as medidas propostas pelo governo de Sócrates, no contexto da designada reestruturação do Estado, desencadeia um conjunto diverso de sinais.
uns preocupantes, outros reveladores, outros que esclarecem e outros ainda que ocultam.
preocupantes quando são solicitados sacríficios aos portugueses, apesar de existir um amplo consenso, e de repente sentimos que pode haver o refrear de ânimos, o condicionar da acção política, o apelo a que tudo se mude para que tudo fique na mesma. Faço votos e para isso trabalharei para que assim não seja.
reveladores do peso que algumas corporações (desde sindicatos a ordens, desde lbies de interesse a grupos de intervenção) adquiriram e da petrificação social e política que impuseram a determinadas áreas profissionais. Há tempos M. S. Tavares escreveu, e bem, que todos concordamos com as medidas de reestruturação desde que não nos afectem. Percebemos facilmente os comentários daqueles que não são os profissionais abrangidos e as diferenças com aqueles que sentem na pele as mudanças.
esclarecedores de qual o papel que se pretende para o Estado neste início de milénio. Obrigatoriamente diferente daquele que se afirmou no início do século XX e que se consolidou no pós guerra. As situações são outras, os contextos manifestamente diferentes, as exigências muito mais altas, os índices de participação e representatividade claramente outros. Não pode o Estado, seja ao nível da educação, da saúde ou da justiça, permanecer imóvel como se nada se tivesse alterado à sua volta. Haja capacidade, ousadia e temeridade (aquilo que alguns chamam de obstinação) para levar ávante esta reconfiguração.
Agora o que me preocupa é começar a sentir que existem sinais que há interesses que se insurgem. Uns dizem que decorrem do "aparelho" do PS (seja isso o que for), outros dos poderosos grupos de interesse que se movimentam em torno de áreas ou sectores de actividade (assim não têm rosto, são tudo, não sendo nada). Outros apontam as fugas cirurgicas de informação que causam constrangimentos e promovem agitações sem sentido e, particularmente, sem fundamento.
Passado pouco mais de um ano sobre a tomada de posse deste governo socialista há sinais que devemos levar em consideração e saber interpretar. Serão apenas sinais? sinais do quê? sinais para quê?
segunda-feira, março 27
contradições
Não sei se é uma contradição se apenas um desabafo. Como não sei qual a dimensão da legitimidade e da fundamentação da ideia.
Mas cham de contradição ao facto de num tempo marcado pela aldeia global em que tudo sabemos sobre quase tudo, quase tudo nos passa despercebido.
Ou seja, sinto que cada vez mais há um escasso número de fazedores de opinião, essencial quando não exclusivamente lisboetas, que determinam modas, fazem as ondas, definem o que é in ou o que está out, condicionam gostos e, não menos importante, criam as manchetes editoriais.
Cada vez mais me apercebo que neste Portugal interior, desde a aldeia à cidade, passando pelas inúmeras colectividades, há cada vez mais e cada vez melhores acontecimentos.
Em Beja, durante a semana, começou sábado, marca presença um evento claramente diferente sobre jazz.
Em Portalegre há uma constante dinâmica musical e artística que marca ritmos, dita correntes.
Em Évora é uma miríade de acontecimentos, uns pequenos, outros grandes.
Em Sines é um centro de arte que orgulharia qualquer cidade europeia.
Em Mértola são dinâmica culturais que cruzam mundos e definem olhares.
Em Montemor-o-Novo são cruzares de culturas e de artes.
Em Alcáçovas são dinâmicas juvenis que determinam dinâmicas e ritmos.
Tantas e tantas coisas podiam ser referenciadas, apontadas.
Manifestamente quando olhamos para as diferentes agendas culturais dos municípios alentejanos facilmente nos apercebemos da quantidade de coisas, de dinâmicas, de acções, de projectos, do fervilhar de ideias. Para já não falar daquelas que por razões várias, ficam a marinar em lume brando, à espera de melhores oportunidades, de outras condições.
E nós sabemos sabemos o quê? o que circula como notícia? o que é facto jornalístico? com o que deparamos quando acedemos à televisão?
e não é uma situação excluvia desta região, do Alentejo profundo. É uma consciente contradição que alguns fazedores de opinião teimam em afirmar e que alguns editorialistas em fazer passar.
valem-nos alguns blogues que permitem conhecer outras dinâmicas, permitem cruzar outras perspectivas, e apercebermo-nos de outros prontos de vista.
Mas cham de contradição ao facto de num tempo marcado pela aldeia global em que tudo sabemos sobre quase tudo, quase tudo nos passa despercebido.
Ou seja, sinto que cada vez mais há um escasso número de fazedores de opinião, essencial quando não exclusivamente lisboetas, que determinam modas, fazem as ondas, definem o que é in ou o que está out, condicionam gostos e, não menos importante, criam as manchetes editoriais.
Cada vez mais me apercebo que neste Portugal interior, desde a aldeia à cidade, passando pelas inúmeras colectividades, há cada vez mais e cada vez melhores acontecimentos.
Em Beja, durante a semana, começou sábado, marca presença um evento claramente diferente sobre jazz.
Em Portalegre há uma constante dinâmica musical e artística que marca ritmos, dita correntes.
Em Évora é uma miríade de acontecimentos, uns pequenos, outros grandes.
Em Sines é um centro de arte que orgulharia qualquer cidade europeia.
Em Mértola são dinâmica culturais que cruzam mundos e definem olhares.
Em Montemor-o-Novo são cruzares de culturas e de artes.
Em Alcáçovas são dinâmicas juvenis que determinam dinâmicas e ritmos.
Tantas e tantas coisas podiam ser referenciadas, apontadas.
Manifestamente quando olhamos para as diferentes agendas culturais dos municípios alentejanos facilmente nos apercebemos da quantidade de coisas, de dinâmicas, de acções, de projectos, do fervilhar de ideias. Para já não falar daquelas que por razões várias, ficam a marinar em lume brando, à espera de melhores oportunidades, de outras condições.
E nós sabemos sabemos o quê? o que circula como notícia? o que é facto jornalístico? com o que deparamos quando acedemos à televisão?
e não é uma situação excluvia desta região, do Alentejo profundo. É uma consciente contradição que alguns fazedores de opinião teimam em afirmar e que alguns editorialistas em fazer passar.
valem-nos alguns blogues que permitem conhecer outras dinâmicas, permitem cruzar outras perspectivas, e apercebermo-nos de outros prontos de vista.
quinta-feira, março 23
participação
entre amanhã e sábado tenho oportunidade de participar numa iniciativa que permite a discussão sobre a construção de políticas públicas de juventude.
é uma iniciativa que tem como principal imagem de marca procurar juntar todo um conjunto de características que marcam a juventude com a criação de um fórum de debate sobre políticas públicas.
entre a festa e o debate, discutem-se políticas de juventude.
é uma iniciativa que tem como principal imagem de marca procurar juntar todo um conjunto de características que marcam a juventude com a criação de um fórum de debate sobre políticas públicas.
entre a festa e o debate, discutem-se políticas de juventude.
lata
irritam-me as pessoas que pensam que Portugal é só delas.
há pouco, ao circular pelas ruas desta cidade, há uma senhora que resolve parar em plena faixa de rodagem no meio da Praça de Giraldo, descer, ier atrás da viatura, abrir a mala, retirar algo de dentro, ir entregar ali ao lado, voltar a entrar e seguir em frente.
tudo isto enquanto inúmera gente esperava atrás.
uns buzinavam, outros barafustavam, todos sopravam.
mas a senhora calmamente lá cumpriu o seu objectivo e seguiu como se os outros, todos os outros, não tivessem razão para estarem incomodados.
é preciso ter lata.
há pouco, ao circular pelas ruas desta cidade, há uma senhora que resolve parar em plena faixa de rodagem no meio da Praça de Giraldo, descer, ier atrás da viatura, abrir a mala, retirar algo de dentro, ir entregar ali ao lado, voltar a entrar e seguir em frente.
tudo isto enquanto inúmera gente esperava atrás.
uns buzinavam, outros barafustavam, todos sopravam.
mas a senhora calmamente lá cumpriu o seu objectivo e seguiu como se os outros, todos os outros, não tivessem razão para estarem incomodados.
é preciso ter lata.
quarta-feira, março 22
ritual
cumpri o meu ritual anual que irei estranhar nos próximos tempos, ou seja, já enviei a candidatura inteligente (?) ao concurso de professores para o próximo ano.
uma vâ tentativa de me aproximar um pouco mais de casa. Cá fico à espera dos resultados, certo que dificilmente me moverei.
uma vâ tentativa de me aproximar um pouco mais de casa. Cá fico à espera dos resultados, certo que dificilmente me moverei.
escrita
a minha escrita está diferente, dizem uns. As ideias são agora mais políticas, mais partidárias, dizem outros.
aceito os comentários. Como há quem diga que a minha escrita é militante, participativa e reivindicativa (circunstância que academicamente me constrange e dificulta algum desenvolvimento);
provavelmente será verdade, fruto de contextos, e somos quase sempre nós e o nosso contexto, a minha escrita adquire outras características, outras dimensões, podem não ser melhores, podem não ser maiores, apenas outras, apenas diferentes.
estou fora da escola, apesar de manter uma profunda ligação a essa paixão da qual não abdico, mais exposto, quer política quer institucionalmente, mais envolvido com um trabalho académico de pesquisa e investigação, que me faculta outras lentes (alguém diria um outro olhar).
Fruto de tudo isto o meu olhar à escola e à realidade é diferente.
perdem-se algumas características que permitiram que uns quantos amigos por aqui passassem e perdessem tempo a ler as minhas divagações; ganham-se, conquistam-se outros que descobrem outras formas de ver a discussão que nos cerca.
aceito os comentários. Como há quem diga que a minha escrita é militante, participativa e reivindicativa (circunstância que academicamente me constrange e dificulta algum desenvolvimento);
provavelmente será verdade, fruto de contextos, e somos quase sempre nós e o nosso contexto, a minha escrita adquire outras características, outras dimensões, podem não ser melhores, podem não ser maiores, apenas outras, apenas diferentes.
estou fora da escola, apesar de manter uma profunda ligação a essa paixão da qual não abdico, mais exposto, quer política quer institucionalmente, mais envolvido com um trabalho académico de pesquisa e investigação, que me faculta outras lentes (alguém diria um outro olhar).
Fruto de tudo isto o meu olhar à escola e à realidade é diferente.
perdem-se algumas características que permitiram que uns quantos amigos por aqui passassem e perdessem tempo a ler as minhas divagações; ganham-se, conquistam-se outros que descobrem outras formas de ver a discussão que nos cerca.
primavera
como na primavera, a alergia ao trabalho faz-se sentir.
sinto-me cansado, entupido de ideias, constrito de opiniões.
o cansaço, nesta altura do ano, fruto de re-adaptações, de ritmos diferentes e novos, de circunstâncialismo vários, pesa mais, manifesta-se com uma outra intensidade e bloqueia a vontade de pensar.
tenho uma reduzidissima capacidade de concentração, sinto manifestas dificuldades em ler, em articular ideias, em escrever.
como resultado o trabalho, particularmente o académico, não flui e sinto-me entre o assustado e o angustiado.
a escrita ressente-se e há quem me aconselhe a suspender a escrita a concentrar-me apenas em um ou dois focos de atenção.
Mas não consigo. Prefiro a dispersão e esperar a recuperação se ela ainda acontecer a tempo.
sinto-me cansado, entupido de ideias, constrito de opiniões.
o cansaço, nesta altura do ano, fruto de re-adaptações, de ritmos diferentes e novos, de circunstâncialismo vários, pesa mais, manifesta-se com uma outra intensidade e bloqueia a vontade de pensar.
tenho uma reduzidissima capacidade de concentração, sinto manifestas dificuldades em ler, em articular ideias, em escrever.
como resultado o trabalho, particularmente o académico, não flui e sinto-me entre o assustado e o angustiado.
a escrita ressente-se e há quem me aconselhe a suspender a escrita a concentrar-me apenas em um ou dois focos de atenção.
Mas não consigo. Prefiro a dispersão e esperar a recuperação se ela ainda acontecer a tempo.
quinta-feira, março 16
telefonia
tenho o gosto, o privilégio e o prazer de participar num fórum radiofónico com mais dois colegas simpatizantes e militantes respectivamente do PCP (Diamantino Dias) e do PSD (Florival Pinto). digo prazer por que gosto de falar e de trocar ideias; digo privilégio por que efectivamente é um espaço de debate e um palco de onde é relativamente fácil atingir o boneco;
ontem discutiu-se um tema que poucos gostam e ninguém simpatiza, o encerramento de maternidades na região.
Podemos não concordar, podemos, inclusivamente, discordar.
Mas, pela primeira vez, existe uma articulação entre unidades de saúde (centro de saúde e hospital) e distritos (Beja, Ébora e Portalegre).
Desgraçadamente não temos gente, pessoas e os investimentos na área da saúde são demasiadamente avultados para que o erário público, aquilo que todos pagamos, seja disperso, não rentabilizado.
Há que salvaguardar duas coisas, por um lado a prestação de cuidados de saúde com qualidade, por outro, a necessária articulação entre valências e entre sectores de modo a que não se disperse sem que se assumam responsabilidades.
ontem discutiu-se um tema que poucos gostam e ninguém simpatiza, o encerramento de maternidades na região.
Podemos não concordar, podemos, inclusivamente, discordar.
Mas, pela primeira vez, existe uma articulação entre unidades de saúde (centro de saúde e hospital) e distritos (Beja, Ébora e Portalegre).
Desgraçadamente não temos gente, pessoas e os investimentos na área da saúde são demasiadamente avultados para que o erário público, aquilo que todos pagamos, seja disperso, não rentabilizado.
Há que salvaguardar duas coisas, por um lado a prestação de cuidados de saúde com qualidade, por outro, a necessária articulação entre valências e entre sectores de modo a que não se disperse sem que se assumam responsabilidades.
crise? qual crise?
Não haverá texto sobre a escola e sobre a educação que, mesmo que superficial ou afloradamente, não aborde, defenda ou afirme com firme convicção que a escola, a educação, os valores, os jovens estão em crise.
Se olharmos a floresta até podemos pensar que ela não está como gostariamos. Legitimo, as sem grande sentido.
Ontem tive oportunidade de estar com mais de 10 jovens, oriundos de escolas secundárias, na fase distrital de um jogo promovido pelo IPJ, o Hemiciclo, onde tive oportunidade de ver e sentir um enorme prazer nesta juventude, no modo como afirma a defesa das suas ideias e de pontos de vista, no esgrimir de argumentos, na utilização do contraditório.
Olhando a escola, a educação e a juventude a partir deste ponto, é um foco de atenção como qualquer outro, resta-me perguntar que crise existe? onde é que ela está?
Se olharmos a floresta até podemos pensar que ela não está como gostariamos. Legitimo, as sem grande sentido.
Ontem tive oportunidade de estar com mais de 10 jovens, oriundos de escolas secundárias, na fase distrital de um jogo promovido pelo IPJ, o Hemiciclo, onde tive oportunidade de ver e sentir um enorme prazer nesta juventude, no modo como afirma a defesa das suas ideias e de pontos de vista, no esgrimir de argumentos, na utilização do contraditório.
Olhando a escola, a educação e a juventude a partir deste ponto, é um foco de atenção como qualquer outro, resta-me perguntar que crise existe? onde é que ela está?
quarta-feira, março 15
irra
pagar 60 cêntimos (120 melreis) por um mau café custa.
foi o que me custou, há pouco, no arcada, um mau café por 120 escudos. irra.
foi o que me custou, há pouco, no arcada, um mau café por 120 escudos. irra.
de regresso
o Mário, o Simões, está de regresso. Faço votos para que seja para ficar, por muito e bons tempos, escrita, queria eu dizer.
em www.sonhosecompanhia.blogspot.
em www.sonhosecompanhia.blogspot.
eleições
o PS cá da terra, seja de âmbito concelhio ou distrital (federação) irá a votos em breve.
Procura-se, aceita-se uma discussão de projectos e de ideias;
qual o papel dos partidos políticos em contexto local ou regional?
qual a acção política pretendida na consolidação das democracia locais e na sua articulação com democriacias nacionais ou transnacionais?
qual o papel dos actores locais na afirmação de ideias nacionais, como, no inverso, a afirmação de ideias nacionais em contextos locais?
afinal, que pretendemos nós afirmar, uma posição de poder ou uma posição de afirmação de um projecto?
qual o espaço, sempre necessário, à participação independente?
O PS sempre foi rico no debate e na troca de ideias, na pluralidade de pontos de vista e ambições, de afirmações e de estratégias. Dentro dessa pluralidade sempre soube concertar acções, harmonizar objectivos, integrar divergências.
Mas os tempos presentes são de mudança, são, assumidamente, de mutação. Há uns quantos que procuram as continuidades, outros que se escondem nos afazeres para esperar por outros ou por outras oportunidades. Corre-se o sério risco de ficar na mesma e se adiarem circunstâncias de mudança que são inevitáveis, quer na revita~lização da acção política quer na afirmação de ideologias.
e, ao contrário do que se poderia imaginar e do que alguns defendem, não estão gastas, nem são todas iguais.
Procura-se, aceita-se uma discussão de projectos e de ideias;
qual o papel dos partidos políticos em contexto local ou regional?
qual a acção política pretendida na consolidação das democracia locais e na sua articulação com democriacias nacionais ou transnacionais?
qual o papel dos actores locais na afirmação de ideias nacionais, como, no inverso, a afirmação de ideias nacionais em contextos locais?
afinal, que pretendemos nós afirmar, uma posição de poder ou uma posição de afirmação de um projecto?
qual o espaço, sempre necessário, à participação independente?
O PS sempre foi rico no debate e na troca de ideias, na pluralidade de pontos de vista e ambições, de afirmações e de estratégias. Dentro dessa pluralidade sempre soube concertar acções, harmonizar objectivos, integrar divergências.
Mas os tempos presentes são de mudança, são, assumidamente, de mutação. Há uns quantos que procuram as continuidades, outros que se escondem nos afazeres para esperar por outros ou por outras oportunidades. Corre-se o sério risco de ficar na mesma e se adiarem circunstâncias de mudança que são inevitáveis, quer na revita~lização da acção política quer na afirmação de ideologias.
e, ao contrário do que se poderia imaginar e do que alguns defendem, não estão gastas, nem são todas iguais.
prime time
há pouco mais de um ano eram os políticos (de um ou de outro lado) que abriam os telejornais, enchiam as manchetes da imprensa escrita.
hoje, de há poucos meses a esta parte, são os grandes grupos económicos que optam por conferências de imprensa à hora dos telejornais;
mudança de antena ou apenas mudança dos tempos?
predomiínio económico ou simplesmente preponderância sectorial?
hoje, de há poucos meses a esta parte, são os grandes grupos económicos que optam por conferências de imprensa à hora dos telejornais;
mudança de antena ou apenas mudança dos tempos?
predomiínio económico ou simplesmente preponderância sectorial?
exame
a propósito das notícias - qual versão a ver o que dá - do ME ir obrigar os candidatos à docência a realizar exame de acesso à carreira, encontrei uma referência nos blogues que percorri (não foi uma procura nem sistemática, nem intensiva, portanto vale o que vale se é que vale alguma coisa).
não é novidade, algumas ordens já o fazem (será uma eventual procura de equiparação a estas realidades mais, digo, ordeiras??);
noutros países é norma desde o final dos anos 80, onde, particularmente, se debateram com idêntico problemas, a de excesso de procura para uma oferta que é cada vez mais escassa;
e cá? qual o teor da discussão? qual o sentido das conversas? qual a pertinência da medida? quais os impactos previsionais?
não é novidade, algumas ordens já o fazem (será uma eventual procura de equiparação a estas realidades mais, digo, ordeiras??);
noutros países é norma desde o final dos anos 80, onde, particularmente, se debateram com idêntico problemas, a de excesso de procura para uma oferta que é cada vez mais escassa;
e cá? qual o teor da discussão? qual o sentido das conversas? qual a pertinência da medida? quais os impactos previsionais?
ausências
a maior parte das vezes digo que não escrevo por que não tenho um acesso à net em casa, circunstância que me constrange na actualização e na edição diária deste espaço.
mas outras é apenas por que procuro não escrever.
Arranjo desculpas para não verter ideias a quente, procurar alguma distância, algum distanciamento a factos ou acontecimentos que me obrigam a pensar aquilo que escrevo.
coisa com a qual, reconheço e assumo, não simpatizo muito.
gosto de escrever de rompante, aos soluços de uma paixão apenas pelo debate, pela troca de ideias.
sentir que me auto-condiciono na escrita é sentir-me coartado.
mas acontece e, afinal, há que pensar aquilo que se escreve pois não sou apenas eu o implicado.
mas outras é apenas por que procuro não escrever.
Arranjo desculpas para não verter ideias a quente, procurar alguma distância, algum distanciamento a factos ou acontecimentos que me obrigam a pensar aquilo que escrevo.
coisa com a qual, reconheço e assumo, não simpatizo muito.
gosto de escrever de rompante, aos soluços de uma paixão apenas pelo debate, pela troca de ideias.
sentir que me auto-condiciono na escrita é sentir-me coartado.
mas acontece e, afinal, há que pensar aquilo que se escreve pois não sou apenas eu o implicado.
quinta-feira, março 9
geração
Cada vez mais sinto a força dos tempos, a mudança, o que persiste em ficar e aquilo que quer mudar.
Onde nos situamos nós?
Onde nos queremos posicionar?
Será uma coisa de geração?
há dias uma colega docente dizia-me que sente os rapazes diferentes, que seria capaz de apontar diferenças entre aqueles com que trabalhou no final dos anos 90 e aqueles com quem agora trabalha. E, acrescentou, não são apenas os rapazes, são também os pais deles.
O que muda?
o que fica?
o que muda do que fica?
o que fica do que muda?
Onde nos situamos nós?
Onde nos queremos posicionar?
Será uma coisa de geração?
há dias uma colega docente dizia-me que sente os rapazes diferentes, que seria capaz de apontar diferenças entre aqueles com que trabalhou no final dos anos 90 e aqueles com quem agora trabalha. E, acrescentou, não são apenas os rapazes, são também os pais deles.
O que muda?
o que fica?
o que muda do que fica?
o que fica do que muda?
Como andam estas coisas políticas por estas terras alentejanas?
Sinceramente não percebo, não tenho elementos suficientes que me permitam perceber e compreender o que se passa, isto é, e aparentemente, nada, mas, pelo contrário, uma guerra surda, onde peixes de águas profundas mexem e remexem, e agitam águas, se faz sentir a turbulência da calma aparente; será assim tão aparente?;
Será um contar de espingardas?
será um acerto de equilíbrios?
será um verificar de posições?
o que é?
sinto a força de alçgumas individualidades em projectos que deveriam ser colectivos; sei que me ponho a jeito de levar no lombo, de cascarem em mim, mas que raio é isto que não compreendo;
Aparentemente sou dispensável por que eventualmente indesejável?
Sinto, a partir de diferentes patamares, ventos de outras paragens de outros tempos, um tenta-te que não cais, um enrolar de coisas... que descamba em confusão, em indecisão, em distanciação face às pessoas e às ideias centrais de um projecto.
Não compreendo, provavelmente por falta de lementos e de capacidade. Será?
Sinceramente não percebo, não tenho elementos suficientes que me permitam perceber e compreender o que se passa, isto é, e aparentemente, nada, mas, pelo contrário, uma guerra surda, onde peixes de águas profundas mexem e remexem, e agitam águas, se faz sentir a turbulência da calma aparente; será assim tão aparente?;
Será um contar de espingardas?
será um acerto de equilíbrios?
será um verificar de posições?
o que é?
sinto a força de alçgumas individualidades em projectos que deveriam ser colectivos; sei que me ponho a jeito de levar no lombo, de cascarem em mim, mas que raio é isto que não compreendo;
Aparentemente sou dispensável por que eventualmente indesejável?
Sinto, a partir de diferentes patamares, ventos de outras paragens de outros tempos, um tenta-te que não cais, um enrolar de coisas... que descamba em confusão, em indecisão, em distanciação face às pessoas e às ideias centrais de um projecto.
Não compreendo, provavelmente por falta de lementos e de capacidade. Será?
glorioso
se eu, nos outros momentos, tenho orgulhjo em ser benfiquista, imagem agora, hoje, claramente ressacado de uma vitória que nã oé apenas gloriossa, é histórica.
àh ganda benfica.
Venham os próximos, sejam eles quem forem.
àh ganda benfica.
Venham os próximos, sejam eles quem forem.
quarta-feira, março 8
escrita
sou de rompantes, marcado por um quase movimento pendular, de um lado e do outro, raramente em equilíbrio dito perfeito.
Ou hei-de escrever de fio a pavio, ora sentir-me estagnado, empancado.
Há dias escrevi cinco folhas de uma só vez, a espaço simples. Foi uma vitória.
Depois de leituras, depois de alguma organização de ideias e de argumentos foi um despachar de palavras.
De repente páro. Não consigo concentrar-me o suficiente para ler com a atenção que necessito. Questiono as minhas possibilidades, interrogo-me sobre a oportunidade da decisão.
Não consigo nem escrever nem ler. Perco tempo.
Não sei se me sinto cansado ou apenas se é apenas a necessidade de clarificar ideias.
Ou hei-de escrever de fio a pavio, ora sentir-me estagnado, empancado.
Há dias escrevi cinco folhas de uma só vez, a espaço simples. Foi uma vitória.
Depois de leituras, depois de alguma organização de ideias e de argumentos foi um despachar de palavras.
De repente páro. Não consigo concentrar-me o suficiente para ler com a atenção que necessito. Questiono as minhas possibilidades, interrogo-me sobre a oportunidade da decisão.
Não consigo nem escrever nem ler. Perco tempo.
Não sei se me sinto cansado ou apenas se é apenas a necessidade de clarificar ideias.
mulher
é o dia delas.
é merecido, é de festejar, éde louvar e agradecer
a elas, hoje e sempre, um bom dia.
é merecido, é de festejar, éde louvar e agradecer
a elas, hoje e sempre, um bom dia.
março
ontem esteve uma noite como desde Outubro não se sentia. Agradável, convidativa. Com um frio agradável de sentir, reconfortante, mas também com um claro sentimento que se aproxima a Primavera.
Gostei. Marca este Março em que desde pequeno me lembro de ouvir dizer
março, marçagão,
manhãs de inverno,
tardes de verão.
Gostei. Marca este Março em que desde pequeno me lembro de ouvir dizer
março, marçagão,
manhãs de inverno,
tardes de verão.
miudinho
tou nervoso, tou.
é um nervoso miudinho, pois quero acreditar (será fé?) que empatamos a um, mas tou nervoso, tou.
é um nervoso miudinho, pois quero acreditar (será fé?) que empatamos a um, mas tou nervoso, tou.
terça-feira, março 7
simples
sempre gostei das coisas simples, ainda que nada tenha de simples e, muitas das vezes, seja um complicadinho dos diabos - na escrita, nas ideias, na organização, nos afazeres. Mas não invalidade que simpatize e aprecie as coisas simples.
O desenho, o retrato oficial do presidente da República cessante, Jorge Sampaio, da autoria de Paula Rego é isso mesmo. Uma coisa simples. Uma coisa duplamente simples. Um retrato que mostra, destaca, retrata uma pessoa simples de um modo aparentemente simples.
Brilhante.
O desenho, o retrato oficial do presidente da República cessante, Jorge Sampaio, da autoria de Paula Rego é isso mesmo. Uma coisa simples. Uma coisa duplamente simples. Um retrato que mostra, destaca, retrata uma pessoa simples de um modo aparentemente simples.
Brilhante.
espanto
espanto-me sempre quando descubro sintonias, cumplicidades nas conversas que tenho com gentes diferentes.
Gosto, realmente, de me re-encontrar nas palavras dos outros, nas ideias diferentes, nas discussões, na troca de opinião.
Gosto, realmente, de me re-encontrar nas palavras dos outros, nas ideias diferentes, nas discussões, na troca de opinião.
segunda-feira, março 6
nokia
Em finais dos anos 90 tive oportunidade de participar num encontro realizado na região de Hamm, na Finlândia e de tomar conta da organização e das opções estratégicas daquela região.
Passados estes anos é a vez de o primeiro ministro perceber o que por lá se faz.
Não tenho a mínima das dúvidas que muitas vozes se levantarão na análise daquilo que não temos, das desvantagens incomparativas.
Mas, neste contexto, realço um pormenor de todo em todo determinante na observação que mais me marcou naquele período, a formação dos professores.
Poucos são os professores que se ficam pela formação inicial. E não é por determinação legislativa, é por opção.
Quem fez formação pós graduada percebe que este pequeno pormenor, faz toda a diferença.
Passados estes anos é a vez de o primeiro ministro perceber o que por lá se faz.
Não tenho a mínima das dúvidas que muitas vozes se levantarão na análise daquilo que não temos, das desvantagens incomparativas.
Mas, neste contexto, realço um pormenor de todo em todo determinante na observação que mais me marcou naquele período, a formação dos professores.
Poucos são os professores que se ficam pela formação inicial. E não é por determinação legislativa, é por opção.
Quem fez formação pós graduada percebe que este pequeno pormenor, faz toda a diferença.
final
Jorge Sampaio está de saída, chega ao final do seu segundo mandato.
Assumo que desde os idos 80 que gosto de Sampaio. Foi com ele que me aproximei da militância política e partidária. É uma pessoa com carisma, para ser simples e prático.
Não se lhe arvoravam grandes expectativas aquando da sua tomada de posse. Convenhamos que substituir Mário Soares não era, nem certamente terá sido, tarefa fácil.
Mas soube fazê-lo, com elegância, com distanciamento ao exercício da governação, escolhendo dois ou três temas que atravessaram de forma incontornável o seu período, nomeadamente questões em torno da escola, da educação e da formação, questões da inovação e desenvolvimento organizacional e, por último e o menos conseguido, o da justiça.
A grande questão neste momento é perceber quais as linhas de orientação do novo presidente. Se levarmos em consideração a sua primeira entrevista como presidente é de suspeitar que iremos sentir as diferenças.
Assumo que desde os idos 80 que gosto de Sampaio. Foi com ele que me aproximei da militância política e partidária. É uma pessoa com carisma, para ser simples e prático.
Não se lhe arvoravam grandes expectativas aquando da sua tomada de posse. Convenhamos que substituir Mário Soares não era, nem certamente terá sido, tarefa fácil.
Mas soube fazê-lo, com elegância, com distanciamento ao exercício da governação, escolhendo dois ou três temas que atravessaram de forma incontornável o seu período, nomeadamente questões em torno da escola, da educação e da formação, questões da inovação e desenvolvimento organizacional e, por último e o menos conseguido, o da justiça.
A grande questão neste momento é perceber quais as linhas de orientação do novo presidente. Se levarmos em consideração a sua primeira entrevista como presidente é de suspeitar que iremos sentir as diferenças.
quinta-feira, março 2
zapping
percorri, de forma ligeira, uma vasta extensão das ligações mais afectivas daqueles blogues onde gosto de parar, de sentir, de ler, de folhear.
ainda que de forma quase que descomprometida encontro três situações.
Uma permanência pelo prazer da escrita, pela assunção de um espaço de participação, mas também de catarse - social, pessoal, profissional. Um espaço agradável pela diversidade de pontos de vista e de olhares;
um esmorecimento de olhares, algum desencanto, alguma desilusão que perpassa pela escrita. Seja pelos constrangimentos de um tempo presente, seja pela solidão da escrita. Mas é uma escrita cada vez mais virada para os interiores - das pessoas, profissionais, sociais, contextuais.
Por último e não menos importante a permanente profusão de blogues, pela alteridade que muitos denotam, pela assunção da mudança e da evolução.
Uma blogosfera feita de contrastes onde nos é permitido e possibilitado um maior conhecimento, senão do outro, pelo menos de nós por intermédio do outro.
ainda que de forma quase que descomprometida encontro três situações.
Uma permanência pelo prazer da escrita, pela assunção de um espaço de participação, mas também de catarse - social, pessoal, profissional. Um espaço agradável pela diversidade de pontos de vista e de olhares;
um esmorecimento de olhares, algum desencanto, alguma desilusão que perpassa pela escrita. Seja pelos constrangimentos de um tempo presente, seja pela solidão da escrita. Mas é uma escrita cada vez mais virada para os interiores - das pessoas, profissionais, sociais, contextuais.
Por último e não menos importante a permanente profusão de blogues, pela alteridade que muitos denotam, pela assunção da mudança e da evolução.
Uma blogosfera feita de contrastes onde nos é permitido e possibilitado um maior conhecimento, senão do outro, pelo menos de nós por intermédio do outro.
portuguesices
Cheguei quase com uma semana de atraso a um sítio onde não resisti, ainda assim, a comentar.
Não são coisas típicas, específicas, exclusivas dos professores. É um sentimento que atravessa grande parte do português, num queixume que A. Variações tão bem caracterizou, só estou bem onde não estou.
pela lista - e não quero parecer desconcertante dizendo que poderia ser de supermercado - até parece que a origem dos problemas está fora da escola ou de nós (nas famílias, nos políticos, na sociedade, nos outros) e a escola mais não fosse que uma qualquer ilha onde com recursos (humanos, materiais e financeiros), formação, outros alunos, outro meio, uma outra comunidade, outros pais, etc... seria um paraíso.
Felizmente não é, e grande parte dos problemas não estão fora da escola, estão na escola e em muitos dos modos de os professores olharem e pensarem (?) a sua profissão, o seu papel e o papel da escola pública em contextos desafiantes, polifacetados, heterogéneos, diversificados e instáveis.
Mas é uma discussão que dificilmente levará a algum lado. Não por falta de consenços, uma vez que nas críticas estaremos amplamente de acordo, mas nas propostas que eventualmente se coloquem e aí é que se diz mal dos políticos, pois nenhuns interessam, nem os que lá estiveram, nem os que lá estão, nem os que lá venham a estar.
Esta atitude, diria típica de um qualquer profissional português, é uma das principais causas do que se poderá designar como atraso português. Sempre descontente com o que se tem, sempre a querer preservar o que se tem, não se vá mudar para pior. Mas mam já estamos n´so. Afinal, em que ficamos?.
Não são coisas típicas, específicas, exclusivas dos professores. É um sentimento que atravessa grande parte do português, num queixume que A. Variações tão bem caracterizou, só estou bem onde não estou.
pela lista - e não quero parecer desconcertante dizendo que poderia ser de supermercado - até parece que a origem dos problemas está fora da escola ou de nós (nas famílias, nos políticos, na sociedade, nos outros) e a escola mais não fosse que uma qualquer ilha onde com recursos (humanos, materiais e financeiros), formação, outros alunos, outro meio, uma outra comunidade, outros pais, etc... seria um paraíso.
Felizmente não é, e grande parte dos problemas não estão fora da escola, estão na escola e em muitos dos modos de os professores olharem e pensarem (?) a sua profissão, o seu papel e o papel da escola pública em contextos desafiantes, polifacetados, heterogéneos, diversificados e instáveis.
Mas é uma discussão que dificilmente levará a algum lado. Não por falta de consenços, uma vez que nas críticas estaremos amplamente de acordo, mas nas propostas que eventualmente se coloquem e aí é que se diz mal dos políticos, pois nenhuns interessam, nem os que lá estiveram, nem os que lá estão, nem os que lá venham a estar.
Esta atitude, diria típica de um qualquer profissional português, é uma das principais causas do que se poderá designar como atraso português. Sempre descontente com o que se tem, sempre a querer preservar o que se tem, não se vá mudar para pior. Mas mam já estamos n´so. Afinal, em que ficamos?.
quarta-feira, março 1
troca
Agora com uma idea de trabalho em fundo e na sequência de uma abordagem matinal aos sucessivos temas que se colam à escola - no caso a protecão civil, mas podia ser a revenção rodoviária, o tabagismo, o alcoolismo ou outra.
Os tempos contemporâneo têm produzido uma, direi, excessiva escolarização dos problemas sociais. Isto é, em face da incapacidade de a sociedade, e os seus mecanismos, responderem com eficácia e adequadção a um sem número de solicitações e/ou problemas remetem-nos para a escola, escolarizam-nos, como se esta fosse uma panaceia deresolução de situações e constrangimentos.
Como se sabe não é e tem sido um dos factores que mais tem destacado a ideia de crise da escola ou crise da educação.
Proponho agora o contrário, isto é, que se socializem os problemas educativos. Isto é, que aqueles problemas com os quais a escola tem tido dificuldades em lidar ou gerir, caso da violência ou da delinquência juvenil, das aulas de substituição, do planeamento ou da prevenção (seja da saúde ou de outra ideia), da sensibilização artística ou científica, seja adjudicada a organismos da sociedade, por exemplo, as organizações juvenis.
Marcadas pela adesão voluntária, pelas afectividades e pelas informalidades podem ser espaços onde a escola encontra apoio na resolução de alguns dos seus problemas ou constrangimentos.
É certo que há que definir elementos de ligação e conexão, mecanismos de regulação e articulação, entre outros, mas será um caminho, uma possibilidade.
Poderá ser, e só para picar um amigo, uma efectiva construção da escola situada.
Os tempos contemporâneo têm produzido uma, direi, excessiva escolarização dos problemas sociais. Isto é, em face da incapacidade de a sociedade, e os seus mecanismos, responderem com eficácia e adequadção a um sem número de solicitações e/ou problemas remetem-nos para a escola, escolarizam-nos, como se esta fosse uma panaceia deresolução de situações e constrangimentos.
Como se sabe não é e tem sido um dos factores que mais tem destacado a ideia de crise da escola ou crise da educação.
Proponho agora o contrário, isto é, que se socializem os problemas educativos. Isto é, que aqueles problemas com os quais a escola tem tido dificuldades em lidar ou gerir, caso da violência ou da delinquência juvenil, das aulas de substituição, do planeamento ou da prevenção (seja da saúde ou de outra ideia), da sensibilização artística ou científica, seja adjudicada a organismos da sociedade, por exemplo, as organizações juvenis.
Marcadas pela adesão voluntária, pelas afectividades e pelas informalidades podem ser espaços onde a escola encontra apoio na resolução de alguns dos seus problemas ou constrangimentos.
É certo que há que definir elementos de ligação e conexão, mecanismos de regulação e articulação, entre outros, mas será um caminho, uma possibilidade.
Poderá ser, e só para picar um amigo, uma efectiva construção da escola situada.
invisível
O mundo é cada vez mais uma aldeia global, marcado, essencialmente, pela comunicação social, pela mediatização pelo conehcimento de massas.
Tudo aquilo que nós não conhecemos não acontece, não existe.
Pode-se contrapor e dizer que foi quase sempre o contrário. Maior o número de acontecimentos do que a nossa possbilidade de os conhecer. Só há relativamente pouco tempo se inverteu esta permissa; Mas não corresponderá à verdade.
Há um sem número de pequenos (e de grandes) acontecimentos que marcam ritmos, definem dinâmicas, respiram energias próprias dos quais não fazemos ieia. Mas existem. Ontem tive disso, uma vez mais, experiência e consciência.
Dois carnavais pequenos (Alcáçovas e Igrejinha), mas enormes para as aldeias onde se realizaram. Totalmente fora dos grandes circuitos, mas com enormes tradições e personalidade marcada.
São fruto de práticas locais ancestrais, que teimam em permanecer vivas fruto de vontades individuais que arregimentam o colectivo, o grupo.
E que dão gosto ver. Pela simplicidade, pela vivência e pela tradição.
Tudo aquilo que nós não conhecemos não acontece, não existe.
Pode-se contrapor e dizer que foi quase sempre o contrário. Maior o número de acontecimentos do que a nossa possbilidade de os conhecer. Só há relativamente pouco tempo se inverteu esta permissa; Mas não corresponderá à verdade.
Há um sem número de pequenos (e de grandes) acontecimentos que marcam ritmos, definem dinâmicas, respiram energias próprias dos quais não fazemos ieia. Mas existem. Ontem tive disso, uma vez mais, experiência e consciência.
Dois carnavais pequenos (Alcáçovas e Igrejinha), mas enormes para as aldeias onde se realizaram. Totalmente fora dos grandes circuitos, mas com enormes tradições e personalidade marcada.
São fruto de práticas locais ancestrais, que teimam em permanecer vivas fruto de vontades individuais que arregimentam o colectivo, o grupo.
E que dão gosto ver. Pela simplicidade, pela vivência e pela tradição.
interrupções
é sem querer, coisa que eu não gosto, mas de quando em vez fico algum tempo sem marcar presença. Foi uma das razões (sei que há muita gente a apontar-me outras) que levou à interruipção prolongada da escrita.
Mas decorre da minha ainda não ligação à net, circunstância que já me começa a chatear, mas perante a qual pouco posso ainda fazer.
Resta-me apelar à compreensão.
Mas decorre da minha ainda não ligação à net, circunstância que já me começa a chatear, mas perante a qual pouco posso ainda fazer.
Resta-me apelar à compreensão.
quinta-feira, fevereiro 23
Micro
M. Castells (2006) defende que os fenómenos da micro-economia condicionam a acção da macro economia, numa teia de relações e conexões que vão para além do seu próprio contexto.
A pergunta que se impõe refere-se à possibilidade de transposição desta ideia para o campo da política e perguntar até que ponto os fenómenos da micro-política podem condicionar os fenómenos da macro-política, isto num pressuposto da relação, da interconexão e da interdependência entre estes dois mundos - micro e macro.
Se assim for então que questões se podem colocar a partir do pressuposto que a política (e os restantes fenómenos sociais) não são uma justaposição (local, regional, nacional, global - ou uma cascata em sentido inverso) nem uma simples aritmética sumativa (do tipo a+b=c), mas antes um equilíbrio instável, porventura dinâmico, talvez de interesses, provavelmente de objectivos, certamente de recursos, de quando em vez de intenções, onde, como alguém e num outro contexto definiu, o que é hoje verdade amanhã pode não o ser.
Neste contexto, o que pode ser determinante serão os canais que permitem a ligação entre estas diferentes dimensões, ou perspectivas, e perceber quais os fenómenos de tradução entre eles na adequação ou clarificação daquela panóplia de conceitos (interesses, redes, parceiros, objectivos, acções, projectos...).
A pergunta que se impõe refere-se à possibilidade de transposição desta ideia para o campo da política e perguntar até que ponto os fenómenos da micro-política podem condicionar os fenómenos da macro-política, isto num pressuposto da relação, da interconexão e da interdependência entre estes dois mundos - micro e macro.
Se assim for então que questões se podem colocar a partir do pressuposto que a política (e os restantes fenómenos sociais) não são uma justaposição (local, regional, nacional, global - ou uma cascata em sentido inverso) nem uma simples aritmética sumativa (do tipo a+b=c), mas antes um equilíbrio instável, porventura dinâmico, talvez de interesses, provavelmente de objectivos, certamente de recursos, de quando em vez de intenções, onde, como alguém e num outro contexto definiu, o que é hoje verdade amanhã pode não o ser.
Neste contexto, o que pode ser determinante serão os canais que permitem a ligação entre estas diferentes dimensões, ou perspectivas, e perceber quais os fenómenos de tradução entre eles na adequação ou clarificação daquela panóplia de conceitos (interesses, redes, parceiros, objectivos, acções, projectos...).
quarta-feira, fevereiro 22
glorioso
e viva o glorioso.
É nestes momentos que sinto o enorme privilégio de ser benfiquista - nos outros também, pronto.
É nestes momentos que sinto o enorme privilégio de ser benfiquista - nos outros também, pronto.
genealogia
No meio das afirmações políticas e pessoais, no meio do confronto de ideias e projectos, evidencia-se, aqui e ali, que a genealogia da decisão política se prende a uma mesma árvore e apresenta, em anos e quase que gerações sucessivas, as mesmas ramificações.
A sociedade portuguesa está cada vez mais fechada na sua aparente abertura. A participação esbate-se em ideias feitas e conclusões absolutas. O enredo social enleia-se em projectos pessoais algo confundidos com ideologias políticas.
Descobre-se, descubro, que há outros mundos, outros entes que poem e dispoe de modo para eles natural, para mim afirmativamente sobre o natural.
A sociedade portuguesa está cada vez mais fechada na sua aparente abertura. A participação esbate-se em ideias feitas e conclusões absolutas. O enredo social enleia-se em projectos pessoais algo confundidos com ideologias políticas.
Descobre-se, descubro, que há outros mundos, outros entes que poem e dispoe de modo para eles natural, para mim afirmativamente sobre o natural.
nuclear
Hoje, na generalidade da comunicação social que oiço e pela qual passo os olhos, fala-se de energia nuclear. Alguns prós, alguns contras, pontos de vista de uns e de outros, considerações mais ou menos pertinentes e discute-se, como há muito não se fazia (talvez desde aqueles tempos de nuclear?, não, obrigado!).
Não sei se será uma opção, não tenho conhecimento pessoais sobre o assunto e as considerações de terceiros deixam-me, no mínimo, duvidoso.
Agora sei que têm de existir alternativas ao actual, e velhinho, modelo de exploração industrial e energético.
Há apenas 50 anos, e face aos valores de crescimento de então, havia expectativas de muitos milénios pela frente, face à exploração dos recursos naturais então existentes. Hoje ficamos coma clara sensação que rapamos o fundo ao tacho e sobre exploramos recursos que não são capazes de renovação no espaço de uma geração.
O modelo económico exige alternativas e um futuro. Se ele passa pelo nuclear não sei, sei que, pessoalmente, gostaria que passasse pelas designadas energias renováveis, sol, vento, marés. Estas têm futuro. Se são alternativa isso já não sei.
Não sei se será uma opção, não tenho conhecimento pessoais sobre o assunto e as considerações de terceiros deixam-me, no mínimo, duvidoso.
Agora sei que têm de existir alternativas ao actual, e velhinho, modelo de exploração industrial e energético.
Há apenas 50 anos, e face aos valores de crescimento de então, havia expectativas de muitos milénios pela frente, face à exploração dos recursos naturais então existentes. Hoje ficamos coma clara sensação que rapamos o fundo ao tacho e sobre exploramos recursos que não são capazes de renovação no espaço de uma geração.
O modelo económico exige alternativas e um futuro. Se ele passa pelo nuclear não sei, sei que, pessoalmente, gostaria que passasse pelas designadas energias renováveis, sol, vento, marés. Estas têm futuro. Se são alternativa isso já não sei.
reconhecimento
Parabéns.
Devia e pensei ficar por aqui. Opto por o não fazer. Esta votação, valendo o que vale, é também o reconhecimento da coerência, da persistência, da insistência e, acima de tudo, do reconhecido profissionalismo de uma pessoa com quem confrontei (e confronto) ideias e opiniões, com quem descobri olhares, com quem divirjo sabendo da comunhão de pontos de vista.
Fico enormemente satisfeito.
Devia e pensei ficar por aqui. Opto por o não fazer. Esta votação, valendo o que vale, é também o reconhecimento da coerência, da persistência, da insistência e, acima de tudo, do reconhecido profissionalismo de uma pessoa com quem confrontei (e confronto) ideias e opiniões, com quem descobri olhares, com quem divirjo sabendo da comunhão de pontos de vista.
Fico enormemente satisfeito.
terça-feira, fevereiro 21
para além da escola
A educação não se circunscreve à escola e o local, em educação, não é a escola.
Um texto maravilhoso de F. I. Ferreira, numa obra do final do ano passado designada "O local em Educação", publicação da Fund. Calouste Gulbenkiam e que corre o sério risco de passar despercebida tal é a hesiguidade da distribuição.
Um texto maravilhoso de F. I. Ferreira, numa obra do final do ano passado designada "O local em Educação", publicação da Fund. Calouste Gulbenkiam e que corre o sério risco de passar despercebida tal é a hesiguidade da distribuição.
avaliação
ontem, ao final da tarde, estive na minha escola como convidado e como amigo crítico.
No contexto de um processo de avaliação interna, desenvolvido por uma colega que, simultaneamente, procura fazer a sua dissertação de mestrado, fui convidado como conhecedor da realidade, mas também crítico de muitas e diversificadas situações que atravessam a escola, em geral e aquela em particular.
No seguimento de uma agradável e algo surpreendente troca de ideias entre os elementos, pais, professores e alunos, desataquei três ideias que por ali circulavam e que certamente se poderão, com os devidos respeitos, generalizar.
Que foi um local de confluência e de catarse algo colectiva, um local onde houve oportunidade de, olhos nos olhos, trocar ideias e saber que existem pontos de consenso;
que há quem defenda os interesses dos alunos em função dos interesses dos professores e, nesse caso, pouco se avança na consideração do aluno como sujeito de uma relação e não apenas objecto de trabalho pedagógico - por muito útil que seja;
que muitas vezes se discutem problemas quando as soluções estão ali mesmo à mão de semear, quando valorizamos a amargura e a contrariedade e temos, mesmo ao nosso lado (mesmo à nossa beira) possibilidade de resolver aqueles problemas, aqueles constrangimentos, bastaria um outro olhar, uma outra atenção, uma outra valorização.
No contexto de um processo de avaliação interna, desenvolvido por uma colega que, simultaneamente, procura fazer a sua dissertação de mestrado, fui convidado como conhecedor da realidade, mas também crítico de muitas e diversificadas situações que atravessam a escola, em geral e aquela em particular.
No seguimento de uma agradável e algo surpreendente troca de ideias entre os elementos, pais, professores e alunos, desataquei três ideias que por ali circulavam e que certamente se poderão, com os devidos respeitos, generalizar.
Que foi um local de confluência e de catarse algo colectiva, um local onde houve oportunidade de, olhos nos olhos, trocar ideias e saber que existem pontos de consenso;
que há quem defenda os interesses dos alunos em função dos interesses dos professores e, nesse caso, pouco se avança na consideração do aluno como sujeito de uma relação e não apenas objecto de trabalho pedagógico - por muito útil que seja;
que muitas vezes se discutem problemas quando as soluções estão ali mesmo à mão de semear, quando valorizamos a amargura e a contrariedade e temos, mesmo ao nosso lado (mesmo à nossa beira) possibilidade de resolver aqueles problemas, aqueles constrangimentos, bastaria um outro olhar, uma outra atenção, uma outra valorização.
traduções
Escrevo há tempo suficiente para saber que não passo despercebido, não posso nem o quero fazer. Mas nunca imaginei que tivesse tanto ruído à volta de um apontamento que uma rádio onde habitualmente participo (às 4ª à noite) fez num seu sítio na net. Uma tradução simples de uma ideia da qual não retiro uma virgula - além do mais está gravado e certamente já terá passado por mais que uma vez.
A afirmação ia no seguimento da situação referente à instalação de uma empresa de aviação na zona e ao modo como foi tratado o caso.
Como é referido em comunicado, represento-me a mim mesmo, à minha pessoa, e às ideias. Sou apoiante de José Ernesto de Oliveira, mas fazer de uma situação de divergência uma caso sério é demasiado para o meu entendimento.
Menos adequada será a utilização da rádio que furta um comentário ao seu contexto e à ideia central de um pensamento para vender.
Afinal todos temos de ter cuidado com o que se diz.
A afirmação ia no seguimento da situação referente à instalação de uma empresa de aviação na zona e ao modo como foi tratado o caso.
Como é referido em comunicado, represento-me a mim mesmo, à minha pessoa, e às ideias. Sou apoiante de José Ernesto de Oliveira, mas fazer de uma situação de divergência uma caso sério é demasiado para o meu entendimento.
Menos adequada será a utilização da rádio que furta um comentário ao seu contexto e à ideia central de um pensamento para vender.
Afinal todos temos de ter cuidado com o que se diz.
segunda-feira, fevereiro 20
sentidos
no âmbito da procura de ideias e da troca de opiniões, destaco uma frase de J. Barroso (2005, p. 82):
"a escola deve ser vista como um lugar social, como uma cidade política (…) onde os professores, os alunos e outros membros constroem a sua identidade (ou pelo menos parte dela) pela pertença ao grupo a que estão unidos, por laços de solidariedade, resultantes da partilha de um bem comum. A construção de uma democracia política requer, assim, a afirmação de um sentido de comunidade de modo a que as escolas funcionem, claramente, como lugares de construção de sentidos".
E serão elas estes locais? E permitirão elas esta construção? E terão elas estes laços?
"a escola deve ser vista como um lugar social, como uma cidade política (…) onde os professores, os alunos e outros membros constroem a sua identidade (ou pelo menos parte dela) pela pertença ao grupo a que estão unidos, por laços de solidariedade, resultantes da partilha de um bem comum. A construção de uma democracia política requer, assim, a afirmação de um sentido de comunidade de modo a que as escolas funcionem, claramente, como lugares de construção de sentidos".
E serão elas estes locais? E permitirão elas esta construção? E terão elas estes laços?
memória
Provavelmente muitos já perderam o tempo suficiente a ver o canal RTPMemória e muitos se riram, se surpreenderam com a imagem, com as recordações, com toda a memória que ali se retransmite.
Ontem perdi eu um pouco do meu tempo a recuperar memórias de tempos idos, a recordar imagens de outros tempos.
Fico com uma clara sensação, a de surpresa, a de me inquirir como já fomos, o que mudou, o que permaneceu.
Desde a valorização de pontos de vista, de imagens, de adereços, a rábulas que não têm tempo a modos de nos relacionarmos com a televisão.
O que se ganhou desde então. Parece um outro país. Mas não é, somos os mesmos. Um tempo urbano num espaço rural.
Ontem perdi eu um pouco do meu tempo a recuperar memórias de tempos idos, a recordar imagens de outros tempos.
Fico com uma clara sensação, a de surpresa, a de me inquirir como já fomos, o que mudou, o que permaneceu.
Desde a valorização de pontos de vista, de imagens, de adereços, a rábulas que não têm tempo a modos de nos relacionarmos com a televisão.
O que se ganhou desde então. Parece um outro país. Mas não é, somos os mesmos. Um tempo urbano num espaço rural.
greve
começam hoje os concursos docentes, coincidentemente com a greve ao tapa buraco.
Pergunto, qual o papel que os sindicatos consideram ser o da escola pública?
Qual o papel que os professores concebem na construção da escola pública?
Pergunto, qual o papel que os sindicatos consideram ser o da escola pública?
Qual o papel que os professores concebem na construção da escola pública?
sexta-feira, fevereiro 17
íntimo
este é um espaço mais íntimo e mais ínfimo, num jogo duplo de sensações e sentimentos.
Este De Cabeça é mais pessoal e mais individual, mais eu e mais intransmissivel.
Este De Cabeça é mais pessoal e mais individual, mais eu e mais intransmissivel.
...
sempre que procuro ficar em casa, entre o descanso e o sossego, há, invariavelmente, um conjunto de desatenção.
Por tudo e por nada me telefonam, me inquirem, me questionam. Resultado o descanço não existe e o sossego é quase nulo. E estou eu no meio do campo.
Por tudo e por nada me telefonam, me inquirem, me questionam. Resultado o descanço não existe e o sossego é quase nulo. E estou eu no meio do campo.
saudades
depois de algum tempo de afastamento deste mundo e desta blogosfera, tenho que reconhecer que tinha algumas saudades.
Podia dizer de todos ou de quase de todos, mas destes então não vos digo nada:
http://uns-e-outros.blogspot.com/
http://olhardomiguel.blogspot.com/
http://abnoxio3.blogs.sapo.pt/
http://conversamos.blogspot.com/
http://inquietacaopedagogica.blogspot.com/
Podia dizer de todos ou de quase de todos, mas destes então não vos digo nada:
http://uns-e-outros.blogspot.com/
http://olhardomiguel.blogspot.com/
http://abnoxio3.blogs.sapo.pt/
http://conversamos.blogspot.com/
http://inquietacaopedagogica.blogspot.com/
hábitus
Os novos instrumentos criam novos e diferentes hábitos.
Por causa de um telemóvel com câmara habituei-me a recolher apontamentos fotográficos, pequenos instantes, pequenos pormenores que guardo num diário que designei de Fotográficas.
Ao olhar para o conjunto que já tenho, faço esta captação desde meados de Dezembro passado, reparo que são eminentemente urbanas e de pormenores. Não há telas, não há grandes imagens, como há muito pouca gente. São, na sua quase totalidade, pormenores urbanos.
isto em como novas ferramentas podem induzir novos [ou outros] comportamentos.
Por causa de um telemóvel com câmara habituei-me a recolher apontamentos fotográficos, pequenos instantes, pequenos pormenores que guardo num diário que designei de Fotográficas.
Ao olhar para o conjunto que já tenho, faço esta captação desde meados de Dezembro passado, reparo que são eminentemente urbanas e de pormenores. Não há telas, não há grandes imagens, como há muito pouca gente. São, na sua quase totalidade, pormenores urbanos.
isto em como novas ferramentas podem induzir novos [ou outros] comportamentos.
quinta-feira, fevereiro 16
fluxos
E a cidade flui, debaixo dos nossos pés, sucumbindo ao nosso passar e ao peso das gentes.
A cidade é um fluxo migratório de gentes, de desejos não concretizados, de passos de descoberta.
Há tempos deparei com um adizer que afirmava: a cidade é um livro que se lê com os pés.
A cidade é um fluxo migratório de gentes, de desejos não concretizados, de passos de descoberta.
Há tempos deparei com um adizer que afirmava: a cidade é um livro que se lê com os pés.
nós
gosto desta palavra. Tanto se pode relacionar com um plural colectivo de pessoas como de enredos e tranças, malhas que se tecem.
Neste sentido, que nós são necessários para construir territorializadamente a escola e a educação?
Que nós são necessários para irmos além da escola e considerarmos a educação como uma oportunidade?
que nós precisamos nós?
Neste sentido, que nós são necessários para construir territorializadamente a escola e a educação?
Que nós são necessários para irmos além da escola e considerarmos a educação como uma oportunidade?
que nós precisamos nós?
exterior
Neste meu regresso tenho de aqssumir alguma exterioridade à escola, mas não à educação.
Continuo relacionado com a escolae com educação. Mas não estou a exercer. Permaneço como pai e encarregado de educação e, nesse ccontexto, a lidar com docentes (muitas vezesc a ouvir comentários indelicados, impropérios e outras coisas que tais), sou investigador na área das políticas educativas e da construção local da educação (onde quero desenvolver a minha tese de doutoramento). Continuo como profissiobal da educação, professor, em todos os seus sentidos e sentimentos.
Mas nenhuma dessas situações faz com que olhe de modo indiferenciado e/ou alheado a escola e a acção de muitos professores.
Nas qualidades (ou papéis) que referencio, continuo a ouvir os professores a dizerem barbaridades dos seus alunos, a encará-los como problemas e não como oportunidades. Continuo a ouvir diatribes imensas na relação com parceiros sociais ou outros actores educativos. Continuo a olhar a desconsideração com que muitos votam e desconsideram a profissão, fazendo dela um modelo operativo de funcionamento e não uma oportunidade de reflexividade profissional.
Enquanto não predominar a reflexividade, a consideração que somos parceiros, e não rivais, que complemementamos e não rivalizamos, nada feito, permaneceremos iguais, parados e, muito particularmente, desconsiderados.
Continuo relacionado com a escolae com educação. Mas não estou a exercer. Permaneço como pai e encarregado de educação e, nesse ccontexto, a lidar com docentes (muitas vezesc a ouvir comentários indelicados, impropérios e outras coisas que tais), sou investigador na área das políticas educativas e da construção local da educação (onde quero desenvolver a minha tese de doutoramento). Continuo como profissiobal da educação, professor, em todos os seus sentidos e sentimentos.
Mas nenhuma dessas situações faz com que olhe de modo indiferenciado e/ou alheado a escola e a acção de muitos professores.
Nas qualidades (ou papéis) que referencio, continuo a ouvir os professores a dizerem barbaridades dos seus alunos, a encará-los como problemas e não como oportunidades. Continuo a ouvir diatribes imensas na relação com parceiros sociais ou outros actores educativos. Continuo a olhar a desconsideração com que muitos votam e desconsideram a profissão, fazendo dela um modelo operativo de funcionamento e não uma oportunidade de reflexividade profissional.
Enquanto não predominar a reflexividade, a consideração que somos parceiros, e não rivais, que complemementamos e não rivalizamos, nada feito, permaneceremos iguais, parados e, muito particularmente, desconsiderados.
quarta-feira, fevereiro 15
sentidos
No meio das conversas e das discussões sobre a reconfiguração da educação e da escola, fico com a ligeira sensação que estamos a discutir o acessório e não o essencial, isto é, os sentidos e as funções, os objectivos e os conteúdos da escola pública neste início de milénio.
Será que não há outras formas de organização da escola? será que o figurino escolar está petrificado e é imutável? qual o espaço do local na escola e na educação?
Não sou nem mais inteligente, nem mais esperto que os outros, mas não se discutem estas problemáticas. Por que?
Será que não há outras formas de organização da escola? será que o figurino escolar está petrificado e é imutável? qual o espaço do local na escola e na educação?
Não sou nem mais inteligente, nem mais esperto que os outros, mas não se discutem estas problemáticas. Por que?
futebol
e, quase de repente, o mundo do futebol resolveu inúmeros problemas a inúmera gente nesta cidade da planície alentejana.
De repetente até aparecemos na televisão e o que anda há quase 5 anos para ser resolvido, aparece ultrapassado.
é maravilhoso o poder do futebol.
De repetente até aparecemos na televisão e o que anda há quase 5 anos para ser resolvido, aparece ultrapassado.
é maravilhoso o poder do futebol.
segunda-feira, fevereiro 13
escola pública
ao longo da manhã, na antena aberta da Antena 1, falou-se e discutiu-se a intenção (que é mais que isso) do governo encerrar as pequenas escolas.
Entre ideias feitas que conduzem à desertificação do interior (mas, quando existiram, nunca promoveram a fixação), à ideia do combate ao insucesso (mas afinal, a redução do número de alunos por turma não é uma exigência?), até muitas outras coisas, passou-se genericamente ao lado da discussão essencial neste tema, a do papel da escola pública, o papel da educação no local.
Na generaidade dos países europeus este foi um tema que nunca se colocou. Em Espanha foi resolvido em meados dos anos 80 com a criação dos centros educativos. Apenas por cá consideramos que o atomismo educativo pode salvar uma aldeia, combater o insucesso, promover o desenvolvimento.
O que pode promover a fixação das pessoas, o combate ao insuceso educativo e escolar, apelar ao desenvolvimento do interior é a existência concertada de estratégias e projectos, dinâmicas e acções que colectiva e conjugadamente procurem o mesmo fim e os mesmos objectivos.
Entre ideias feitas que conduzem à desertificação do interior (mas, quando existiram, nunca promoveram a fixação), à ideia do combate ao insucesso (mas afinal, a redução do número de alunos por turma não é uma exigência?), até muitas outras coisas, passou-se genericamente ao lado da discussão essencial neste tema, a do papel da escola pública, o papel da educação no local.
Na generaidade dos países europeus este foi um tema que nunca se colocou. Em Espanha foi resolvido em meados dos anos 80 com a criação dos centros educativos. Apenas por cá consideramos que o atomismo educativo pode salvar uma aldeia, combater o insucesso, promover o desenvolvimento.
O que pode promover a fixação das pessoas, o combate ao insuceso educativo e escolar, apelar ao desenvolvimento do interior é a existência concertada de estratégias e projectos, dinâmicas e acções que colectiva e conjugadamente procurem o mesmo fim e os mesmos objectivos.
de cabeça
Pois é, na reconfiguração deste meu espaço, onde escrevo sobre tudo e para nada, não faria grande sentido estar com uma designação de educação. É certo que predominará esta área. Mas outros temas, outros assuntos marcarão este meu cantinho, mais em jeito de um diário do que de qualquer outra coisa.
Daí a alteração da designação, de cabeça, do modo como me atiro para a vida, nome próprio, sujeito pensamente. Enfim.
Daí a alteração da designação, de cabeça, do modo como me atiro para a vida, nome próprio, sujeito pensamente. Enfim.
quinta-feira, fevereiro 9
arranque
Na construção de um objecto de estudo e de investigação sinto claras dificuldades de arranque, em passar para uma escrita articulada, coerente e sistematizada, leituras que fiz, ideias que desenvolvo, argumentos que arranjei.
Não sei como transpor este obstáculo, um constrangimento natural, direi eu, no contexto deste projecto.
A ver vamos como lhe dou a volta.
Não sei como transpor este obstáculo, um constrangimento natural, direi eu, no contexto deste projecto.
A ver vamos como lhe dou a volta.
sardinha
Uma coelga de escola, com quem partilhei alguns sonhos e muitas arrelias, com quem tive oportunidade de aprender e de descobrir o prazer de conhecer, escreveu-me. Encontrou-me por estes espaços e teve a simpatia de me contactar.
Entre a saudade e a amargura dos dias de tempestade que a educação, e a escola em particular, sempre viveram, pergunta-me, em jeito de afirmação, como é que as escolas mudam. Diz que talvez por fora, uma vez que por dentro é difícil.
Estou certo que por fora nunca mudarão, façam o que fizerem, venha quem vier, digam o que disserem.
É por dentro, é com os professores, mas também com pais, com alunos, com autarquias, om funcionários, com associações locais, com parceiros que elas mudam.
Uma das principais dificuldades da mudança educativa é que se procura - ou se tem promovido de forma - isolada, descontextualizada, desgarrada, solta.
A educação requere tempo, espaço. É esta sensação que coduz muitas vezes à sensação de amargura quando não vimos resultados.
Entre a saudade e a amargura dos dias de tempestade que a educação, e a escola em particular, sempre viveram, pergunta-me, em jeito de afirmação, como é que as escolas mudam. Diz que talvez por fora, uma vez que por dentro é difícil.
Estou certo que por fora nunca mudarão, façam o que fizerem, venha quem vier, digam o que disserem.
É por dentro, é com os professores, mas também com pais, com alunos, com autarquias, om funcionários, com associações locais, com parceiros que elas mudam.
Uma das principais dificuldades da mudança educativa é que se procura - ou se tem promovido de forma - isolada, descontextualizada, desgarrada, solta.
A educação requere tempo, espaço. É esta sensação que coduz muitas vezes à sensação de amargura quando não vimos resultados.
quarta-feira, fevereiro 8
biblioteca
É sabido que as coisas e as pessoas se têm que adaptar, se isso significa evoluir, isso é uma outra questão.
No âmbito do projecto de investigação que desenvolvo optei, por questões de economia e disponibilidade, aceder ao acervo da biblioteca pública. Em boa hora o fiz.
Está um espaço bastante diferente daquele que eu conheci há muitos anos atrás. Mais aberto, com mais luz, com cheiro para além dos livros, com simpatia (essa é a mesma de sempre), com disponibilidade, com coisas interessantes, com lógicas de organização e funcionamento que interessam ao público que a visita. Um espaço aberto pronto para (re)descobertas.
Se puderem passem por lá.
No âmbito do projecto de investigação que desenvolvo optei, por questões de economia e disponibilidade, aceder ao acervo da biblioteca pública. Em boa hora o fiz.
Está um espaço bastante diferente daquele que eu conheci há muitos anos atrás. Mais aberto, com mais luz, com cheiro para além dos livros, com simpatia (essa é a mesma de sempre), com disponibilidade, com coisas interessantes, com lógicas de organização e funcionamento que interessam ao público que a visita. Um espaço aberto pronto para (re)descobertas.
Se puderem passem por lá.
tentativa
entre a educação, o meu mundo de paixão, e o desempenho profissional onde presentemente me insiro, instituto português da juventude, procuro criar uma relação e um objecto de estudo passível de servir de suporte a um projecto de investigação.
nesta tentativa de criação de relações e de cumplicidades pergunto-me se é possível definir o movimento associativo juvenil como objecto de estudo. Ou seja, será possível considerar a educação para além da sua vertente escolar?.
eu quero crer que sim.
Nem que seja pelo simples facto de a escola ter naturalizado uma ideia de educação, isto é, hoje, ao pensar em educação, circunscrevemo-nos a uma quase que exclusiva possibilidade, a escola. Ora a educação vai muito para além da escola. Há outros espaços, outros territórios onde é possível a educação e onde se aprendem outras práticas, como sejam as da cidadania, as da participação ou as da convivência democrática. Espaços e oportunidades que a escola não tem integrado no seu próprio espaço, não se tem apropriado.
É exactamente nesta dimensão que é possível constituir o associativismo como um objecto de estudo no campo educativo.
nesta tentativa de criação de relações e de cumplicidades pergunto-me se é possível definir o movimento associativo juvenil como objecto de estudo. Ou seja, será possível considerar a educação para além da sua vertente escolar?.
eu quero crer que sim.
Nem que seja pelo simples facto de a escola ter naturalizado uma ideia de educação, isto é, hoje, ao pensar em educação, circunscrevemo-nos a uma quase que exclusiva possibilidade, a escola. Ora a educação vai muito para além da escola. Há outros espaços, outros territórios onde é possível a educação e onde se aprendem outras práticas, como sejam as da cidadania, as da participação ou as da convivência democrática. Espaços e oportunidades que a escola não tem integrado no seu próprio espaço, não se tem apropriado.
É exactamente nesta dimensão que é possível constituir o associativismo como um objecto de estudo no campo educativo.
terça-feira, fevereiro 7
voltar
é hábito dizer-se que o ladrão regressa [quase sempre] ao lugar do crime. Pois é também eu, sinto saudades de escrever por estas bandas, de escrever publicamente.
Não há nada nem ninguém que não escreve para ser lido. Tenho escrito, por razões profissionais e académicas, em diferentes suportes, com diferentes objectivos e diferentes propósitos.
Regresso à escrita dos blogues para trocar ideias, debater opiniões, construir sentidos.
Sempre com um pano de fundo, o da educação, o da escola, o das políticas educativas. Afinal o da vida, coisas soltas sobre tudo e para nada. Ou, pelo menos, para me perceber um pouco melhor, um pouco mais.
Haja tempo e oportunidade.
Não há nada nem ninguém que não escreve para ser lido. Tenho escrito, por razões profissionais e académicas, em diferentes suportes, com diferentes objectivos e diferentes propósitos.
Regresso à escrita dos blogues para trocar ideias, debater opiniões, construir sentidos.
Sempre com um pano de fundo, o da educação, o da escola, o das políticas educativas. Afinal o da vida, coisas soltas sobre tudo e para nada. Ou, pelo menos, para me perceber um pouco melhor, um pouco mais.
Haja tempo e oportunidade.
sexta-feira, julho 8
aniversário final
há precisamente dois anos iniciava a minha aventura na blogosfera com dois claros propósitos.
Por um lado, dar escoamento a toda uma verborreia opinativa que (quase) sempre caracterizou a minha pessoa e que sempre fez com que não ficasse indiferente às coisas ou situações.
Por outro lado, num claro manifesto de participação despudorada, de pensar que tinha algo para dizer, fossem ideias, opiniões, sentimentos ou meras impressões.
Em dois anos quase tudo mudou, inclusivamente a minha pessoa e a minha participação neste espaço. Nem sequer faço um balanço, deixo-o à consideração de todos/todas quantos se deram à pachorra de me ler e de vascuçhar o meu pensamento.
É um aniversário algo triste, pois coincide com o final deste projecto. Não é um final por falta de ideias ou de opiniões. Nem de falta de oportunidade temática. Há muito para dizer, para escrever, inúmeras razões para trocarmos olhares.
O final deste espaço - desconheço por agora se temporário se definitivo - deve-se exclusivamente à minha inacessibilidade à net em condições que me permitam acompanhar o desenrolar dos tempos, dos dias e das ideias e de deixar as minhas impressões, o meu pensamento, o meu olhar, como diria um sério amigo que por aqui fiz e construí.
Mas é assim mesmo. Ponto final. Talvez regresse. Talvez não. Quem sabe.
Por um lado, dar escoamento a toda uma verborreia opinativa que (quase) sempre caracterizou a minha pessoa e que sempre fez com que não ficasse indiferente às coisas ou situações.
Por outro lado, num claro manifesto de participação despudorada, de pensar que tinha algo para dizer, fossem ideias, opiniões, sentimentos ou meras impressões.
Em dois anos quase tudo mudou, inclusivamente a minha pessoa e a minha participação neste espaço. Nem sequer faço um balanço, deixo-o à consideração de todos/todas quantos se deram à pachorra de me ler e de vascuçhar o meu pensamento.
É um aniversário algo triste, pois coincide com o final deste projecto. Não é um final por falta de ideias ou de opiniões. Nem de falta de oportunidade temática. Há muito para dizer, para escrever, inúmeras razões para trocarmos olhares.
O final deste espaço - desconheço por agora se temporário se definitivo - deve-se exclusivamente à minha inacessibilidade à net em condições que me permitam acompanhar o desenrolar dos tempos, dos dias e das ideias e de deixar as minhas impressões, o meu pensamento, o meu olhar, como diria um sério amigo que por aqui fiz e construí.
Mas é assim mesmo. Ponto final. Talvez regresse. Talvez não. Quem sabe.
terça-feira, julho 5
do aniversário
o Ademar faz, por estas bandas, um ano, com um texto que subscrevo integralmente.
Um ano em que, de modo claro e indelével, marcou a blogosfera, a escrita que se produz em torno de duas temáticas que, no meu entender, são as suas imagens centrais, a escola (e o que elas transporta em si - professores, alunos, políticas, idiotices) e o amor à escrita, à palavra, às ideias e aos sentimentos.
Que por cá continues, com o mesmo espírito e com as mesmas palavras.
Um ano em que, de modo claro e indelével, marcou a blogosfera, a escrita que se produz em torno de duas temáticas que, no meu entender, são as suas imagens centrais, a escola (e o que elas transporta em si - professores, alunos, políticas, idiotices) e o amor à escrita, à palavra, às ideias e aos sentimentos.
Que por cá continues, com o mesmo espírito e com as mesmas palavras.
da diferença
hoje foi dia de matrículas, um dia aparentemente diferente onde destaco dois aspectos.
A incomodidade de quem não transitou e que vê os colegas ir em frente e que sente alguma (?) ângustia, e, por outro lado, uma aparente saudade da escola.
Passadas pouco mais de duas semanas, ou nem tanto, os olhares e, particularmente, as conversas, os adizeres destacam a saudade da escola, do espaço de amizade e confraternização que é a escola.
Obviamente que não sentem saudades das aulas, não é.
Quando cá estiverem, prontos (ou nem tanto) para mais um ano, aí as saudades serão do dulce fare niente.
A incomodidade de quem não transitou e que vê os colegas ir em frente e que sente alguma (?) ângustia, e, por outro lado, uma aparente saudade da escola.
Passadas pouco mais de duas semanas, ou nem tanto, os olhares e, particularmente, as conversas, os adizeres destacam a saudade da escola, do espaço de amizade e confraternização que é a escola.
Obviamente que não sentem saudades das aulas, não é.
Quando cá estiverem, prontos (ou nem tanto) para mais um ano, aí as saudades serão do dulce fare niente.
das novidades
todos os dias há, nesta blogosfera, coisas novas, novidades, umas pequenas outras nem tanto. Esta é uma das razões que me leva à necessidade de reconfigurar este espaço.
Uma das novidades, ou nem tanto, é esta.
Deveras interessante, pertinente e onde estou referenciado e daqui agradeço a amabilidade, prometendo para breve a retribuição.
E depois há muitos outros que merecem atenção, destaque, referência e que apenas por manifesta falta de oportunidade (não é de tempo) não tenho ainda disponibilizado ou retribuído.
Em breve.
Uma das novidades, ou nem tanto, é esta.
Deveras interessante, pertinente e onde estou referenciado e daqui agradeço a amabilidade, prometendo para breve a retribuição.
E depois há muitos outros que merecem atenção, destaque, referência e que apenas por manifesta falta de oportunidade (não é de tempo) não tenho ainda disponibilizado ou retribuído.
Em breve.
segunda-feira, julho 4
balanço
em quase final de ano lectivo um balanço que nesta mudança de casa, dei conta.
- gastei 7 cargas de esferográfica e 4 recargas de tinta permanente;
- três pastas de arquivo;
- 3 resmas de folhas A4;
- perto de 1000 folhas de notas A5;
- um caderno de capa dura de 100 folhas;
- percorri mais de 8000 km (prescindo de pensar nos custos, para não me assustar);
- fiz mais de mil fotocópias - de fichas, trabalhos, etc;
- escrevi perto de mil postas este ano;
... é demais.
- gastei 7 cargas de esferográfica e 4 recargas de tinta permanente;
- três pastas de arquivo;
- 3 resmas de folhas A4;
- perto de 1000 folhas de notas A5;
- um caderno de capa dura de 100 folhas;
- percorri mais de 8000 km (prescindo de pensar nos custos, para não me assustar);
- fiz mais de mil fotocópias - de fichas, trabalhos, etc;
- escrevi perto de mil postas este ano;
... é demais.
em transição
há tempos, não sei precisar em rigor, duas crónicas quase simultâneas, uma de Eduardo Lourenço outra de José Gil, ambas na visão, dissertavam sobre o que um e outro autor considera ser este momento de transição.
situação perante a qual reconheço pertinência e em que é perceptível a identificação de um ou outro contorno, claramente em traços muitos largos e imprecisos.
Por um lado com a clara noção colectiva que vivemos um período de mudança e que com mais ou menos consciência, maior ou menor impacto, todos percepcionamos.
Por outro lado, com a não menos clara sensação que, na generalidade dos casos e das situações, também se nota uma certa dificuldade de identificar essa mudança, particularmente quando não percebemos os contornos, quando as situações são difusas e as cores esbatidas e o fim é impreciso.
Entre um e outro ponto, o aparente impasse que vivemos, com directos reflexos em dois aspectos aparentemente distintos mas com ligações e(a)fectivas, os caminhos desta União Europeia e os caminhos deste país.
tudo isto para destacar o debate que as medidas deste governo realçou no conjunto da administração pública, de um modo geral, e nos professores, de modo particular. Bem visível no frente-a-frente entre a ministra, sindicatos e confederação de pais.
um frente-a-frente esquisito, para ser simpático, quando não se sabe quem defende o quê, com que argumentos, assente em quê, com que consistência.
Para onde caminha este nosso sistema educativo? que escola é proposta nos discursos políticos, nas práticas docentes, nas reivindicações sindicais? Qual o papel de cada interveniente, de cada actor educativo na configuração de um qualquer final de todos (?) ainda desconhecido?
Mesmo aqui, na blogosfera, mesmo em militantes ou simpatizantes do PS ou deste governo há alguma confusão, algum desnorteamento quanto ao rumo, quanto aos sentidos?
E, já agora, qual o papel que cada um reinvindica para si, procura implementar ou seguir? Ou está à espera que lhe digam como é?
situação perante a qual reconheço pertinência e em que é perceptível a identificação de um ou outro contorno, claramente em traços muitos largos e imprecisos.
Por um lado com a clara noção colectiva que vivemos um período de mudança e que com mais ou menos consciência, maior ou menor impacto, todos percepcionamos.
Por outro lado, com a não menos clara sensação que, na generalidade dos casos e das situações, também se nota uma certa dificuldade de identificar essa mudança, particularmente quando não percebemos os contornos, quando as situações são difusas e as cores esbatidas e o fim é impreciso.
Entre um e outro ponto, o aparente impasse que vivemos, com directos reflexos em dois aspectos aparentemente distintos mas com ligações e(a)fectivas, os caminhos desta União Europeia e os caminhos deste país.
tudo isto para destacar o debate que as medidas deste governo realçou no conjunto da administração pública, de um modo geral, e nos professores, de modo particular. Bem visível no frente-a-frente entre a ministra, sindicatos e confederação de pais.
um frente-a-frente esquisito, para ser simpático, quando não se sabe quem defende o quê, com que argumentos, assente em quê, com que consistência.
Para onde caminha este nosso sistema educativo? que escola é proposta nos discursos políticos, nas práticas docentes, nas reivindicações sindicais? Qual o papel de cada interveniente, de cada actor educativo na configuração de um qualquer final de todos (?) ainda desconhecido?
Mesmo aqui, na blogosfera, mesmo em militantes ou simpatizantes do PS ou deste governo há alguma confusão, algum desnorteamento quanto ao rumo, quanto aos sentidos?
E, já agora, qual o papel que cada um reinvindica para si, procura implementar ou seguir? Ou está à espera que lhe digam como é?
sexta-feira, julho 1
reconfiguração
terminado o ano lectivo perspectivo sérias alterações a este espaço. Uma reconfiguração que tenderá a passar por criar relações não apenas com os amigo(a)s que por aqui passam mas também com alunos e respectivas famílias e colegas da escola, numa perspectica de multidireccionalidade e participação.
A reconfiguração está a ser amadurecida, mas quero re-definir os contornos desta utilização, dos objectivos que tenho até hoje desenhado para este espaço.
Vai daí e juntando-se a impossibilidade de acesso à net, a grande características dos proximos tempos vai ser a ausência (mais forçada que apetecida, ainda que tenha grande vontade de descansar).
Mas não deixem de dar notícias.
A reconfiguração está a ser amadurecida, mas quero re-definir os contornos desta utilização, dos objectivos que tenho até hoje desenhado para este espaço.
Vai daí e juntando-se a impossibilidade de acesso à net, a grande características dos proximos tempos vai ser a ausência (mais forçada que apetecida, ainda que tenha grande vontade de descansar).
Mas não deixem de dar notícias.
ora pois
Ora pois, quase ausente, em parte incerta, num claro retrocesso tecnológico.
O final de ano foi marcado por diferentes circunstância, qual delas a mais marcante.
Por um lado a confirmação de algumas amizades (umas reais outras que teimam no virtual) que não deixaram passar em branco a minha ausência.
Outras que passaram pela constatação que vale sempre a pena ser professor do básico e secundário. Que vale a pena discutir, trocar ideias, debater opiniões. Quando menos esperamos damos connosco a partilhar ideias comuns, a discutir sentidos colectivos, a acertar pontos de vista de uns e de outros.
E ainda a mudança de casa que fez com que me afastasse da Internet, num claro retorno à idade de um acesso a 58kbps, este mesmo, da junta de freguesia, pelo qual acedo e dou conta a quem de direito das razões do meu afastamento.
Tenho saudades dos amigos, das ideias, de espereitar o mundo, o meu e o dos outros. Tenho pena de não ter oportunidade de crescer e de me encontrar quando vejo os outros e nos outros percebo mais razões de se ser e de se estar.
Contigências.
O final de ano foi marcado por diferentes circunstância, qual delas a mais marcante.
Por um lado a confirmação de algumas amizades (umas reais outras que teimam no virtual) que não deixaram passar em branco a minha ausência.
Outras que passaram pela constatação que vale sempre a pena ser professor do básico e secundário. Que vale a pena discutir, trocar ideias, debater opiniões. Quando menos esperamos damos connosco a partilhar ideias comuns, a discutir sentidos colectivos, a acertar pontos de vista de uns e de outros.
E ainda a mudança de casa que fez com que me afastasse da Internet, num claro retorno à idade de um acesso a 58kbps, este mesmo, da junta de freguesia, pelo qual acedo e dou conta a quem de direito das razões do meu afastamento.
Tenho saudades dos amigos, das ideias, de espereitar o mundo, o meu e o dos outros. Tenho pena de não ter oportunidade de crescer e de me encontrar quando vejo os outros e nos outros percebo mais razões de se ser e de se estar.
Contigências.
quarta-feira, junho 22
coisa torta
Uma colega comentou, off-line, a minha posta sobre as últimas e disse-me:
Óh, manel, querias que uma coisa que nasceu tão torta [a recordar o início deste ano lectivo] terminasse direita?!
Seria pedir demais?
Óh, manel, querias que uma coisa que nasceu tão torta [a recordar o início deste ano lectivo] terminasse direita?!
Seria pedir demais?
conversas do quotidiano
Dois professores, de uma escola da zona sul, estavam à conversa. Conversa sobre isto e sobre aquilo, sobre tudo e sobre nada. Às tantas um lembrou-se e perguntou quase que de repente:
- olha lá, amanhã fazes greve?
- Não. E tu?
- Eu faço.
Um e outro esgrimiram argumentos, um a favor outro contra a greve, um destancando a necessidade de rigor e de sacrifício de todos para um futuro melhor. Outro dizendo que são sempre os mesmos os sacrificados.
Era uma conversa sem fim à vista, até que aquele que faz greve rematou em cheio:
- olha faço greve porque não gosto destes gajos do governo, destes socialistas de merda.
E acabou, por ali a consersa.
- olha lá, amanhã fazes greve?
- Não. E tu?
- Eu faço.
Um e outro esgrimiram argumentos, um a favor outro contra a greve, um destancando a necessidade de rigor e de sacrifício de todos para um futuro melhor. Outro dizendo que são sempre os mesmos os sacrificados.
Era uma conversa sem fim à vista, até que aquele que faz greve rematou em cheio:
- olha faço greve porque não gosto destes gajos do governo, destes socialistas de merda.
E acabou, por ali a consersa.
terça-feira, junho 21
as últimas
A esta última semana para além da sua habitual anormalidade, isto é, ser um período em que se descarregam sentimentos e emoções, que existe o início do desapego às aulas, que acontece o relaxar do trabalho, que se reforça pela preparação das avaliações, é marcada pela instabilidade de haver ou não haver actividades lectivas, greve, reuniões, coisas dessas.
Mas será que não há quem tenha o bom senso de procurar, apenas e simplesmente, a estabilidade deste sistema? Este devia ser um dos principais objectivos políticos (abarcando, dentro do mesmo saco, ministros e sindicatos, profissionais e interesses).
Este final de ano, as últimas deste ano lectivo, estão assumidamente incaracterísticas.
Mas será que não há quem tenha o bom senso de procurar, apenas e simplesmente, a estabilidade deste sistema? Este devia ser um dos principais objectivos políticos (abarcando, dentro do mesmo saco, ministros e sindicatos, profissionais e interesses).
Este final de ano, as últimas deste ano lectivo, estão assumidamente incaracterísticas.
mais do mesmo
Parece que o aperto ainda não é suficiente.
Para além disso, será a prova provada que um qualquer governo nacional pouco manda e pouco voto tem nesta matéria.
O que nos resta depois de nada (ou pouco mais que nada) termos?
Para além disso, será a prova provada que um qualquer governo nacional pouco manda e pouco voto tem nesta matéria.
O que nos resta depois de nada (ou pouco mais que nada) termos?
segunda-feira, junho 20
exames
estive em serviço de exames durante a manhã, a acompanhar a realização da prova de Língua Portuguesa.
Conheço pouco e mal o currículo e o programa da disciplina mas, pelo que pude ver e apreciar da prova, gostei. Isto é, vai um bom bocado para além da disciplina e procura avaliar (?) situações (serão competências?) transversais a um domínio que se poderá designar de ciências sociais e humanas. Procura, é a minha leitura, desenvolver uma análise ao nível da interpretação, compreensão e relacionamento de ideias.
Posso estar enganado - se assim for peço antecipadamente desculpa - mas este exame vai muito para além de um teste de escola.
Fico na expectativa relativamente ao exame de Matemática. Será que os princípios serão os mesmos, será que a preocupação será a mesma?
Conheço pouco e mal o currículo e o programa da disciplina mas, pelo que pude ver e apreciar da prova, gostei. Isto é, vai um bom bocado para além da disciplina e procura avaliar (?) situações (serão competências?) transversais a um domínio que se poderá designar de ciências sociais e humanas. Procura, é a minha leitura, desenvolver uma análise ao nível da interpretação, compreensão e relacionamento de ideias.
Posso estar enganado - se assim for peço antecipadamente desculpa - mas este exame vai muito para além de um teste de escola.
Fico na expectativa relativamente ao exame de Matemática. Será que os princípios serão os mesmos, será que a preocupação será a mesma?
de regresso
O Gustavo está de regresso, só hoje me apercebi, peço desculpa mas decorre de uma mudança de casa que me impede de estar mais próximo de quem gosto.
Bom regresso. Espero que por muito tempo.
Bom regresso. Espero que por muito tempo.
erros
tenho a clara consciência que um professor, independentemente do nível de ensino que leccione, não pode/deve errar. Qualquer erro é apontado e referenciado como um dado, um elemento em que também somos humanos, também erramos.
Eu erro, por vezes excessivamente para o que é meu gosto e deveria ser sentido, mas erro, é verdade.
Erro por várias razões, isto é, tenho alguma consciência do meu erro. Por cansaço, por dislexia, por rapidez de teclado, por desatenção, por não verificação do texto, por incompetência e azelhice (procuro evitar a burrice, uma vez que sou defefensor que não há burros).
Pelo facto me penitencio, uma vez mais, publicamente, uma vez que há quem esteja atento à minha escrita - e aos meus erros.
Prometo tentar evitá-los, torná-los inexistentes isso já é mais difícil.
Eu erro, por vezes excessivamente para o que é meu gosto e deveria ser sentido, mas erro, é verdade.
Erro por várias razões, isto é, tenho alguma consciência do meu erro. Por cansaço, por dislexia, por rapidez de teclado, por desatenção, por não verificação do texto, por incompetência e azelhice (procuro evitar a burrice, uma vez que sou defefensor que não há burros).
Pelo facto me penitencio, uma vez mais, publicamente, uma vez que há quem esteja atento à minha escrita - e aos meus erros.
Prometo tentar evitá-los, torná-los inexistentes isso já é mais difícil.
sexta-feira, junho 17
três ideias
felizmente não tenho tido possibilidades (tempo e acesso) à escrita neste espaço. Circunstância que me permite acalmar emoções e racionalizar situações.
Neste contexto três ideias;
1 - está instalada uma confusão que apenas favorece a demagogia fácil, o populismo serôdio e passadista a crítica fácil e pouco fundamentada; confusão que decorre de alguma falta de bom senso, de ideias feitas e atitudes fáceis que não favorecem nem políticos nem professores;
2 - todos, todos mesmo, temos críticas e comentários a fazer ao sistema, tenho sérias dúvidas que não haja uma área, um sector onde não possamos apontar o dedo, argumentar, opinar, mostrar que pode ser feito de maneira diferente; Se assim é, porque exigimos a indiferença, a permanência, para não lhe chamar imobilismo, estagnação;
3 - aprenda-se com os factos, com a história, com as situações e saibamos resistir à gelatina ideológica, ao olhar umbilical, à autocentração profissional ou sectorial; saibamos descortinar futuros, exigir situações efectivas e reais;
O resto são estórias, tão perenes quanto o tempo.
Neste contexto três ideias;
1 - está instalada uma confusão que apenas favorece a demagogia fácil, o populismo serôdio e passadista a crítica fácil e pouco fundamentada; confusão que decorre de alguma falta de bom senso, de ideias feitas e atitudes fáceis que não favorecem nem políticos nem professores;
2 - todos, todos mesmo, temos críticas e comentários a fazer ao sistema, tenho sérias dúvidas que não haja uma área, um sector onde não possamos apontar o dedo, argumentar, opinar, mostrar que pode ser feito de maneira diferente; Se assim é, porque exigimos a indiferença, a permanência, para não lhe chamar imobilismo, estagnação;
3 - aprenda-se com os factos, com a história, com as situações e saibamos resistir à gelatina ideológica, ao olhar umbilical, à autocentração profissional ou sectorial; saibamos descortinar futuros, exigir situações efectivas e reais;
O resto são estórias, tão perenes quanto o tempo.
terça-feira, junho 14
e...
A partir desta ideia do Miguel (retirás-te os comentários?) uma questão se levanta (ou vários, dependendo dos olhares como ele próprio diria);
será que a escola acompanha este processo?
será que a nossa escola pública e situada consegue ser um ponto de encontro destas realidades e situações?
qual o ritmo de mudança da nossa escola?
Afinal, o que mudou na nossa escola?
será que a escola acompanha este processo?
será que a nossa escola pública e situada consegue ser um ponto de encontro destas realidades e situações?
qual o ritmo de mudança da nossa escola?
Afinal, o que mudou na nossa escola?
conversas
Esta semana tenho gostado particularmente de algumas conversas onde tenho participado, que tenho mantido com colegas da minha escola.
Ontem o almoço prolongou-se e houve possibilidades, entre uma dentada aqui e ali (nada de exageros) e um café longo, de trocar ideias sobre como estamos, onde estamos e porque estamos no estado em que estamos - de desinteresse, de acomodação, de indiferença, de frustração, de esgotamento.
Hoje, um intervalo que foi muito para além do normal e permitiu trocar ideias, debater opiniões, formar juízos, debater esteriótipos, antever agruras.
A escola seria tão agradável se pudessemos, num qualquer momento, numa qualquer circunstância falar/ouvir o colega.
ficaríamos, provavelmente, a perceber que o mundo é maior do que aquilo que pensamos, que há mais mundos para além da nossa sala de aula, que outros, como nós, com a mesma profissão, se sentem piores que nós ou, no mínimo, como nós.
Que afinal não estamos sózinhos.
A partir de conversas.
coisas simples
Na incapacidade de dizer coisas novas e/ou diferentes, mais uma que retiro de um comentário, de um colega que aprecio:
A obra de Rubem Alves devia ser de leitura obrigatória para todos os professores e professoras. A sua simplicidade desarmante e a capacidade de dizer o óbvio são de uma riqueza impressionante! Como seria melhor a escola se os professores lessem Rubem Alves...
Não posso estar mais de acordo.
Como seria óptimo se os professores antes de complicarem procurassem as coisas simples, ser simples, fazer de modo simples. Complicamos tanto aquilo que deveria ser simples e fácil.
segunda-feira, junho 13
citação
Não resisti em puxar para a frente uma citação que um colega me deixou num comentário a um texto (posta) meu:
Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais...
Ruben alves.
século XX
Faleceram Álvaro Cunhal e Eugénio de Andrade, dois versos de um mesmo poema, Portugal no século XX.
Estamos mais pobres.
Estamos mais pobres.
sábado, junho 11
coisas do tempo
O Miguel, em função do debate que percorre a administração pública, no corte de regalias ou situações profissionais, no caso o tempo de preparação dos professores, apresenta um texto, que comentei e que puxo e alargo neste meu cantinho.
quem defende, como ele o faz, uma dada imagem profissional, só o faz porque entende a profissão docente de modo crítico e reflexivo.
Crítico no sentido de poder apresentar temas, debates e argumentos que permitam não apenas o crescimento de um profissional, mas, fundamentalmente, a sua afirmação pessoal e social com base na profissionalidade.
Reflexivo, porque se (re)pensa a profissão e os modos de ser professor. Porque se procuram outras formas de se ser professor.
Na minha escola descobrem, progressivamente, que dispendo mais tempo fora da escola do que propriamente na escola. Na preparação das aulas, na definição de estratégias (de apoio, de compensação, de reforço, de avaliação, de colaboração, entre outras).
O grande problema, é que são ainda poucos os que fazem essa utilização e não é menos usual encontrar quem, dentro desse tempo, faça tudo menos algo relativo à sua profissão, ou perfeitamente desligadas da profissão.
A questão que hoje se coloca - e não apenas aos professores - é a capacidade de um dado profissional ser capaz de assumir a regulação da sua profissão (mediante a crítica e a reflexividade profissional) e não, simplesmente, a aceitar a regulamentação das sua acções, das suas funcões ou a definirem-lhe os objectivos exteriormente.
Se essa é a questão, o risco é deixar nas mãos dos outros a possibilidade de ser o que sou.
quarta-feira, junho 8
atraso
No meio das "atarefações" e do stresse que é uma mudança de casa descobri que volto ao passado. Eu explico.
Entre o desligar netcabo e tvcabo descobri que, aparentemente, o único acesso que tenho à net na aldeia para onde vou ter é via "dial up" a 56kbps ou, sendo rdis, a 64 kbps (apesar de estar apenas a 15km de Évora).
Nunca imaginei que, optando por uma dada imagem de qualidade de vida, afinal é uma aldeia com pouco mais de 300 habitantes, no meio do ar puro do campo, faria um vota atrás tecnológico. Já procurei alternativas quer entre concorrentes da PT, quer adsl e nada...
e esta hein...
segunda-feira, junho 6
intermitente
Uma vez que atravesso um processo de mudança de casa, situação que implica no curto prazo o esligar desta minha máquina e o finalizar com a netcabo, a minha presença neste espaço tornar-se-á intermitente, fruto das dificuldades de acesso e das disponibilidades para actualização de ideias e de opiniões.
Não é um ir embora, nem o abandonar este projecto. Apenas uma intermitência claramente dependente de uma máquina disponível para o acesso (e a partir da escola, do meu local de trabalho a qualidade deixa muitíssimo a desejar) e de tempo para esse efeito (há muito para encaixotar, há muito para desarrumar e voltar a arrumar).
Quando me for possível vou dando notícias.
sábado, junho 4
atraso
Ontem atrasei-me, por razões várias. Faltei à turma da manhã, sem aviso prévio. Cheguei à escola apenas a tempo para, em pé e rapidamente, deglutir algo, de modo a ultrapassar o quase jejum em que me encontrava e assim reunir forças para as sessões da tarde.
Enquanto me dirigia para a sala, já depois do último toque, pensei se o pessoal esperaria ou não. Quando lá cheguei uma surpresa, ninguém no corredor. Passado poucos passos uma estupfacção, abro a porta, todos sentados, lugares organizados e tudo a trabalhar.
Gostei. O professor não faz falta para iniciar os trabalhos.
Andava-me a interrogar sobre as conquistas deste ano lectivo, uma vez que em diferentes turmas têm sido levantadas questões que pensava ultrapassadas, tomadas atitudes típicas do início do ano, do primeiro período e que tinham sido, ao longo do segundo período, perfeitamente ultrapassadas.
Ontem, pela atitude de duas turmas constatei que o ano foi ganho, que valeu a pena.
Como vale sempre a pena.
Enquanto me dirigia para a sala, já depois do último toque, pensei se o pessoal esperaria ou não. Quando lá cheguei uma surpresa, ninguém no corredor. Passado poucos passos uma estupfacção, abro a porta, todos sentados, lugares organizados e tudo a trabalhar.
Gostei. O professor não faz falta para iniciar os trabalhos.
Andava-me a interrogar sobre as conquistas deste ano lectivo, uma vez que em diferentes turmas têm sido levantadas questões que pensava ultrapassadas, tomadas atitudes típicas do início do ano, do primeiro período e que tinham sido, ao longo do segundo período, perfeitamente ultrapassadas.
Ontem, pela atitude de duas turmas constatei que o ano foi ganho, que valeu a pena.
Como vale sempre a pena.
quinta-feira, junho 2
da autonomia
Este texto do Miguel suscitou um conjunto de comentários que considero, por um lado, deveras pertinentes, e, por outro, preocupantes.
Pertinentes tendo em conta que partem, quase todos os comentários, da consideração que a autonomia é uma atitude pessoal, intrínseca à pessoa, ao sujeito. É um dos modos de encarar a pessoa enquanto actor de um sistema que ele próprio vai (re)construíndo, (re)definindo quer em função das possibilidades que determina, quer de oportunidades que são, em cada momento, identificáveis.
É este o sentido que encontro na construção da autonomia. Mais que reclamada, muitíssimo mais que outorgada (legislada) ela é, em si, por si e pela pessoa, um processo de conquista, de afirmação, de construção pessoal e política.
As questões referentes às preocupação vão ao encontro de ideias que consideram que a democracia deixa muito a desejar (se assim fosse o outro Miguel, o Sousa, não teria oprtunidade de escrever estas palavras), ou a consideração que a autonomia pode ser uma armadilha, subterfúgios para o apresionar de ideias ou vontades.
Peço desculpa da consideração, mas a autonomia é o que dela fazemos, decorre de um processo de apropriação, de operacionalização dependente, como disse antes, de possibilidades e de oportunidades. O que é de uns pode não de outros e, os momentos são variáveis, variados. Hpje é um contexto, amanhã um outro. Há que saber aproveitar as possibilidades e ler as oportunidades.
Isso é política, isso é a autonomia.
teoria e prática
Como ontem referi terminaram as conversas com história, com uma conversa em torno do que faço em sala de aula, no âmbito do que se poderá designar por pedagogia diferenciada.
Estruturei a conversa em torno de três ideias e um princípio.
as ideias assentam na dinâmica de grupos, na estruturação de uma tarefa e na avaliação como elemento de regulação de um e de outro.
O princípio parte das lógicas interaccionistas que sustentam, organizam e definem uma dinâmica e um suporte à construção social do conhecimento.
Terminei com uma interrogação, se bater à porta de uma sala de aula o que acontece? a resposta foi, perante todos os presentes, unânime, pára tudo. Pois, na minha sala não pára nada. Primeiro porque a porta está sempre aberta, depois por que é difícil perceber onde está o docente, por último por que quem define o ritmo de trabalho é o aluno, o docente apenas esclarece, apoia, orienta.
no final, quem conhece a minha prática afirmou que fiquei um pouco longe do que faço, que não consegui, real e efectivamente, fazer transparecer o que faço. Quem não conhece a minha prática disse que percebeu a ideia e que ficou a pensar nela.
A pensar nela, já foi uma conquista.
Mas confirma-se as diferenças entre uma prática e uma teoria.
Estruturei a conversa em torno de três ideias e um princípio.
as ideias assentam na dinâmica de grupos, na estruturação de uma tarefa e na avaliação como elemento de regulação de um e de outro.
O princípio parte das lógicas interaccionistas que sustentam, organizam e definem uma dinâmica e um suporte à construção social do conhecimento.
Terminei com uma interrogação, se bater à porta de uma sala de aula o que acontece? a resposta foi, perante todos os presentes, unânime, pára tudo. Pois, na minha sala não pára nada. Primeiro porque a porta está sempre aberta, depois por que é difícil perceber onde está o docente, por último por que quem define o ritmo de trabalho é o aluno, o docente apenas esclarece, apoia, orienta.
no final, quem conhece a minha prática afirmou que fiquei um pouco longe do que faço, que não consegui, real e efectivamente, fazer transparecer o que faço. Quem não conhece a minha prática disse que percebeu a ideia e que ficou a pensar nela.
A pensar nela, já foi uma conquista.
Mas confirma-se as diferenças entre uma prática e uma teoria.
quarta-feira, junho 1
dúvidas
o processo de avaliação é um dos sectores quase que intocáveis, quasi sacrossanto território onde o docente exerce o seu poder, define a sua arbitrariedade.
Nada melhor que sermos alvos deste processo, termos gente nele envolvida para percebermos o quanto pode ser arbitrário, descricionário e aleatório mas que muitos consideram intocável.
O meu filho teve uma resposta incompleta numa ficha de avaliação e a professora diz-lhe que é um satisfaz bastante mas baixinho.
Olho para a ficha, questiono as perguntas, interrogo qual o processo de avaliação, o que se pretende avaliar com aquilo, com aquelas questões, como terá a professora organizado e distribuído cotações, em função de quê, esperando o quê?
Fico sem perceber. De certeza que por razões minhas, dificuldades minhas, incapacidades e desconhecimentos meus.
Dúvidas que uma criança também não consegue perceber, nem sequer entender qual o sentido, a utilidade ou a pertinência de um processo de avaliação onde apenas foi objecto e nunca, mas mesmo nunca, sujeito.
da (in)diferença
Termino hoje as Conversas com História, iniciativa organizada pelo departamento a que pertenço em volta do trabalho dos professores.
De um conjunto de três conversas (sobre a construção local da educação e sobre as tecnologias educativas) a de hoje, onde intervenho, é sobre a pedagogia diferenciada (termo que não aprecio, como já tive oportunidade de trocar ideias com o Paulo, onde andará ele?).
Não será de esperar muita gente, mas como houve elementos que me solicitaram esta converda acedi e lá espero terminar com chave de lata mais estas conversas.
Terminar eventualmente como começaram, na serena indiferença da escola.
terça-feira, maio 31
das escolhas
Oiço conversas de professores a escolherem livros de trabalho (?), manuais para o aluno.
Há, no meio das conversas, quem aponte critérios como a cor, o sentido da autonomia do aluno, os textos, a profusão de exemplos ou exercícios. Outros defendem a concepção, o preço, coisas que constam de uma lista de mercearia onde o professor deve registar as suas opiniões.
Outros queixam-se que receberam poucos livros, que algumas editoras foram parcas na distribuição ou no convite.
Não comento, nem intervenho. Não uso manual, não tenho livro de texto, não tenho documento de trabalho organizado ou disponibilizado por uma qualquer editora. Utilizo, como elemento de orientação aquele que adoptaram na escola. Mas sempre com a preocupação de referir aos alunos que é um olhar, revela um conjunto de preocupações, evidencia uma dada leitura do que é a educação, qual o papel da escola e, entre um e outro, qual o destaque da disciplina.
Prefiro construir os meus materiais, trocá-los com alunos, construir o meu olhar, o nosso olhar, definir as minhas e as nossas valorizações e/ou destaque.
Não sou nem melhor nem pior que os autores dos manuais e claramente muito menos profissional que eles.
Mas estamos ao alcance de uns e de outros na justificação das nossas escolhas, das nossas opções.
competência
Quase em final de ano há aqueles que estão preocupados com os conhecimentos, com a realização de testes, com a quantificação dos conhecimentos, com o rigor que uma folha de cálculo pode evidenciar.
Apologista que sou que o conhecimento é uma construção social, que a sala de aula é um permanente degladiar de equilíbrios e uma gestão delicada de sensibilidades revelo a minha preocupação pela gestão das competências, pelo crescimento da pessoa do aluno, pela consolidação de ideias e princípios que, sem grandes teorias nem enquadramento conceptual, possam perspectivar ganhos, evolução, sedimentação, construção do ser e da pessoa.
Como defensor que o ensino e a aprendizagem decorre de um processo interaccionista, onde se definem, constroem e negoceiam objectivos, interesses e sentidos a minha preocupação vai para as emoções, para os afectos, para a assunção que avaliar envolve sentimentos, mútuos, reciprocos.
Procuro, no processo de avaliação, perceber o que se aprendeu, não na História, mas na capacidade de a utilizar para compreender, perceber e questionar o mundo.
Procuro competências, os conhecimentos virão depois.
Assumidamente.
segunda-feira, maio 30
comportamento
Num dos cantos da sala decorre, aparentemente, um encontro de professores onde se discute comportamento, regras, atitudes.
Uns defendem que o órgão de gestão deve fazer uma circular onde ponha travão a um conjunto de comportamentos que designam de irresponsáveis.
Outros que se devem responsabilizar os pais, a família.
A questão, afinal, estará no desfazamento de atitudes, valores, comportamentos e ideias entre uns (alunos) e outros (docentes).
Criar e gerir este equilíbiro é fundamental para que um processo (o pedagógico) possa ocorrer.
Responsabilizar a família não pode significar a desresponsabilização dos docentes.
oportunidade
Ainda não tive oportunidade de ver e sentir o novo desafio colocado pelo Miguel.
O fim-de-semana foi prolongado e imposta uma necessária e saudável distanciação desta máquina e deste mundo. Nem correio electrónico consultei, situação que faz com que ainda não tenha respondido.
A seu tempo e o necessário pedido de desculpas ao Miguel.
sentido
Na sequência da última conversa uma ideia se destaca, a criação de sentidos ao que se faz na escola e, em particular, na sala de aula.
Para uns esta construção de sentidos é da exclusiva responsabilidade do aluno, para outros o professor é o elemento central.
Para mim, e para muitos outros, é uma construção social, uma relação dinâmica (há quem a designe por interactiva), entre aluno, professor, família.
Uma santíssima trindade na construção de sentidos ao trabalho escolar.
quarta-feira, maio 25
Mais conversa
Estou na escola à espera de mais conversa. No âmbito de uma iniciativa organizada pelo departamento a que pertenço, mais umas conversas hoje sobre tecnologias educativas e o trabalho dos professores. Mas uma oportunidade para perceber se as conversas são como as cerejas ou se são organizadas para o umbigo.
A ver vamos de conversa.
quase
Nesta altura, uma qualquer sala de professores, peço desculpa da generalização, é percorrida por um claro e objectivo sentimento do quase, que está quase, que falta pouco para que termine. Alguns é uma saturação, uma ângustia, uma trabalheira (como diria um amigo) para o qual falta pouco para terminar.
Para outros é apenas cansaço, saturação (de aulas, de alunos, de viagens, de dias desconfortáveis).
Para para outros ainda é apenas a aproximação do final de mais um ano lectivo, de mais um período, de mais uma marca neste evoluir.
A minha sala de professores, e é desta que eu falo, é marcada por este sentimento de quase, que está quase, que falta pouco.
Uns sopram, outros revelam muita da sua saturação, há níveis de impaciência, intolerância claramente (digo eu) marcados por esta sensação do quase.
Como há a clara e assumida revelação daqueles outros que estão aqui como podiam estar noutro qualquer lado, que gostam tanto da escola, das aulas e dos alunos como, certamente, gostariam de estar a encher chouriço, ou à sombra do ar condicionado de uma qualquer repartição pública.
é a sensação do quase, que está quase. Mas ainda não está.
terça-feira, maio 24
este rigor
Não quero cair nem em generalizações nem em abrangências ou que não conheço ou que não domino, mas que existe um excessivo rigor, quase ao nível do preciosismo, no número do buraco público, estes 6.38%, disso não tenho dúvidas, nem pinga de incerteza.
Como escreveu um amigo (a circular por mail) não são os seis por cento que me incomodam, não são as décimas que chateiam, o que me aborrece mesmo é este rigor, quase tão fingido como as contas públicas, do valor centésimal de 0.08%.
Fosse tudo assim, tão rigoroso e pormenorizado como este valor centésimal e não teríamos, quase que garantidamente, o buraco que temos. Nem os governantes que temos tido.
do que tem de ser
As conversas na sala de professores, são como as cerejas, vêem umas atrás das outras. Fala-se disto e daquilo, do que gostamos e do que pensamos.
Hoje, provavelmente de forma invariável a muitos e muitos recantos deste país, fala-se do déficite, do deve e do haver das contas públicas e, muito mais importantes, dos mesmos, sempre os mesmos que têm de pagar, que não podem, não conseguem fugir, nós mesmos, professores, funcionários públicos.
Engraçado como neste momento existe uma clara e directa associação - professor/funcionário público.
segunda-feira, maio 23
do nada
É impressionante o momento em que ficamos sem nada para dizer.
Não é possível.
Tanta coisa que acontece, mesmo aquilo que não acontece na escola pode ser notícia, oportunidade para cuscar, momento para blogar.
Mas é verdade. Sinto que pouco ou nada tenho para dizer, menos para escrever.
Por isso calo-me, não escrevo, ausento-me daqui e aqui fico a olhar, a ver quem passa.
Não estou em estágio, mas podia (será que devia) estar. Não estou por aí além atarefado, geralmente só não tenho tempo para o que não quero ou não me interessa. Mas apetece-me não ter tempo, talvez apenas não ter interesse.
Vazio. Pleno, total, sentido, o vazio. O nada.
Tão bom que é.
quinta-feira, maio 19
mais um
Hoje é mais um colega que faz um aninho.
Um colega que, nas suas palavras, anda em trânsito pela vida, por este mundo, por este país...
Afirmou-se devagar, como convém a todos aqueles que fazem um percurso de fundo e que procuram ir fundo nas pequenas (e nas grandes) coisas da vida.
Afirmou-se devagar, como convém a todos aqueles que fazem um percurso de fundo e que procuram ir fundo nas pequenas (e nas grandes) coisas da vida.
Que por cá continues, é o que conta. Parabéns e obrigado.
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