esbater;
troca de ideias e esclarecimento de algumas dúvidas foram o pretexto para uma amena cavaqueira onde a grande, mesmo grande preocupação é não me sentir desorientado no meio de um projecto de trabalho que me consome energias;
do outro lado, da conversa do orientador, a clara percepção quanto ao entendimento dos meus ritmos de trabalho, e dos receios que com ele se podem colocar;
disperso-me com alguma facilidade, divirjo com relativa frequência, como consigo, como ultimamente, apresentar períodos onde a focalização me permite rendimentos inquestionáveis;
há que procurar garantir a continuidade de um trabalho e a focalização necessária e suficiente para que me sinta preso aos trilhos e não descarrile;
gostei da conversa, para além de ter ficado algo esclarecido quanto às dúvidas que levava, também gostei do afloramento de outras que o tempo - e as leituras - procurarão esbater;
do café
e, por muito que possa não parecer, a blogosfera eborense até se move, faz-se sentir;
recebi a notícia natalícia que existe mais um blog sobre a cidade, Café Portugal, feito por um conjunto de elementos "históricos" da terra;
a designação, de café Portugal, remete para diferentes ideias (um imaginário colectivo) do que foi a cidade;
por um lado, um local de convívio, onde, entre tacadas de bilhar e comentários do momento, uma geração aprendeu a falar da PIDE, da censura, da vida alentejana; nesta fase o café Portugal era um contrapeso, o outro lado da verdade, ao outro café, o café Arcada, onde se reuniam outros, com outras ideias; estou a falar dos anos 50 e 60 de onde os jovens de então, a partir das janelas do 1º andar, galanteavam as raparigas passantes e espreitavam quem esperava pelo autocarro - é verdade, aquele local já foi ponto de paragem de autocarros;
por outro lado, e penso que será para esta fase que remete a designação, foi um espaço de confrontos, entre os que tinham chegado de África e estavam habituados aos cafés e aos espaços de convívio, com outros regressados dos muitos lados da Europa que agora nos consome e que traziam uma outra aragem, outras ideias, outros olhares, outras leituras, e aqueles que, por pouco ou muito que nunca daqui tenham saído, ali encontravam um espaço de diferenças;
foi, assumidamente, um espaço de fórum, de ideias, de ideais, de sonhos, de futuros possíveis e imaginados;
mas faliu, fechou, sucumbiu ao peso dos tempos, eventualmente da sua própria história, como sucumbiu pelo facto de quem por ali passava se ter apropriado de outros espaços, deslocalizado, também eles, para outros pontos, talvez com outros sonhos, com outras vontades;
como bloguista e como eborense dou as boas vindas a um novo espaço de debate e faço votos para que seja isso mesmo, um espaço crítico, reflexivo, de discussão e de ideias e não se renda aos apontamentos mais fáceis de corte e da costura, à insinuação brejeira; o Café Portugal também foi vítima disso mesmo;
recebi a notícia natalícia que existe mais um blog sobre a cidade, Café Portugal, feito por um conjunto de elementos "históricos" da terra;
a designação, de café Portugal, remete para diferentes ideias (um imaginário colectivo) do que foi a cidade;
por um lado, um local de convívio, onde, entre tacadas de bilhar e comentários do momento, uma geração aprendeu a falar da PIDE, da censura, da vida alentejana; nesta fase o café Portugal era um contrapeso, o outro lado da verdade, ao outro café, o café Arcada, onde se reuniam outros, com outras ideias; estou a falar dos anos 50 e 60 de onde os jovens de então, a partir das janelas do 1º andar, galanteavam as raparigas passantes e espreitavam quem esperava pelo autocarro - é verdade, aquele local já foi ponto de paragem de autocarros;
por outro lado, e penso que será para esta fase que remete a designação, foi um espaço de confrontos, entre os que tinham chegado de África e estavam habituados aos cafés e aos espaços de convívio, com outros regressados dos muitos lados da Europa que agora nos consome e que traziam uma outra aragem, outras ideias, outros olhares, outras leituras, e aqueles que, por pouco ou muito que nunca daqui tenham saído, ali encontravam um espaço de diferenças;
foi, assumidamente, um espaço de fórum, de ideias, de ideais, de sonhos, de futuros possíveis e imaginados;
mas faliu, fechou, sucumbiu ao peso dos tempos, eventualmente da sua própria história, como sucumbiu pelo facto de quem por ali passava se ter apropriado de outros espaços, deslocalizado, também eles, para outros pontos, talvez com outros sonhos, com outras vontades;
como bloguista e como eborense dou as boas vindas a um novo espaço de debate e faço votos para que seja isso mesmo, um espaço crítico, reflexivo, de discussão e de ideias e não se renda aos apontamentos mais fáceis de corte e da costura, à insinuação brejeira; o Café Portugal também foi vítima disso mesmo;
terça-feira, dezembro 18
das nuvens
há já algum tempo que não via nuvens;
hoje, ao sair de casa e olhar o céu, revi-me naquela frase, estou nas nuvens;
hoje, ao sair de casa e olhar o céu, revi-me naquela frase, estou nas nuvens;
segunda-feira, dezembro 17
da remodelação
há muita gente, gente demais a falar em remodelação governamental, em mexidas na estrutura do governo e da acção política;
sinceramente, sinceramente, considero que a haver mexidas políticas elas serão assumidamente circunstanciais, mais decorrentes de outros interesses (pessoais, profissionais, sociais) que políticos;
mais, dizer que a senhora ministra da educação, ou a sua equipa é remodelável é não perceber como funciona o governo e como actua a pessoa do primeiro-ministro;
não creio, sinceramente, como sinceramente espero estar enganado, que vá existir uma remodelação nos próximos meses na área educativa;
primeiro porque José Sócrates (como já afirmou Pacheco Pereira) não funciona em função das sondagens de opinião; segundo por que mesmo que funcionasse, muito gostaria ele de contrariar as sondagens, dar o dito por não dito, e mostrar quem manda na coisa; terceiro, porque não se faz uma remodelação para agradar a sondagens ou à oposição; faz-se uma remodelação ou simples mexida no governo por inépcia, incapacidade ou falta de tacto; e apesar de alguns senhore(a)s ministros serem pródigos em gaffes ou diatribes políticas, não é o suficiente para mexer na estrutura político-governativa;
a haver mexida ela será pontual, casuística e de sombras chinesas, daquelas que mais iludem do que revelam;
mesmo que haja secretários de estado que muito gostam de olhar para o seu úmbico e mais não sejam que autênticas sanguessugas políticas, mesmo aí, o primeiro-ministro mostrará as garantias de quem governa;
e nós que cá vamos, com diatribes, incompetências e inoquidades várias, nos arranjemos pois quem cá está por baixo, estas estruturas regionais, ou não querem ou simplesmente não podem interferir; é o pacto da conformidade, mais do que o silência, que vigora;
até quando...
sinceramente, sinceramente, considero que a haver mexidas políticas elas serão assumidamente circunstanciais, mais decorrentes de outros interesses (pessoais, profissionais, sociais) que políticos;
mais, dizer que a senhora ministra da educação, ou a sua equipa é remodelável é não perceber como funciona o governo e como actua a pessoa do primeiro-ministro;
não creio, sinceramente, como sinceramente espero estar enganado, que vá existir uma remodelação nos próximos meses na área educativa;
primeiro porque José Sócrates (como já afirmou Pacheco Pereira) não funciona em função das sondagens de opinião; segundo por que mesmo que funcionasse, muito gostaria ele de contrariar as sondagens, dar o dito por não dito, e mostrar quem manda na coisa; terceiro, porque não se faz uma remodelação para agradar a sondagens ou à oposição; faz-se uma remodelação ou simples mexida no governo por inépcia, incapacidade ou falta de tacto; e apesar de alguns senhore(a)s ministros serem pródigos em gaffes ou diatribes políticas, não é o suficiente para mexer na estrutura político-governativa;
a haver mexida ela será pontual, casuística e de sombras chinesas, daquelas que mais iludem do que revelam;
mesmo que haja secretários de estado que muito gostam de olhar para o seu úmbico e mais não sejam que autênticas sanguessugas políticas, mesmo aí, o primeiro-ministro mostrará as garantias de quem governa;
e nós que cá vamos, com diatribes, incompetências e inoquidades várias, nos arranjemos pois quem cá está por baixo, estas estruturas regionais, ou não querem ou simplesmente não podem interferir; é o pacto da conformidade, mais do que o silência, que vigora;
até quando...
não, não sou o único
certamente que se lembrarão desta canção dos Xutos;
perfeitamente adaptável a outras circunstâncias e situações, que fazem com que não me sinta o único saneado (politicamente, entenda-se) da Administração Pública;
sem apelo nem agravo, outros foram também inapelavelmente saneados, postos de lados, excluídos, deitados fora;
afinidades com a minha pessoa apenas a circunstância de estar associado à educação, mas pronto, tem outra experiência, um outro modo e forma de estar; não terá sido, certamente, por questões de feitio, apenas pela incapacidade, impotência e inoperância das estruturas locais e regionais do meu PS saberem ou poderem gerir os seus próprios interesses;
ou seria que estariam, também aqui, a gerir os seus interesses?
perfeitamente adaptável a outras circunstâncias e situações, que fazem com que não me sinta o único saneado (politicamente, entenda-se) da Administração Pública;
sem apelo nem agravo, outros foram também inapelavelmente saneados, postos de lados, excluídos, deitados fora;
afinidades com a minha pessoa apenas a circunstância de estar associado à educação, mas pronto, tem outra experiência, um outro modo e forma de estar; não terá sido, certamente, por questões de feitio, apenas pela incapacidade, impotência e inoperância das estruturas locais e regionais do meu PS saberem ou poderem gerir os seus próprios interesses;
ou seria que estariam, também aqui, a gerir os seus interesses?
sábado, dezembro 15
das leituras
não apenas mas particularmente em época de Natal, chegam a Évora inúmeros títulos que, noutras épocas, levam tempo e tempo, como se estivéssemos longe dos centros, como se por cá não se justificasse o investimento na distribuição, não fôssemos consumidores como os outros;
sinto-me tentado a comprar este e aquele, e mais este e o outro, mas não posso; estou condicionado por leituras em redor da disciplina na escola, a regulação social, os instrumentos e acção pública e a governação;
compro-os antes a pensar na esposa; talvez depois os possa ler;
para já tenho de me ficar pelas leituras "obrigatórias";
sinto-me tentado a comprar este e aquele, e mais este e o outro, mas não posso; estou condicionado por leituras em redor da disciplina na escola, a regulação social, os instrumentos e acção pública e a governação;
compro-os antes a pensar na esposa; talvez depois os possa ler;
para já tenho de me ficar pelas leituras "obrigatórias";
da conversa
dois professores, de duas escolas diferentes, mas conhecidos de há muito conversam;
diz um, sabes lá tu como anda a minha escola; até parece que o presidente, sempre que vai à casa de banho, traz uma ideia nova;
diz o outro, e então a minha, não te passa pela cabeça como aquilo anda;
diz o primeiro, se fossem ideias de jeito ainda vá que não vá, agora parece que são ideias só para chatear o pessoal;
replica o outro, bem que tento conversar com o pessoal, mas cada vez as coisas estão piores, e não é para simplificar nem facilitar a vida aos colegas, até parece que fazem de propósito;
então e na minha, agora alteraram a ordem de trabalhos das reuniões de avaliação e criaram um enredo que ninguém se entende;
na minha não está nada melhor, até parece que a Maria enviou uma cassete para eles ouvirem sempre que vão para a escola, complicam a vida a tudo e a todos;
mas nós sempre fizemos aquilo que agora nos andam a exigir, mas se o exigissem com termos;
na minha vai de mal a pior, ninguém se entende, sentem-se os nervos à flor da pele;
podia continuar por aqui fora, mas o discurso, as conversas de docentes caíram na explanação das amarguras, no carpir das mágoas, na comparação de quem está pior;
assim, dificilmente se encontra um caminho alternativo; mas há quem goste de nos ver assim...
diz um, sabes lá tu como anda a minha escola; até parece que o presidente, sempre que vai à casa de banho, traz uma ideia nova;
diz o outro, e então a minha, não te passa pela cabeça como aquilo anda;
diz o primeiro, se fossem ideias de jeito ainda vá que não vá, agora parece que são ideias só para chatear o pessoal;
replica o outro, bem que tento conversar com o pessoal, mas cada vez as coisas estão piores, e não é para simplificar nem facilitar a vida aos colegas, até parece que fazem de propósito;
então e na minha, agora alteraram a ordem de trabalhos das reuniões de avaliação e criaram um enredo que ninguém se entende;
na minha não está nada melhor, até parece que a Maria enviou uma cassete para eles ouvirem sempre que vão para a escola, complicam a vida a tudo e a todos;
mas nós sempre fizemos aquilo que agora nos andam a exigir, mas se o exigissem com termos;
na minha vai de mal a pior, ninguém se entende, sentem-se os nervos à flor da pele;
podia continuar por aqui fora, mas o discurso, as conversas de docentes caíram na explanação das amarguras, no carpir das mágoas, na comparação de quem está pior;
assim, dificilmente se encontra um caminho alternativo; mas há quem goste de nos ver assim...
do agradecido
pois...
e pronto, segui a indicação preciosa do Miguel e cá estou a tentar escrever neste espaço;
as máquinas e o software de quando em vez têm destas coisas;
vá lá saber-se do porquê.
agradecido, uma vez mais; passei-me para o FireFox e já cá estou;
vamos a isso...
e pronto, segui a indicação preciosa do Miguel e cá estou a tentar escrever neste espaço;
as máquinas e o software de quando em vez têm destas coisas;
vá lá saber-se do porquê.
agradecido, uma vez mais; passei-me para o FireFox e já cá estou;
vamos a isso...
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