quinta-feira, agosto 16

de regresso


O Miguel está de volta, fresco pelo rejuvenescimento da passagem pela catedral;
boas escritas e mais ideias para o que se seguirá;

gostos


gosto de imagens subliminares, metafóricas, que permitam múltiplas leituras;
depois de ter descoberto um modo de trocar imagens entre o pda e o pc, aqui fica um apontamento do mês de Julho, referente ao pé de um candeeiro de Vila Viçosa;
gostos... que se discutem;

quarta-feira, agosto 15

ao passado


de quando em vez passo pelo contador para ver quem por aqui passa;
numa destas visitas tive oportunidade de regressar à minha escrita de outros anos, concretamente de Novembro de 2004;
se é certo que o contexto era substancialmente diferente, que os momentos eram outros, que as vivências também, não deixo de ficar algo surpreendido, seja pelas ideias, seja pela escrita, seja pelos comentários;
mas gosto de lá regressar e perceber o(s) nível(eis) de (in)coerência da minha pessoa e da minha escrita

pois...


para hoje tinha definido um objectivo, o de arrumar alguns dos papeis da minha tese;
já se começam a dispersar e a misturar, não tardará que não saiba onde anda este ou aquele título, este ou aquele apontamento;
pois é, mas entre as arrumações iniciei leituras, algumas delas on-line, e ando sofrego nas leituras, acabei por não arrumar nada;
pois... objectivos...

nabo


há tempos instalei uma impressora multifunções, do tipo 3 (impressora, scanner, fax) em 1 (um só equipamento);
desde há dias que ando de roda da dita cuja por que não me imprimia; dei voltas e mais voltas, vi e revi procedimentos e ele nada;
sabem o que era? simplesmente o cabo de ligação ao PC que estava desligado;
nabo, pois claro;

terça-feira, agosto 14

conversas

tenho de reconhecer que gosto de uma boa conversa, e mais gosto quando o interlocutor demonstra competências naquilo que diz;
surge isto a propósito do que já posso referir como troca de comentários com o meu companheiro;
eu percebi a referência de não se fulanizar nem se pessoalizar uma qualquer organização; corre-se o risco de com esse facto termos mais afazeres que proveitos; como compreendo a necessidade da existência de espaços organizacionais - face à previsibilidade e à estruturação da coisa pública;
como também partilho da mesma crença, que não reside aqui nenhuma verdade, menos ainda absoluta e inamovível, é apenas uma troca de ideias e de opiniões, outros pontos de vista sobre o mesmo objecto social;
de princípio o único elemento que nos pode dividir na análise, e pode não ser uma discordância de facto, decorre do papel das pessoas e das organizações no devir social;
eu direi, na esteira de outros (Crozier, Friedberg, Dubet, p.e.), que as organizações existem por que as pessoas têm interesse e, até, necessidade que elas existam e não, como depreendo da leitura do companheiro Francisco, por que elas pré-existam à acção colectiva;
este é o único ponto de desvio entre as nossas duas opiniões; o entendimento reificado de uma qualquer organização e o entendimento da construção social no seu devir; mas é de tal modo pertinente esta nossa diferença de entendimentos, que é dela que decorre muito do mau estar que muitos de nós, cidadãos individualmente considerados, sentimos na relação com a administração pública ou com qualquer organização; sentimos que ela(s) não nos responde(m) a nós individualmente, mas a um nós colectivo perante o qual e face aos interesses particulares temos dificuldades de reconhecer;
será, em última instância, uma diferença entre uma visão "moderna" e uma visão "pós-modernista" da acção colectiva, isto é, das estruturas às redes, da verticalidade funcional aos fluxos horizontais, da rigidez orgânica à flexibilidade funcional;

segunda-feira, agosto 13

em resumo

acabadinha de escrever uma síntese de duas entradas;
as pessoas não são apenas determinadas pelo seu contexto ou enquadramento, são também determinantes na construção do seu contexto ou enquadramento;

a reificação da escola


antes de mais nada, entendo por este título a imagem congelada e imóvel, algo entre o estagnado e o petrificado, da nossa escola;
ora na sequência da entrada anterior, a escola tem sido um dos principais (senão mesmo o principal) instrumento de construção social - a par da igreja e do exército, ainda que estes com significativas alterações no decorrer do século XX;
é a escola o principal responsável pela socialização das gentes, pela homogeneização das diferenças, pela horizontalização das relações, pela uniformização de procedimentos, normas e atitudes, pela estandardização dos comportamentos, etc, etc;
é na escola que se iniciam as regras do bom comportamento, da assiduidade, do respeito pelas hierarquias, pelo cumprimento de prazos e objectivos; é na escola que se aprendem comportamentos, que se interiorizam atitudes, que se disseminam valores e concepções (racionais e lógicas) do mundo; é na escola que se aprende a distrinçar o formal e o informal, o correcto do incorrecto, a lógica metodológica e o senso comum;
ora é tudo isto que, nos últimos tempos, particularmente nos últimos 25/30 anos do século passado, está a ser colocado em causa; e é colocado em causa por um dos principais elmentos do sistema, a autoridade de que a escola (e por seu intermédio os professore) esteve, até há pouco, imbuida; fosse pela valorização social, pelo destaque institucional ou, mesmo e por parodoxal que possa parecer, pelo seu papel político;
é esta mutação que não tem sido acautelada por políticos e por políticas, dando oportunidade a que da autoridade linear, vertical, formal e institucional se passasse para uma sensação de libertinagem, vulgaridade e informalidade;
situação que faz com que em sala de aula o docente hoje seja mais um negociador de situações (comportamentos, atitudes e inclusivamente de aprendizagens) do que um transmissor de conhecimentos préformatados;
como é que isto se processa? quais os instrumentos de que o docente se socorre para o fazer, que práticas são utilizadas para esta negociação, que recursos são mobilizados, que actores são chamados e a que nível de intervenção?
questões que procuro inquirir por intermédio de um projecto que, simultaneamente, me apaixona e amedronta;
e para o qual M. Foucault é incontornável;

pessoas e organizações


há diferentes modos e maneiras, perspectivas e valorizações de percebermos e vermos a construção social;
há muito, desde a Alta Idade Média, que se cruzam olhares sobre o papel das organizações e dos Homens no devir social;
fruto de uma Revolução industrial que priorizou a organização e a máquina, temos olhado para as organizações como o motor da construção social;
sem organizações não valemos nada ou valemos muito pouco;
ele é a família, desde sempre apontada como a unidade celular da organização, logo a seguir a escola, depois o local de trabalho e há ainda passagens, mais ou menos significativas, pela tropa e pela igreja; tudo modelos institucionais de organização social e das relações sociais; de tão institucionalizados julgamo-los inamoviveis, petrificados, reificados;
ora quero acreditar que não somos apenas determinados pelo contexto, somos também fabricadores do nosso contexto;
tudo isto a propósito de um comentário entre o prático e o tecnocrático feito por um companheiro de lutas e de ideias;
considero que o nosso sistema social se constroi com base na acção das pessoas, dos seus objectivos e interesses, dos seus momentos e circunstâncias, dos constrangimentos e das oportunidades que cada um vê em face de um dado contexto;
reduzir essa construção social à sua estrutura (organizacional ou institucional) é reduzir a acção das pessoas a um determinismo que lhe é exterior e ficar por ele cerciado;

domingo, agosto 12

earth


devagar, devagarinho, quase que insidiosamente, o google preencheu quase todos os nossos espaços na relação com a net;
primeiro pelo motor de busca (que se epecializou - imagens, livros, académico), depois pelo blogger, depois ainda pelo correio electrónico, mais recentemente pelos vídeos e pela imagens exteriores de nós mesmos;
já sucumbi a tudo isto; ainda que, de quando em vez, opte pela concorrência, seja para efectuar pesquisas cruzadas (desde que plataforma de pesquisa não seja do google), seja nas traduções (continuo a preferir o Babel Fish, do AltaVista);
hoje divirto-me com o google earth; um mimo;

imagens


como facilmente é visível neste meu sítio, tenho optado, desde que é fácil e prático, por incluir imagens que, de algum modo, funcionam como metáforas, elementos de continuação ao texto;
e ando com vontade de comprar uma máquina para roubar imagens e as disponibilizar como complemento, criando eu mesmo as metáforas e não de as ir buscar a outras bandas;
falta-me é o precioso tempo para o efeito;

sábado, agosto 11

teste


esta imagem, de da Vinci, foi um dos exames mais proveitosos que fiz aquando do meu curso; aparecia a imagem e o pedido "comente";
ao deparar com ela, lembrei-me desse teste e daquele que enfrento no meu projecto de tese;
se o Homem é a medida de todas as coisas, qual é a medida do Homem; quais são as coisas que o Homem mede, para quê?
isto porque a criação de instrumentos disciplinares de regulação dos comportamentos educativos não leva o Homem como medida, mas, em contrapartida, uma dada ideia de sociedade, um conjunto de valores e de (pré)conceitos que se modificam, que se transformam (não sei se evoluirão);
instrumentos hoje dados como incontornáveis eram em tempos impensáveis e, muito provavelmente amanhã poderão ser considerados obsoletos quando não mesmo desnecessários;
o que faz com que se (re)criem instrumentos pedagógicos de regulação dos comportamentos educativos? o que faz com que sejam abandonados? um mesmo docente pode utilizar vários, valorizar diferentemente as suas acções;
preciso urgentemente de ir para o terreno procurar algumas dúvidas sobre as questões que se me colocam nesta altura, essencialmente para evitar que se misturem ideias, dúvidas e questões e se sobreponham umas sobre as outras tornando (ainda mais) difícil discernir o necessário do supérfluo;

vicio


esta escrita, a que descrevo no blogue, torna-se viciante;
é como uma oportunidade de libertar energias, de racionalizar quotidianos, de pensar publicamente coisas mais individuais - quase que como procurar uma legitimidade exterior ao que interiormente passa por mim;
pelos blogues é possível ver o que por aqui passa e aquilo que aqui fica; pelas escritas é possível perspectivar estados de espírito, personalidades e feitios;
de quando em vez penso em parar, contrariar o vício, descansar da (por vezes excessiva) exposição;
mas acabo por regressar, por querer escrever mais, por estar mais presente;
sinto saudades antes de partir;
é um vício...

sexta-feira, agosto 10

leituras


a partir de uma editora que penso ser algo recente, adquiri e devorei o título "Foucault e educação";
pelos título será relativamrnte fácil perceber a sua posição e o seu sentido editorial;
mas também pelos títulos ali disponíveis ficamos com acesso a um conjunto de ideias que têm andado algo afastadas das bancas e das discussões pedagógicas, é uma outra perspectiva que se acrescenta a um mercado (o editorial) sempre escasso e restrito no panorama nacional, condicionado que está a alguns dinaussauros da publicação;
é um livro que nos permite, de modo sintético e resumido, perceber melhor o pensamento de um dos maiores pensadores do século XX, Michel Foucault;
conheci o autor nos idos 80, por causa da história das mentalidades e da cultura e, essencialmente, por causa de um professor que teimava em apresentar coisas contra corrente;
contra-corrente por que é difícil, senão mesmo impossível, catalogar M. Foucault; tanto é da área da psicanálise como da história, da sociologia como da pedagogia, da política ou da cultura, como é referenciado como marxista, estruturalista, mas também fenomenologista, linguista, entre muitos outros adjectivos; M. Foucault é assumidamente gelatinoso e adorável;
procuro perceber M. Foucault essencialmente pelo seu objecto de investigação de uma vida, a relação entre poder e conhecimento;
é algo admirável nas suas análises, quase que incompreensível na sua metodologia, de tão vanguardista anda a ser recuperado em múltiplas áreas, uma das quais aquela que adoro trabalhar, a história das ideias;
relacionar os instrumentos de regulação dos comportamentos implica, obrigatoriamente, relacionar as estruturas do poder e do conhecimento com as estruturas de acção e de construção social;
leituras...

quinta-feira, agosto 9

km

uma curiosidade, neste período, dois anos de presença no IPJ, já percorri mais de 100 mil km, qualquer coisa como 50 mil por ano;
não imagino quantas voltas ao distrito sejam, mas serão certamente muitas;

desafios


apesar de sempre me assumir como professor dos ensinos básico e secundário, tenho tido o privilégio (e é assim que o assumo) de passar por diferentes sectores da administração pública nacional, para além de conhecer os diferentes patamares do ministério que enquadro (o tal polvo) desde 1989;
neste período e decorrente da minha passagem por diferentes sectores, tenho tido a oportunidade de conhecer modos de organização, maneiras de proceder, formas de agir, tipos de relacionamento num adquirir de competências e conhecimentos que, de outro modo, me estariam distantes e claramente difíceis de alcançar;
de quando em vez pergunto-me e para quê? apesar das reconhecidas mais valias que me conferem, mesmo no relacionamento e no trato pedagógico, são competências individuais, pessoais mas que me permitem e me facultam uma história rica de aspectos;
têm sido desafios de poder participar não apenas na construção de uma hstória pessoal mas simultaneamente, de procurar acrescentar algo meu e pessoal;
uma coisa de que me orgulho, das múltiplas amizades que já fiz, de regressar aos sítios e ter sempre gente com o qual sinto um prazer especial em me relacionar, em reencontrar;
uma coisa de que não me orgulho tanto, a de dexar as amizades para trás, porque são fruto de momentos e circunstâncias sempre muito específicas e algo politizadas;

de passagem


fez ontem dois anos que cheguei à delegação de évora do ipj;
dois anos de um trabalho diferente para a minha pessoa, um conhecimento de outras realidades e a tomada de consciência de outras dimensões da juventude alentejana e das suas dinâmicas;
face aos resultados já alcançados até parece que foi um longo período; pelas dinâmicas conseguidas até parece que foi ontem que aqui entrei, receoso face às minhas próprias expectativas e capacidades para gerir um novo desafio;
do confronto com a novidade (de parte a parte) superaram-se receios, ultrapassaram dúvidas e ganharam-se outras amizades;
nem tudo está feito, nem tudo está em conformidade, nem tudo é plano num terreno de (re)construção organzacional, nem tudo assenta na amizade e na boa relação;
quanto ao futuro? logo se verá...

terça-feira, agosto 7

juventude


as políticas de juventude têm sido na democracia, no nosso país, o parente pobre da administração pública - por razões várias que aqui não me interessa dissecar;
o certo é que assento num triunvirato difícil de desfazer e mais difícil de gerir;
por um lado, todas as dinâmicas de jovens ou são rotuladas com a copofonia, libertinagem, vadiagem ou, em alternativa, como instrumentos partidários, fantoches manietados por algo ou por alguém;
por outro lado, se não for esta a questão é apenas gaiatagem, garotada, miudagem (para ir ao encontro de algumas das expresões nacionais), de pouco relevo e sem destaque, mais de folclore do que de conteúdo, mais de opiniões do que de coerências;
finalmente, assenta numa clarissima necessidade de tempo, que em juventude é difícil de gerir; tempo para que se possam afirmar, tempo para que se possam acreditar, tempo para que se possam desmarcar de pré-conceitos, ideias feitas ou opiniões fáceis;
estar a gerir políticas de juventude, enforma de tudo isto; com uma grande vantagem, a de poder perceber que há muitas juventudes, que há muitas dinâmicas, que há muitas diferenças entre jovens e juventudes e que colocar tudo dentro do mesmo saco pode ser, no mínimo, extemporâneo, precipitado, errado;
tenho andado de um lado para o outro, a aproveitar o calor e a bonomia do Agosto, para (re)conhecer pessoas, gentes, dinâmicas, projectos e ideias; e é sempre um privilégio poder sentir que, apesar de jovens, há ideias e opiniões, argumentos e coerências que vão muito além das ideias feitas, dos juizo pré-concebidos, das precipitações políticas;
pena é que as políticas de juventude não ganhem um outro destaque, seja nas políticas centrais, seja nas autárquicas, que se mimetizam como se de clones se tratassem;
e é pena que assim seja;
[é por estas e por outras que sou chato, inconveniente...]

bcp


tenho de reconhecer uma coisa, nunca me apercebi tanto das reuniões de um conselho de administração de um banco como aquela que se passa com o bcp;
pode ser por distracção minha, pode ser por não ligar a essas coisas de quem gere muito e muito dinheiro, pode ser por não ter sido moda, mas estou convencido que uma reunião de conselho de administração não era para ser badalada aos sete ventos; se o é pergunto por quê? porque é que as reuniões do bcp e a guerra entre jardins e pintos está nas primeiras páginas?
"expiliquem-me" pois sou alentejano e não estou habituado a estas coisas;

ausência de ruído


esta semana os filhotes estão de férias dos pais (o vice-versa é mais delicado/complicado);
fui ontem deixá-los a um campo de férias para, durante uma semana, descobrirem outros olhares (é uma grande designação), outras amizades, outros pontos de vista e descobrirem, eventualmente, que este país é um moisaco de oportunidades;
pois é, mas os pais, quais galinhas, cá ficam, sem saberem onde pôr as mãos;
não se estranha o silência da casa, estranho a ausência de ruídos, daqueles sons tipicos da pequenada, de embirrar com o irmão(irmã), de gritarem por isto ou por aquilo, do som alto da tv,...
enfim, coisas necessárias (pensamos nós) para que possam crescer no meio das dúvidas e nelas se construirem;
mas que estamos desejosos que passe a semana, lá isso estamos;

frente-a-frente

sem imagens, por que uma palavra vale mais que muitas imagens juntas, para apenas dizer que aquela vitória, no passado Domingo, me deixou reconfortado, pleno quase de satisfação;
só não foi uma plena satisfação porque nem nem outro jogaram coisas que se vissem para esta altura do campeonato - o SCP tem um tira teimas no fim-de-semana com o FCP e o glorioso uma primeira prova de fogo na terça seguinte;
mas que foi bom lá isso foi - até fumei um cigarrito logo depois :)

domingo, agosto 5

frente-a-frente


logo mais decorre o primeiro derby nacional;
vale o que vale se é que vale alguma coisa;
para mim, se o glorioso vencer vale tudo, vale quase por uma época; obviamente que se perder, pelo contrário, é um jogo a feijões, daqueles em que os primeiros grãos são para os pardais;
a ver vamos como se encaixam uns e outros, como se confrontam expectativas e rivalidades;
curioso q.b. para perceber se ainda falta muito para que o SLB tenha uma equipa capaz de rivalizar internacionalmente ou se ficamos, uma vez mais, à espera;
logo se vê...

geito


tenho de reconhecer que, apesar de simpatizar, nunca tive muito geito para as questões do bricolage;
eu bem que insisto e desde há uns tempos, comprei ferramentas, montei uma bancada e persisto na tentativa; quase sempre frustrada;
ondem, de roda da máquina de lavar roupa que persistia em não trabalhr, apanhei um choque que me terá posto o coração a trabalhar mais ritmadamente;
é para aprender que, aquilo que não se sabe, é preferível não fazer;

lá estive


em passeio pelas ruas, no meio das gentes, admirando e conhecendo;
um espectáculo engraçado, apesarde cansativo, pois deambula-se por quase toda a vila;
fiquei particularmente admirado por dois factores;
por ver tanta gente, um mar de gente que prenchia não apenas a praça central mas que se espraiava pelas ruas;
de nunca me ter apercebido que o Redondo tem tantas e tantas taquistas, lugares de comes e bebes, esplanadas;
gostei, vale a pena;

sábado, agosto 4

tradição


hoje vou passear por ruas floridas, na vila de Redondo;
não sei onde enraiza esta tradição comum a algumas localidades alentejanas, a de ornamentar ruas e construir estórias com flores de papel;
não sei se é criação recente se enraiza nalgum gosto particular de algo ou alguém; o certo é que atraem gentes, eu incluido;
lá rumo para conhecer uma tradição;

re-encontros


ontem tive a oportunidade de re-encontrar um colega de curso;
afastado para a sua terra, passou por estas bandas para matar saudades e mostrar aos filhotes por onde andou em tempos;
curiosidade, o dito é colega do Miguel, na mesma escola - o mundo é pequeno e Portugal ainda mais;
no meio da conversa, referência para aqueles pontos que nos unem, Évora, a Universidade e a História;
de Évora diz que que fica com a sensação que se aburguesou, que cresceu sem rei nem roque, que afirmou uma identidade que ele, no tempo em que por aqui esteve, não reconhece; nada de melhor para (re)conhecermos a nossa terra do que ouvirmos outros pontos de vista, outras ideias;
da Universidade fala do que ouve falar, que ocupou a cidade, que se encontra sem rumo, que se perde no meio das angustias do ensino superior;
da História, a paixão de reconhecer o gosto e o estudo que lhe devotamos - ele mais que eu;
um re-encontro que tenho pena que não aconteça mais vezes e que não sejam ocasionais;
não sei por onde andam grande parte daqueles que, comigo, partilharam alegrias e tudo o mais durante um período que nos foi comum; de tão intenso que foi uns cansaram-se das companhias, outros debandaram e outros talvez se tenham esquecido das cumplicidades;

ufa

lá fora hoje a temperatura andou perto dos 45 (de)graus;
um ar quase irrespirável, que se sentia a descer pelos pulmões;
um tempo quase que insurportável que tem de bonito trazer o riso das crianças na piscina, o chaminhar na água, o desgostar uma sombra;
os cães e o gato, todos pretos, não sabem por onde andar, onde estar, lingua de fora a lamber o ar o quente;
cá dentro do mal o menos, continuo a não necessitar de ar condicionado, se bem que a temperatura não desça dos 20 (de)graus;
é Alentejo, é Verão;

quarta-feira, agosto 1

Agosto

trabalhar em Agosto é assim qualquer coisa como ver passar quem não está, sentir a presença do que não se faz, ir por caminhos desertos, percorrer vazios e esperar que se chegue lá mais à frente;
sempre que estou fora da escola, opto por parar (qual pausa pedagógica) em Junho ou Julho e trabalhar o mês de Agosto;
é certo que há menos gente, menos confusão, opções várias para estacionar, escolha livre do sítio para beber uma cervejita ou degostar um gelado;
mas também se sentem as ausências, aquela monotonia de que o trabalho já está feito, que não se pode adiantar mais;
resta esperar que o tempo passe e se aproxime um outro mês;

TV Évora


há já algum tempo que tinha ouvido falar da TV Évora, só agora dei com ela;
duas notas;
uma boa ideia que peca por se restringir à denominação de Évora, que faz logo com que se criem alguns anticorpos por outras bandas; há quem me diga que defendo a região por que sou de Évora, mas esta seria uma abrangência mais adequada e com maiores possibilidades de afirmação;
a clara afirmação que a Net poderá ser um veículo de afirmações globais face a particularidades individuais; é, assumidamente na sua apresentação, um projecto sem fronteiras, as elas são fundamentais para percebermos em que campos nos movemos;
já agora, que esteja actualizada, apontamentos de Maio estão algo desajustados, não apenas face ao tempo, mas também às pretensões apresentadas quando referem que optam por mostrar o que há de bom, e há muita coisa;

terça-feira, julho 31

nada disso

a última que devia ter sido a primeira;
não, não fui de férias, apenas uma pausa pedagógica para disfrutar do calor alentejano;
é doidice, eu sei, mas nem todos os fins-de-semana podem ser apreciados acima dos 40 (de)graus;
é obra que se precisa de apreciar e não me apeteceu escrever, estava quente demais, os miolos ferviam e as ideias esturricavam;
para continuar, até ao próximo momento;

aos deuses


ou quem as suas vezes fizer...
o mês de Agosto será uma mês de definições, arranjos e algumas conclusões, pelo menos cá por casa;
uma das alineas está ultrapassada, referente ao professor titular;
agora e até final de Agosto aguardam-se decisões quanto ao facto de continuar, ou não, onde tenho estado, no IPJ;
sem expectativas nem falsas modéstias, mas com curiosidade para que possa organizar o espaço e o tempo da minha cabecinha, em primeiro lugar, mas também da família;
para quem anda nestas coisas da política sempre defendi (com grande pena minha) que a lógica subjacente é a lógica da batata, isto é, roda por onde calha e não por onde pensamos que é mais lógico, correcto ou adequado;
não me queixo das regras de um jogo onde, por razões várias, corro há muito; mas é certo que procuro, na medida das minhas incapacidades, mostrar que deve haver alguma lógica nestas coisas e distantes da batata;
tenho, atrás de mim, resultados, objectivos, números que falam pelo trabalho desenvolvido; mas também tenho a fama (que sempre me antecedeu) de um mau feitio complicativo (por que gosto de discutir as ideias), de uma arrogância aborrecida (por dizer e mostrar que tenho opinião), de um pretensiosismo a toda a prova (por considerar que se há desconcentração que não seja apenas funcional, aceito também responsabilidades);
há já algum tempo que aprendi a lidar com estas ideias; mas, resta-me a consciência e dessa eu não abdico, e que assenta no facto de onde regresso ser bem recebido e tratado;
pode ser que aconteça o mesmo desta vez;
depende do que Deus quiser, ou de quem as suas vezes fizer...

não sou...

professor titular;
entre esperanças (mais pela formação pós-graduada) e a consciência do meu afastamento da escola e das exigências administrativas que eram colocadas em concurso, os resultados determinaram que fico a aguardar por próximas oportunidades;
a ver vamos sobre aquilo que o futuro nos poderá reservar e o papel que nessa construção eu possa ter;

sexta-feira, julho 27

calor


hoje esteve um dia de Verão quase que alentejano;
para o comum dos alentejanos, aqueles que sempre usufruiram e sentiram o calor, o Verão é quente, mesmo muito quente;
aquilo que temos sentido mais não é que um pequeno bafo de um pronunciado Verão;
o mês de Julho costuma ser o mais quente no Alentejo, com temperaturas que rondarão, pelos menos durante o período de uma semana, sempre acima dos 40;
este ano tem sido claramente diferente, raros foram os dias em que estivemos acima dos 30;
hoje (e parece que amanhã) finalmente o Verão diz de sua justiça, e perspectivam-se temperaturas na casa dos 38/39 graus;
faltam as noites, que têm estado demasiadamente frescas e ventosas, para sentirmos que estamos no Verão;
resultado, não há cerveja que se aguente, não há vontade que se contenha;
vamos a isso que se faz tarde;

emersão


hoje foi dia de submergir num rio de águas profundas;
isto é, foi dia de visita ao fluviário de Mora; um espaço que recria as condições de vida dos rios, nomeadamente as relativas à sua fauna;
um espaço agradável que dá para aprender coisas e conhecer um mundo que, pelo menos para a minha pessoa, é desconhecido;
desde a achigã, ao barbo, passando pelos peixes mais habitualmente alvo de pescadores lá os podemos ver em habitat natural, para além daqueles outros que, por serem de rios mais exóticos (América do Sul, África ou Ásia) nos são mais desconhecidos;
uma visita rápida mas enriquecedora;
merece uma visita daqueles que estão mais longe do Alentejo mas que gostam dos rios;

quinta-feira, julho 26

sem nome


finalmente tive oportunidade de conhecer o projecto ainda sem nome, proposto pela Sofia e pela Sónia;
tenho de lhe reconhecer a pertinência e a particularidade urbana de se olhar para a mesma coisa sob diferentes perspectivas - até podem não ser ângulos diferentes;
provavelmente uma estória urbana de sentimentos arreigados na cultura e na memória de quem vive a cidade e a gosta de captar;
com a particularidade de serem duas mulheres - e, entre géneros, há sempre um olhar diferente, há sempre valorizações diferentes, há sempre outros sentimentos que se sobrepoem, e estas narrativas, a própria história, tem tido demasiados homens a contá-la;
um espaço por onde passarei com assiduidade para conseguir perceber olhares e estórias que podem fazer a história;

turismo ao pé de casa

por se ter optado por férias em casa, ontem fomos turistas ao pé de casa;
saímos ao final da tarde, demos um passeio pela cidade, vimos montras e turistas estrangeiros, jantámos numa esplanada, fomos comer a sobremessa de Verão a um outro lado e regressámos era já noite dentro; cansados, mas resfastelados por termos desfrutado do prazer de olhar a nossa terra como se de turistas nos tratassemos;

coisas...


ele há coisas em que se não são contradições serão, pelo menos, persistências recalcadas a vir ao de cima;
em função dos tempos que correm na escola foi publicada uma portaria (nº. 15847 de 2007), com a chancela da senhora ministra, que condiciona a recolha de informação nas escolas, por diferentes meios ou em face de diferentes objectivos;
com o pretexto de credibilizar as metodologias de recolha da informação, de se não saturar docentes, alunos e serviços na duplicação da recolha da informação a partir de agora qualquer pedido de informação às escolas tem de ser previamente autorizado pela DGIDC;
daqui a pouco regressa-se aos tempos em que para se passar pelo wc é necessária autorização superior;
não percebo onde, nos discuros políticos e nas orientações ministeriais, se posicionará a propalada autonomia das escolas e dos professores; não terão estes capacidade de análise (crítica e metodológica) para aferir das respostas e de se organizarem para facultarem estes elementos?
onde se posicionarão aqueles que, desenvolvendo um trabalho de investigação nas escolas, necessitem de recolher informações, elementos quantitativos sobre o seu próprio cenário de investigação;
será que, neste último caso, depois de um questionário ser validado por um orientador (pretensamente doutorado e habilitado no seu ofício e reconhecido pelo ministério) essa comissão virá dizer que o questionário não está adequado, não é metodologicamente correcto?
se isto não é uma contradição, entre discursos e práticas legislativas, não sei o que seja;

segunda-feira, julho 23

choque educativo


Apesar da falta de vontade, não consigo deixar de escrever sobre um pequeno (mas que se pode tornar grande) evento hoje lançado, o choque tecnológico educativo;
não tenho dúvidas, face às notícias, que duas situações, entre o oposto e o contraditório, irão surgir;
por um lado, a inevitabilidade do existente, entre o reconhecimento do que já (muito) se faz nas escolas, em matéria tecnológica, e a clarissima necessidade de dotar as escolas (particularmente ao nível de conteúdos e de relação com a sua comunidade) de outros instrumentos que permitam uma maior inter-relação e uma maior partilha de informação; tenho dúvidas que existam muitas vozes críticas neste sector, para além do mais, uma boa parte das medidas anunciadas já se encontram contempladas em muitas escolas (escolas digitais, cartão do aluno, video-vigilância, etc);
agora há um outro lado que, com menos dúvidas, perspectivo comentários e críticas; nomeadamente ao nível dos professores, qual o envolvimento, as contrapartidas, os trabalhos necessários para a produção de conteúdos, a a sua gestão, actualização e manutenção, a articulação com as funções pedagógicas e docentes, os contributos para o acesso a professor titular, entre outras irão marcar um conjunto de ideias;
entre umas e outras apenas uma pequena (que considero grande) referência, na apresentação desta iniciativa e do pacote financeiro que o acompanha, poucas foram as referências aos professores, ao papel de charneira que estes profissionais terão (e deverão) de assumir neste processo;
isto é, olha-se a escola do lado pacífico (eventualmente mais populista, mas também mais asséptico) e não se aproveita a oportunidade para se lançar a escada aos profissionais que constroem a escola e promovem os seus conteúdos;
corre-se o sério risco de, daqui a uns tempos, termos escolas a navegar a 28kbps enquanto outras aproveitam os 24Mb; termos umas escolas com páginas passivas e estáticas, enquanto outras disponibilizam e-learning;
alguém anda esquecido que as escolas são feitas também com e pelos professores;
são estas pequenas (ou grandes) oportunidades que se esvanecem para corrigir tiros e danos colaterais;

na me apetece


hoje estou em dia em que não me apetece escrever;
não é por falta de ideias, é mais por manifesta ausência de vontade;
há dias assim...

domingo, julho 22

sossego II


mas não é apenas por aí, pelas ruas e vielas, que se fazem sentir as férias;
também aqui por casa se nota o período estival, de descanso e de troca de ritmos;
ao contrário do que me era habitual há uns anitos atrás, agora dá-me para acordar (relativamente) cedo; ao contrário os filhotes habituam-se a disfrutar das manhãs de sono;
por mim, aproveito o momento de silêncio, de quase que total ausência de ruídos para pensar o que ando a fazer, ler um pouco e tentar rabiscar algumas ideias;
mas é uma sensação estranha, esta de estar em casa com a família toda e se fazer sentir o silêncio de quem dorme e descança;

sossego


o sossego até na net, nas mensagens de correio electrónico se faz sentir;
as férias, a ligeireza dos horários, faz com que, quem tenha optado por ficar, se aperceba da pouca gente nas ruas, da quantidade de caras diferentes que encontramos, do acalmar de ritmos e hábitos;
por quase todo o lado somos confrontados com as imagens de férias, práia, sol e sombreros;
não sei se é para que sintamos o espírito das férias se apenas para implicarmos com quem opta por ficar;
mas que é um sossego, lá isso é...

sábado, julho 21

a vida no campo


viver no campo e na aldeia, como é o meu caso, pode ser encarado como um privilégio e sinónimo da qualidade de vida;
o sossego, a paz e a tranquilidade bucólica dos campos, a paisagem que se estende pelo horizonte, apenas entrecortadas pelas árvores, é assumidamente, um privilégio;
mas, tecnologicamente é um autêntico desatino; quer no acesso à net, que é quase sempre complicado, deficitário e lento, quer mesmo em coisas ainda mais básicas como seja a estabilidade eléctrica, sempre soluçante por estes lados;
tenho consciência que é difícil conciliar o melhor dos dois mundos, mas não é de admitir que no início de um novo século, quase duzentos anos depois da invenção da electricidade, os pequenos aglomerados estejam dependentes de sobrecargas ou de redes desajustadas que fazem com que, num normal dia de semana, a luz caia pelo menos duas vezes, provocando todo o transtorno da sua excessiva dependência.
é a vida no campo...

sexta-feira, julho 20

devagar

em férias, entre uns registos e outros, entre observações de quem passa e o disfrute do que (não) se faz, procuro regressar ao meu projecto de investigação, ainda por cima quando se aproximam prazos para cumprir;
é uma escrita vagarosa, entrecurtada entre dúvidas e a necessidade de regresso ao campo de investigação;
no campo de investigação dou com um período quase que branco de ausência de instrumentos de políticas educativas, nomeadamente entre a implantação da democracia e o período que coincide com a aprovação da Lei de Bases da educação;
apesar de, ao longo de todo este período, terem vigorado duas grandes preocupações, primeiro a consolidação do regime democrático, posteriormente a integração na então europa comunitária, os primeiros instrumentos de intervenção do Estado no sistema educativo que vão para além da legislação ocorrem apenas já em finais dos anos 80 (com Roberto Carneiro e todo um conjunto de recomendações oriundas da então Comissão de Reforma do Sistema Educativo) e, muito particularmente, com a governação de Marçal Grilo;
esta situação leva-me a considerar outras questões, nomeadamente, que instrumentos eram concebidos localmente pelos professores, pelas escolas na e para a regulação dos comportamentos educativos e escolares? que procedimentos eram adoptados ou adaptados pelos intervenientes visando a conformidade social e pedagógica ou, apenas e simplesmente, o exercício da docência?
apesar de lentamente, há que regressar a um pensamento crítico sobre a escola.

tardia


uma das coisas que gosto de fazer é observar as pessoas, quem por mim passa;
se fosse mais descarado gostava de as captar em imagens, mas tenho sempre algum prurido e máquinas que não permitem grandes alcances;
uma das coisas que, face a essa observação, tenho reparado é no disfrute de algumas adolescências tardias; isto é, pais e mães com jovens filhos na adolescência em que uns rivalizam com os outros, seja no modo de vestir e estar, seja na utilização de adereços, seja inclusivamente em alguns trejeitos da fala ou modismos, direi eu, desajustados;
não é necessário ir aos grandes centros, mesmo pelo interior, notam-se mães que, na casa dos 30 ou mesmo nos quarenta e poucos, fazem pircings umbilicais, tatuagens ou utilizam adereços próprios da juventude;
pergunto-me muita das vezes se é uma adolescência tardia por que não vivida na altura certa se é apenas uma tentativa de acompanhar os filhos e não se acentuar o fosso etário ou que razões existirão para esta vivência que, digo eu, peca por tardia e desajustada;
serão, como diz a minha filha, apenas modernices?

história do futuro


como curioso pela História, esta entrada de um conterrâneo, amigo e companheiro, levou-me a considerar algumas ideias sobre o papel desta disciplina em termos futuros;
em face da panóplia de fontes de registo como se traduzirá a História no futuro?
em face da existência de tantas fontes de registo, como a tv, máquinas digitais, blogues, qual será a ideia que iremos deixar aos nossos bisnetos ou trisnetos ou qual a ideia que eles criarão de nós mesmos?
hoje, para uma pessoa como eu, oriundo da classe média urbana em que os pais migraram para a cidade e eram filhos de poucas posses, não tenho grandes registos dos meus antepassados; possuo alguns apontamentos meus, particularmente imagens da minha infância e adolescência, mas dos meus pais menos ainda e os que existem eram eles já bem granditos; dos meus avós ainda menos, apenas uma imagem pretensamente do meu avô materno fardado nem se sabe por que ou para quê e mais nada, rigorosamente mais nada;
agora para o futuro já se pode contar com um acervo significativo, que se afirma com os avós dos meus filhos, se alarga pelos seus pais e que inclui toda uma gama de registos dos filhos; será parte deste acervo que transitará para aqueles que serão (em princípio) os meus netos e que, a partir deles, construirão imagens, ideias que vão para além do dito, da construção oral;
como será a história do futuro?

quinta-feira, julho 19

evolução


na tecnologia há uma evolução "quase" que natural;
já fiz o up grade do pc de secretária e, agora, resolvi começar a comprar material periférico sem fios;
uma coisa de cada vez, de modo a não se estranhar muito;

metediço


só para "chatear" quem não conheço mas muito admiro, entretenho-me a ouvir, em alto e bom som, the smashing pumpkins, uma colectânea de sons admiráveis;
é verdade que de quando em quando entrecortados com pedidos de ajuda, pois estar a família em casa causa sempre alguns soluços, mesmo às coisas boas;

terça-feira, julho 17

confusão


inevitavelmente depois das eleições intercalares da capital está instalada a confusão;
a única coisa que gostaria era a de reconhecer a capacidade do PS de se pensar e mobilizar para um outro ciclo;
a de, face à situação geral, o PS conseguir apresentar outras propostas mobilizadoras da sociedade e das pessoas, seja ele capaz de contrariar os ditos da oposição, qual frases feitas para matraquear ouvido duro e afirmar-se como coerência e consistência de governo e de governação;
saiba este PS encontrar o fio à meada que une diálogo, participação e cidadania, com rigor e sentido de governação e juntar as pontas, isto é, governo e bases, estado central e poder local;
era uma óptima oportunidade, a ver vamos no que dá... ou no que as (algumas) pessoas querem que dê;

estupido


fumei durante quase 20 anos; há quase cinco anos atrás, faria em Agosto, deixei de fumar, de um momento para o outro;
desde o início deste ano que tenho andado com uma recaída monumental e o fatídico regresso ao tabaco, um cigarrito aqui, outro ali e pimba foi num ápice em que retornei à compra regular;
dou a desculpa que as confusões são muitas, os apertos exigentes e o espírito fraco, circunstâncias que, conjugadas, conduzem ao regresso ao vício;
todos se manifestam contra, e bem;
agora opto por regressar à ansiedade, à irritabilidade e tentar, outra vez, quebrar o hábito;
desde Domingo que não lhe toco; ainda sem comentários, nem adizeres a quem quer que seja; a ver vamos se me aguento ou se efectivamente se confirma a idiotice e a estupidez humana (pelo menos a minha);

perdas


se há coisas que me irritam solenemente é perder canetas ou esferográficas;
desde pequeno, eventualmente decorrente do meu pai desde sempre ter trabalhado em papelarias e eu ter um acesso privilegiado às canetas, que gosto de canetas e de esferográficas;
gosto do cheiro da tinta, gosto de as diferenciar pela sensibilidade com que deslizam na folha de papel, pela rugosidade da textura da escrita;
desde pequeno possuo boas canetas e gosto de as usar; raramente perdi uma - talvez uma vez;
agora há já vários dias que dou pela falta da minha rotring, esta mesma que ilustra o post; uma três em um, duas cores e lapiseira, pesada, para se fazer sentir na mão, ligeira na escrita; irrita-me a sensação de a ter perdido, mas o certo é que há já vários dias que não dou com ela;

domingo, julho 15

festa

ontem foi noite de festas populares numa aldeia aqui próximo;
fomos ver como era e aproveitar para conhecer outras dinâmicas (festivas) locais;
nunca fui um rapaz de festas populares, eventualmente por ter nascido na R. de Aviz e ali não existirem festas;
só já crescidito comecei a gostar das festas, de ver as gentes, os sorrisos, as alegrias, os copos em excesso, os reencontros, o matar saudades de quem não se vê há muito, as vestimentas festivas, os olhares cumplices de quem se passeia pelo indiferente;
uma festa comunitária onde metade da aldeia pertence à comissão de festas (os festeiros) e a outra metade se diverte entre copos e grelhados, tudo animado por um bailarico onde a música desafinava mais do que acertava e a banda teimava em pedir as palmas que não apareciam;
mas são estas pequenas coisas que me fazem sentir gente...

magna


a reunião magna correu melhor do que o perspectivado; as ausências foram marcantes e com elas algum do silêncio;
intervenções interessantes, que procuram equilíbrios entre visões mais péssimistas e outras mais optimistas, como umas mais centradas no umbigo dos interesses nacionais e outras que não se conseguem (e alguns não querem) desmarcar do seu posicionamento mais local, mais localizado;
disse de minha justiça, numa defesa da intervenção social dos actores regionais, da descentralização e da construção da social-democracia;
mas os silêncios, os não ditos foram tanto ou mais importantes do que tudo o que foi dito;
é uma arrumação de ideias e de interesses; para que lado irão pender e onde se irão sustentar isso é o que veremos no futuro... e não falta muito para o futuro

devagar


em férias, uma das coisas das quais me desligo é do tempo;
não tenho tempo, não olho ao tempo, não me preocupo com quanto tempo posso ou devo fazer isto ou aquilo;
o tempo flui, desliza como grãos de areias por entre os meus dedos, sem qualquer preocupação nem constrangimento;
é um dos privilégios das férias não me preocupar com o tempo;

sexta-feira, julho 13

reunião

hoje há reunião magna cá pela terra, desconcentrada como se gosta, para se debater o quê?
curioso quanto aos silêncios que se irão fazer sentir, às omissões que não serão ditas;
curioso quanto aos assentos e arranjos;
curioso, apenas...

fim do princípio


termina hoje a campanha para as intercalares de Lisboa, para aquilo que há muito defendo como sendo uma verdadeira sondagem ao governo e aos partidos da oposição;
duas notas sobre uma coisa que, goste-se ou não queira-se ou não, a todos diz respeito;
1. fica marcada pelas coligações de cidadãos, pelo retorno à rua e às conversas da política de todos os dias; esta poderá ser uma marca que perdurará para próximos actos eleitorais (pelo menos autárquicos) e que, face ao peso que possam vir a adquirir poderão ser (ou tornar-se) num fiel da balança democrática; saibam ou possam os independentes ultrapassar os maniqueismos partidários e criar novas formas de relacionamento com o cidadão, exigir e saber salvaguardar outras regras da governação democrática; para já é ponto de vantagem neste processo;
2. os resultados eleitorais irão dizer como se processarão os próximos tempos e perspectivar qual será a arrumação de forças, vontades e oportunidades; como sondagem que não deixa de ser é um teste ao governo e aos partidos da oposição, nomeadamente em como eles descortinam argumentos e soluções e se perspectivam alterações;
um à parte, urge alterar determinadas estratégias, muito egocentradas, muito delimitadas a um ou a outro protagonista e criarem-se oportunidades de diálogo, não de adiamento, mas de esclarecimento, de explicação;
curioso quanto aos próximos tempos, sabendo que marcados pela sealy season irão dar azo a que as sombras sejam de reunião e de confrontos;

preocupação


apesar de parado e em férias, há uma preocupação que me ocorre, a do meu projecto de investigação;
tenho de reconhecer a fraca, baixa, pouca produtividade que, nos últimos tempos, me tem caracterizado;
sou de rompantes, de momentos e de sorvos; ora lhe dou de vento em poupa ora estagno, qual expectante de rasgo de iluminura brilhante que me indique um caminho e uma possibilidade;
mas hoje acordei com esta na cabeça;

quinta-feira, julho 12

finalmente


finalmente o tão aguardado e esperado dia chegou;
risquei os dias que passavam no calendário, contei os que faltava,, fiz de tudo um pouco para chegar aqui e, simplesmente, parar;
finalmente a pausa pedagógica das férias;
estou de férias;

quarta-feira, julho 11

rotas


um pouco por todo o Alentejo há duas rotas, percursos e caminhos, que foram um quase sucesso;
as rotas do vinho e dos sabores, permitem descobrir adegas e degostar os sabores com quem conhece, como permitem descobrir recantos algo inesperados da gastronomia tradicional;
se estas foram um sucesso, por que não criar uma rota dos saberes alentejanos, que cruzem o cante com o artesanato, a música com o foclore, as tradições com a cultura, o passado com o futuro?

sagrado


uma das características da religiosidade na região Alentejo é a de cruzar o sagrado com o profano, num claro aproveitamento das manifestações da fé;
esta imagem é disso reflexo, um adro de igreja que convive (e bem) com o coreto;
sítios do Alentejo, Montoito, concelho de Redondo;

sombra


no Alentejo, as sombras adquirem uma dimensão quase que hierárquica, na disputa pelos melhores lugares;
são espaços reservados a apenas alguns, pela intensidade do calor e pelas vistas que consegue alcançar;
este é um espaço novo e diferente do tradicional, que faz com que permaneça entre o desocupado e o centralizado;

segunda-feira, julho 9

Luz



imagens de uma aldeia historicamente recente, Aldeia da Luz, concelho de Mourão;
célebre porque a antiga ficou submersa pela barragem de Alqueva;
apesar de respeitar a traça apresenta linhas acentuadamente divergentes, criando uma outra tradição;