segunda-feira, julho 2

coisas a brincar


há prazeres e prazeres;
juntar vários, pelo menos dois, é um prazer pelo menos redobrado;
ele há coisas que por cá temos algumas dificuldades em encontrar, mas gostava :)

coisas sérias


e em évora quem manda?
aqueles que foram eleitos?
aqueles que, não sendo eleitos, assumem o protagonismo da penumbra?
os outros que entre uns e outros, assumem lideranças oligárquicas ou aristocráticas?
são perguntas para as quais tenho dúvidas, muita dúvidas, nas respostas;
mas fica-me, quase sempre, uma pergunta, quem manda em Évora;

domingo, julho 1

curiosidade


há coisas que nos chegam por e-mail e que não merecem grande comentário ou que se perca muito tempo com elas;
outras existem que nos aguçam e espicaçam a curiosidade;
esta imagem é uma delas;
será que se pensa que existe alguma coisa do outro lado?
será que se perspectiva que apenas está de costa para nós por atitude mais ou menos púdica?
será que pensa encontrar algo antes não visto?
será por mera curiosidade?

do arquivo

se olhar para o arquivo deste meu espaço, dá para ver, pelo passar dos meses e da escrita, quais os meses em que tive mais (ou menor) disponibilidade para a escrita; como é possível perceber como evolui ao longo do ano;
esta coisa do blogue, para além de se transformar num diário que se nos atravessa na vida e no quotidiano, permite também perspectivar as ocupações e os desvios da atenção;

évora


sobre esta cidade muito se tem dito e comentado, muito fica por dizer e muito há a dizer;
sobre as eleições autárquicas, que ainda veem longe, lá para finais de 2009, a pouco mais de dois anos de distância, muito se diz, entre verdades e mentiras, inverdades e desejos incontidos, há quase de tudo um pouco;
esta entrevista do presidente da câmara vem dar azo a duas coisas;
por um lado, irá alimentar mais uns quantos desejos, de vitórias mas também de incontiências verbais, alinhando putativos candidatos a candidatos;
por outro, permitirá uma maior delimitação do campo eleitoral, tendo em conta que Zé Ernesto é figura de referência em todo este processo;
a partir de agora, e apesar da distância incontida do tempo que falta, será engraçado perceber como se alinham vontades, objectivos, projectos, ideias, disponibilidades e oportunidades; tudo isto considerando os cenários que se podem perspectivar, qual a relação entre Zé Ernesto e o PS eborense na definição de equilíbrios e sensibilidades, qual a reacção do PCP, não a pública, mas aquela outra que realçará estratégias de rua e procurará afirmar-se pelos rumores e, finalmente mas não menos importante, qual a estratégia dos jovens turcos do PSD local;
tudo conjugado estou certo que irá dar pano para mangas...

marretas


Portugal tem, desde o século XVI, os velhos do Restelo, aquilo que vendo partir as naus defendiam o imobilismo, a estagnação, a persistência dos dias assim como sempre;
mais recentemente e para além da defesa do imobilismo, apareceram os velhos Marretas, aqueles para os quais tudo o que aparecia era mau, estava mal, era para depriciar;
entre uns e outros, entre Camões e J. Hanson, venha o diabo e escolha;
isto a propóstido da feira de S. João, da Arena D'Évora e do incontido mal estar de algumas pretensas vedetas da cidade;
não suportam o avanço, sentem-se a ficar para trás, tudo criticam na expectativa de serem notadas ou ouvidas, já que ninguém lhes dá atenção;
o certo é que os tempos mudam e com eles as vontades;
felizmente...

sábado, junho 30

desvios

depois de uma semana vivida entre o atribulado e o atarefado, regresso ao meu cantinho, aos escritos que me permitem pensar e sentir;
são desvios momentâneos, mais por imposições alheias do que de vontades próprias;
mas ultrapassado o desvio, o regresso;

sábado, junho 23

começou


e lá começou a Feira de s. João e S. Pedro;
duas notas depois da primeira visita, ontem à noite;
fiquei surpreendido pela quantidade de gente para a primeira noite, não é hábito, mas a feliz coincidência de terem junto as circunstâncias de ser final do mês para muitos dos funcionários da Administração Pública (dinheiro fresco), com o facto de ser a primeira noite, de há muito, apetecível para passear e o desejo de descarregar mágoas fez com que ontem a feira estivesse deveras concorrida;
segunda nota, a clara divergência entre aqueles que assumidamente são os profetas da desgraça e o público; é notório o distanciamento entre a análise daqueles que tudo definham, tudo deploram, tudo criticam para com a população que os contraria mediante a prática de fruirem aquilo que para os primeiros é deplorável;
ainda bem;

sexta-feira, junho 22

a governação


o Miguel, invariavelmente, coloca um comentário em tom de questão, de todo em todo pertinente, o que é a boa governação;
o tema já decorre de uma sua entrada, onde analisa o conceito em função do relatório da saúde;
obviamente que não lhe vou responder, não sou capaz, não tenho competências para o efeito; mas troco ideias, particularmente em torno daquilo que me mobiliza mais, o meu projecto de investigação, na área educativa, e onde o conceito é chamado de forma assídua;
o conceito de governação surge, na recente literaruta organizacional sob diferentes formas e aspectos, por vezes indescriminadamente, entre governação e/ou governança;
para além do que se entende por um ou por outro, na generalidade querem retratar uma de duas coisas; a alteração nos modos, processos e instrumentos da acção governativa, que passaram das hierarquias às redes, da imposição à negociação, do indívidual ao colectivo, do regulamentar à regulação; neste contexto o conceito surge muitas vezes associado a outros, como participação, comunicação, fluxos, flexibilidade, regulação, entre outros;
por outro lado, o conceito quer-se referir a uma outra postura da acção pública, encarada agora sobre o lado dos valores e das ideias, dos comportamentos e dos modelos de acção, mais do que arreigados a esteriótipos de intervenção, contrários à homogeneização;´
um e outro relacionam-se estreitamente com aquele outro conceito ultimamente utilizado por pessoas de bem, o de políticas públicas;
como os conceitos aparecem mais nas áreas eminentemente de cariz económico do que na área social; como há quem puxe a economia para o social (nada a que não estejamos habituados);
agora duas ideias;
por um lado a governança poderá significar o conjunto de regras, processos e comportamentos segundo os quais são articulados os interesses, geridos os recursos e exercido o poder na sociedade;
ou, numa íntima relação com a acção pública "um espaço sociopolítico construído por técnicas, instrumentos e finalidades dos diferentes actores" (Lascoumes, 2004);
B. S. Santos tem um conjunto de textos interessantes onde destaca que, apesar destes conceitos remeterem para a participação colectiva e para uma análise não funcionalista, esta utilização é, muita das vezes, pretexto para ocultar situações de distanciamento à participação colectiva e de reforço do sentido funcionalista da acção política;
mas, afinal, o que é uma boa governação; não sei...

(já agora, como pensas transferir o relatório da qual dás conta para a área educativa?)

quinta-feira, junho 21

gestão da informação


é melhor pensar noutras coisas, mais úteis e pertinentes, de modo a desacansar o espírito e a arrumar ideias;
no âmbito do meu projecto de investigação ando com uma dificuldade, a da gestão da informação; definir processos e modelos de recolha, organização e gestão da informação;
já experimentei assinalar os livros com cores diferentes de acordo com os conceitos que trato, já criei uma base de dados para registo de conceitos, já fiz uma tabela de autores e características dos conceitos, mas persisto na sensação de desorganização, no carácter aleatório e disperso da informação;
está determinado um outro factor crítico deste projecto, a gestão da informação;

desalinhado


estou que na posso;
leva-me a pensar alto e a escrever para me conseguir pensar e situar;
sou um desalinhado manifesto; não gosto de carneirismos, não gosto de lambe botas nem lambe cus;
não me acusem, como é hábito, de pôr em causa o socialismo - na gaveta já está há muito (talvez bem), a social democracia (da qual sou acérrimo defensor) parece cair em desuso;
restam-nos uns quantos amorfismos que trocam salamaleques como se de gente importante se tratasse;
não gosto da rotina, nem da previsibilidade; sou emotivo, gosto das gentes e das conversas; confude-me a ignorância e a arrogância, como fico descabreado com a incompetência e o deixa andar;
nos tempos que correm, fruto de tudo e de mais alguma coisa, ando desapontado e desiludido, faz-se sentir, ainda mais, o meu carácter de desalinhado;
dizem-me que não mudo o mundo, nem é minha intenção tal, mas procuro mudar o cantinho em que me encontro, sinto é as dificuldades de David frente a Golias, da formiga perante o elefante;
dizem, provavelmente com razão, qual a minha arrogância de querer mudar o que para muitos está bem;
sempre que estou assim, lembro-me do filme "Expresso da Meia-Noite" em que preso e condicionado, teimava em andar em sentido contrário, era, dizia, a única forma de se sentir ainda gente no meio daqueles que não eram nada nem ninguém;
talvez uma das razões de ser desalinhado;

desabafo público


há tempos atrás, no tempo de governação do PSD, dizia que era necessário algum estofo para se estar como responsável na administração pública;
passadas as eleições que determinaram a alteração governamental, calhou-me a fava de assumir (ir)responsabilidades na AP e, ainda por cima, numa área descredibilizada e desconsiderada;
com o progressivo conhecimento adquirido realça-se que a vontade de muitos, a competência de alguns e o profisionalismo de outros não é suficiente para conduzir o barco por entre ventos e marés, umas de origem metereológica, outras de índole mais pessoal;
a não consideração dos actores locais/regionais faz com que as chefias desconcentradas mais não sejam que correias de retransmissão de vontades alheias, qual operário acéfalo e inconsequente das suas atitudes;
aliado ao cansaço surge, facilmente, a impaciência e o desânimo, na assumida concepção que estamos frente à baliza e falhamos o golo, o objectivo último que nos move a nós e a muitos outros;
não ponho em causa valores e ideias, ideais ou modelos da acção socialista, mas tenho de me interrogar sobre as metodologias e as estratégias de acção que deixam muito a desejar, que valorizam aspectos de acordo com alguns interesses e interessados, deixando pouco (ou nenhm) espaço de manobra para quem, no frente-a-frente do quotidiano, dá o corpo ao manifesto;
é pena...

quarta-feira, junho 20

feira




os trabalhos da feira iniciaram-se à séria de modo a que, na próxima sexta-feira, possamos estreiar a feira cá da terra;
não é a maior, nem a melhor, mas é a Feira de S. João e S. Pedro, com tradições, usos e costumes que vão fundo na história e na cultura da região;
este ano com uma cereja de prenda, a inauguração do novo espaço multiusos denominado Arena d'Évora;

eleições


as eleições para a junta de freguesia de Vendas Novas, realizadas no passado Domingo, só foram surpresa para os mais desatentos ou para aqueles que continuam a acreditar em milagres;
não foram, certamente surpresa, para putativos profetas da desgraça, nem para aqueles que ali vivem e actuam;
como socialista reconheço a derrota como reconheço a falta de hábito do confronto com estes resultados;
mas, mais do que os resultados expressos, será interessante perceber os silêncios, as omissões, as ausências, isto é, perceber por onde andam, e como andam, aqueles que optaram por não votar, aqueles que votaram em branco e aqueles que anularam o seu voto;
se levarmos isto em consideração será que se poderá pensar ou perspectivar que se o trabalho político em torno das questões da saúde local tivesse sido realizado de modo diferente os resultados não teriam sido outros?
será que há legitimidade para se pensar que estes resultados serão transferíveis para outros actos eleitorais?
será que há razões, como tem feito o PCP, para embadeirar em arco com os resultados conseguidos mais por falta de mérito dos outros do que por resultados e acções próprias?
não sei se o PS dorme ou se apenas descansa, mas há trabalho, muito trabalho político por fazer e há quem se distraia com questões acessórias;

sítios de descanso


um local habitual de poiso, quer para nativos quer para transeuntes;
um sítio de descanso entre o fresco da fonte cardinalícia e as vistas que se perspectivam a partir daquele centro;

segunda-feira, junho 18

sítios de descanso


sítios de descanso são aqueles em que poisamos para descansar; qualquer lugar pode, assim, ser um sítio de descanso;
imagem captada à instantes na praça central cá da terra;

doces encantos


esta cidade (e esta região) tem muitos e diversificados encantos;
um são os doces, as queijadas de Évora, as barrigas de freira, os queijinhos do céu, a encharcada, o pão de rala, entre tantos e tantos outros;
esta montra é uma das poucas que na cidade lhes dá destaque e visibilidade;
é uma doce tentação;

sítios de descanso


temas não faltam (eleições em França e em Vendas Novas, Ota, Évora e o PDM, final do ano lectivo, exames, etc) falta-me é vontade de sobre eles discernir o que quer que seja;
opto pelos lugares vagos, sítios de descanso debaixo de um céu que teima em permanecer em tons de cinzento;

sábado, junho 16

nublado


o céu neste dia de meados de Junho;
pode não parecer mas estamos a menos de uma semana do Verão e o céu mais parece de Outono;
o céu por estas bandas há minutos atrás;

são rosas


depois de muito trabalho, de alguma perseverança e teimosia à mistura, veêm-se os resultados de um trabalho de jardinagem;
esta imagem é o nosso primeiro botão de rosa a desabrochar depois de muitas tentativas e alguns erros;
vermelha e a pender para a esquerda;