uma colega, recentemente chegada quer à escola quer à profissão, sente-se hoje mais angustiada que nos outros dias. Perguntei porquê, porque hoje tem reunião com encarregados de educação e é a sua primeira vez.
Como em tudo na vida, há sempre uma primeira vez. Com calma, franqueza, lealdade e consideração pelo ponto de vista e interesse do outro, no caso encarregado de educação, tudo se resolverá.
Mas diz que não consegue ultrapassar o nó que sente ali, naquele mesmo sítio que me descreve colocando a mão fechada e dando voltas.
segunda-feira, outubro 11
domingo, outubro 10
óbito
Apenas agora tomei conhecimento que morreu um dos mais marcantes pensadores do século XX, Derrida, responsável por uma corrente do pensamento essencial para a compreensão do nosso tempo e do nosso mundo, de nós mesmos.
Aqui algum do seu pensamento em castelhano.
Aqui algum do seu pensamento em castelhano.
ressurgiram
Afinal, dizia eu coisas do blogger e das postas desaparecidas quando elas surgem, qual surpresa de fim-de-semana.
Pelo menos nem tudo é mau.
Pelo menos nem tudo é mau.
bocas
Ouvi recentemente que uma das apostas de José Socrates, no âmbito das suas novas fronteiras, irá ser a educação, com particular destaque para os processos de redução de insucesso escolar.
Por um lado fico satisfeito de assim ser. O combate ao insucesso e a todos os fenómenos e situações que o rodeiam e envolvem serão, certa e garantidamente, uma mais valia social com impacto mais geral e mais estruturante.
Mas por outro, como professor, fico seriamente preocupado. Desconfio que poderão, à semelhança do que a história nos ensina, surgir destes iluminados ou da discussão que sustenta a ideia, um conjunto de medidas prontas a aplicar, género pilula do conhecimento para os embrutecidos.
Esperar para ver.
Por um lado fico satisfeito de assim ser. O combate ao insucesso e a todos os fenómenos e situações que o rodeiam e envolvem serão, certa e garantidamente, uma mais valia social com impacto mais geral e mais estruturante.
Mas por outro, como professor, fico seriamente preocupado. Desconfio que poderão, à semelhança do que a história nos ensina, surgir destes iluminados ou da discussão que sustenta a ideia, um conjunto de medidas prontas a aplicar, género pilula do conhecimento para os embrutecidos.
Esperar para ver.
dificuldades
descobri que as dificuldades da minha relação com o blogger, assenta, quase que exclusivamente, na escola.
Estas dificuldades fizeram-me perder duas ou três postas, situação que me irrita.
Mas vamos em frente, se possível.
Estas dificuldades fizeram-me perder duas ou três postas, situação que me irrita.
Mas vamos em frente, se possível.
sexta-feira, outubro 8
grandes
não sei porque, talvez pelas características do lay out do blogue, mas ando com textos bem maiores do que era hábito no ano lectivo passado.
contexto
Como (de)formado em História há muito que sei que aquilo que somos é produto de nós mesmos, da nossa experiência, da nossa (de)formação mas também do nosso contexto. As circunstâncias, boas e más, moldam-nos, definem um conjunto de ideias, pensamentos, preocupações, valorizações e outras coisas que tais.
Quer no ano lectivo transacto, que tive um conjunto de turmas particulares, quer este ano, com grupos algo distintos mas enquadrados na mesma faixa etária e num conjunto idêntico de (pré)conceitos face à escola, ao qual acresce uma significativa descrença no mundo e na sociedade, a minha grande preocupação, a minha base de trabalho tende a desviar-se da área da análise organizacional e das políticas educativas, onde gosto de estar, onde gosto de me sentir, onde me sinto menos elefante em loja de porcelanas, para a área das didácticas, das metodologias do ensino, da relação pedagógica.
O grande objectivo, afinal não muito distante das questões da organização e da política educativa, é definido com base na procura ou na construção de um sentido da/para a escola, de qual o papel do processo formal de educação, na aquisição de instrumentos que permitam compreender e interpretar o mundo.
A treta é que muitos estão ali apenas e somente para engolir algumas ideias e vomitar conhecimentos em altura de teste. É para isso que serve a escola. Não concordo, nem quero assim entender o papel da escola. Mas sinto-me isolado. E estar sozinho cansa.
Quer no ano lectivo transacto, que tive um conjunto de turmas particulares, quer este ano, com grupos algo distintos mas enquadrados na mesma faixa etária e num conjunto idêntico de (pré)conceitos face à escola, ao qual acresce uma significativa descrença no mundo e na sociedade, a minha grande preocupação, a minha base de trabalho tende a desviar-se da área da análise organizacional e das políticas educativas, onde gosto de estar, onde gosto de me sentir, onde me sinto menos elefante em loja de porcelanas, para a área das didácticas, das metodologias do ensino, da relação pedagógica.
O grande objectivo, afinal não muito distante das questões da organização e da política educativa, é definido com base na procura ou na construção de um sentido da/para a escola, de qual o papel do processo formal de educação, na aquisição de instrumentos que permitam compreender e interpretar o mundo.
A treta é que muitos estão ali apenas e somente para engolir algumas ideias e vomitar conhecimentos em altura de teste. É para isso que serve a escola. Não concordo, nem quero assim entender o papel da escola. Mas sinto-me isolado. E estar sozinho cansa.
retorno
Uma vez por ano regresso áquilo que a minha filha designa por escola grande, a universidade. Sou responsável por um módulo numa pós-graduação ali praticada.
Como (ir)responsável que gosto de ser preparo as coisas atempadamente, procuro informação mais ou menos actualizada, organizo materiais de apoio (bibliografia, sítios na net, apontamentos, artigos, entre outros), disponibilizo um conjunto de textos de apoio que elaboro, sínteses, etc, como tenho o cuidado de preparar as conversas, que é isso que lhe chamo, com esquemas de apoio à organização mental, frases ou pequenos textos de apoio ou de orientação face às problemáticas, à troca de ideias, ao debate.
No final, que é o caso de agora, sinto-me cansado e sem vontade de ir para aquele ambiente.
No ano transacto, a minha primeira experiência, a minha primeira vez, fui expectante quanto ao que ali podia acontecer, a maturidade da discussão, os interesses em construir uma ideia, curioso quanto aos caminhos das discussões.
Vim algo decepcionado, reconheço. Foi demasiado fácil. As pessoas participaram, colaboraram, discutiram, de uma sessão para outra trouxeram outra informação, experiências. O tempo que tinha pensado para a avaliação acabou pr ser gasto no âmbito de mais conversa e a avaliação propriamente dita teve que decorrer já o módulo terminado.
Não estou habituado a que todos participem, a que todos estejam interessados, a que haja ânimo e envolvimento. Achei fácil demais.
Gosto mais do meu meio, o da escola mais pequena, aquela onde a escola até é porreira, as aulas, essas, é que são geralmente uma seca. Mas é destes desafios que eu mais gosto.
Mas lá vou.
Como (ir)responsável que gosto de ser preparo as coisas atempadamente, procuro informação mais ou menos actualizada, organizo materiais de apoio (bibliografia, sítios na net, apontamentos, artigos, entre outros), disponibilizo um conjunto de textos de apoio que elaboro, sínteses, etc, como tenho o cuidado de preparar as conversas, que é isso que lhe chamo, com esquemas de apoio à organização mental, frases ou pequenos textos de apoio ou de orientação face às problemáticas, à troca de ideias, ao debate.
No final, que é o caso de agora, sinto-me cansado e sem vontade de ir para aquele ambiente.
No ano transacto, a minha primeira experiência, a minha primeira vez, fui expectante quanto ao que ali podia acontecer, a maturidade da discussão, os interesses em construir uma ideia, curioso quanto aos caminhos das discussões.
Vim algo decepcionado, reconheço. Foi demasiado fácil. As pessoas participaram, colaboraram, discutiram, de uma sessão para outra trouxeram outra informação, experiências. O tempo que tinha pensado para a avaliação acabou pr ser gasto no âmbito de mais conversa e a avaliação propriamente dita teve que decorrer já o módulo terminado.
Não estou habituado a que todos participem, a que todos estejam interessados, a que haja ânimo e envolvimento. Achei fácil demais.
Gosto mais do meu meio, o da escola mais pequena, aquela onde a escola até é porreira, as aulas, essas, é que são geralmente uma seca. Mas é destes desafios que eu mais gosto.
Mas lá vou.
quinta-feira, outubro 7
confiança
Um outro tom, para fugir à monotia.
Diz esta notícia que os estudantes de outros países sentem confiança no seu futuro, ainda que a universidade esteja pouco ligada à vida real.
Nós, por cá, também não.
Diz esta notícia que os estudantes de outros países sentem confiança no seu futuro, ainda que a universidade esteja pouco ligada à vida real.
Nós, por cá, também não.
meta - ainda os rankings
Em virtude da acção do governo os rankings escolares saem de cena, quase que de fininho, sem alardes.
Mas há ideias que se devem retomar sempre que necessário, nem que seja para compreender o que somos, o que queremos, para onde vamos, com quem vamos.
Destaco uma meta leitura, um ponto de situação, uma síntese das ideias deixadas em diferentes blogues e coligidas por estes colegas.
O facto de estarem agrupados e se permitir uma leitura em diagonal permite evidenciar um olhar comum, um mesmo ponto de vista e uma pergunta, afinal, não há quem defenda os rankings? Os defensores dos rankings estão apenas na comunicação social? Ou será que nos está a escapar algo, uma outra escrita, outros olhares.
Mas há ideias que se devem retomar sempre que necessário, nem que seja para compreender o que somos, o que queremos, para onde vamos, com quem vamos.
Destaco uma meta leitura, um ponto de situação, uma síntese das ideias deixadas em diferentes blogues e coligidas por estes colegas.
O facto de estarem agrupados e se permitir uma leitura em diagonal permite evidenciar um olhar comum, um mesmo ponto de vista e uma pergunta, afinal, não há quem defenda os rankings? Os defensores dos rankings estão apenas na comunicação social? Ou será que nos está a escapar algo, uma outra escrita, outros olhares.
manias
... esta é uma mania que os senhores que têm tutelado o polvo persistem em querer assegurar. É como se, no meio do oceano, procurassem uma qualquer tábua de salvação, não interessa o tamanho, como não importa quantos temos de salvar. O importante é agarrarmo-nos a algo para criar uma falsa sensação de segurança.
Não há meio de estes senhores, corrijo, senhora, tomar consciência que as escolas - os seus actores e protagonistas - têm vida própria, são maiores e vacinados e sabem o que querem, como sabem definir o que melhor se adequa à sua população, aos seus interesses e objectivos.
Esta mania de tudo procurar regulamentar, prescrever, orientar, enquadrar, definir é velha, mais velha que a democracia.
A porra toda é que está de volta e com mais veemência que nunca.
Não há meio de estes senhores, corrijo, senhora, tomar consciência que as escolas - os seus actores e protagonistas - têm vida própria, são maiores e vacinados e sabem o que querem, como sabem definir o que melhor se adequa à sua população, aos seus interesses e objectivos.
Esta mania de tudo procurar regulamentar, prescrever, orientar, enquadrar, definir é velha, mais velha que a democracia.
A porra toda é que está de volta e com mais veemência que nunca.
início
... depois das coisas normais da manhã - higiéne, distribuição dos filhos, primeiro café - subo ao meu deserto e navego na net.
Há um conjunto de sítios que são, para mim, imperdíveis, incontornáveis sempre que aqui chego. Os jornais nacionais, alguns internacionais, um ou outro sítio das rádios, os blogues indiscutíveis, sobre tudo e sobre nada, das minhas paixões, dos meus sentimentos, naqueles que me reconheço e daqueles que me ensinam, um ou outro apontamento de ideias digitais a circular nesta imensa rede, a consulta do correio, inclusivamente do junk mail - estranho quando nada me entra pela caixa electrónica.
São vícios, hábitos, usos, um costume que se instalou na minha pessoa que quase se tornou uma rotina.
Não consigo iniciar as minhas funções sem ganhar algum do meu tempo neste espaço, neste devaneio.
É assim que leio o mundo, me leio.
Há um conjunto de sítios que são, para mim, imperdíveis, incontornáveis sempre que aqui chego. Os jornais nacionais, alguns internacionais, um ou outro sítio das rádios, os blogues indiscutíveis, sobre tudo e sobre nada, das minhas paixões, dos meus sentimentos, naqueles que me reconheço e daqueles que me ensinam, um ou outro apontamento de ideias digitais a circular nesta imensa rede, a consulta do correio, inclusivamente do junk mail - estranho quando nada me entra pela caixa electrónica.
São vícios, hábitos, usos, um costume que se instalou na minha pessoa que quase se tornou uma rotina.
Não consigo iniciar as minhas funções sem ganhar algum do meu tempo neste espaço, neste devaneio.
É assim que leio o mundo, me leio.
quarta-feira, outubro 6
dúvidas
... depois de um conjunto de reuniões de coordenação(?) na qual passei a tarde, fico com a sensação que a escola (talvez apenas aquela onde estou) se encontrar organizada em torno do papel, da normalização, da estandardização, da uniformização.
Há papéis para quase tudo. Há sempre um papel para quantificar algo, para rotular alguma coisa, para tipificar isto ou aquilo. Tudo está mais ou menos normalizado, o mais ou menos permite sempre alguma escapadela, uma outra interpretação.
Mas carecemos de uma ideia de escola.
Estamos ali, os professores, como se de funcionários públicos, de uma qualquer repartição pública, se tratasse.
É para cumprir? é para fazer assim?, então cumpra-se. Então faça-se. Ponto final e acabou a discussão que é uma perda de tempo e eu tenho coisas mais importantes para fazer.
É uma ideia a que muitas vezes chego. Talvez inconsequentemente, não sei. O Miguel chamou-lhes escolas de montra. Eu não as nomeio, mas pergunto se serão todas assim?
Há papéis para quase tudo. Há sempre um papel para quantificar algo, para rotular alguma coisa, para tipificar isto ou aquilo. Tudo está mais ou menos normalizado, o mais ou menos permite sempre alguma escapadela, uma outra interpretação.
Mas carecemos de uma ideia de escola.
Estamos ali, os professores, como se de funcionários públicos, de uma qualquer repartição pública, se tratasse.
É para cumprir? é para fazer assim?, então cumpra-se. Então faça-se. Ponto final e acabou a discussão que é uma perda de tempo e eu tenho coisas mais importantes para fazer.
É uma ideia a que muitas vezes chego. Talvez inconsequentemente, não sei. O Miguel chamou-lhes escolas de montra. Eu não as nomeio, mas pergunto se serão todas assim?
interessante
Tenho seguido com atenção, pelas características que apresenta, o blogue Paixão da Educação.
Pelo facto de ser escrito por várias mãos, pensado por diferentes cabeças, olhado sob diferentes pontos de vista e sob outras tantas perspectivas, é engraçado perceber até que ponto vai a discussão, o que é comum na sigularidade individual e o que é diferente na percepção do mesmo pensamento.
Uma ideia retenho decorrente dos primeiros contactos, das primeiras leituras, a sensação de agrura face ao sistema educativo é comum.
Como se fosse possível existir escola sem sistema educativo. Ou é?
Pelo facto de ser escrito por várias mãos, pensado por diferentes cabeças, olhado sob diferentes pontos de vista e sob outras tantas perspectivas, é engraçado perceber até que ponto vai a discussão, o que é comum na sigularidade individual e o que é diferente na percepção do mesmo pensamento.
Uma ideia retenho decorrente dos primeiros contactos, das primeiras leituras, a sensação de agrura face ao sistema educativo é comum.
Como se fosse possível existir escola sem sistema educativo. Ou é?
terça-feira, outubro 5
actualizações
Procedi a um conjunto, ainda escasso, de actualizações dos meus links, agora exclusivamente na área das actividades curriculares.
Para breve, com tempo e alguma paciência, espero actualizar as actividades não curriculares.
É uma forma que encontro de dizer daquilo que gosto, responder a algumas simpatias, ewm particular a referenciar aqueles que já me têm referenciado, e destacar o que de bom existe nesta blogosfera sobre professores e dos professores.
Para breve, com tempo e alguma paciência, espero actualizar as actividades não curriculares.
É uma forma que encontro de dizer daquilo que gosto, responder a algumas simpatias, ewm particular a referenciar aqueles que já me têm referenciado, e destacar o que de bom existe nesta blogosfera sobre professores e dos professores.
dia do professor
Hoje, para além de se comemorar a implantação da República, é o dia do profesor.
A todos os meus colegas, passantes e amigos, votos e desejos para que a escola, um dia, seja um prazer e não fonte de angustias.
A todos os meus colegas, passantes e amigos, votos e desejos para que a escola, um dia, seja um prazer e não fonte de angustias.
segunda-feira, outubro 4
dificuldades
hoje, apesar de alguns comentários que deixei, tenho estado ausente deste espaço por manifesta dificuldade de aceder ao blogger.
Por vezes o estrangeiro coloca as mesmas dificuldades que parceiros nacionais. Contingências.
Por vezes o estrangeiro coloca as mesmas dificuldades que parceiros nacionais. Contingências.
conversas
...ora aqui está um tema que pode unir ideias, juntar opiniões, criar um sentido, eventualmente comum, sobre uma ideia feita.
Mas antes permitam-me a colocação de algumas questões que reconheço, logo à partida, pouco pertinentes.
Há a noção - estudos, trabalhos, levantamentos por órgãos de gestão - de quantos dias faltam por ano lectivo os docentes? [é que discutirmos com ideia no ar é pouco credível e sustentável, e, por vezes, temos uma ideia que pode não corresponder de todo em todo à realidade]
há noção se esses dias de falta são superiores, ou inferiores, aos restantes dias de falta da generalidade da administração pública? [não me quero desculpabilizar com os outros, mas a comparação pode ser útil];
A partir destas duas questões a minha opinião, se alguém prescindir dela pode passar à frente que não se perde nada.
Quando integrei um órgão de gestão tive a preocupação de procurar perceber o impacto das faltas de docentes [eram sentidas como uma das dificuldades ao sucesso dos alunos], o número de dias, as consequências. E uma ideia que retive daí, o estudo não é fixo nem absoluto, é que por vezes compensa mais faltar do que gastar o dinheiro nas deslocações. E isso é, no meu entendimento, incontornável em algumas situações, não em todas, obviamente.
Depois, pode parecer incrível, desadequado, inconsequente, mas dar aulas cansa. Cansa e muito. Particularmente se as preparamos, se nos preocupamos com aqueles que temos pela frente, se não queremos criar exclusões, se não queremos diferenciar pela negativa. Puxar por pessoas, organizar ideias, apoiar o trabalho, incentivar ao estudo, compreender dificuldades, perspectivar oportunidades, porra cansa e não é pouco, quando temos pela frente, por dia aproximadamente 100 pessoas, é obra. Por isso e para uma clara sanidade mental, há, de quando em quando, que parar.
Mais ideias para futuras oportunidades.
Mas antes permitam-me a colocação de algumas questões que reconheço, logo à partida, pouco pertinentes.
Há a noção - estudos, trabalhos, levantamentos por órgãos de gestão - de quantos dias faltam por ano lectivo os docentes? [é que discutirmos com ideia no ar é pouco credível e sustentável, e, por vezes, temos uma ideia que pode não corresponder de todo em todo à realidade]
há noção se esses dias de falta são superiores, ou inferiores, aos restantes dias de falta da generalidade da administração pública? [não me quero desculpabilizar com os outros, mas a comparação pode ser útil];
A partir destas duas questões a minha opinião, se alguém prescindir dela pode passar à frente que não se perde nada.
Quando integrei um órgão de gestão tive a preocupação de procurar perceber o impacto das faltas de docentes [eram sentidas como uma das dificuldades ao sucesso dos alunos], o número de dias, as consequências. E uma ideia que retive daí, o estudo não é fixo nem absoluto, é que por vezes compensa mais faltar do que gastar o dinheiro nas deslocações. E isso é, no meu entendimento, incontornável em algumas situações, não em todas, obviamente.
Depois, pode parecer incrível, desadequado, inconsequente, mas dar aulas cansa. Cansa e muito. Particularmente se as preparamos, se nos preocupamos com aqueles que temos pela frente, se não queremos criar exclusões, se não queremos diferenciar pela negativa. Puxar por pessoas, organizar ideias, apoiar o trabalho, incentivar ao estudo, compreender dificuldades, perspectivar oportunidades, porra cansa e não é pouco, quando temos pela frente, por dia aproximadamente 100 pessoas, é obra. Por isso e para uma clara sanidade mental, há, de quando em quando, que parar.
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