... no meio da confusão, no meio da barafunda e da necessidade de rever muitos dos aspectos que suportam e organizam o sistema educativo português, há um onde é premente mexer e que apesar de alguns lieftings poucas alterações sofreu desde o final dos anos 80, é ele o edifício legislativo e normativo.
A arquitectura deste edifício está anquilosada, desfazada da realidade, longe das necessidades, distante das preocupações, não responde às solicitações, impõe regras arbitrárias e, em muitos casos e situações, desnecessárias e que bloqueiam o que de bom também existe e funciona.
A arquitectura legislativa do sistema educativo obriga o professor ao desenrascanço, impõe ao aluno uma orientação na qual ele não se revê, define horários e lógicas de funcionamento que não interessam nem ao menino Jesus (isto é, pais/encarregados de educação, autarquias, alunos, professores).
Definida e construída na segunda metade dos ano 80, num período marcado pela consolidação da democracia parlamentar, revista e reforçada ao longo da primeira metade dos anos 90, sofreu as primeiras investidas perante os governos de Guterres. Revistos os currículos, a organização de espaços e tempos, a avaliação, os apoios e complementos educativos, as modalidades complementares de educação, a gestão e as autonomias mas pouco mais se adiantou - ou porque não se soube ou porque não se pôde.
A fúria legislativa que caracterizou o governo de D. Justino colocou em causa alguns princípios conquistados, inclusivamente alguns oriundos dos governos de Cavaco, aparentemente apenas com a vontade de fazer esquecer os governos PS - re-revisões curriculares, estatuto e papel do aluno, papel do professor, avaliação, lei de bases e muitos outros. Mas foram investidas inconsequentes, incoerentes e a carecerem de uma visão estratégica sobre o papel da escola na sociedade, ainda que exista um discurso apelativo, uma retórica política sobre a educação.
É este edifício ou mais adequadamente a arquitectura que o suporta que carece de ser revista e reformulada e, se necessário, mudarmos de edifício e de arquitectura, para além de mudarmos de arquitecto.
Há, essencialmente, que colocar bom senso (que é feito de experiência, realismo, paciência e conhecimento de causa) e deixar fluir o funcionamento das escolas. Apesar das tentativas em sentido contrário, elas funcionam.
Há que flexibilizar, agilizar, tornar a escola coerente com o local, provavelmente caminhar-se para níveis de descentralização (entre estruturas políticas do ministério e autarquias, mas também outros elementos sociais), redefinir competências, reformular a formação contínua, repensar a formação inicial.
Talvez um dia isto seja possível.
quarta-feira, setembro 22
distracção
... no meio da confusão que têm sido os concursos de colocação de professores deste ano, talvez passe de fininho e sem qualquer destaque, um rol de situações que, neste concurso e na lógica que o suporta, está incorrecto, é nefasta, causa distorções e implica desorganização no próprio sistema.
Apenas como referência destaco um conjunto de ideias que carecem, há muito, de ser revistas e repensadas:
Apenas como referência destaco um conjunto de ideias que carecem, há muito, de ser revistas e repensadas:
- a desorganização da relação entre a formação inicial e os quadros de escola,
- a desadequação dos grupos de docência, desde o primeiro ciclo ao secundário;
- a articulação entre ciclos de ensino
- a estanquicidade entre níveis e ciclos
- as modalidades complementares de educação
terça-feira, setembro 21
espera
... cá continuo à espera, sentado pois claro, que sou alentejano. Afinal, eu e a minha gente alentejana temos a fama, outros têm por nós o proveito.
tá mal...
tá mal...
sexta-feira, setembro 17
adiado
já se fala, já se comenta que colocações talvez dia 23.
Daqui a pouco desisto do concurso e apresento-me na minha escola. Porra estou farto, cansado de me sentir angustiado, de me consumir sobre onde irei ficar, que horário irei ter, que níveis vou leccionar, que turmas terei, será que terei hipóteses de levar os filhos à escola, quem os irá buscar quando a mãe ficar de serviço, e nos dias de chuva?.
Porra estou farto desta espera. Quem espera desespera.
Daqui a pouco desisto do concurso e apresento-me na minha escola. Porra estou farto, cansado de me sentir angustiado, de me consumir sobre onde irei ficar, que horário irei ter, que níveis vou leccionar, que turmas terei, será que terei hipóteses de levar os filhos à escola, quem os irá buscar quando a mãe ficar de serviço, e nos dias de chuva?.
Porra estou farto desta espera. Quem espera desespera.
visita
na sequência da recepção houve uma visita guiada pela escola. Conhecimento de locais habituais do pessoal, cantina, salas específicas, biblioteca, sala de recepção a encarregados de educação.
Na visita, mais do que conhecer os espaços foi, para mim, um revisitar momentos, trazer ao dia hoje recordações e lembranças dos momentos ali passados vai, não se riam nem se espantem, para trinta anos.
Irra como as coisas estão na mesma. A sala de tecnológica, trabalhos manuais, naqueles tempos, a sala de visual, a sala de ciência, olha a sala onde fui, pela primeira vez, convidado a sair. Olha aqui tinha aulas de história com um verdadeiro monstrengo. A sala de professores ainda no mesmo local, com um lefting geral é certo. O bar tem a mesma disposição, as mesmas sobras, será que o mobiliário é ainda o mesmo?.
Foi uma visita às minhas memórias do segundo ciclo. Apenas dois anos naquela escola, a transição para a escola secundária, maior e com mais gente. Daquele tempo há dois momentos mais marcante ou que deixaram em mim uma maior recordação. O primeiro ocorreu em 11 de Março de 1975. A escola fica próxima do então quartel general da região e a meio da minha deslocação para casa. Lembro-me de me sentir apavorado, sem saber como iria para casa e ter de passar pelo largo do QG.
O segundo momento, a descoberta do outro, mais adequadamente da outra. A minha primeira paixão pelo sexo oposto. Por uma rapariga que nunca me ligou, provavelmente nem saberia, nem daria conta da minha existência. Mas eu estava apaixonado.
Uma visita que trouxe à baila outros momentos.
Na visita, mais do que conhecer os espaços foi, para mim, um revisitar momentos, trazer ao dia hoje recordações e lembranças dos momentos ali passados vai, não se riam nem se espantem, para trinta anos.
Irra como as coisas estão na mesma. A sala de tecnológica, trabalhos manuais, naqueles tempos, a sala de visual, a sala de ciência, olha a sala onde fui, pela primeira vez, convidado a sair. Olha aqui tinha aulas de história com um verdadeiro monstrengo. A sala de professores ainda no mesmo local, com um lefting geral é certo. O bar tem a mesma disposição, as mesmas sobras, será que o mobiliário é ainda o mesmo?.
Foi uma visita às minhas memórias do segundo ciclo. Apenas dois anos naquela escola, a transição para a escola secundária, maior e com mais gente. Daquele tempo há dois momentos mais marcante ou que deixaram em mim uma maior recordação. O primeiro ocorreu em 11 de Março de 1975. A escola fica próxima do então quartel general da região e a meio da minha deslocação para casa. Lembro-me de me sentir apavorado, sem saber como iria para casa e ter de passar pelo largo do QG.
O segundo momento, a descoberta do outro, mais adequadamente da outra. A minha primeira paixão pelo sexo oposto. Por uma rapariga que nunca me ligou, provavelmente nem saberia, nem daria conta da minha existência. Mas eu estava apaixonado.
Uma visita que trouxe à baila outros momentos.
estranheza
Foi hoje a apresentação do filho, 5º ano da escolaridade. Nova escola, novo ciclo de ensino, novos colegas, novos métodos, demasiadas coisas novas para que a noite fosse sossegada.
Mas a principal estranheza foi minha. Entrar numa sala de aula, juntamente com alunos e pais e sentar-me numa carteira de frente para o quadro foi estranho ou, pelo menos diferente.
Ouvir a conversa das professores que, simpática e cordialmente, recebiam e procuravam enquadrar alunos e respectivos pais.
Ouvir as suas palavras foi estranho. Saber do que também está por trás, quais os sentimentos daquela docente que ainda não sabe se ali fica ou se muda, como vai ser a próxima semana.
É este o papel de um professor que é pai, saber, ou procurar saber, estar dos dois lados [apetece-me dizer da barricada, mas sei que não é nem tem nada de militar], saber, ou procurar saber compreender diferentes pontos de vista sem tomar partido que possa colocar em causa princípios ou oportunidades.
A turma? gente simples, gente boa que está ali ainda por acreditar que a escola é um espaço de oportunidades. E ainda é, e terá de assim continuar.
Mas a principal estranheza foi minha. Entrar numa sala de aula, juntamente com alunos e pais e sentar-me numa carteira de frente para o quadro foi estranho ou, pelo menos diferente.
Ouvir a conversa das professores que, simpática e cordialmente, recebiam e procuravam enquadrar alunos e respectivos pais.
Ouvir as suas palavras foi estranho. Saber do que também está por trás, quais os sentimentos daquela docente que ainda não sabe se ali fica ou se muda, como vai ser a próxima semana.
É este o papel de um professor que é pai, saber, ou procurar saber, estar dos dois lados [apetece-me dizer da barricada, mas sei que não é nem tem nada de militar], saber, ou procurar saber compreender diferentes pontos de vista sem tomar partido que possa colocar em causa princípios ou oportunidades.
A turma? gente simples, gente boa que está ali ainda por acreditar que a escola é um espaço de oportunidades. E ainda é, e terá de assim continuar.
quinta-feira, setembro 16
desculpabilização
e não há que atirar para trás das costas, isto é, para os antecessores, as atitudes e as incompetências que deorganizam o sistema educativo.
Foi o próprio primeiro-ministro, Santana Lopes, que teve oportunidade de referir e salvaguardar as continuidades com o seu antecessor. Foi ele próprio, com o beneplácito do Presidente da República, que referendou o mesmo programa de governo, as mesmas linhas de acção governativa.
D. Justino tem culpas? tem sim senhor, mas Carmo Seabra também. Se não sabia onde se metia teria de ter a umbridade e a honestidade intelectal de o assumir e recusar.
Se ela não é responsável então sou eu.....
Foi o próprio primeiro-ministro, Santana Lopes, que teve oportunidade de referir e salvaguardar as continuidades com o seu antecessor. Foi ele próprio, com o beneplácito do Presidente da República, que referendou o mesmo programa de governo, as mesmas linhas de acção governativa.
D. Justino tem culpas? tem sim senhor, mas Carmo Seabra também. Se não sabia onde se metia teria de ter a umbridade e a honestidade intelectal de o assumir e recusar.
Se ela não é responsável então sou eu.....
procuram-se
... responsáveis pela situação caótica em que se encontra o ministério da educação, pelo descalabro do regresso ao passado na colocação de docentes, pelo descalabro organizacional, pela falta de responsabilidades.
Só neste país, só neste nosso Portugal à beira mar incrustado, é que ninguém assume as suas responsabilidades.
Chega porra!!!!!!
Foi este governo, com D. Justino, que procurou mudar tudo, revirar o sistema do avesso, desde o pré-escolar ao superior, passando pelo sistema de avaliação, objectivos de ciclos, lei de bases, currículos, colocações, educação especial, acção social escolar, desporto escolar, ensino artístico, leis orgânicas do ministério (2 em dois anos), etc.
E não há responsáveis?!?!?!?!
Só neste país, só neste nosso Portugal à beira mar incrustado, é que ninguém assume as suas responsabilidades.
Chega porra!!!!!!
Foi este governo, com D. Justino, que procurou mudar tudo, revirar o sistema do avesso, desde o pré-escolar ao superior, passando pelo sistema de avaliação, objectivos de ciclos, lei de bases, currículos, colocações, educação especial, acção social escolar, desporto escolar, ensino artístico, leis orgânicas do ministério (2 em dois anos), etc.
E não há responsáveis?!?!?!?!
comentários
... os mais ouvidos traziam à memória os tempos em que, como alunos, ficavamos cheios de contente por ainda não ter professor disto ou daquilo, do gozo que era contar os professores, brincar com ou outrocolega porque tinha professor a esta disciplina mas nós não.
Depois, durante um largo período de tempo, isso foi ultrapassado. Os professores apareciam logo nas primeiras aulas.
Voltamos ao antigamente. Nos maus exemplos e nas más práticas.
Depois, durante um largo período de tempo, isso foi ultrapassado. Os professores apareciam logo nas primeiras aulas.
Voltamos ao antigamente. Nos maus exemplos e nas más práticas.
risos
... é de risos. Cheguei à pouco daquilo a que alguém pretende chamar de início de ano lectivo, mas que mais não é que uma autêntica risota, uma gargalhada deslocada no espaço e no tempo.
No caso concreto fui ao início do ano da filha, 2º ano, inúmeros pais e mães, olhos expectantes, risos entrecortados entre o nervoso miudinho e o contentamento dos reencontros. Os saltos e as correrias, a procura daquela amiguinha que ainda não chegou, da(o) professor(a) com quem mais simpatizamos.
às 09h05 estavamos todos na sala de aula na presença de uma docente que sabemos que não será a titular da turma e de um docente do quadro de zona que não sabe ainda onde fica.
Primeiros comentários, primeiras observações dos docentes para dizer o óbvio, que não há condições para o início do ano lectivo. Para além de não haver docentes, apenas 5 num quadro de 12, tendo funcionado no ano lectivo anterior com 16, também não há casas de banho.
E pronto, podemos ir embora, se quiserem trazer os meninos na próxima 2ª feira, tragam, eu estou cá a partir das 08h15 e entretenho-os.
E a escola passou a ser um entretém.
Se isto não é de risos, não sei o que será uma anedota.
No caso concreto fui ao início do ano da filha, 2º ano, inúmeros pais e mães, olhos expectantes, risos entrecortados entre o nervoso miudinho e o contentamento dos reencontros. Os saltos e as correrias, a procura daquela amiguinha que ainda não chegou, da(o) professor(a) com quem mais simpatizamos.
às 09h05 estavamos todos na sala de aula na presença de uma docente que sabemos que não será a titular da turma e de um docente do quadro de zona que não sabe ainda onde fica.
Primeiros comentários, primeiras observações dos docentes para dizer o óbvio, que não há condições para o início do ano lectivo. Para além de não haver docentes, apenas 5 num quadro de 12, tendo funcionado no ano lectivo anterior com 16, também não há casas de banho.
E pronto, podemos ir embora, se quiserem trazer os meninos na próxima 2ª feira, tragam, eu estou cá a partir das 08h15 e entretenho-os.
E a escola passou a ser um entretém.
Se isto não é de risos, não sei o que será uma anedota.
quarta-feira, setembro 15
óbvio
... pelo menos para mim, esta conclusão a que chegam os técnicos da OCDE.
Ou, nas plavras do Miguel, a escola situada decide sempre melhor quando decide por si.
Não me interessa aqui entrar em discussões sobre a história e a organização deste sistema educativo, desde os tempos da minha avózinha até aos dias de hoje na tentativa desenfreada de incutir orientações neoliberais com as quais eu não concordo. Há trabalhos suficientes e suficientemente pertinentes para essa compreensão e análise.
Já não é assim sobre as possibilidades de organização local, situada, comunitária, chamem-lhe o que quiserem da escola.
Na generalidade dos casos os professores aceitam as responsabilidades que lhes competem e que são, pública, política, social ou organizacionalmente, atribuídas. Mas quando são levantadas questões, umas impertinentes outras nem tanto, os órgãos de gestão despacham rapidamente para canto, as autarquias olham para o lado, os sectores económicos e sociais fingem que não é com eles e, de repetente, os professores ficam com a batata quente na mão. E não há, neste casos, decisão que resista.
Fomos habituados a trabalhar sozinhos, individualmente. Como fomos habituados a não levantar muitas questões, a não questionar sobre critérios, métodos ou orientações e menos ainda sobre decisões. Se falamos em política iriçam-se os pelos e enche-se a boca que aqui não entra política, apenas (in)competência técnica. Falta-nos formação, até na formação, como nos falta humildade para ouvir o outro e conversar com ele, perceber que juntos podemos fazer mais e muito, muitissimo melhor.
Ou, nas plavras do Miguel, a escola situada decide sempre melhor quando decide por si.
Não me interessa aqui entrar em discussões sobre a história e a organização deste sistema educativo, desde os tempos da minha avózinha até aos dias de hoje na tentativa desenfreada de incutir orientações neoliberais com as quais eu não concordo. Há trabalhos suficientes e suficientemente pertinentes para essa compreensão e análise.
Já não é assim sobre as possibilidades de organização local, situada, comunitária, chamem-lhe o que quiserem da escola.
Na generalidade dos casos os professores aceitam as responsabilidades que lhes competem e que são, pública, política, social ou organizacionalmente, atribuídas. Mas quando são levantadas questões, umas impertinentes outras nem tanto, os órgãos de gestão despacham rapidamente para canto, as autarquias olham para o lado, os sectores económicos e sociais fingem que não é com eles e, de repetente, os professores ficam com a batata quente na mão. E não há, neste casos, decisão que resista.
Fomos habituados a trabalhar sozinhos, individualmente. Como fomos habituados a não levantar muitas questões, a não questionar sobre critérios, métodos ou orientações e menos ainda sobre decisões. Se falamos em política iriçam-se os pelos e enche-se a boca que aqui não entra política, apenas (in)competência técnica. Falta-nos formação, até na formação, como nos falta humildade para ouvir o outro e conversar com ele, perceber que juntos podemos fazer mais e muito, muitissimo melhor.
mais do mesmo
... mas em excelente peça esta que nos é oferecida por aquele que, se pudesse, cortava a cabeça ao polvo (pausa para suspirar de pena por não ser eu a cortar-lhe a dita cuja).
Não nos admiremos, portanto, pelos resultados dos estudos da OCDE ou de outros.
Enquando não existir uma linha de orientação, um rumo para este sistema, estaremos sempre, ou quase sempre, a desenrarcar situações, a fazer das tripas coração, a sermos voluntariosos e práticos, empenhados na profissão mas... não saímos do mesmo lugar, muito pó pelo patinar. Arrancar é que não há meio.
Para que esta situação, a constante nos relatórios se modifique, é necessário alterar muita coisa no sistema educativo. E, se me permitem, há que começar por algum lado, por mim comece-se por este governo.
Não nos admiremos, portanto, pelos resultados dos estudos da OCDE ou de outros.
Enquando não existir uma linha de orientação, um rumo para este sistema, estaremos sempre, ou quase sempre, a desenrarcar situações, a fazer das tripas coração, a sermos voluntariosos e práticos, empenhados na profissão mas... não saímos do mesmo lugar, muito pó pelo patinar. Arrancar é que não há meio.
Para que esta situação, a constante nos relatórios se modifique, é necessário alterar muita coisa no sistema educativo. E, se me permitem, há que começar por algum lado, por mim comece-se por este governo.
bom senso
... mas há também que ter um pouco de bom senso em todo este sistema, seja educativo ou outro e, considero eu, se me é permitido, bom senso é coisa que por vezes falta.
O meu filho mudou este ano de ciclo de ensino e de escola. Por critérios internos, que não discuto aqui, a turma de origem foi desmontada, desagregada, desmenbrada e ficam apenas dois , três no máximo quatro alunos por turma daquela conjunto que antes eram praticamente 20.
Quando pergunto quais os critérios que presidiram à elaboraçãio/constituição das turmas fico com a clara sensação de me estar a emiscuri em áreas onde não sou chamado, a levantar uma discussão em que os senhores professores não estão habituados a ter nem estão, mais interessante ainda, interessados em iniciar. É problema deles e se procurarem responder a todas as solicitações que os pais/encarregados de educação apresentam então não estabilizam nem as turmas nem os horários. É correcto este ponto de vista. Mas se existem queixas, poucas ou muitas como me fizeram sentir, é apenas sinal de desagrado, descontentamento e, por vezes, de falta de bom senso na constituição das turmas.
Particularmente, e aqui reconheço que me senti, quando percebo e é evidente que se reunem grupos de excelência e outros que logo se verá como são.
A soberba e a arrogância profissional sempre foram coisas que me irritaram solenemente. Quando a encontro na minha profissão fico piurço.
O meu filho mudou este ano de ciclo de ensino e de escola. Por critérios internos, que não discuto aqui, a turma de origem foi desmontada, desagregada, desmenbrada e ficam apenas dois , três no máximo quatro alunos por turma daquela conjunto que antes eram praticamente 20.
Quando pergunto quais os critérios que presidiram à elaboraçãio/constituição das turmas fico com a clara sensação de me estar a emiscuri em áreas onde não sou chamado, a levantar uma discussão em que os senhores professores não estão habituados a ter nem estão, mais interessante ainda, interessados em iniciar. É problema deles e se procurarem responder a todas as solicitações que os pais/encarregados de educação apresentam então não estabilizam nem as turmas nem os horários. É correcto este ponto de vista. Mas se existem queixas, poucas ou muitas como me fizeram sentir, é apenas sinal de desagrado, descontentamento e, por vezes, de falta de bom senso na constituição das turmas.
Particularmente, e aqui reconheço que me senti, quando percebo e é evidente que se reunem grupos de excelência e outros que logo se verá como são.
A soberba e a arrogância profissional sempre foram coisas que me irritaram solenemente. Quando a encontro na minha profissão fico piurço.
atenção
... há que chamar a atenção para o canal de educação das notícias do Público.
Conjunto deveras pertinente de notícias em dia em que a educação, pelas colocações ou falta delas, pelos estudos da OCDE, pelas taxas de escolarização e pelos conhecimentos dos alunos portugueses, é destaque em praticamente todos os telejornais portugueses.
Pena é que só nos lembremos da escola e da educação em dias destes. Nos outros também há escolas, também há alunos, também há problemas.
E acreditem que não há mais problemas porque muitos dos profissionais da educação conseguem dar muitas voltas e fazer com que isto até funcione.
Conjunto deveras pertinente de notícias em dia em que a educação, pelas colocações ou falta delas, pelos estudos da OCDE, pelas taxas de escolarização e pelos conhecimentos dos alunos portugueses, é destaque em praticamente todos os telejornais portugueses.
Pena é que só nos lembremos da escola e da educação em dias destes. Nos outros também há escolas, também há alunos, também há problemas.
E acreditem que não há mais problemas porque muitos dos profissionais da educação conseguem dar muitas voltas e fazer com que isto até funcione.
terça-feira, setembro 14
repensar a escola
... a partir de referências bibliográficas fui dar com o sítio desta revista, repensar a escola - rethinking schools.
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A merecer a atenção, particularmente para aqueles que trabalham o currículo ou as inter-relações em sala de aula.
A merecer a atenção, particularmente para aqueles que trabalham o currículo ou as inter-relações em sala de aula.
autonomia
nunca sabemos quando estamos prontos para o passo, seja do que for.
Hoje o filho, o mais velho, foi pela primeira vez ao cinema sem a companhia de um adulto, apenas companhias menores. Os pais, de um e de outro lado, trocavam olhares, comentários em surdina, numa ânsea de desistência à última da hora. Nada de mais errado. Lá foram, lá compraram os bilhetes e as pipocas e me disseram até logo. Faço figura de homem, pois o pai que é pai só tem de se orgulhar da autonomia dos filhos.
Mas não deixo de pensar que o tempo em que os dentes davam trabalho definitivamente acabaram. Agora, os trabalhos são outros.
Hoje o filho, o mais velho, foi pela primeira vez ao cinema sem a companhia de um adulto, apenas companhias menores. Os pais, de um e de outro lado, trocavam olhares, comentários em surdina, numa ânsea de desistência à última da hora. Nada de mais errado. Lá foram, lá compraram os bilhetes e as pipocas e me disseram até logo. Faço figura de homem, pois o pai que é pai só tem de se orgulhar da autonomia dos filhos.
Mas não deixo de pensar que o tempo em que os dentes davam trabalho definitivamente acabaram. Agora, os trabalhos são outros.
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