quarta-feira, maio 2

apresentação


termineio a apresentação do meu texto, sobre os instrumentos das políticas disciplinares na escola pública;
optei pelo princípio e estruturei a apresentação a partir do objectivo (analisar a disciplina na escola como um dos elementos de regulação dos quotidianos), passando pelo objecto (os instrumentos produzidos tendo em vista a regulação de comportamentos pedagógicos e sociais) e pelo quadro de análise (as políticas públicas e o conhecimento em educação) e a terminar no conjunto de conceitos (disciplina, regulação, instrumento, governança) que considero estruturantes à tese e que me permitem ir da concepção normativa da disciplina na escola à construção social dos comportamentos;
apesar dos sofrimentos, do processo lento e algo penoso desta construção, feito por aproximações sucessivas, considero que cada vez mais estou apaixonado pelo tema; não pelos comportamentos que se podem perspectivar, mais pelas ideias e pelos valores que se podem determinar e associar à ideia de disciplina na escola, às mundovidências que daí decorrem, ao papel que a escola tem e assume no contexto social, ao papel que os professores concebem à sua acção e às dimensões que a educação tem enquanto prática social;
o acervo é constituído pelo arquivo de duas escolas da cidade (uma secundária com 3º ciclo, uma outra EB2/3) e pelos instrumentos que se produziram tendo em vista a regulação (e não a regulamentação) dos comportamentos, nomeadamente os projectos implementados, as acções definidas, as soluções encontradas, bem como (e cerne da investigação) as ideias e os valores que aí se encontram, os recursos mobilizados, a participação dos actores, o envolvimento do conhecimento (pedagógico e social) nessa construção e definição;
num processo de longa duração (vai de 1977 a 2007) poder-se-á perspectivar não apenas o que muda mas, assim o pretendo, o que permanece como infra-estrutural à acção pedagógica, aos desempenhos profissionais, às concepções de escola e de educação;
tenha eu unhas para esta viola, pois e inevitavelmente (?) já encontrei inúmeras omissões no texto que apresentei, faltas que partem do meu envolvimento e da presunção do conhecimento, coisa que manifestamente é imperdoável num texto académico;

Maio


entrámos no mês de Maio e sente-se a falta do sol, dos dias mais quentes, mais alegres e reconfortantes;
o dia de hoje, por estas bandas, mais parece um dia de Outono, daqueles cinzentos, a variar entre o tímido e o chuvisco;
apetece-me sol, apetece-me o tempo quente para espairecer, para ter uma outra cara (como se isso fosse possível);

terça-feira, maio 1

coisas


coisas novas, um espaço designado de Coisas da Educação;
facilita-me o acesso a coisas que me podem ser úteis e partilham-se pontos de vista e ideias sobre a coisa educativa;
reflectem não apenas o meu interesse mas acima de tudo, a minha ideia de escola e de educação, assente numa dimensão inclusiva e participativa, de debate e de coisa pública;

segunda-feira, abril 30

menção

sinto-me lisongeado por figurar nas nomeações do Miguel, relativamente a blogs que fazem pensar;
reconheço que procuro escrever entre o introspectivo, face ao meu quotidiano, e o crítico, naquilo que poderia designar como perspectiva crítica em educação e para além da educação;
uma dimensão que me permite criar outras percepções face ao quotidiano e pensar aquilo que sou, faço e entendo;
não acrescento nada à lista por que considero que a blogosfera, toda ela, nos faz pensar, nos permite perspectivar outros olhares sobre as mesmas coisas;
a mais valia que encontro neste espaço é a diversidade e pluralidade de pensamentos, de opiniões, de perspectivas e, através dela, podermos perceber que existem outras dimensões de análise e pensamento;
agradeço a menção como a retribuo, por que através de outros olhares me permite perceber a mim mesmo;obrigado pela referência e, acima de tudo, pela cumplicidade cumplice que nos une;

sábado, abril 28

dúvidas

fiz e apresentei há dias atrás um texto sobre a regulação dos quotidianos;
tenho agora que preparar a sua apresentação, a realizar no decorrer da semana que entra;
estou na dúvida se começo pelo princípio (objecto, objectivo, metodologia) se pelo fim (tese, âmbito, argumentos);
há que decidir;

vida de cão


ao fim-de-semana, mas não exclusivamente, quando me sinto cansado, arrasto-me de um lado para o outro, qual vida de cão, sem saber o que fazer, onde parar, o que me apetece;
mudo-me daqui prá'li na indecisão da tarefa que não me apetece fazer;
não faltam coisas para fazer, falta é vontade, apetite, disponibilidade mental;
opto pela vida de cão, a recuperar forças e temperos para próximas oportunidades;

sexta-feira, abril 27

governança


nos tempos que correm uma das medidas que mais se tem alterado, por vezes sem disso nos apercebermos, é o sentido da governação, da acção governativa;
independentemente dos méritos, ou da sua falta, dessa alteração, o sentido está definitivamente alterado;
das lógicas funcionais e hierárquicas, passasse para a partilha de redes e de conhecimentos, para uma maior transparência e participação da acção pública do Estado;
conhecida como governança, esta acção traduz-se, acima de tudo, como um conjunto de regras e procedimentos, mecanismos e instrumentos que influencia (mas não determina) a articulação do exercício dos diferentes poderes sociais que se confrontam no quotidiano da acção política;
recebi hoje um documento dos serviços que aponta este sentido da governança e considero interessante perceber as diferenças de pensamento e acção que ainda existem entre macro estruturas e serviços desconcentrados, nomeadamente na acção dos seus actores;
acrescento que apesar das reestruturações administrativas e da profunda reformulação da acção do Estado, ainda há muito para e por fazer;

fantasmas


sobre o último disco de P. Abrunhosa duas notas (agora que o oiço);
lindo o poema, assente numa musicalidade sem rodeios e apelar ao que a música tem de melhor, o intervir, o pensar, o agir;
segunda nota, há gente com fantasmas a mais que tem dificuldades em lidar com eles; costumo dizer que fantasmas no sótão e esqueletos no armário não são boas companhias, mas temos de lidar com eles;

quinta-feira, abril 26

a jeito


está aqui ao lado, no meu perfil, que uma das coisas que sou é emotivo;
raramente viro a cara a uma boa discussão, a uma valente troca de ideias;
não procuro convencer nada nem ninguém, apenas (qual sofista) esgrimir argumentos, trocar ideias, conhecer outros pontos de vista, desfrutar de outros olhares;
sei, pela posição que ocupo (seja institucional, profissional ou pessoal) que sou alvo de atenções e, de quando em vez, de uma particular atenção;
tenho este blogue (e outros que o antecederam), participo numa rádio local e, por vezes, escrevo a minha opinião nos jornais da terra, sei, portanto, que dou o flanco e crio oportunidades que outros gostam de aproveitar;
contudo, assumo o meu gosto pela participação, pelo debate, da democracia, não apenas de a falar, mas de a viver;
não sei se terei ficado surpreendido quando, na passada terça-feira, o responsável pelo programa de rádio me informa que o programa foi solicitado por importante sector da terra - não ouviu, nem o directo nem a retransmissão diferida;
nada tinha ou tenho a opor; não se extrapolem ideias ou se construam montes de areia que o vento facilmente pode levar;
mas criar questões partidárias é delicado e pode ser problemático;
se é processo de intenções, eles valem o que valem e podem causar danos colaterais,
se é para dissecação seria mais fácil convidar em vivo do que analisar em morto;
mas sempre disse e afirmei a quem e perante quem de direito que, se é para sair, não vale apena empurrar, basta dizer e eu saio de cena - nem é preciso pedir, basta dizer (mas não é qualquer um, é quem de direito);
sei as regras do jogo, não me queixo nem recrimino; são estas as regras que alguém (?) terá determinado; resta-me procurar melhora-las naquilo que considero que devem ser melhoradas; agora se me ponho a jeito sou alvo fácil, sei disso;
com uma vantagem, sem me preocupar com contas do deve e do haver, tenho vida própria e sou gente fora da política;

desvio


de vez enquando, mais por imposição que por opção, desvio-me deste meu cantinho;
ultimamente tem sido com mais e maior frequência daquela que seria de esperar e que seria o meu gosto;
este meu cantinho é um sítio de racionalização do meu quotidiano, de pensar aquilo por que vou passando e que sinto que, de algum modo, deve ser vertido para aqui;
não por que seja interessante partilhar, não por que haja algo importante a assinalar;
apenas e somente por que é um espaço de desabafo; sinto-me a escrever para mim, mas com a perfeita consciência que há alguém que me lê, que por aqui passa; sinto-me com a perfeita consciência que, apesar de tudo, há amigos que criei e que procuro manter por este meio;
alguns não conheço, nunca vi, outros de quem sinto saudades, outros que gostaria de conhecer, mas é uma teia de cumplicidades e emaranhados afectivos que nos ajudam, de algum modo e de alguma maneira, a passar pelos dias;

segunda-feira, abril 23

preciso


estou a precisar urgentemente de um computador novo;
este, apesar das reformulações e reestruturações, já deu o que tinha a dar;
o esqueleto é originário do final do século passado, ainda um pentium III a qualquer coisa como 600 e qualquer coisa hrtz;
o arranque é manifestamente lento, a disponibilização da informação e o acesso a determinados programas mais lento que eu, e eu sou alentejano;
há apenas que esperar, esperar que surja uma oportunidade e uma disponibilidade; para além do mais a concorrência aqui em casa agudiza-se expcecionalmente pelo acesso à net;

horta


depois de um dia solarengo, mais a lembrar o Verão que a Primavera, assim que cheguei a casa fui directo para horta;
regar alfaces, o cebolo e tratar dos canteiros das batatas;
é um prazer que sinto, pelo cheiro da terra, pelo suor que me causa, pelo cansaço que depois de um bocado sinto;
mas é também uma profunda descontracção de espírito;
directo para a horta, sem passar por aqui; agora aproveito para ouvir "jazz com Brancas" enquantos o pessoal toma o seu banho e eu preparo a noite;

domingo, abril 22

portas

por portas e travessas se desenrola a vida de um partido de direita esfrangalhado entre lógicas ideológicas e tratos populistas;
o CDS/PP à semelhança da vida nacional, procura desenvencilhar-se da teia que ele próprio teceu, entre a afirmação da direita populista, que marcou pontos no final dos anos 90 pela Europa, e a afirmação daquilo que Paulo Portas designa como arco de poder;
entre um e outro, ficam as diatribes populistas de um lider que, como poucos, sabe lidar com as manchetes dos jornais, o flash televisivo, o apontamento mediático;
como será agora a oposição parlamentar do CDS/PP, entre que pólos se posicionará ela, qual a estratégia de re-afirmação do seu lider e do partido perante o eleitorado?
esperar para ver...

cães

este fim-de-semana começou dedicado aos cães e ao jardim;
entre dúvidas sobre o que fazer ou, mais prosaicamente, por onde começar, começamos pelos cães;
banho, limpeza, desparazitação e coleiras insecticidas;
mas estão aí mais bonitos que antes, prontos para a Primavera;

sexta-feira, abril 20

da disciplina

ontem, por interesses pessoais, participei num encontro temético sobre indisciplina e violência em meio escolar - procuro ouvir ideias e opiniões, perceber pontos de vista e aperceber-me de perspectivas de análise;
organizado por estagiárias de psicologia (educacional e clínica) teve um enquadramento à medida;
duas notas que me surpreenderam;
apesar da abordagem ser clara quanto ao meio escolar, foi notória a ausência de um docente, de alguém que, a partir da escola ou da educação, pudesse pensar a questão e mostrar a sua perspectiva;
apesar do excessivo peso da dimensão psicanalítica de análise, foi interessante ouvir e perceber que o próprio enquadramento das atitutes psicológicas decorre do contexto familiar e, de acordo com a ideia apresentada, responsabiliza mais a família que o indivíduo;

de chuva


estavamos (?) quase convencidos que a Primavera tinha chegado e assente arraiais; nada de mais enganador;
apesar das alterações climáticas, apesar da turbulência da metereologia, apesar dos achaques de S. Pedro, ainda estamos no Abril das águas mil;
e por estas paragens tem chuvido bem;

dúvidas


tenho andado que na'posso;
não sei o que escrever, tenho dúvidas sobre a escrita;
não faltam temas mas, ante o desenvolvimento dos dias, fico na dúvida;
o PDM cá da terra, depois de muitas e grandes peripécias, começou a ser discutido; interessante, mas uma amiga foi hoje operada a polipolos cancerigenos;
a política nacional entretem-se entre as habilitações do 1º ministro e as promessas de greve geral para Maio, mas soube da morte da esposa de um amigo, ficou sozinho com um filho de 4 anos;
entre tantas dúvidas escrevo o quê?

segunda-feira, abril 16

bola


Na semana passada o filho fez anos, entre as dúvidas da prenda de anos calhou o desafio de ir ver o Benfica;
foi essa a prenda de anos; fomos na passada 5ª feira ver o glorioso empatar com o Espanhol de Barcelona;
há muito que não ia à catedral; fiquei com duas ideias;
uma que nos transfiguramos perante a mole de gente, o meu filho saltava, gritava e gesticulava como não o tinha ainda visto fazer; disse que ao vivo é diferente; e é;
depois, perante os empates, que ao vivo foi bem pior que ver na televisão; na tv vimos o que o realizador pretende e entende, ângulos fechados e estreitos a prender o espectador ao deslizar da bola; no estádio somos nós que escolhemos o ângulo, o sítio onde poisamos o olhar e temos oportunidade de ver as carências e as estratégias dos treinadores; fiquei com a ideia que o gloriosos está cansado, que não tem banco como não tem engenho;
o resultado de hoje (2ª, frente ao Braga, 0x0) é disso exemplo, trapalhão, arrastado, sem ideias nem soluções;
e pronto, coisas da bola;

eles crescem

os filho(a)s parecem que não crescem;
estamos com eles todos os dias, acompanhamos a sua evolução e temos dificuldades em perceber como o tempo passa;
por que experimentaram se a roupa do ano passado (de Verão) servia ou não, percebemos qual foi o salto do crescimento, como cresceram, como o tempo passou;
obviamente que se divertem a ver onde ficam as mangas das camisolas do Verão passado, como as calças se transformaram em bermudas, quando não mesmo em calções;
lá vamos nós, talvez em frente;

dias assim


como este, como aquele, como o outro; uns melhores outros nem tanto, outros antes pelo contrário;
dias assim será a designação do novo espaço de uma "velha" amiga;
como uns-e-outros, os dias seguem-se, entre o prazenteiro e o que tem que ser;