quinta-feira, julho 12

finalmente


finalmente o tão aguardado e esperado dia chegou;
risquei os dias que passavam no calendário, contei os que faltava,, fiz de tudo um pouco para chegar aqui e, simplesmente, parar;
finalmente a pausa pedagógica das férias;
estou de férias;

quarta-feira, julho 11

rotas


um pouco por todo o Alentejo há duas rotas, percursos e caminhos, que foram um quase sucesso;
as rotas do vinho e dos sabores, permitem descobrir adegas e degostar os sabores com quem conhece, como permitem descobrir recantos algo inesperados da gastronomia tradicional;
se estas foram um sucesso, por que não criar uma rota dos saberes alentejanos, que cruzem o cante com o artesanato, a música com o foclore, as tradições com a cultura, o passado com o futuro?

sagrado


uma das características da religiosidade na região Alentejo é a de cruzar o sagrado com o profano, num claro aproveitamento das manifestações da fé;
esta imagem é disso reflexo, um adro de igreja que convive (e bem) com o coreto;
sítios do Alentejo, Montoito, concelho de Redondo;

sombra


no Alentejo, as sombras adquirem uma dimensão quase que hierárquica, na disputa pelos melhores lugares;
são espaços reservados a apenas alguns, pela intensidade do calor e pelas vistas que consegue alcançar;
este é um espaço novo e diferente do tradicional, que faz com que permaneça entre o desocupado e o centralizado;

segunda-feira, julho 9

Luz



imagens de uma aldeia historicamente recente, Aldeia da Luz, concelho de Mourão;
célebre porque a antiga ficou submersa pela barragem de Alqueva;
apesar de respeitar a traça apresenta linhas acentuadamente divergentes, criando uma outra tradição;

domingo, julho 8

diário


quando era novo (mais novo) tive um diário onde escrevia sobre aquilo que pensava e sentia; era uma forma de exorcizar sentimentos e pensamentos;
mais tarde, quando comecei a trabalhar, optei por cadernos de apontamentos; os primeiros eram grandes, andavam na pasta que gostava de passear; serviam para registar os pequenos acontecimentos, reuniões, afazeres, etc;
rapidamente evoluiram para aquilo que sempre designaram como livro de merceeiro, um pequeno bloco de apontamentos, capa dura, a emitar o livro de actas ou do merceeiro de antigamente;
logo no início de 2000 descobri os Moleskines e nunca mais os abandonei;
gosto de registar pequenos apontamentos, pequenas ideias, entre sentimentos e ideias soltas há de quase tudo, uns mais introspectivos, outros mais sentimentalóides, outros apenas pequenas referências para mais tarde me situar, face aos dias e aos acontecimentos, como face a mim mesmo;
há precisamente 4 anos atrás, neste mesmo dia, 8 de Julho, liguei-me à blogosfera;
terá sido, eventualmente, uma extensão de mim mesmo, da minha escrita, dos meus pensamentos;
agora cresço não apenas em mim, mas com os outros, nos outros; deixei uma escrita isolada e estritamente individual, para partilhar ideias e descobrir outras formas de nos pensarmos;
descobri amigos, fiz amizades, criaram-se cumplicidades, umas na blogosfera (o Miguel, a Sofia) outras que vão para além disso mesmo (o António, o DD, o Joanete Esquerdo, o Mário e a Patrícia, alguns anónimos), que sei que por aqui passam, ideias diferentes, ideias divergentes mas que, entre todos e com todos há pequenos sentimentos comuns, partilhados, feitos de cumplicidades e de algumas amizades;
é uma auto-satisfação, reconheço, chegar a este dia e comemorá-lo como se de aniversário próprio se tratasse, mas é, acima de tudo, o reconhecimento que por aqui continuo e me sinto, como é o agradecimento àqueles que, como costumo dizer, têm pachorra de me ler;
a escrita cresceu como eu e comigo; muita das vezes desconheço se a minha escrita sou eu ou se sou apenas a minha escrita; sei é que não consigo passar sem este espaço, nem esta forma de me pensar, mesmo quando não penso em nada...
é um diário, de ideias seleccionadas, de pensamentos partilhados, de opiniões divididas, mas é um diário...

sábado, julho 7

das maravilhas


ganharam, como se perspectivava (?), aqueles que têm mais gente e consequentemente mais votos;
todas as que ganharam são merecedoras desse destaque; contudo, por que é meu e a ele estou habituado o templo romano, dito de Diana, é para mim uma das maravilhas deste país;

dia global


hoje é um dia global;
entre as maravilhas do mundo e o sos terra, os instrumentos são os da globalização para combater a globalização ou, apenas e simplesmente, para alertar globalmente para os problemas da globalização;
há muito que é perceptível que os recursos naturais são imensamente escassos para fazer face ao crescimento da população e da própria qualidade de vida da população;
até ao final do século XIX existiam dois factores "naturais" de repor este equilíbrio, as guerras (alargavam espaços territoriais, para além de reduzirem população) e as epidemias;
hoje as guerras são circunscritas a espaços e as epidemias controladas;
o único factor agora de equilíbrio somos nós mesmos, a nossa consciência face às limitações de um espaço que é finito;
e nunca é demais chamar a atenção para esse facto que, de tão evidente, nos esquecemos;

cartas


há muito que não escrevo uma carta, daquelas em papel, com caneta ou esferográfica e a coloque no correio destinada a alguém;
para além de, na generalidade, quando escrevo optar pelo pc há muito que não escrevo com destinatário próprio;
estas tecnologias substituiram, em muito, essa coisa bonita de escrever cartas à mão e ficar à espera de uma resposta, quando vinha;
agora, os e-mail, o sms ou mesmo o blogue substitui o abraço encarecido e algo ternurento da carta;
outros tempos, outros modos;

sexta-feira, julho 6

andanças

esta semana tenho andado a passear (é como quem diz) pelo Alentejo, particularmente pelo distrito de Évora;
aproveito o calor para cirandear e conhecer gentes, ideias, projectos, dinâmicas e vontades;
duas ideias se destacam;
por um lado, o claro avanço que se sente um pouco por todo o lado; há dez anos atrás ainda se faziam sentir muitas daquelas que são as questões da interioridade; hoje apenas permanece a cultura de interior;
por outro lado, a progressiva concorrência que uns concelhos fazem aos outros, seja em medidas de atractibilidade de gentes e oportunidades, seja nos arranjos das ruas ou dos jardins, dos espaços públicos;
entre uma e outra das ideias, a referência que apesar de ter levado máquina, optei por não roubar imagens;
eu sei, uma lástima, mas gosto de fotografar com menos luz;

calor

não sei se durará muito tempo, mas está calor, um daqueles dias que, ao sol, sentimos os miolos a derreter;
os mais velhos dizem que finalmente, os mais novos aproveitam para outras "novenas", entre uns e outros o desabafo que quente demais é demais;

terça-feira, julho 3

sealy season

entramos declaramente na sealy season, aquela em que o tempo custa a passar (para uns, para os que estão de férias, felizmente), onde as notícias escasseiam, pois os jornalistas também vão de férias, aquela onde os aconteciments são marcados por um quotidiano habitualmente afastado das primeiras páginas dos jornais ou da abertura de um qualquer telejornal;
o certo é que o tempo e a vida não pára; mas ficamos com uma maior sensação que dependemos de outros e de outras coisas para assegurar dinâmicas e ritmos; ficamos com a sensação da imprescindibilidade do fragor do quotidiano, das notícias e dos acontecimentos que preenchem o dia-a-dia;
até final do Verão, será um passear bronzes e o desfilar de estórias quentes;
até lá esperamos e contamos os dias, rimo-nos das estórias e surpreendemos com algumas pessoas;

matrículas

ele há coisas que, apesar de mais simples que há uns tempos atrás, ainda não foram plenamente abrangidas pelo SIMPLEX;
é o caso das matrículas, renovação, dos alunos;
hoje é dia de matrículas cá pela terra; lá fui receber o papel com as notas do filhote, assinar um ou dois papéis e deixar as coisas prontas para o 8º ano, novo ano;
pergunto, para quê? se não há alterações a registar, se permanece o que vem detrás por que razão continuar com um processo meramente administrativo e que podia ficar restringido ao respectivo sector?

segunda-feira, julho 2

coisas a brincar


há prazeres e prazeres;
juntar vários, pelo menos dois, é um prazer pelo menos redobrado;
ele há coisas que por cá temos algumas dificuldades em encontrar, mas gostava :)

coisas sérias


e em évora quem manda?
aqueles que foram eleitos?
aqueles que, não sendo eleitos, assumem o protagonismo da penumbra?
os outros que entre uns e outros, assumem lideranças oligárquicas ou aristocráticas?
são perguntas para as quais tenho dúvidas, muita dúvidas, nas respostas;
mas fica-me, quase sempre, uma pergunta, quem manda em Évora;

domingo, julho 1

curiosidade


há coisas que nos chegam por e-mail e que não merecem grande comentário ou que se perca muito tempo com elas;
outras existem que nos aguçam e espicaçam a curiosidade;
esta imagem é uma delas;
será que se pensa que existe alguma coisa do outro lado?
será que se perspectiva que apenas está de costa para nós por atitude mais ou menos púdica?
será que pensa encontrar algo antes não visto?
será por mera curiosidade?

do arquivo

se olhar para o arquivo deste meu espaço, dá para ver, pelo passar dos meses e da escrita, quais os meses em que tive mais (ou menor) disponibilidade para a escrita; como é possível perceber como evolui ao longo do ano;
esta coisa do blogue, para além de se transformar num diário que se nos atravessa na vida e no quotidiano, permite também perspectivar as ocupações e os desvios da atenção;

évora


sobre esta cidade muito se tem dito e comentado, muito fica por dizer e muito há a dizer;
sobre as eleições autárquicas, que ainda veem longe, lá para finais de 2009, a pouco mais de dois anos de distância, muito se diz, entre verdades e mentiras, inverdades e desejos incontidos, há quase de tudo um pouco;
esta entrevista do presidente da câmara vem dar azo a duas coisas;
por um lado, irá alimentar mais uns quantos desejos, de vitórias mas também de incontiências verbais, alinhando putativos candidatos a candidatos;
por outro, permitirá uma maior delimitação do campo eleitoral, tendo em conta que Zé Ernesto é figura de referência em todo este processo;
a partir de agora, e apesar da distância incontida do tempo que falta, será engraçado perceber como se alinham vontades, objectivos, projectos, ideias, disponibilidades e oportunidades; tudo isto considerando os cenários que se podem perspectivar, qual a relação entre Zé Ernesto e o PS eborense na definição de equilíbrios e sensibilidades, qual a reacção do PCP, não a pública, mas aquela outra que realçará estratégias de rua e procurará afirmar-se pelos rumores e, finalmente mas não menos importante, qual a estratégia dos jovens turcos do PSD local;
tudo conjugado estou certo que irá dar pano para mangas...

marretas


Portugal tem, desde o século XVI, os velhos do Restelo, aquilo que vendo partir as naus defendiam o imobilismo, a estagnação, a persistência dos dias assim como sempre;
mais recentemente e para além da defesa do imobilismo, apareceram os velhos Marretas, aqueles para os quais tudo o que aparecia era mau, estava mal, era para depriciar;
entre uns e outros, entre Camões e J. Hanson, venha o diabo e escolha;
isto a propóstido da feira de S. João, da Arena D'Évora e do incontido mal estar de algumas pretensas vedetas da cidade;
não suportam o avanço, sentem-se a ficar para trás, tudo criticam na expectativa de serem notadas ou ouvidas, já que ninguém lhes dá atenção;
o certo é que os tempos mudam e com eles as vontades;
felizmente...

sábado, junho 30

desvios

depois de uma semana vivida entre o atribulado e o atarefado, regresso ao meu cantinho, aos escritos que me permitem pensar e sentir;
são desvios momentâneos, mais por imposições alheias do que de vontades próprias;
mas ultrapassado o desvio, o regresso;

sábado, junho 23

começou


e lá começou a Feira de s. João e S. Pedro;
duas notas depois da primeira visita, ontem à noite;
fiquei surpreendido pela quantidade de gente para a primeira noite, não é hábito, mas a feliz coincidência de terem junto as circunstâncias de ser final do mês para muitos dos funcionários da Administração Pública (dinheiro fresco), com o facto de ser a primeira noite, de há muito, apetecível para passear e o desejo de descarregar mágoas fez com que ontem a feira estivesse deveras concorrida;
segunda nota, a clara divergência entre aqueles que assumidamente são os profetas da desgraça e o público; é notório o distanciamento entre a análise daqueles que tudo definham, tudo deploram, tudo criticam para com a população que os contraria mediante a prática de fruirem aquilo que para os primeiros é deplorável;
ainda bem;

sexta-feira, junho 22

a governação


o Miguel, invariavelmente, coloca um comentário em tom de questão, de todo em todo pertinente, o que é a boa governação;
o tema já decorre de uma sua entrada, onde analisa o conceito em função do relatório da saúde;
obviamente que não lhe vou responder, não sou capaz, não tenho competências para o efeito; mas troco ideias, particularmente em torno daquilo que me mobiliza mais, o meu projecto de investigação, na área educativa, e onde o conceito é chamado de forma assídua;
o conceito de governação surge, na recente literaruta organizacional sob diferentes formas e aspectos, por vezes indescriminadamente, entre governação e/ou governança;
para além do que se entende por um ou por outro, na generalidade querem retratar uma de duas coisas; a alteração nos modos, processos e instrumentos da acção governativa, que passaram das hierarquias às redes, da imposição à negociação, do indívidual ao colectivo, do regulamentar à regulação; neste contexto o conceito surge muitas vezes associado a outros, como participação, comunicação, fluxos, flexibilidade, regulação, entre outros;
por outro lado, o conceito quer-se referir a uma outra postura da acção pública, encarada agora sobre o lado dos valores e das ideias, dos comportamentos e dos modelos de acção, mais do que arreigados a esteriótipos de intervenção, contrários à homogeneização;´
um e outro relacionam-se estreitamente com aquele outro conceito ultimamente utilizado por pessoas de bem, o de políticas públicas;
como os conceitos aparecem mais nas áreas eminentemente de cariz económico do que na área social; como há quem puxe a economia para o social (nada a que não estejamos habituados);
agora duas ideias;
por um lado a governança poderá significar o conjunto de regras, processos e comportamentos segundo os quais são articulados os interesses, geridos os recursos e exercido o poder na sociedade;
ou, numa íntima relação com a acção pública "um espaço sociopolítico construído por técnicas, instrumentos e finalidades dos diferentes actores" (Lascoumes, 2004);
B. S. Santos tem um conjunto de textos interessantes onde destaca que, apesar destes conceitos remeterem para a participação colectiva e para uma análise não funcionalista, esta utilização é, muita das vezes, pretexto para ocultar situações de distanciamento à participação colectiva e de reforço do sentido funcionalista da acção política;
mas, afinal, o que é uma boa governação; não sei...

(já agora, como pensas transferir o relatório da qual dás conta para a área educativa?)

quinta-feira, junho 21

gestão da informação


é melhor pensar noutras coisas, mais úteis e pertinentes, de modo a desacansar o espírito e a arrumar ideias;
no âmbito do meu projecto de investigação ando com uma dificuldade, a da gestão da informação; definir processos e modelos de recolha, organização e gestão da informação;
já experimentei assinalar os livros com cores diferentes de acordo com os conceitos que trato, já criei uma base de dados para registo de conceitos, já fiz uma tabela de autores e características dos conceitos, mas persisto na sensação de desorganização, no carácter aleatório e disperso da informação;
está determinado um outro factor crítico deste projecto, a gestão da informação;

desalinhado


estou que na posso;
leva-me a pensar alto e a escrever para me conseguir pensar e situar;
sou um desalinhado manifesto; não gosto de carneirismos, não gosto de lambe botas nem lambe cus;
não me acusem, como é hábito, de pôr em causa o socialismo - na gaveta já está há muito (talvez bem), a social democracia (da qual sou acérrimo defensor) parece cair em desuso;
restam-nos uns quantos amorfismos que trocam salamaleques como se de gente importante se tratasse;
não gosto da rotina, nem da previsibilidade; sou emotivo, gosto das gentes e das conversas; confude-me a ignorância e a arrogância, como fico descabreado com a incompetência e o deixa andar;
nos tempos que correm, fruto de tudo e de mais alguma coisa, ando desapontado e desiludido, faz-se sentir, ainda mais, o meu carácter de desalinhado;
dizem-me que não mudo o mundo, nem é minha intenção tal, mas procuro mudar o cantinho em que me encontro, sinto é as dificuldades de David frente a Golias, da formiga perante o elefante;
dizem, provavelmente com razão, qual a minha arrogância de querer mudar o que para muitos está bem;
sempre que estou assim, lembro-me do filme "Expresso da Meia-Noite" em que preso e condicionado, teimava em andar em sentido contrário, era, dizia, a única forma de se sentir ainda gente no meio daqueles que não eram nada nem ninguém;
talvez uma das razões de ser desalinhado;

desabafo público


há tempos atrás, no tempo de governação do PSD, dizia que era necessário algum estofo para se estar como responsável na administração pública;
passadas as eleições que determinaram a alteração governamental, calhou-me a fava de assumir (ir)responsabilidades na AP e, ainda por cima, numa área descredibilizada e desconsiderada;
com o progressivo conhecimento adquirido realça-se que a vontade de muitos, a competência de alguns e o profisionalismo de outros não é suficiente para conduzir o barco por entre ventos e marés, umas de origem metereológica, outras de índole mais pessoal;
a não consideração dos actores locais/regionais faz com que as chefias desconcentradas mais não sejam que correias de retransmissão de vontades alheias, qual operário acéfalo e inconsequente das suas atitudes;
aliado ao cansaço surge, facilmente, a impaciência e o desânimo, na assumida concepção que estamos frente à baliza e falhamos o golo, o objectivo último que nos move a nós e a muitos outros;
não ponho em causa valores e ideias, ideais ou modelos da acção socialista, mas tenho de me interrogar sobre as metodologias e as estratégias de acção que deixam muito a desejar, que valorizam aspectos de acordo com alguns interesses e interessados, deixando pouco (ou nenhm) espaço de manobra para quem, no frente-a-frente do quotidiano, dá o corpo ao manifesto;
é pena...

quarta-feira, junho 20

feira




os trabalhos da feira iniciaram-se à séria de modo a que, na próxima sexta-feira, possamos estreiar a feira cá da terra;
não é a maior, nem a melhor, mas é a Feira de S. João e S. Pedro, com tradições, usos e costumes que vão fundo na história e na cultura da região;
este ano com uma cereja de prenda, a inauguração do novo espaço multiusos denominado Arena d'Évora;

eleições


as eleições para a junta de freguesia de Vendas Novas, realizadas no passado Domingo, só foram surpresa para os mais desatentos ou para aqueles que continuam a acreditar em milagres;
não foram, certamente surpresa, para putativos profetas da desgraça, nem para aqueles que ali vivem e actuam;
como socialista reconheço a derrota como reconheço a falta de hábito do confronto com estes resultados;
mas, mais do que os resultados expressos, será interessante perceber os silêncios, as omissões, as ausências, isto é, perceber por onde andam, e como andam, aqueles que optaram por não votar, aqueles que votaram em branco e aqueles que anularam o seu voto;
se levarmos isto em consideração será que se poderá pensar ou perspectivar que se o trabalho político em torno das questões da saúde local tivesse sido realizado de modo diferente os resultados não teriam sido outros?
será que há legitimidade para se pensar que estes resultados serão transferíveis para outros actos eleitorais?
será que há razões, como tem feito o PCP, para embadeirar em arco com os resultados conseguidos mais por falta de mérito dos outros do que por resultados e acções próprias?
não sei se o PS dorme ou se apenas descansa, mas há trabalho, muito trabalho político por fazer e há quem se distraia com questões acessórias;

sítios de descanso


um local habitual de poiso, quer para nativos quer para transeuntes;
um sítio de descanso entre o fresco da fonte cardinalícia e as vistas que se perspectivam a partir daquele centro;

segunda-feira, junho 18

sítios de descanso


sítios de descanso são aqueles em que poisamos para descansar; qualquer lugar pode, assim, ser um sítio de descanso;
imagem captada à instantes na praça central cá da terra;

doces encantos


esta cidade (e esta região) tem muitos e diversificados encantos;
um são os doces, as queijadas de Évora, as barrigas de freira, os queijinhos do céu, a encharcada, o pão de rala, entre tantos e tantos outros;
esta montra é uma das poucas que na cidade lhes dá destaque e visibilidade;
é uma doce tentação;

sítios de descanso


temas não faltam (eleições em França e em Vendas Novas, Ota, Évora e o PDM, final do ano lectivo, exames, etc) falta-me é vontade de sobre eles discernir o que quer que seja;
opto pelos lugares vagos, sítios de descanso debaixo de um céu que teima em permanecer em tons de cinzento;

sábado, junho 16

nublado


o céu neste dia de meados de Junho;
pode não parecer mas estamos a menos de uma semana do Verão e o céu mais parece de Outono;
o céu por estas bandas há minutos atrás;

são rosas


depois de muito trabalho, de alguma perseverança e teimosia à mistura, veêm-se os resultados de um trabalho de jardinagem;
esta imagem é o nosso primeiro botão de rosa a desabrochar depois de muitas tentativas e alguns erros;
vermelha e a pender para a esquerda;

quinta-feira, junho 14

tristeza






imagens de uma cidade cinzenta, nublada, húmida e em suspense por melhores dias;
uma cidade que se esconde atrás do sol e teima em se descobrir;

saudades


cá para mim, este senhor é um saudosista dos velhos tempos;
daqueles tempos em que os portugueses apreciadores da bola, eram craques da matemática, da combinação aleatória de resultados para saber a percentagem das hipóteses de nos safarmos quando, os craques, mais não fizeram que se passear por um qualquer relvado;
é o regresso à contabilidade matreira que faz com que esta geração precise de um outro treinador, melhor em matemática, melhor na táctica da organização do jogo;
são os velhos tempos que, de quando em vez, nos trazem à realidade nacional;

debaixo de chuva


Évora, Rua da República, pelas 08H30 de hoje;
em rua habitualmente concorrida, nota-se a ausência de gentes (será efeito do deserto?) e a presença da chuva miudinha (contraria o deserto);
dia pouco habitual para o mês de Junho; para além da chuva que marca o dia nesta cidade, o frio que faz lembrar outras estações;

quarta-feira, junho 13

da janela


um poeta português dizia qualquer coisa como (cito de cabeça) a minha praça é o mundo, o mundo é a minha praça;
o Abrupto, um espaço com o qual simpatizo, apesar das divergências, oferece-nos uma outra perspectiva, a de olharmos o mundo a partir da janela que é a blogosfera;
já a imagem que desde sempre ilustra o referido blogue, nos remete para essa ideia, a de espreitar pela janela, vendo quem está ou o que está do outro lado;
a nossa praça alarga-se, estende-se ao mundo;
será que, com esta dimensão macro não se perderá o sentido da proximidade? ou se ganha em proximidade aquilo que se perde em pormenor?

cansaço


apercebo-me, pelas conversas, pelas atitudes, pelos comportamentos, pela paciência, que andamos mais cansado que o habitual;
por razões várias e em diferentes sectores ou áreas sociais, sinto o pessoal cansado, com a paciência a atingir límites do tolerável;
vá-se-lá saber do porque;

portal

um portal à antiga, seja ela portuguesa ou estrangeira, com a particularidade de nos arrumar as coisas de modo racional, prático e pertinente;
acresce a pertinência de ser desenhado por conterrâneos;

terça-feira, junho 12

como as coisas boas podem pesar

não estou habituado a que me aconteçam coisas boas, e menos ainda quase que de surpresa; como não estou habituado a que elas me pesem e me despertem a consciência;
concorri e ganhei uma bolsa para apoio ao meu projecto de investigação;
fiquei contente, nunca tinha ganho nada;
fiquei preocupado, agora, mais que nunca, tenho de levar a nau a bom porto, tenho de cumprir o objectivo, alcançar um fim;
uma coisa boa que pesa em mim;

normal


regressei (circunstancialmente) à escola, de modo a conferir os procedimentos que me permitiriam a candidatura a "profesor" titular;
no meio do regresso sempre os sorrisos, as novidads, o por a escrita em dia, o quebrar a separação;
nesta atitude a assunção que se gere o normal, o quotidiano, os casos que aparecem;
no meio das conversas, veio-me à ideia um comentário ouvido tempos atrás, que é difícil gerir a gestão; e está cada vez mais difícil;

quotidianos


mais pelo contrabalançar das minhas rotinas e do meu quotidiano, estive ausente de um espaço que gosto, este mesmo, onde escrevo e me prescrevo, onde me escuto e prescruto;
depois da pausa, o regresso aos quotidianos;

terça-feira, junho 5

"profesor"


não me procuro desculpabilizar com os outros, mas esta gaffe (a de "profesor titular") encontrada no sítio do concurso não deixa de ser engraçada e me deixar a pensar ou que as coisas foram feitas à pressa ou que foram feitas sem que ninguém lhes passasse as vistas por cima;
enfim, sou "profesor";

segunda-feira, junho 4

outros tempos


estou farto (é como quem diz) de escrever que os tempos são outros;
da hierarquia às redes, da imposição à negociação, da disposição ao conflito, dos objectos aos sujeitos;
mais não fosse, seria suficiente a indicação de a esposa comunicar que ia beber umas cervejas e comer uns caracóis; eu fico a tomar conta do pessoal, isto é, dos filhos, faz-se o jantar, arruma-se a cozinha, orienta-se o estudo dos filhos e prepara-se o dormir;
e ainda dizem que os tempos não são outros?

domingo, junho 3

à lupa


tenho de reconhecer que, não apenas com a idade, mas também com ela, já tenho alguma experiência (não muita, é certo) e gosto de observar o que me rodeia, de procurar perceber (compreender e analisar) o decurso das coisas;
a propósito de questões de trabalho ocorridas no final da semana, foi interessante perceber alguns coisas em torno do mando, não é apenas o poder, é a capacidade de decidir, para além do poder (que se detém fruto dos cargos) e da autoridade (aquele pretenso exercício de influência que se permite a quem detém poder);
aqui o mando é a capacidade de decidir, de optar, de definir escolhas e sentidos de orientação, no caso profissionais e políticas, num pleno exercício do poder e da autoridade que está conferida a um dado actor;
e é interessante perceber que o mando é quase sempre exercído de forma restrita, sai com sérias dificuldades do seu pequeno espaço de acção e de intervenção; exerce-se perante o conhecido e dificilmente se consegue ir além desse espaço, seja de acção, seja de conhecimento;
será esta capacidade, de ir além das suas próprias limitações, que faz a diferença entre aqueles que terão uma linha na página da História, e os outros aos quais serão dedicados capítulos?
será esta capacidade de (como disse na altura) fazer fora do penico que definirá aqueles que têm sentido estratégico e prescrutam o futuro e os outros?
será esta capacidade que determinará aqueles de que nos lembraremos sempre dos outros que se esvanecerão?

quinta-feira, maio 31

inquietações

melhor é impossível:

Estou convencida de que um dos problemas mais graves da nossa escola reside na sua incapacidade de se reorganizar para enquadrar de forma exigente os alunos (...)


e

A reconversão obriga a repensar os métodos de ensino
;


dito assim, por quem de direito, até parece óbvio; parece mas não é, porque se o fosse seria mais fácil cumprir esses objectivos e tal não acontece;

conversa


gosto de conversar, de trocar ideias, de discutir pontos de vista;
por vezes até pode parecer desconcertante a conversa, como quando se sabe-se, de antemão, que há posições que não são conciliáveis (clubes, política...);
mas, independentemente disso, se os interlocutores se respeitam, a conversa flui entre opiniões e argumentos, ideias e pontos de vista;
foi o que me aconteceu hoje, num encontro em que participei quase sem saber;
sem rede, isto é, sem preparação, estruturei um conjunto de ideias que cruzaram a minha abordagem à escola (no âmbito do meu projecto de investigação) e a área em que me enquadro (no âmbito da educação não formal);
tinha o privilégio de ter ao meu lado outros conversadores, nomeadamente o Prof. Luís Barbosa, que conhecia apenas dos seus escritos, e que, como eu, não se fica pelas meias tintas de uma qualquer conversa;
resultado, fomos interrompidos por quem assegurava a coordenação da mesa, uma vez que eram quase uma e trinta e se apelava mais ao almoço do que à conversa;
mas a conversa continuou ao almoço e foi deveras interessante perceber como, entre diferentes pontos de vista sobre a escola (o dele mais axiológico, o meu mais sociológico) nos entendiamos na conversa e alimentávamos a curiosidade de um e de outro;
vale a pena conversar, porque é a conversar ca gente se entende;

quarta-feira, maio 30

bussúla política


nem mais;
hoje, em dia de questionar posições e situações, a partir de um amigo tive oportunidade de (por aqui) perceber (melhor e mais adequadamente) onde me posiciono ideologicamente;
em caso de dúvidas cá estou, na esquerda liberal (?), entre o comunismo e o anarquismo, emparelhado, imagine-se, com Gandhi, Mandela ou o Dalai Lama;
será que fico mais descansado??

recomeçar


Jorge Luís Borges dizia que "o amor é eterno... enquanto dura";
acrescentei (ousadia minha) que tudo o que é biológico (e o amor é biológico) tem um princípio, meio e um fim; poderá durar um dia (uma noite), um mês, um ano ou uma vida, mas acaba;
isto a propósito da oportunidade que tive de estar com uma colega que, depois de 30 anos de casamento, recomeça a sua vida sentimental;
não é caso único e noto que, nos últimos tempos, não têm sido poucos os casais que depois de longo tempo de união, resolvem seguir vidas separadas; porque se esgotaram os argumentos da união, porque já não há desculpas, porque simplesmente se atingiu o limite;
recomeçar depois de um longo percurso (depois de uma maratona, recorrendo-me da metáfora desportista) tem outros encantos, outros proveitos, outras sensações; não se vivem as mesmas coisas da mesma maneira, crescemos, amadurecemos, perdem-se umas coisas mas ganham-se outras e o interessante neste processo é que, entre o deve e o haver dos sentimentos, o equilíbrio seja assegurado e a contabilidade fique a zero, no mínimo;
gostei de rever a colega, rejuvenescida, mais luminosa;
afinal, o amor é eterno... enquanto dura

em greve


não faço greve, por motivos óbvios (afinal sou uma das chefias da administração pública e, para qualquer caso, um dos representantes do patronato);
não sei se a faria caso não estivesse por estas bandas;
entre a imprescindibilidade da alteração do papel e da acção do Estado sou defensor de outras metodologias e de outras estratégias para a sua implementação;
apesar da alteração das lógicas de funcionamento e organizacionais as lógicas de implementação da mudança continuam muito top-downn, de cima para baixo, como se no topo estivessem os inteligentes e, cá em baixo, os operários, humildes servidores e operacionais do que os outros pensam;
continuo a defender um Estado em rede, onde, entre a concepção e a implementação, existiria uma articulação funcional, uma responsabilização individual e uma prestação de contas consentanea com os objectivos definidos;
muita da agitação social que se vive podia ser, no essencial, minimizada, caso os interlocutores sectoriais e regionais fossem chamados não apenas a implementar (quando o são) mas a justificar, a negociar, a esclarcer e clarificar o que se faz;
não estamos em tempos de imposição, mas de negociação; as populações têm de perceber o que se está a fazer, porque se está a fazer, qual o caminho, quais os objectivos, o que se obtem em troca, o que se ganha (e o que se perde) com a mudança;
porque os actores desconcentrados ou não são chamados a esta intervenção (quando não mesmo relegados para 3º plano) ou porque simplesmente estão pouco habilitados ao esclarecimento, à negociação, ao compromisso, corre-se o risco de radicalizar posições onde há sempre um conjunto de interesses e de interessados que daí obtem dividendos;
independentemente da guerra dos números, no contexto de uma greve, ninguém ganha, apenas se reforça o acantonamento de posições;

terça-feira, maio 29

serviço completo



como as coisas andam;
há dias dei com um letreiro numa agência funerária que dizia, em letras garrafais, "funerais - 700€" e, em letras mais pequenas, "tudo incluído";
tive pena de não ter oportunidade de captar a imagem e a deixar aqui;
mas pensei para com os meus botões, se é tudo incluído valerá a pena perguntar se já inclui o morto; se sim encomendo já o meu, e fico descansado dessa parte à qual, geralmente, não assistimos;

filhota


a filhota faz hoje 10 anos;
como se calculará é dia de festa, de ansiedade, de expectativas, entre as prendas, os gritos da brincadeira e o prazer de se sentir crescer;
é o primeiro ano que não o passamos à beira de uma piscina;
não foi a única coisa de jeito que já fiz; há que lhe acrescentar o mano, ambos são, sem a mínima sombra de dúvidas, as coisas mais belas que já fiz em toda a minha vida, e precisei de ajuda para o fazer;

sábado, maio 26

e...


e nesta minha cidade, onde tanto se fala, onde tanto se opina, qual poderá ser o papel dos independentes? será que se poderá perspectivar uma acção de independentes? qual poderá ser a (re)acção dos partidos políticos (mais tradicionais) face a uma proposta política independente?

sondagens


as sondagens divulgadas entre 6ª e sábado sobre eventuais resultados das eleições em Lisboa, levaram a colocar um conjunto de questões que considero interessantes e pertinentes, nomeadamente os destaques aos que, pretensamente, ficam nos primeiros lugares, os independentes Helena Roseta e Carmona Rodrigues;
será que significará efectivamente o desgate dos partidos políticos? será que, no contexto autárquico, há lugar prioritário aos independentes? qual a relação que se pode estabelecer entre partidos e independentes na democracia? qual o papel partidário da democracia participativa?
provavelmente serão questões que nos próximos tempos e em próximas oportunidades eleitorais poderemos perceber de modo mais interessante;

ervas


este ano, fruto do Inverno prolongado e de uma Primavera hesitante, as ervas irão dar cabo de mim, muito antes de eu conseguir o que quer que seja;