quarta-feira, maio 23

administração


é um reconhecimento, desde sempre o disse e o escrevi por inúmeras vezes, gosto de ser professor, como gosto de trabalhar na administração pública (AP);
isto porque não consigo perceber determinadas lógicas de (dis)funcionamento, e menos ainda quando são definidas pelos próprios; ou seja, em tempos de reorganização da AP, fundamental em tempos de reformulação da própria da acção do Estado, perceber que os serviços são desvalorizados, as pessoas desconsideradas, a participação esquecida, os argumentos escondidos;
apesar da reorganização e reformulação dos serviços do Estado é determinante que, para a sua valorização (e continuo a defender a acção do Estado, nem que seja como ente de regulação social), sejam valorizadas as suas diferentes unidades orgânicas, como instrumentos (regionais ou sectoriais) de afirmação do Estado Central;
aparentemente não é isso que se sente; permanece uma lógica assente na centralidade de uma pretensa inteligência capitalista que deixa todas as restantes partes na ansiedade, na gestão das expectativas, no gozo das dúvidas;
não será tempo de, em face da afirmação do Estado, se afirmarem os actores dessa acção pública? não será tempo de considerar que existem outras lógicas e outros modos de agir que podem ser levados em consideração na definição operacional dos instrumentos de acção pública?

papas e papistas


o recente e conhecido episódio do professor da DREN e os comentários do meu joanete esquerdo revelam diferentes ideias das quais destaco duas;
uma porque me sinto directamente envolvido, diz respeito a uns quantos pretensos ideólogos que se tornam mais papistas que o papa, mais zelosos da moral dos outros do que da sua; eventualmente procurarão esconder o gato (as suas amarguras) deixando-lhe o rabo de fora (as suas prórpais vulnerabilidades); eventualmente querem mostrar trabalho qual mcartistas esquecendo-se que hoje a malha informativa é larga e impossível de segurar veleidades desta natureza;
segunda referência, na qual também me incluo, nunca como hoje tivemos tanta liberdade de dizer e de escrever, de participar e de opinar, de apontar e de criticar, mas... nunca como hoje nos sentimos tão condicionados por aquilo que dizemos ou escrevemos, tão "apalpados" pelas ideias veiculadas, pelo cruzamento da informação, pela pretensa liberdade de opinião;
entre uma e outra das ideias, quase que me apetece perguntar, que estamos nós a fazer? não teremos nós o livre arbítrio de ir contra as marés daqueles que se arvoram de papistas? não teremos em nós mesmos a capacidade de contrariar este estado de coisas?
pessoalmente quero continuar a pensar que sim;

terça-feira, maio 22

de quem


hoje é dia de provas de aferiação no 4ª e no 6ª ano; na TSF trocam-se ideias entre a avaliação dos alunos e a avaliação dos docentes;
entre comentários mais ou menos (im)pertinentes quase que apetece perguntar, afinal, quem se avalia?
ponto aparentemente concensual é que todos estão contra, como sempre; pergunto porquê? alguém tem medo da avaliação?
é fácil dizer que não e arranjar mil e um argumentos para justificar o injustificável; provavelmente será apenas a consciência face à utilização dos seus resultados; ou não?

caretas


S. Pedro brinca connosco, como quem brinca com uma flor entre o malmequer e o bem-me-quer;
faz caretas e distrái-nos do tempo que devia fazer;
tomamos consciência das implicações humanas no estado do nosso planeta e as coisas já não são nem lineares, nem previsíveis, nem expectáveis;
resta-nos ter paciência para as caretas do tempo e esperar melhores dias, daqueles azuis, com sol e tempo quente, que trazem com ele mais alegria e boa disposição;

segunda-feira, maio 21

recordações



não sei se foi coincidência, mas estas duas últimas semanas são uma clara evidência que o passado não está nem esquecido nem enterrado;
depois de Fátima foi a vez do futebol, casamento de coincidências e oportunidades;
será que para a semana que vem é a vez do fado?

recusa


sem justificação, nem explicação hoje recuso-me a comprar jornais;
estou em blackout informativo;

sexta-feira, maio 18

prioridades


é engraçado, para quem, como eu, gosta de trabalhar na administração pública e de perceber as lógicas organizacionais que lhe estão subjacentes, como são diferentes os olhares, as concepções, os modos e as formas de relacionamento na administração pública portuguesa;
convivem nela diferentes realidades, umas ainda muito relacionadas a modos do antigamente, e outras mais fluídas, informais e pessoais;
para quem, como eu, trabalha na área da juventude, é engraçado perceber a desvalorização com que é olhada esta área, a falta de prioridade e de atenção com que outros sectores se relacionam com a juventude, numa por vezes assumida assunção que juventude = garotada;
como se existissem diferentes prioridades, diferentes níveis de administração pública, uma de primeira liga outra mais baixa, mais secundária;
não tem sido fácil ganhar a credibilização deste serviço e salvaguardar o equilíbrio entre uma imagem que não deixa de ser institucional e um posicionamento na vida marcado pela irreverência e pelo questionamento;
afinal prioridades que mais não fazem que reflectir a pluralidade de situações que convivem nos tempos presentes; harmonzar estas prioridades, consensualizar as posições é o grande desafio dos próximos tempos; e há quem esteja a milhas dessas intenções;
afinal... prioridades;

exames


as provas de avaliação, em qualquer nível de ensino e em qualquer circunstância, são um dos instrumentos mais poderosos (único?) de regulação dos comportamentos sociais e escolares, de relação entre docentes e alunos, de equilíbrio das discussões entre a escola e os pais/encarregados de educação, da escola com a sociedade;
para a semana realizar-se-ão as provas de aferição do 4º ano, 3ª e 5ª feira, ano que a filha (mais nova) frequenta;
tem sido engraçado (?) perceber os modos e as formas de relacionamento que a professora tem apresentado nos últimos tempos, criando toda uma mitificação em torno da sua realização;
no meu entendimento deveria ser apenas e simplesmente o culminar de um ano e de um ciclo de ensino; mas torna-se, pelos discursos, pelas ideias, pelos valores veiculados, pelas narrativas, pela apresentação feita da prática num dos momentos stressantes, angustiantes e problemáticos tanto para os alunos como para os pais e que não deixa de lado os professores, por muito que procurem descartar a situação, empurrando a responsabilidade para cima ou do aluno ou da família;
para quem está no final do 1º ciclo de formação e que terá pela frente e pela vida uma permanente avaliação, é assumir o lado mais negro de um processo que deveria ser natural e normal;
há em quem complique, em vez de desmontar as ideias e ajudar aos processos e aos procedimentos;

quarta-feira, maio 16

serviço público


duas ideias em torno das eleições intercalares para a câmara de Lisboa;
todos dizem que perdem dinheiro, todos dizem que está mal, todos se queixam do trabalho, dos sacríficos, mas todos lá querem estar; será por interesse de serviço público?
a primeira sondagem em tempo real ao governo de Sócrates; pelas dimensões, pela pluralidade de situações, pela heterogeneidade social, pelos interesses e pelas estórias (reais ou ficcionadas) este será um momento crítico da avaliação governativa; o facto de ser em Lisboa é apenas meramente circunstancial; e não será apenas ao governo, será também aos diferentes partidos políticos, como ao movimento de cidadania;
a ver vamos como se portam uns e outros e como se articulam interesses partidários com interesses públicos;

das escolas


numa altura que se discute a avaliação das escolas (a propósito de uma entrada do Miguel) e que se preparam os contratos de autonomia (circunscritos a uns quantos felizardos/azarados), é interessante perceber como é que as escolas se estruturam para dar resposta aos resultados e aos desafios que um e outro colocam;
como já pude apreciar numa das propostas da autonomia, a tendência é a de descair para o mercado, quantificando um conjunto de circunstâncias que, se tem o seu lado bom de métrização, apresenta o claro incoveniente de ser ou escasso (porque pouco ambicioso) ou excessivo (condicionado que está por tempos, espaços e modos);
como é interessante perceber (e analisar) quais os instrumentos que são definidos para a concretização dos objectivos; e aqui é engraçado perceber que há quem se afirme mais papista que o papa, isto é, recorre aos instrumentos e aos procedimentos que habitualmente tem criticado ao governo central e ao ME;
será que a tendência vai para a criação de espaços de microgovernos?
será que as perspectivas de responsabilização irão no sentido de se acentuarem os espaços verticais de hierarquia e poder?
será que a tendência de prestação de contas (a accountability) irá no sentido da funcionalização escolar e educativa?
será que se acentuará a vertente operária dos professores?
e não se diga que é culpa do governo.
(a imagem que ilustra a entrada vai no sentido da avaliação da saúde, metáfora que me permite cruzar uma leitura técnica, do rigor clínico, com dados afectivos, relativos aos comportaments sempre imprevisíveis; é o meu modo de olhar a coisa)

segunda-feira, maio 14

leituras


felizmente há poucos que me lêem, felizmente aqueles que têm a pachorra de por aqui passar já sabem que poucos me levam a sério;
fico-me pelas aleivosias, pelas diatribes de uma paixão pela escrita e pela discussão de ideias e de opiniões;
felizmente ninguém me liga;
antes assim;

ainda a cidade


os problemas da cidade (e do seu concelho) estão mais ou menos identificados e estudados;
não se parte apenas do senso comum, há também uma base de trabalho empírico sustentável na análise dos problemas;
trânsito, demografia, animação cultural, articulação entre freguesias, articulação entre eixos rodoviários, zona de transição, zonas de afirmação e crescimento são problemas de Évora como são problemas de todas as cidades históricas e monumentais onde o grande desafio é articular a história e a tradição com as ideias de futuro e os desafios do presente - mobilidade, conectividade, comércio e serviços, inter-geracional;
neste desafio duas ideias fundamentais, Évora como cidade do futuro, assente na sua dimensão histórica, e Évora como local de convergências, antes de tudo sociais e culturais, aqui se cruzaram e conviveram povos e culturas credos e fés, mas também de desafios;
a requalificação do centro histórico terá de passar por uma rede de interesses fulcral para a sua afirmação, como espaço de lazer e comercial, de animação e cultura, de exposições mas também de acções, ainda por cima quando se perspectivam novos espaços comerciais;
a articulação e integração dos bairros periféricos é determinante para a mobilidade e para os fluxos sociais;
os equipamentos são fulcrais para a afirmação da cidade, por intermédio de infraestruturas que prossigam a tradição arquitectónica da cidade e da região;
a afirmação da cidade na região, mediante fóruns de discussão e debate, são outro dos elementos;
não há necessidade de (re)inventar a roda, apenas de articular interesses e promover uma governança participada

cidade - que cidade?


é engraçado perceber o que não se discute, os silêncios algo ruidosos, os constrangimentos do movimento surdo nas cadeiras;
discutir a cidade é pensar a cidade, aquela que se tem, aquela que se quer e, entre um e outro ponto, os modos de lá se chegar;
desde os anos 80 que participo (com maior ou menor intensidade, mais ou menos empenhamento) na discussão da minha cidade;
lembro-me das alterações à praça de Giraldo, o primeiro PDM, o famoso pólis eborense;
como me lembro de percorrer as ruas, os bairros, os monumentos de ontem e de hoje, de falar e ouvir as pessoas;
agora que se fala novamente da cidade, não sinto (pretenciosismo meu) uma discussão sobre a cidade, nem a que temos, nem a que queremos;
percebe-se o enleio em que o PCP está, arregimentando ideias ultrapassadas, querendo veicular ideologias manifestamente em desuso, apresentando actores com prazo de validade caducado;
percebe-se o papel do PSD a querer conquistar um espaço, a apresentar pretensos actores políticos, a brincar ao toca e foge;
como se percebe a ausência de um conjunto de quadros da cidade que, vá lá saber-se do porquê, marcam pela ausência, sejam dos serviços, sejam da universidade, sejam das pseudo elites políticas, culturais ou económicas da cidade;
o que se assiste é a uma discussão pré-feita, de ideias comuns, e banalidades, mais do momento da cidade do que de que cidade de futuro se fala;
percebo o envolvimento do presidente da edilidade, a sua vontade e tenosidade em ir à frente; como é perceptível o querer falar do futuro sem se discutir de que futuro se fala;
a própria blogosfera eborense, desde aquela que brinca ao diz que se disse, que arregimenta mais a aleivosia que o argumento de facto, àquela outra que se traduz na assunção de posições e do nome, revela este traço de ausência da cidade;
parecemos presos a um espaço e a um tempo que marcou a cidade, às ideias feitas, aos actores que estão presos a esse tempo e a esse espaço de cidade;
falta arrojo, tanto de uns como de outros, faltam actores com outras ideias e não actores mais novos com as mesmas velhas ideias, falta olhar o futuro como desafio e não como constrangimento, faltam cumplicidades citadinas onde sobram lamentos e lamúrias;
discuta-se a cidade, discutam-se os futuros, sejamos ambiciosos; Évora merece e precisa dessa ambição;

sexta-feira, maio 11

universidade


durante a abertura de uma mostra organizada pela Universidade de Évora, patente no centro da cidade de Évora, tive oportunidade de trocar dois dedos de conversa, não mais que isso, sobre a relação entre a cidade e a universidade;
há quem aponte as dificuldades que têm sido levantadas à universidade para a sua implementação, sejam elas no tempo do PCP, sejam já mais recentemente;
ora considero inadequado e algo incorrecto este argumentário;
a universidade de Évora, de resto à semelhança de grande parte das instituições do ensino superior, têm estado mais interessadas no seu umbico do que se abrir à comunidade e à participação, mais interessadas em criar fossos de separação e distanciação do que de relacionamento e cooperação;
fazem-no agora mais por necessidade própria (redução de alunos, captação de outros públicos, Bolonha, financiamento) do que por interesses de partilha e relacionamento, abertura e participação;
no meio das ideias uma questão, porque não participa a Universidade de Évora, por intermédio das suas estruturas institucionais e representativas, na discussão do PDM?
porque é que não se faz sentir a opinião e a posição do diferentes órgãos face a um documento estratégico para a cidade em que se inclui?

políticas de juventude

no contexto do IPJ e de um projecto transfronteiriço, irá decorrer durante o dia de amanhã na freguesia de Orada, concelho de Borba, uma iniciativa designada "políticas de juventude - espaços transfronteiços";
pretendem-se divulgar os instrumentos de apoio à criação de políticas de juventude, dar conta das iniciativas existentes e aliciar as entidades para a apresentação de projectos;
apesar da "cansera" vale a pena perceber o empenho daqueles que denotam gosto no que fazem;

quinta-feira, maio 10

Lisboa


sou um inconfessável admirador de Helena Roseta;
desde os anos 80, ainda militava a senhora no PSD, que admiro a sua postura, a sua frontalidade, o pensamento político-social que a caracteriza e que fez com que se distancia-se daquele partido e tenha assumido um protagonismo (que sempre considerei escasso) na bancada do PS;
face à situação da câmara de Lisboa, mantém a sua (quase que) instransigente posição e coerência; mas com ela arrisca-se a contribuir para o acentuar dos problemas da capital do que pretensamente a colaborar para a sua solução;

instrumentos


ando tão entretido na pesquisa dos instrumentos disciplinares na escola pública que não há travessa, rua ou azinhaga onde não encontre, cada qual a seu modo e com as suas implicações, ferramentas que visam esse objectivo;
ao logo do período da democracia e por influências diversas existem diferentes instrumentos que vão nesse sentido, nomeadamente, educação para a cidadania, a escola segura, programa educação para a saúde, o antigo programa educação para todos (PEPT), mesmo os centros de recursos e as bibliotecas ou mediatecas podem ser enquadrados nesta perspectiva de acordo com objectivos e estratégias de utilização, ou mesmo os gabinetes de psicologia educacional e algumas redes de parceiros;
ou seja, instrumentos de acção regulatória não faltarão às escolas e aos professores; porventura faltará uma estratégia consertada, coerente e consistente da sua utilização, sabendo-se, previamente, que a utilização de um qualquer instrumento decorre de uma situação pontual, muita das vezes casuística, de análise individualizada da interacção pedagógica, dos resultados escolares, dos comportamentos que daí decorrem;
falta um pormenor determinante para a concretização efectiva dos instrumentos, a alteração de modos e práticas pedagógicas, muita das vezes descontetualizadas de realidades, práticas e interesses;
prevalece como predominante apenas um interesse, o do professor; nem sequer o da escola;
os contratos de autonomia que se irão firmar no decorrer do próximo ano lectivo correm este risco, de confundir instrumentos com procedimentos, objectivos com metas, intenções com acções;

conversas de café


há dias, em conversa de café com o presidente da associação de pais da escola onde anda o filho, fiquei a saber que votaram contra o projecto educativo do agrupamento;
mal elaborado, mal fundamento, sem orientações estratégicas, sem objectivos operacionais, sem esquema de monitorização ou de avaliação, sem uma clara relação entre ciclos, sem instrumentos que permitam combater o insucesso e os problemas educativos ali existentes, foram os argumentos apontados;
perguntava ele por que é que os professores perdem tanto tempo a fazer coisas que objectivamente não são nem viáveis nem aproveitáveis;
se calhar, pensei para com os meus botões, apenas para cumprir calendário;
se calhar;

terça-feira, maio 8

discussão


depois das eleições francesas, depois de algumas discussões sobre os seus resultados (estou certo que continuarão) depois dos comentários e das anotações de vários fazedores de opinião (sejam bloguistas, sejam eles na imprensa) duas notas pessoais, enquanto pessoa de esquerda e enquanto defensor de uma sociedade de esquerda;
as eleições francesas, em meu entender, destacam duas circunstâncias perante as quais a esquerda tem de se repensar, por um lado, o modo de fazer política, de passar (vender?) as ideias, de afirmar um discurso e um modelo social, por outro, o de repensar as opções político-sociais que, não colocando em causa princípios, ideias e valores sempre defendidos e afirmados pela esquerda social-democrata, possam ter cabimento numa sociedade em que o Estado-Providência se encontra esgotado e os modelos de participação são amplamente difundidos;
entre um e outro ponto o inegável despudor de roubar ideias que tradicionalmente são de direita (segurança, forças armadas, relações externas, mercado) e saber com elas construir políticas públicas que tenham não apenas abrangência, mas cabimento e pertinência social e pessoal;
repensar os modelos sociais de educação e saúde, intervenção social e integração comunitária deve passar pela salvaguarda dos princípios de equidade e participação, individualização e personalização da coisa pública;
o que se assiste em França é, antes de tudo, ao esgotamento de um modelo de organização social, assente na burocracia, na verticalização dos poderes, na exclusão das participações sociais e às quais a esquerda (seja ela de centro ou mais radical) não soube dar as devidas respostas;
a aposta nas questões de género sairam caro à esquerda francesa e nem aí se conseguiu a penetração eleitoral pretensamente pretendida; mas destacou-se também a aposta na re-politização da discussão social, do que fazer com as questões essenciais da modernização e afirmação do Estado;
um receio, para já, que a reestruturação do Estado francês possa significar a sua privatização, a venda das políticas sociais públicas aos interesses mais privados;
uma esperança, que a esquerda se repense no seu diálogo interno e no lamber das feridas e se afirme como alternativa social e política, não apenas em França, mas na Europa que se pretende dos cidadãos e da participação;

...

nem sei o que escrever, o que dizer, o que pensar;
está um pouco mais parvo do que é habitual;