quinta-feira, setembro 9

faz de conta

... o que mais me enerva, o que mais me irrita em toda esta situação de início de ano lectivo é a verdade e a clareza das palavras do Miguel.
O que reforça este meu péssimo sentimento de incomodidade é saber que este país de faz de conta não se circunscreve à educação ou à escola, é mais amplo, mais abrangente, mais anedótico do que aquilo que possamos pensar.

irregularidades

... estas notícias apenas mostram o desespero perante um concurso onde as probabilidades de acontecer algo de bom a quem quer que seja eram mínimas, ínfimas, insignificantes e as preocupações familiares cresciam na exacta proporção das angustias.
Não quero desculpabilizar aqueles que cometeram as eventuais irregularidades. Quero chamar a atenção para o desespero de quem optou por ser docente.

quarta-feira, setembro 8

um regresso

...ou talvez não.
Hoje de manhã, reunião geral de professores na minha escola. Ideias gerais, os habituais lugares comuns de um início que não se sabe se é ou não.
Olhares intranquilos, ângustias, algum sentimento de desespero à mistura. Incapacidade porque impossível organizar horários, distribuir tarefas, verificar funções.
Como se mais de metade dos presentes concorreram, por afectações, destacamentos ou preferências.

troca de olhares

...não me interessa se próximos ou distantes.
O Miguel desafia-nos para a discussão, para a troca de ideias, para uma utilização talvez mais construtiva desta blogosfera.
Troco com ele, e com todos aqueles que espicaçam a curiosidade e o sentido de sermos professores, ideias e pontos de vista. Atenção que não procuro dizer que detenho a verdade, longe de mim tal pretensão. Mas sublinho que, de momento, estou convencido das alternativas que defendo.
Relativamente ao posta do Miguel digo que o único voto a que o professor estará, ou deverá estar, sujeito refere-se à sua própria capacidade de entender e definir o mundo que o rodeia. Tal como qualquer outro profissional, em que sector seja, caso não pense aquilo que faz corre o sério risco de ser substituído por quem o faça - brasileiros, ucranianos, espanhóis, ou outros.
Mas considero também que há espaço e oportunidades suficientes na escola para que todos possam e devam ter um espaço que designam de seu. Seja a pensar a sua profissão, seja a serem operários, seja a organizar modos, espaços ou recursos. A necessidade fundamental diz respeito à capacidade dos professores se organizarem para responderem a estas e a outras questões.
Deixar os professores serem apenas e somente professores é desperdiçar oportunidades e muitas capacidades.
Já agora quanto ao facto de não existirem mais participações na blogosfera estou certo que se prenderá com a indefinição e angustias em que muitos colegas estão envolvidos. O tempo o dirá.

terça-feira, setembro 7

actualização

... de links, quer nas actividades curriculares, enriquecida com a in-quietude de mais uma colega que apenas agora, e com muita pena minha, referenciei, e ainda com uma ideia que pode ser extremanente interessante, não tivesse contributos diferenciados e assumi-se a sua paixão da educação (onde é que eu já ouvi isto??).
Actualização tambémnas actividades extracurriculares onde aparecem ene coisas, todas elas atraentes, leves, de consumir, de devorar de um fôfego só.
Não me encontro referenciado em nenhum dos blogues, mas não se trata de reciprocidades. Não solicitei as devidas, e por vezes, necessárias, autorizações para os colocar aqui. Espero que ninguém leve a mal.
Já agora um esclarecimento que penso dever a alguns daqueles que por aqui passam. Nunca procurei referenciar blogues do ensino superior, a não ser que por uma qualquer razão me sinta atraído - pela escrita, pela temática, pela disposição, pelas ideias - situação que acontece com aqueles que se encontram referenciados. Todos os restantes, aos quais solicito as devidas desculpas, deixo para outros contextos, pertinentes também, mas noutros lugares e noutras oportunidades.

segunda-feira, setembro 6

não acredito

... que seja indiferença ou falta de argumentos. Quero apenas acreditar que são outras preocupações, outros afazeres que fazem com que os comentários aos artigos de Anónio Barreto (no Público de ontem e de hoje) se cinjam a exactamente três dos blogues que constam na lista das minhas actividades curriculares.

fábulas

... não é todos os dias que um blogue de uma colega entra no top mais do sapo, apesar de este andar pelas ruas da amargura.
Mas tenho e devo destacar as fábulas (e que, à semelhança de outros, também se mudou para novas paragens) da nossa colega saltapocinhas que tem andado na ponta do rato de muita gente. Ora ainda bem.

o falhanço de um sistema

Desde que escrevo num ou noutro destes espaços, que afirmo que o sistema educativo está falido, que falharam objectivos de democratização do ensino e, em particular, da escola. Que existem franjas (pelo lado inferior, mais visível e presente do insuceso, mas também pelo lado superior, da qualidade e da excelência) que são objectivamente excluídas do sistema, enviadas para as escolas profissionais ou para os centros de formação, uns, ou para o ensino privado ou para sistemas alternativos considerados de elite, outros.
As escolas não estão preparadas para lidar com uma tão grande massa de gente, com interesses tão diferenciados, objectivos por vezes divergentes se não mesmo contraditórios áquele onde se inserem. Como o próprio sistema educativo cai de maduro quando procura uniformizar realidades tão diferentes quanto divergentes, oriundas de um interior pobre, rural e ruralizado, onde predominam valores escolares e educativos ancestrais e os princípios são ainda oriundos do Antigo Regime salazarista, e um litoral desenvolvido, claramente integrado na união europeia, com interesses sociais, culturais e políticos marcados por dinâmicas que vão muito para além do ritmo da escola, onde esta colide com ofertas tão diversificadas quanto o podem ser a televisão, o desporto de alto rendimento, os ginásios ou outras infraestruturas - quando não mesmo outros ambientes mais nocívos.
O modelo organizacional da escola está mais próximo da fábrica do que do escritório numa sociedade há muito terciarizada, tecnologicamente informada e socialmente dotada. A cultura escolar encontra-se a milhas de muitos dos jovens que a frequentam, não por ser excessivamente formal, não por contrariar hábitos ou veicular outros ideais. Simplesmente porque os jovens não se reconhecem naquele meio, nem reconhecem qualquer interesse (social, cultural ou económico) à escola.
Hoje a escola não é um degrau na ascensão social, como facilmente se pode constatar perante o reconhecimento social do jovem licenciado ou nas contrapartidas financeiras de quem inicia uma carreira.
A pertinência dos artigos de António Barreto é de destacar apenas porque sempre chamou os bois pelos nomes, e nada vale a um pequeno sapo, uma qualquer gota de água num imenso charco, dizer que o rei vai nu. Fica-se (e muitas vezes me tem acontecido) mal visto perante colegas, como se é acusado de polítiquices e politiqueiro, ou de traquinices próprias de um esperto.
Como o afirmo há muito, ou somos nós, profissionais da escola, elementos fulcrais neste processo, a definir um novo figurino organizacional (que passa também por questões profissionais e laborais) ou algum político o fará por nós, com custos sociais e profissionais claramente superiores.
A opção é nossa. É esta discussão em estou interessado desde o primeiro momento. É por esta ideia de escola que me bato, em qualquer palco.

da nova escola

A discussão, talvez graças aos artigos de António Barreto, está claramente em aberto e apela-se a outros participantes, a outras iniciativas no sentido de criar uma alternativa.
O Miguel pergunta sobre qual o papel do Ministério da Educação numa escola que pertence à sua comunidade. Respondo que lhe competirá ser o elemento regulador do sistema, esbatendo diferenças, colmando falhas, corrigindo desvios e inoperacionalidades, criar alternativas às entropias do sistema. Ou seja, competir-lhe-á definir quais as grandes linhas de orientação, qual o currículo nacional, quais os objectivos e a missão para o qual o sistema deva caminhar ou apontar baterias. Como deverá ser um elemento facilitador, protocolarizando situações (nomeadamente de apoio social), contratualizando apoios (ensino profissional, alternâncias educativas, currículos especiais) ou criando e apoiando alternativas de equidade social.
Quando ao sector profissional, pedra de toque da profissionalidade docente, não há, em meu entender, necessidade de inventar nada, apenas corrigir algumas das situações existentes quer ao nível das escolas profissionais, quer ao nível dos centros de formação - precariedade de trabalho?, talvez mas certo de um fulgor diferente onde o empenho é feito pela profissionalidade e não pelo amorfismo ou pelo atavismo das ideias.

domingo, setembro 5

uma nova escola

O Miguel deixou um comentário pertinente, um ponto de partida para uma discussão onde seria interessante o maior número de participações e de elementos possíveis. Provavelmente pela mudança de endereço e pelas limitações que o próprio sapo tem colocado neste fim de semana, a discussão ficará algo limitada.
Mas avancemos. A escola ou mais adequadamente o novo figurino organizacional da escola do século XXI deverá respeitar os princípios e valores da escola que conhecemos (democracia, participação, tolerância, respeito, multiculturalidade, relação estreita escola/família, entre outros), como deverá estimular novos objectivos.
Quando refiro que é necessário um novo paradigma organizacional da escola portuguesa penso não apenas no falhanço que é adequação da escola às saídas (profissionais ou escolares), à exclusão e ao não respeito pelas minorias e pela diferença, como também na clara inexistência de uma ligação efectiva entre a escola e o seu meio, entre os actores educativos e os restantes protagonistas locais, na clara e manifesta ausência de factores locais de regulação da escola, como lhe chamaria J. Barroso.
A escola que conhecemos procura homogeneizar, integrar a diferença dentro daquilo que algo ou alguém convencionou designar de norma e de normal. Como a ligação com o local é forma, despida de qualquer laço ou ligação de responsabilidade, como o próprio local não reconhece a escola como sua (a não ser que existam factores exógenos de ameaça - encerramento, junção, deslocalização, entre outros).
Como é patente que quer o modelo político-administrativo centralizado falhou mas que a autonomia, por ausência de um sentido político local, falhou também. Há necessidade de contrabalançar entre um e outro nível, criando factores de participação e responsabilização dos actores locais no devir educativo.
Há, permita-se-me a metáfora, que deitar abaixo os muros e as grades da escola e fazer desta mais um bairro, um entre todos os outros que existem, que se leve para a escola aquilo que interessa à sua comunidade, às suas gentes. Que se seja capaz de integrar uma lógica nacional em interesses que são locais. Que seja capaz de promover o local como um espaço próprio e específico de um contexto nacional, mas que (de)tem problemas e problemáticas que lhe são específicas. É por estas e por outros que se criticam os elementos das direcções regionais ou os demais políticos de desfazamento face ao que se passa nas escolas, no terreno.
Isto só é possíovel desde que o modelo organizacional da escola seja diferente daquele que hpje existe mas também só será possível se os seus principais actores (os professores) assim o interpretarem e desejarem.

da escquerda e da escola

Ao contrário do artigo e da opinião de António Barreto, não considero que a esquerda se tenha enganado. A esquerda teve e terá o seu papel na definição de um modelo de escola e de sociedade.
Se se acusa a esquerda de copiar, mediante as terceiras vias ou outras, o modelo económico liberal, não podemos agora acusar essa mesma esquerda de exportar um modelo de escola para a direita.
A apropriação do(s) discurso(s) educativos quer pela direita quer pelas massas não deve se considerado um engano, antes uma acção determinante no envolvimento e na participação de um devir histórico.
Agora também concordo quando se deduz que o modelo escola, as características organizacionais da escola, nomeadamente da portuguesa, estão desfazadas de um contexto, de um tempo.
Preparada e definida para dar as respostas à massificação e à democratização da escola este modelo deve ser repensado e deve de existir a capacidade suficiente para uma criação, a definição de um modelo de escola para o século XXI.

nova escola

Belissíma peça esta que António Barreto traz à baila.
São outros argumentos, um outro ponto de vista a confirmar que não chega a democratização, a autonomia, a massificação. Que, apesar das suas vantagens óbvias e evidentes, este modelo de escola encontra-se esgotado, ultrapassado.
Que há necessidade de ultrapassar o isolacionismo, o acantonamento, o fechamento, o individualismo em que a escola tem estado inserida, como se a coisa da educação fosse exclusiva da escola e dos professores.
Há que ultrapassar dicotomias, divergências e receios, fantasmas.
A escola, a nova escola, a nova orientação organizacional da escola dever-se-á pautar pela integração, pelo pluralismo e pela tolerância. Como? integrando todos aqueles que num dado contexto se relacionam, directa ou indirectamente com a escola. Chamando à tomada de decisão, mas também de responsabilização, pais encarregados de educação, autarquia, forças económicas e sociais de um concelho de uma região, interesses colectivos e culturais, agentes desportivos e recreativos.
Ela já existe na Assembleia de escola? digam-me uma em que exista debate, definição e orientação política, criação de estratégias e modelos, de uma gestão adequada entre conselho executivo e assembleia de escola.
Não podemos deixar na mão dos professores e da escola a responsabilidade de educar e instruir uma população, de preparar os jovens para o futuro. Todos devem ter a sua responsabilização na definição de modelos, de objectivos, de perspectivas, de oportunidades de futuro.
A escola não pode ficar limitada e condicionada aos modelos de alfabetização de massas ou de instrução de públicos, nem se deve ficar pela formação inicial. A escola deverá ser capaz de envolver públicos, criar novos e diferentes públicos, definir linhas de rumo num concelho e numa região, como deverá ter participação na formação profissional, na formação continua, na reconversão profissional.
A escola terá de ser diferente para respeitar as diferenças, os interesses e objectivos diferenciados de toda uma população. Como deverá ser capaz de criar alternativas ao desemprego de licenciados, criando alternativas à prossecução de estudos, à valorização excessiva do canudo.
A escola terá de se organizar de modo diferente, diferenciado, plural e dinâmico. Deixar as escolas entregues exclusivamente aos professores e ao ministério da educação é limitar, excessivamente, os interesses e as capacidades daqules que são os profissionais da escola.

sexta-feira, setembro 3

abrupto

... JPP, o dono do abrupto, tem andado a publicar crónicas do Padre António Vieira, relativas ao aprender, conhecer, saber e, se se pode criar a ligação, ao ensinar.

Chega-se, ou pode-se chegar a uma conclusão, para ensinar há necessidade de termos fé, muita fé, sermos crentes em Deus e na Sua palavra. Porquê?, Apenas por clara e manifesta necessidade de ultrapassar as vicissitudes de termos de aturar este ministério.

das situações

A Visão desta semana apresenta um apontamento de reportagem sobre a situação mais ou menos indefinidade de milhares de docentes. Aqueles que, independentemente do tempo de serviço mas claramente condicionados pelo curso ou pela idade, andam de lado para lado, à procura de gente, à procura de uma escola onde possam fazer aquilo que sabem e que gostam.
Não comento esta situação, sabemos o que ela é, sabiamos, previamente, com o que contar e quais as regras deste jogo. Como não comento do papel do Estado quanto à sua intermediação na relação entre formação incial e mercado de trabalho.
Não comento nada. Permitam-me, no entanto, perguntar:
  • como se pode, nestas condições e nesta situação pereclitante, pensar a escola?
  • como podem as escolas ser espaços de aprendizagem e troca de conhecimentos mútuos, entre alunos e professores, entre professores e encarregados de educação/comunidade, quando sabemos que temos prazo de validade na relação estabelecida?
  • como se podem definir objectivos de ciclo quando, muitos, nem um ano lectivo chegam a estar na escola?
  • como se pode apelar à qualidade da educação, ao aumento da qualidade das nossas escolas, quando estamos preocupados com os filhos distantes, se dormiram, se comeram, se estão bem?
  • com que legitimidade se exige ao docente o domínio de tecnologias, didácticas, conteúdos, conhecimentos e informações quando anda mal dormido, mal comido e preocupado com aqueles perante os quais tem maiores e mais legítimas obrigações, os filhos?
Continuar a exigir à escola e aos seus profissionais, competências, qualidades, empenhos e dedicação sem nada em troca, é como pedir o céu e a terra em troca de um sorriso. Mas não haja dúvidas que este sistema educativo, tal como está montado e articulado, não merece, em muitos dos casos, os professores que tem. Quer pela dedicação de muitos dos seus profissionais, como pelo distanciamento que muitos também criam, seja por protecção e segurança emociaonal própria, seja porque a mais não se sentem obrigados.

quinta-feira, setembro 2

não fui

mas devia ter sido eu a escrever isto. Bela posta, com tudo lá, saliente a leitura que um secretário de estado tem do seu papel.
Talvez como muitos outros, arrependido de não ter ficado no superior.
Não há mais comentários, nem são precisos.

circulos fechados (remake)

O Miguel, e os comentários que suscitou, trazem à baila um tema pertinente, interessante e deveras acutilante. Quer na forma como foi colocado, quer na forma como é suscitada a conversa.
Fazia falta este espicaçar de ideias, de procurar iniciativas, despertar vontades e acções, muitas vezes escondidas no sossego de uma secretária, atrás de um ecrã, na indiferença do desconhecido.
A blogosfera, depois de trazer um espírito de participação, envolvimento e debate enreda-se nas suas próprias malhas e ficamos carentes do olhar do outro, da sua opinião, do seu comentário. Sempre me surpreendeu como é que há blogues que apresentam dezenas de comentários e outros, como este mesmo, um ou outro, disperso nas postas que coloco, nos temas que abordo. No entanto, tenho consciência que sou lido, que há gente que por aqui passa e comenta, única e simplesmente mediante um encolher de ombros, com um sorriso de cumplicidade ou de complacência, num pensar para si mesmo e, quando possível, no trocar de palavras comigo mesmo, em jeito apresado.
Mas, numa análise superfiacial e rápida pela generalidade dos blogues é possível verificar que se está a escrever para nós mesmos, pescreve-se para o que escreve. Quase que numaforma de auto-deleite, pessoal admiração, reconhecimento próprio e individual. Vão para além do género de diário, de post it, de qualquer razoabilidade e aparentam um deleite próprio escrevendo em circulos fechados.
As ideias enredam-se, esgotam-se, carecem de fundamentos, argumentos, elementos que permitam consolidar ideias e opiniões. A discussão muitas vezes não chega a existir. Ou porque não existiu um tema central ou porque não existe o reconhecimento desse interesse, dessa discussão, desse tema.
Estimula-se a ousadia da escrita, do argumento, mas, não sendo vulgar nem ordinário, raramente é merecedor de réplica, de contra-argumentação. [E isso é visível nos blogues cá da terra apesar do Miguel partir de uma outra perspectiva. ]
E não é necessário analisar blogues específicos, sectoriais ou temáticos. É visível na generalidade dos blogues.
Não existe, em muitos casos, não em todos, felizmente, sequer uma preocupação de desmontagem dos discursos, das ideias, da desocultação de princípios e valores que podem sustentar outros olhares.
Assim sendo, escrevemos para saber que somos capazes de escrever, para se afirmar este reconhecimento. Mas em circulo fechado.
Miguel, está iniciada a conversa??

menti

... tenho que assumir esta minha culpa.Depois de escrever a posta anterior, resolvi mudar a secretária. Conclui que não gostava de escrever na posição em que estava. Fez-se pausa e rectificou-se a siatuação, isto é, a posição.Agora sim, penso que estão reunidaas as condições para o arranque.

e pronto

... apesar de alguma contrariedade, a despeito de alguma angustia que ainda permanece, apesar de um ou outro sentimento de ansiedade estou pronto, assim o sinto, para um novo ano lectivo.
Pelo menos este meu espaço, onde passo o meu tempo, onde navego e escrevo, onde oiço a chuva e sofro dos calores do verão, está pronto, arrumadinho para um novo ano lectivo. Secretária impecável (até quando?), estantes prontas a receber novo material, pastas, fichas e demais material de apoio idem aspas, aspas, pronto a ser preenchido, a perder a sua tonalidade branca a ganhar novos riscos, traços de uma ou outra ideia, descrições de situações, momentos, palavras ouvidas ou pensadas, planos, esboços, esquiços de vontades.
Vamos a isso?.

quarta-feira, setembro 1

saudades do futuro

... passei pela escola onde estive até ontem. Saudades? talvez, das pessoas, de algumas pessoas, de alguns momentos.
Esta vida de professor é um eterno princípio, todos os anos, por esta altura, novas caras, novos nomes, outras gentes, outros modos, novas formas de organização. Começamos como se nada tivesse acontecido antes. Passamos o primeiro período a aferir conceitos, definir linguagens, harmonizar procedimentos, compreender a posição do outro.
E falava o senhor D. Justino em estabilidade do corpor docente. Boa.

e pronto

... cumpri o meu ritual. Apresentei-me na escola da qual sou efectivo.
Alguma surpresa mimha quando deparei com a secretaria cheia de gente que apenas tinha como intenção a apresentação.
Terá sido panorama igual em muitas, demasiadas outras escolas deste país.
Agora é esperar.
Comentava o presidente do conselho executivo, que podemos nós agora fazer, reunir os grupos para preparar o ano e depois se iniciar o trabalho com menos de metade das pessoas que estiveram nas reuniões porque se vão embora?, aguradar até quando esta situação?.
Claramente não é fácil gerir uma escola onde grande parte do docente é instável. Como não é fácil metermos na cabeça que, apesar de iniciado o ano, ainda não sabemos, muitos de nós, o que vamos fazer, onde vamos fazer, com quem.
Malhas que este governo tece e na qual nos enleamos.