domingo, agosto 12

imagens


como facilmente é visível neste meu sítio, tenho optado, desde que é fácil e prático, por incluir imagens que, de algum modo, funcionam como metáforas, elementos de continuação ao texto;
e ando com vontade de comprar uma máquina para roubar imagens e as disponibilizar como complemento, criando eu mesmo as metáforas e não de as ir buscar a outras bandas;
falta-me é o precioso tempo para o efeito;

sábado, agosto 11

teste


esta imagem, de da Vinci, foi um dos exames mais proveitosos que fiz aquando do meu curso; aparecia a imagem e o pedido "comente";
ao deparar com ela, lembrei-me desse teste e daquele que enfrento no meu projecto de tese;
se o Homem é a medida de todas as coisas, qual é a medida do Homem; quais são as coisas que o Homem mede, para quê?
isto porque a criação de instrumentos disciplinares de regulação dos comportamentos educativos não leva o Homem como medida, mas, em contrapartida, uma dada ideia de sociedade, um conjunto de valores e de (pré)conceitos que se modificam, que se transformam (não sei se evoluirão);
instrumentos hoje dados como incontornáveis eram em tempos impensáveis e, muito provavelmente amanhã poderão ser considerados obsoletos quando não mesmo desnecessários;
o que faz com que se (re)criem instrumentos pedagógicos de regulação dos comportamentos educativos? o que faz com que sejam abandonados? um mesmo docente pode utilizar vários, valorizar diferentemente as suas acções;
preciso urgentemente de ir para o terreno procurar algumas dúvidas sobre as questões que se me colocam nesta altura, essencialmente para evitar que se misturem ideias, dúvidas e questões e se sobreponham umas sobre as outras tornando (ainda mais) difícil discernir o necessário do supérfluo;

vicio


esta escrita, a que descrevo no blogue, torna-se viciante;
é como uma oportunidade de libertar energias, de racionalizar quotidianos, de pensar publicamente coisas mais individuais - quase que como procurar uma legitimidade exterior ao que interiormente passa por mim;
pelos blogues é possível ver o que por aqui passa e aquilo que aqui fica; pelas escritas é possível perspectivar estados de espírito, personalidades e feitios;
de quando em vez penso em parar, contrariar o vício, descansar da (por vezes excessiva) exposição;
mas acabo por regressar, por querer escrever mais, por estar mais presente;
sinto saudades antes de partir;
é um vício...

sexta-feira, agosto 10

leituras


a partir de uma editora que penso ser algo recente, adquiri e devorei o título "Foucault e educação";
pelos título será relativamrnte fácil perceber a sua posição e o seu sentido editorial;
mas também pelos títulos ali disponíveis ficamos com acesso a um conjunto de ideias que têm andado algo afastadas das bancas e das discussões pedagógicas, é uma outra perspectiva que se acrescenta a um mercado (o editorial) sempre escasso e restrito no panorama nacional, condicionado que está a alguns dinaussauros da publicação;
é um livro que nos permite, de modo sintético e resumido, perceber melhor o pensamento de um dos maiores pensadores do século XX, Michel Foucault;
conheci o autor nos idos 80, por causa da história das mentalidades e da cultura e, essencialmente, por causa de um professor que teimava em apresentar coisas contra corrente;
contra-corrente por que é difícil, senão mesmo impossível, catalogar M. Foucault; tanto é da área da psicanálise como da história, da sociologia como da pedagogia, da política ou da cultura, como é referenciado como marxista, estruturalista, mas também fenomenologista, linguista, entre muitos outros adjectivos; M. Foucault é assumidamente gelatinoso e adorável;
procuro perceber M. Foucault essencialmente pelo seu objecto de investigação de uma vida, a relação entre poder e conhecimento;
é algo admirável nas suas análises, quase que incompreensível na sua metodologia, de tão vanguardista anda a ser recuperado em múltiplas áreas, uma das quais aquela que adoro trabalhar, a história das ideias;
relacionar os instrumentos de regulação dos comportamentos implica, obrigatoriamente, relacionar as estruturas do poder e do conhecimento com as estruturas de acção e de construção social;
leituras...

quinta-feira, agosto 9

km

uma curiosidade, neste período, dois anos de presença no IPJ, já percorri mais de 100 mil km, qualquer coisa como 50 mil por ano;
não imagino quantas voltas ao distrito sejam, mas serão certamente muitas;

desafios


apesar de sempre me assumir como professor dos ensinos básico e secundário, tenho tido o privilégio (e é assim que o assumo) de passar por diferentes sectores da administração pública nacional, para além de conhecer os diferentes patamares do ministério que enquadro (o tal polvo) desde 1989;
neste período e decorrente da minha passagem por diferentes sectores, tenho tido a oportunidade de conhecer modos de organização, maneiras de proceder, formas de agir, tipos de relacionamento num adquirir de competências e conhecimentos que, de outro modo, me estariam distantes e claramente difíceis de alcançar;
de quando em vez pergunto-me e para quê? apesar das reconhecidas mais valias que me conferem, mesmo no relacionamento e no trato pedagógico, são competências individuais, pessoais mas que me permitem e me facultam uma história rica de aspectos;
têm sido desafios de poder participar não apenas na construção de uma hstória pessoal mas simultaneamente, de procurar acrescentar algo meu e pessoal;
uma coisa de que me orgulho, das múltiplas amizades que já fiz, de regressar aos sítios e ter sempre gente com o qual sinto um prazer especial em me relacionar, em reencontrar;
uma coisa de que não me orgulho tanto, a de dexar as amizades para trás, porque são fruto de momentos e circunstâncias sempre muito específicas e algo politizadas;

de passagem


fez ontem dois anos que cheguei à delegação de évora do ipj;
dois anos de um trabalho diferente para a minha pessoa, um conhecimento de outras realidades e a tomada de consciência de outras dimensões da juventude alentejana e das suas dinâmicas;
face aos resultados já alcançados até parece que foi um longo período; pelas dinâmicas conseguidas até parece que foi ontem que aqui entrei, receoso face às minhas próprias expectativas e capacidades para gerir um novo desafio;
do confronto com a novidade (de parte a parte) superaram-se receios, ultrapassaram dúvidas e ganharam-se outras amizades;
nem tudo está feito, nem tudo está em conformidade, nem tudo é plano num terreno de (re)construção organzacional, nem tudo assenta na amizade e na boa relação;
quanto ao futuro? logo se verá...

terça-feira, agosto 7

juventude


as políticas de juventude têm sido na democracia, no nosso país, o parente pobre da administração pública - por razões várias que aqui não me interessa dissecar;
o certo é que assento num triunvirato difícil de desfazer e mais difícil de gerir;
por um lado, todas as dinâmicas de jovens ou são rotuladas com a copofonia, libertinagem, vadiagem ou, em alternativa, como instrumentos partidários, fantoches manietados por algo ou por alguém;
por outro lado, se não for esta a questão é apenas gaiatagem, garotada, miudagem (para ir ao encontro de algumas das expresões nacionais), de pouco relevo e sem destaque, mais de folclore do que de conteúdo, mais de opiniões do que de coerências;
finalmente, assenta numa clarissima necessidade de tempo, que em juventude é difícil de gerir; tempo para que se possam afirmar, tempo para que se possam acreditar, tempo para que se possam desmarcar de pré-conceitos, ideias feitas ou opiniões fáceis;
estar a gerir políticas de juventude, enforma de tudo isto; com uma grande vantagem, a de poder perceber que há muitas juventudes, que há muitas dinâmicas, que há muitas diferenças entre jovens e juventudes e que colocar tudo dentro do mesmo saco pode ser, no mínimo, extemporâneo, precipitado, errado;
tenho andado de um lado para o outro, a aproveitar o calor e a bonomia do Agosto, para (re)conhecer pessoas, gentes, dinâmicas, projectos e ideias; e é sempre um privilégio poder sentir que, apesar de jovens, há ideias e opiniões, argumentos e coerências que vão muito além das ideias feitas, dos juizo pré-concebidos, das precipitações políticas;
pena é que as políticas de juventude não ganhem um outro destaque, seja nas políticas centrais, seja nas autárquicas, que se mimetizam como se de clones se tratassem;
e é pena que assim seja;
[é por estas e por outras que sou chato, inconveniente...]

bcp


tenho de reconhecer uma coisa, nunca me apercebi tanto das reuniões de um conselho de administração de um banco como aquela que se passa com o bcp;
pode ser por distracção minha, pode ser por não ligar a essas coisas de quem gere muito e muito dinheiro, pode ser por não ter sido moda, mas estou convencido que uma reunião de conselho de administração não era para ser badalada aos sete ventos; se o é pergunto por quê? porque é que as reuniões do bcp e a guerra entre jardins e pintos está nas primeiras páginas?
"expiliquem-me" pois sou alentejano e não estou habituado a estas coisas;

ausência de ruído


esta semana os filhotes estão de férias dos pais (o vice-versa é mais delicado/complicado);
fui ontem deixá-los a um campo de férias para, durante uma semana, descobrirem outros olhares (é uma grande designação), outras amizades, outros pontos de vista e descobrirem, eventualmente, que este país é um moisaco de oportunidades;
pois é, mas os pais, quais galinhas, cá ficam, sem saberem onde pôr as mãos;
não se estranha o silência da casa, estranho a ausência de ruídos, daqueles sons tipicos da pequenada, de embirrar com o irmão(irmã), de gritarem por isto ou por aquilo, do som alto da tv,...
enfim, coisas necessárias (pensamos nós) para que possam crescer no meio das dúvidas e nelas se construirem;
mas que estamos desejosos que passe a semana, lá isso estamos;

frente-a-frente

sem imagens, por que uma palavra vale mais que muitas imagens juntas, para apenas dizer que aquela vitória, no passado Domingo, me deixou reconfortado, pleno quase de satisfação;
só não foi uma plena satisfação porque nem nem outro jogaram coisas que se vissem para esta altura do campeonato - o SCP tem um tira teimas no fim-de-semana com o FCP e o glorioso uma primeira prova de fogo na terça seguinte;
mas que foi bom lá isso foi - até fumei um cigarrito logo depois :)

domingo, agosto 5

frente-a-frente


logo mais decorre o primeiro derby nacional;
vale o que vale se é que vale alguma coisa;
para mim, se o glorioso vencer vale tudo, vale quase por uma época; obviamente que se perder, pelo contrário, é um jogo a feijões, daqueles em que os primeiros grãos são para os pardais;
a ver vamos como se encaixam uns e outros, como se confrontam expectativas e rivalidades;
curioso q.b. para perceber se ainda falta muito para que o SLB tenha uma equipa capaz de rivalizar internacionalmente ou se ficamos, uma vez mais, à espera;
logo se vê...

geito


tenho de reconhecer que, apesar de simpatizar, nunca tive muito geito para as questões do bricolage;
eu bem que insisto e desde há uns tempos, comprei ferramentas, montei uma bancada e persisto na tentativa; quase sempre frustrada;
ondem, de roda da máquina de lavar roupa que persistia em não trabalhr, apanhei um choque que me terá posto o coração a trabalhar mais ritmadamente;
é para aprender que, aquilo que não se sabe, é preferível não fazer;

lá estive


em passeio pelas ruas, no meio das gentes, admirando e conhecendo;
um espectáculo engraçado, apesarde cansativo, pois deambula-se por quase toda a vila;
fiquei particularmente admirado por dois factores;
por ver tanta gente, um mar de gente que prenchia não apenas a praça central mas que se espraiava pelas ruas;
de nunca me ter apercebido que o Redondo tem tantas e tantas taquistas, lugares de comes e bebes, esplanadas;
gostei, vale a pena;

sábado, agosto 4

tradição


hoje vou passear por ruas floridas, na vila de Redondo;
não sei onde enraiza esta tradição comum a algumas localidades alentejanas, a de ornamentar ruas e construir estórias com flores de papel;
não sei se é criação recente se enraiza nalgum gosto particular de algo ou alguém; o certo é que atraem gentes, eu incluido;
lá rumo para conhecer uma tradição;

re-encontros


ontem tive a oportunidade de re-encontrar um colega de curso;
afastado para a sua terra, passou por estas bandas para matar saudades e mostrar aos filhotes por onde andou em tempos;
curiosidade, o dito é colega do Miguel, na mesma escola - o mundo é pequeno e Portugal ainda mais;
no meio da conversa, referência para aqueles pontos que nos unem, Évora, a Universidade e a História;
de Évora diz que que fica com a sensação que se aburguesou, que cresceu sem rei nem roque, que afirmou uma identidade que ele, no tempo em que por aqui esteve, não reconhece; nada de melhor para (re)conhecermos a nossa terra do que ouvirmos outros pontos de vista, outras ideias;
da Universidade fala do que ouve falar, que ocupou a cidade, que se encontra sem rumo, que se perde no meio das angustias do ensino superior;
da História, a paixão de reconhecer o gosto e o estudo que lhe devotamos - ele mais que eu;
um re-encontro que tenho pena que não aconteça mais vezes e que não sejam ocasionais;
não sei por onde andam grande parte daqueles que, comigo, partilharam alegrias e tudo o mais durante um período que nos foi comum; de tão intenso que foi uns cansaram-se das companhias, outros debandaram e outros talvez se tenham esquecido das cumplicidades;

ufa

lá fora hoje a temperatura andou perto dos 45 (de)graus;
um ar quase irrespirável, que se sentia a descer pelos pulmões;
um tempo quase que insurportável que tem de bonito trazer o riso das crianças na piscina, o chaminhar na água, o desgostar uma sombra;
os cães e o gato, todos pretos, não sabem por onde andar, onde estar, lingua de fora a lamber o ar o quente;
cá dentro do mal o menos, continuo a não necessitar de ar condicionado, se bem que a temperatura não desça dos 20 (de)graus;
é Alentejo, é Verão;

quarta-feira, agosto 1

Agosto

trabalhar em Agosto é assim qualquer coisa como ver passar quem não está, sentir a presença do que não se faz, ir por caminhos desertos, percorrer vazios e esperar que se chegue lá mais à frente;
sempre que estou fora da escola, opto por parar (qual pausa pedagógica) em Junho ou Julho e trabalhar o mês de Agosto;
é certo que há menos gente, menos confusão, opções várias para estacionar, escolha livre do sítio para beber uma cervejita ou degostar um gelado;
mas também se sentem as ausências, aquela monotonia de que o trabalho já está feito, que não se pode adiantar mais;
resta esperar que o tempo passe e se aproxime um outro mês;

TV Évora


há já algum tempo que tinha ouvido falar da TV Évora, só agora dei com ela;
duas notas;
uma boa ideia que peca por se restringir à denominação de Évora, que faz logo com que se criem alguns anticorpos por outras bandas; há quem me diga que defendo a região por que sou de Évora, mas esta seria uma abrangência mais adequada e com maiores possibilidades de afirmação;
a clara afirmação que a Net poderá ser um veículo de afirmações globais face a particularidades individuais; é, assumidamente na sua apresentação, um projecto sem fronteiras, as elas são fundamentais para percebermos em que campos nos movemos;
já agora, que esteja actualizada, apontamentos de Maio estão algo desajustados, não apenas face ao tempo, mas também às pretensões apresentadas quando referem que optam por mostrar o que há de bom, e há muita coisa;

terça-feira, julho 31

nada disso

a última que devia ter sido a primeira;
não, não fui de férias, apenas uma pausa pedagógica para disfrutar do calor alentejano;
é doidice, eu sei, mas nem todos os fins-de-semana podem ser apreciados acima dos 40 (de)graus;
é obra que se precisa de apreciar e não me apeteceu escrever, estava quente demais, os miolos ferviam e as ideias esturricavam;
para continuar, até ao próximo momento;