... escutar, apenas escutar. Gosto de escutar as conversas, perceber do que se fala, quais os juízos que se constroem, as impressões que se têm, que se criam. Eu sei que é feio, mas gosto de escutar as conversas da sala de professores, dos corredores, da biblioteca. Um bocado aqui, outro ali, bocados dispersos, por vezes desconexos, hologramas de mundos mais vastos, alguns muito distantes da minha pessoa.
Dois exemplos.
Há pouco trocavam-se ideias sobre aparelhos, necessidades e utilidades. Havia quem reclamasse dos aquecedores da sala de professores, porque não funcionam [apesar do ar condicionado] e quem referisse, como contraponto, os computadores avariados da biblioteca e do centro de recursos. Dessintonias claras. Ou talvez não.
Noutro ponto comentava-se o centro de astronomia criado apenas com vontades e, segundo diziam, sem conhecimentos suficientes para algumas perguntas.
Apenas escutas, fragmentos holográficos de uma realidade em trânsito.
terça-feira, janeiro 18
do tráfego
... talvez seja impressão minha mas sinto o tráfego demasiadamente fluído, desimpedido.
Nota-se uma certa dificuldade de actualização das postas, o número de visitantes estagnou na generalidade dos bairros, custam a aparecer novas ideias, novos blogues.
talvez ocupados pelas eleições, campanhas, ou apenas cansados do Inverno da falta de chuva, do tempo, ou da falta dele.
Nota-se uma certa dificuldade de actualização das postas, o número de visitantes estagnou na generalidade dos bairros, custam a aparecer novas ideias, novos blogues.
talvez ocupados pelas eleições, campanhas, ou apenas cansados do Inverno da falta de chuva, do tempo, ou da falta dele.
estórias do quotidiano
uma colega entra algo aflita na sala de professores. Fala alto não apenas para chamar sobre si as atenções mas para que os colegas possam perceber o que lhe aconteceu.
Vejam bem uma coisa destas, vejam bem ao que uma pessoa pode estar sujeita. Chamei a ... do 6º... ao quadro para fazer uma simples conta, e ela ali especada com cara não sei de quê, então não consegues?, não sabes? e não é que a miúda me desata a chorar!?
comentários para quê?
Vejam bem uma coisa destas, vejam bem ao que uma pessoa pode estar sujeita. Chamei a ... do 6º... ao quadro para fazer uma simples conta, e ela ali especada com cara não sei de quê, então não consegues?, não sabes? e não é que a miúda me desata a chorar!?
comentários para quê?
segunda-feira, janeiro 17
batanices e merdas que tais
desculpem-me os prezados colegas e os estimados leitores que por aqui passam, mas as séries que passam em horário nobre nas duas televisões privadas (ou pelo menos passaram na passada 5ª e 6ª feira) são de bradar aos céus, cuspir na sopa, bater na avózinha, atropelar o céguinho, e tudo o que se possa pensar e dizer do pior.
Os batanetes na escola (?) e comportamento do pior (?) (desculpem, mas não fixei nomes e não estão disponíveis nos respectivos sites), esteriótipos que nem para perceber o que é ser aluno, quanto mais perceber qual o papel do professor.
Rasca, reles e de merda. Pronto final.
Os batanetes na escola (?) e comportamento do pior (?) (desculpem, mas não fixei nomes e não estão disponíveis nos respectivos sites), esteriótipos que nem para perceber o que é ser aluno, quanto mais perceber qual o papel do professor.
Rasca, reles e de merda. Pronto final.
entornado
... está o caldo entornado, ai está mesmo.
durante a hora de almoço um funcionário acompanhado de um agente da GNR aproxima-se da minha pessoa na sala de professores. O soldado pergunta-me: é professor de História? Foi o senhor que agrediu um aluno no portão da escola?, à primeira disse que sim, à segunda, num misto de brincadeira e de consciência tranquila disse que primeiro precisava de saber quem era o aluno para saber se tinha sido eu.
Não fui, não era eu. Passado pouco tempo o meu colega é referenciado e o caldo está totalmente entornado. Efectivamente um docente de História, um colega, pregou um par de estalos num aluno. Motivo, o persistente achincalhar, o insulto, o moer até dizer chega, o gozo, a hipocrisia. O colega não resistiu e efectivamente consomou-se um sopapo.
Já disseram que antigamente era réguada que fervia, pedagógica, pois claro, para mais facilmente podermos decorar a tabuada, evitar os erros de português, etc. Agora não. É situação que está deveras ultrapassada. E o professor perde a razão nesta situação.
Mas o caldo está deveras entornado. Não mata, todos sabemos, mas moi e muito.
durante a hora de almoço um funcionário acompanhado de um agente da GNR aproxima-se da minha pessoa na sala de professores. O soldado pergunta-me: é professor de História? Foi o senhor que agrediu um aluno no portão da escola?, à primeira disse que sim, à segunda, num misto de brincadeira e de consciência tranquila disse que primeiro precisava de saber quem era o aluno para saber se tinha sido eu.
Não fui, não era eu. Passado pouco tempo o meu colega é referenciado e o caldo está totalmente entornado. Efectivamente um docente de História, um colega, pregou um par de estalos num aluno. Motivo, o persistente achincalhar, o insulto, o moer até dizer chega, o gozo, a hipocrisia. O colega não resistiu e efectivamente consomou-se um sopapo.
Já disseram que antigamente era réguada que fervia, pedagógica, pois claro, para mais facilmente podermos decorar a tabuada, evitar os erros de português, etc. Agora não. É situação que está deveras ultrapassada. E o professor perde a razão nesta situação.
Mas o caldo está deveras entornado. Não mata, todos sabemos, mas moi e muito.
sábado, janeiro 15
cópia
...desculpem lá qualquer coisita, mas não resisti a copiar esta afirmação
o restante é ainda mais interessante de ler.
É difícil ensinar numa sociedade que vive para o imediato onde a palavra seca tem correlatos semânticos como desinteressante.
o restante é ainda mais interessante de ler.
ideias
uma ideia com três vértices. É difícil pensar de um modo organizado e estruturado a educação, a escola e os papeis que nela se desenrolam, simpificar pode implicar dexiar de fora algo essencial, faço-o com a clara ideia de se construirem outras ideias, outros pontos de vista.
deixo à V/ consideração uma ideia com três vértices: simplificar - aprofundar - reforçar;
tento explicar:
- simplificar todo o edifício jurídico e administrativo que hoje enforma o sistema educativo, desde os professores aos alunos, passando pela gestão, escolas profissionais, artísticas e que tais, avaliação de desempenho, formativa, sumativa, interna e externa, ensino especial, apoios, etc., etc. uma das medidas podia passar por simplificar as resmas de dossies de legislação educativa que poucos cumprem e muitos interpretam como entendem;
- aprofundar os impactos e a as abrangências desde o pré-escolar ao secundário; aprofundar a oferta, criar e promover a inclusão, o combate ao absentismo e ao abandono; aprofundar as medidas que permitem criar laços entre a escola e a comunidade, numa lógica de mercados de trabalho e com o ensino superior, em lógicas de adequação, desenvolvimento e formação ao longo da vida;
- reforçar as lógicas e princípios de autonomia da gestão pública da escola; reforçar as características e os factores distintivos de construção e afirmação da escola pública; reforçar a ligação da escola à sua comunidade;
deixo à V/ consideração uma ideia com três vértices: simplificar - aprofundar - reforçar;
tento explicar:
- simplificar todo o edifício jurídico e administrativo que hoje enforma o sistema educativo, desde os professores aos alunos, passando pela gestão, escolas profissionais, artísticas e que tais, avaliação de desempenho, formativa, sumativa, interna e externa, ensino especial, apoios, etc., etc. uma das medidas podia passar por simplificar as resmas de dossies de legislação educativa que poucos cumprem e muitos interpretam como entendem;
- aprofundar os impactos e a as abrangências desde o pré-escolar ao secundário; aprofundar a oferta, criar e promover a inclusão, o combate ao absentismo e ao abandono; aprofundar as medidas que permitem criar laços entre a escola e a comunidade, numa lógica de mercados de trabalho e com o ensino superior, em lógicas de adequação, desenvolvimento e formação ao longo da vida;
- reforçar as lógicas e princípios de autonomia da gestão pública da escola; reforçar as características e os factores distintivos de construção e afirmação da escola pública; reforçar a ligação da escola à sua comunidade;
quinta-feira, janeiro 13
retrato
permitam-se destacar uma entrevista que é, ao mesmo tempo, um óptimo retrato do que é ser professor hoje.
Existirão poucos docentes que não se reconheçam, que não se revejam naquelas palavras, nos seus pensamentos, nas suas entrelinhas.
Um óptimo exemplo do que pode ser uma intervenção educativa diferente.
Existirão poucos docentes que não se reconheçam, que não se revejam naquelas palavras, nos seus pensamentos, nas suas entrelinhas.
Um óptimo exemplo do que pode ser uma intervenção educativa diferente.
referências
aprecio a escrita escorreita, a temática, os contornos das palavras que caracterizam a escrita da Maria Helena.
Trabalhámos na mesma escola um ano completo, nunca trocámos uma palavra sobre blogues ou sobre estas ideias, menos ainda em como este suporte pode condicionar o trabalho dos professores, dos alunos, as relações que se estabelecem com assento aqui, que por aqui passam.
Agradeço a referência que me faz, em particular no distinto colega. Já lá deixei o comentário que procuro aqui retribuir com tudo o que ali aprendo e sinto.
Trabalhámos na mesma escola um ano completo, nunca trocámos uma palavra sobre blogues ou sobre estas ideias, menos ainda em como este suporte pode condicionar o trabalho dos professores, dos alunos, as relações que se estabelecem com assento aqui, que por aqui passam.
Agradeço a referência que me faz, em particular no distinto colega. Já lá deixei o comentário que procuro aqui retribuir com tudo o que ali aprendo e sinto.
outro incómodo
ora pois, não há negativa sem senão [sei que não é assim, mas não consegui arranjar melhor].
Depois de me sentir algo incomodado com os comentários às opções metodológicas, sempre surge alguém, uma colega no caso, que se interessa por aquilo que faço, como o faço, uma vez que ouviu comentários apreciativos ao trabalho desenvolvido. Comentários oriundos dos alunos, diga-se.
E pronto, é um outro incómodo, este para melhor reconheço.
Depois de me sentir algo incomodado com os comentários às opções metodológicas, sempre surge alguém, uma colega no caso, que se interessa por aquilo que faço, como o faço, uma vez que ouviu comentários apreciativos ao trabalho desenvolvido. Comentários oriundos dos alunos, diga-se.
E pronto, é um outro incómodo, este para melhor reconheço.
da pós escola
uma colega, em breve troca de palavras, diz-me que regressou à escola para fazer uma pós graduação. Ainda bem, digo eu, que te seja útil. A resposta não podia ser mais esclarecedora, dúvido, com tantos testes e trabalhos para fazer não tenho tempo para pensar o que ando a fazer.
Diga-se que é pena. Para além dos custos económicos, há o desagaste pessoal, o empenho e a vontade que se desbaratam apenas para termos um certificado? Não será, porventura, mais interessante e pertinente pensar o que fazemos, onde o fazemos, como o fazemos, com quem o fazemos?
Não seria mais interessante que os cursos pós graduados respondensem a situações (de dúvidas, de investigação, de análise, de interpretação, de compreensão) e se enquadrassem em contextos (pessoais, sociais, profissionais)?
Diga-se que é pena. Para além dos custos económicos, há o desagaste pessoal, o empenho e a vontade que se desbaratam apenas para termos um certificado? Não será, porventura, mais interessante e pertinente pensar o que fazemos, onde o fazemos, como o fazemos, com quem o fazemos?
Não seria mais interessante que os cursos pós graduados respondensem a situações (de dúvidas, de investigação, de análise, de interpretação, de compreensão) e se enquadrassem em contextos (pessoais, sociais, profissionais)?
terça-feira, janeiro 11
das bocas
diz o meu presidente do executivo que, de acordo com comentários oriundos da Direcção Regional (será que são de confiança?, fiáveis?) os concursos de docentes decorrerão este ano por ordem alfabética (a iniciar lá para o final de Fevereiro) e com metodologia tradicional, como antigamente, explicita.
Será que quer dizer feitos à mão?, mas não tinham sido já à mão?
Será que quer dizer feitos à mão?, mas não tinham sido já à mão?
do quotidiano
nas deambulações pelo corredor à procura do que faça ou do que possa fazer numa escola onde os computadores estão ocupados, a biblioteca cheia e não há mais salas, encontro uma aluna. Como não tinha referenciado mais nenhum dos seus possíveis colegas pergunto-lhe se tinha sido mandada para a rua. Diz-me que faltou. Pergunto porquê, por a aula é uma seca. E preferes andar sozinha? Mais vale só que mal acompanhada, diz-me em tom de disputa.
do incómodo
eu sei que é uma situação normal e natural mas não deixa de me incomodar. Andei um dia completo a pensar se escrevia esta posta ou se a deixava passar em branco. Como se nota opto pela partilha.
Um conjunto de pais/encarregados de educação manifestaram ao respectivo D.T. algum incómodo em face das metodologias que adopto na sala de aula e às suas implicações perante os seus educandos.
É-me difícil não tomar posição, ser indiferente, mas resumidamente explico.
A minha opção metodológica vai no sentido do aluno resolver problemas, ultrapassar situações com recurso à disciplina (História) e aos instrumentos que faculta, opto por não apresentar, de modo tradicional, expositivo, unidireccional, passivamente em relação ao aluno os conteúdos (procuro evitar a seca que são as aulas), prefiro a descoberta, a construção, a partilha do conhecimento, a resolução dos problemas. Do ponto de vista teórico será uma mistura (espero que não explosiva) entre metodologias diferenciadoras (com base em processos), a pedagogia da autonomia e componentes construtivistas e da escola moderna.
Ora esta opção tem-se revelado frutífera na conquista de alguns alunos para a disciplina e para o trabalho escolar (uma análise do aproveitamento mostra isso mesmo). Mas há alunos, geralmente e por hábito, uma franja significativa de alunos que na generalidade apresentam níveis elevados e que em face deste tipo de trabalho baixam relativamente o seu rendimento. Foram pais/encarregados de alunos destes alunos que se manifestaram.
Sinto-me de consciência tranquila na procura de propostas, opções, metodologias, estratégias que permitam construir um sentido de escola e do trabalho desenvolvido, do papel e da participação da disciplina nesta construção, da autonomia do aluno, na sua capacitação para a rssolução de problemas, para a organização de ideias, para o seu envolvimento e participação na construção e definição dos seus interesses.
Mas reconheço que me sinto incomodado. Talvez até mais porque o D.T. não estava preparado para responder às questões, quando desde a primeira reunião intercalar lhe apresentei documentação sobre o que faço, como faço, com que características, opções e orientação.
Fico na dúvida do que faço, será correcto? adequado? adaptar-se-á ao aluno? irá ao encontro das suas necessidades? prepará-lo-á para situações futuras? consolidará conhecimentos? promoverá atitudes ou competências?.
Mas sozinho sei que não vou a lado nenhum e que estas situações, já estou algo habituado, surgirão sempre.
Um conjunto de pais/encarregados de educação manifestaram ao respectivo D.T. algum incómodo em face das metodologias que adopto na sala de aula e às suas implicações perante os seus educandos.
É-me difícil não tomar posição, ser indiferente, mas resumidamente explico.
A minha opção metodológica vai no sentido do aluno resolver problemas, ultrapassar situações com recurso à disciplina (História) e aos instrumentos que faculta, opto por não apresentar, de modo tradicional, expositivo, unidireccional, passivamente em relação ao aluno os conteúdos (procuro evitar a seca que são as aulas), prefiro a descoberta, a construção, a partilha do conhecimento, a resolução dos problemas. Do ponto de vista teórico será uma mistura (espero que não explosiva) entre metodologias diferenciadoras (com base em processos), a pedagogia da autonomia e componentes construtivistas e da escola moderna.
Ora esta opção tem-se revelado frutífera na conquista de alguns alunos para a disciplina e para o trabalho escolar (uma análise do aproveitamento mostra isso mesmo). Mas há alunos, geralmente e por hábito, uma franja significativa de alunos que na generalidade apresentam níveis elevados e que em face deste tipo de trabalho baixam relativamente o seu rendimento. Foram pais/encarregados de alunos destes alunos que se manifestaram.
Sinto-me de consciência tranquila na procura de propostas, opções, metodologias, estratégias que permitam construir um sentido de escola e do trabalho desenvolvido, do papel e da participação da disciplina nesta construção, da autonomia do aluno, na sua capacitação para a rssolução de problemas, para a organização de ideias, para o seu envolvimento e participação na construção e definição dos seus interesses.
Mas reconheço que me sinto incomodado. Talvez até mais porque o D.T. não estava preparado para responder às questões, quando desde a primeira reunião intercalar lhe apresentei documentação sobre o que faço, como faço, com que características, opções e orientação.
Fico na dúvida do que faço, será correcto? adequado? adaptar-se-á ao aluno? irá ao encontro das suas necessidades? prepará-lo-á para situações futuras? consolidará conhecimentos? promoverá atitudes ou competências?.
Mas sozinho sei que não vou a lado nenhum e que estas situações, já estou algo habituado, surgirão sempre.
segunda-feira, janeiro 10
do tempo
uma cópia directa do outro lado de mim;
... não sei se o tempo é aquilo que dele fazemos ou se é o tempo que nos faz. Sei é que gostei bastante desta afirmação da Maria com a qual concordo em absoluto.
Permitam-me perguntar, qual é a velocidade da tua imaginação??
... não sei se o tempo é aquilo que dele fazemos ou se é o tempo que nos faz. Sei é que gostei bastante desta afirmação da Maria com a qual concordo em absoluto.
Permitam-me perguntar, qual é a velocidade da tua imaginação??
do desânimo
na passada 6ª feira estiveram de visita à escola duas colegas que aqui realizaram o estágio, há dois anos atrás.
Entre as perguntas da praxe do que fazes, por onde andam, que tal estão, deixaram a ideia de um profundo desânimo sobre a escola e o papel do professor. Cada qual está numa escola, em concelhos diferentes de distritos diferentes ainda que na mesma zona.
Pensei para os meus botões que para haver desânimo, desilusão tem de existir uma diferença, negativa, entre a ideia que inicialmente se construiu e o confronto com a realidade, com um dado contexto. Para além desse aspecto determinante a rigidez das ideias, a difícil flexibilidade na relação com o aluno podem acentuar esse aspecto.
Pergunto-me, que circunstâncias existem para que se acentue este desânimo, se percam ideias e práticas, que os profissionais se acomodem?
Entre as perguntas da praxe do que fazes, por onde andam, que tal estão, deixaram a ideia de um profundo desânimo sobre a escola e o papel do professor. Cada qual está numa escola, em concelhos diferentes de distritos diferentes ainda que na mesma zona.
Pensei para os meus botões que para haver desânimo, desilusão tem de existir uma diferença, negativa, entre a ideia que inicialmente se construiu e o confronto com a realidade, com um dado contexto. Para além desse aspecto determinante a rigidez das ideias, a difícil flexibilidade na relação com o aluno podem acentuar esse aspecto.
Pergunto-me, que circunstâncias existem para que se acentue este desânimo, se percam ideias e práticas, que os profissionais se acomodem?
netcabo
depois de um fim-de-semana sem internet, graças ao serviço da netcabo com razões ainda por mim desconhecidas, apresento-me com a vontade de trocar ideias, debater opiniões, participar na discussão sobre a escola pública e o papel dos professores.
sexta-feira, janeiro 7
da excelência
dois post, um e outro, claramente excelentes.
Por um lado porque se visibiliza que a democracia é muito bonita, interessante do ponto de vista teórico e especulativo, mas que fica bem noutro lado que não aqui, consoante interesses, oportunidades ou objectivos. Tem sido uma particularidade deste governo, defender a democracia e a participação quando lhe convém, quando há interesse quando vamos todos no mesmo barco, para o mesmo sítio (versão homem do leme), caso contrário... (patrões e sindicados desmontaram recentemente esta visão das coisas quando, sem governo, se entenderam).
Outro, mais ao nível de discursos mas que têm, muitas das vezes, correspondências práticas, decorrem daqueles que consideram as Ciências da Educação como a fonte primeira de todos os males, as culpadas de tudo - essencialmente do que é negativo no sistema educativo. Como cria ligações e afectos às competências, determinante no e para o reconhecimento dos diplomas.
Entre um e outro, permitam-me acrescentar dois aspectos.
Um já evidenciado pelo Miguel, é fundamental desmistificar a tese das competências técnicas para o exercício de competências políticas. Por muito bom investigador que se possa ser, por muitos conhecimentos técnicos que se detenham, não significa nem lhe corresponde uma dada competência política. Mas Portugal persiste na procura de uma racionalidade técnica para a competência política - depois há os erros de casting.
Outra que para a profissão docente o mais importante é o sentimento das vocações, mais que conhecimentos científicos ou competências técnicas. Tal como para a enfermagem.
Por um lado porque se visibiliza que a democracia é muito bonita, interessante do ponto de vista teórico e especulativo, mas que fica bem noutro lado que não aqui, consoante interesses, oportunidades ou objectivos. Tem sido uma particularidade deste governo, defender a democracia e a participação quando lhe convém, quando há interesse quando vamos todos no mesmo barco, para o mesmo sítio (versão homem do leme), caso contrário... (patrões e sindicados desmontaram recentemente esta visão das coisas quando, sem governo, se entenderam).
Outro, mais ao nível de discursos mas que têm, muitas das vezes, correspondências práticas, decorrem daqueles que consideram as Ciências da Educação como a fonte primeira de todos os males, as culpadas de tudo - essencialmente do que é negativo no sistema educativo. Como cria ligações e afectos às competências, determinante no e para o reconhecimento dos diplomas.
Entre um e outro, permitam-me acrescentar dois aspectos.
Um já evidenciado pelo Miguel, é fundamental desmistificar a tese das competências técnicas para o exercício de competências políticas. Por muito bom investigador que se possa ser, por muitos conhecimentos técnicos que se detenham, não significa nem lhe corresponde uma dada competência política. Mas Portugal persiste na procura de uma racionalidade técnica para a competência política - depois há os erros de casting.
Outra que para a profissão docente o mais importante é o sentimento das vocações, mais que conhecimentos científicos ou competências técnicas. Tal como para a enfermagem.
quinta-feira, janeiro 6
do abandono
ontem tive a notícia que uma aluna de 8º ano, com 16 anos feitos no final do ano passado, abandonou a escola. Ainda por cima com a concordância, segundo disseram, dos pais.
Com 16 anos, frequência de coisa nenhuma, fracas capacidades e cultura escassa que poderá esperar esta rapariga do futuro?
Desde início do ano já me desapareceram 5 alunos, é obra. Daí o meu comentário do feitio.
Com 16 anos, frequência de coisa nenhuma, fracas capacidades e cultura escassa que poderá esperar esta rapariga do futuro?
Desde início do ano já me desapareceram 5 alunos, é obra. Daí o meu comentário do feitio.
dos sinais
um dos posts perdidos era uma expressivo agradecimento aos sinais do Miguel.
Desde que tive oportunidade (e o prazer) de o encontrar nesta blogosfera que partilho muitas das suas ideias, que comungo das suas opiniões, que sinto muito do seu sentir. Mas, por uma outra razão (algumas impertinentes) acrescento sempre um ponto, uma vírgula, uma ideia. Debato opiniões, troco ideias.
Nos seus sinais não faço nada, limito-me a agradecer-te a ideia, o momento feliz (digo eu) da tua escrita e dos teus sentimentos.
Reconheço-me em todas as letras, em todas as palavras, em toda a entoação desses teus sinais.
Obrigado Miguel.
p.s. sinto muito mas não trago boas novas, ainda não as reconheci, ainda não as perspectivei no meio das conversas por onde procuro mostrar ideias, trocar pontos de vista, por onde tenho andado a dizer às pessoas para lerem o que se escreve nesta blogosfera, já que a minha voz (de burro) dificilmente chegará ao céu. Mas não desisto.
Desde que tive oportunidade (e o prazer) de o encontrar nesta blogosfera que partilho muitas das suas ideias, que comungo das suas opiniões, que sinto muito do seu sentir. Mas, por uma outra razão (algumas impertinentes) acrescento sempre um ponto, uma vírgula, uma ideia. Debato opiniões, troco ideias.
Nos seus sinais não faço nada, limito-me a agradecer-te a ideia, o momento feliz (digo eu) da tua escrita e dos teus sentimentos.
Reconheço-me em todas as letras, em todas as palavras, em toda a entoação desses teus sinais.
Obrigado Miguel.
p.s. sinto muito mas não trago boas novas, ainda não as reconheci, ainda não as perspectivei no meio das conversas por onde procuro mostrar ideias, trocar pontos de vista, por onde tenho andado a dizer às pessoas para lerem o que se escreve nesta blogosfera, já que a minha voz (de burro) dificilmente chegará ao céu. Mas não desisto.
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