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segunda-feira, novembro 12

dali

agora, depois de uma simples pausa, vou ali e já venho;
não sei se terei oportunidade de escrever; se tiver, fá-lo-ei sem acentos; senão tiver essa oportunidade fica para depois, para a próxima semana;
não desisto, é apenas uma saída deste local, um desvio para um outro, em que me ausento, sem deixar este espaço, apenas uma pausa, um interregno;
vou ali e já venho;

segunda-feira, novembro 5

da disciplina

à medida que a escola se diversifica, que as situações conjunturais mais influência e presença têm sobre a escola, mais e mais graves situações relacionadas com a disciplina se manifestam;
se é certo que, genericamente, o interior não denota ainda as situações de indisciplina "típicas" de algumas zonas suburbanas ou de guetos sociais dos arrabaldes das grandes cidades (onde, mais que indisciplina, é a violência a graçar), é também certo que existem cada vez em maior número situações de incómodo, transtorno, irregularidade dos quotidianos educativos;
agora, na minha escola, fui nomeado instrutor de um processo disciplinar; mais uma oportunidade para ouvir de sua justiça e perceber o que está por detrás de tantas destas situações e procurar compreender eventuais modos de os contornar;
certo que não existem soluções tipo aspirina ou pronto-a-vestir, mas situações que precisam de contextos, situações e circunstâncias próprias, sempre individualizadas, sempre fulanizadas;

quinta-feira, novembro 1

da metáfora

na azeitona, sem mais para fazer, faz-se e pensa-se, criam-se metáforas que possam associar uma acção/actividade com as minhas preocupações, para já (por muito incrível que possa parecer) só tenho uma, a minha tese;
no meio dos ramos ocorria-me a ideia, por vezes, para ver o próximo temos de nos afastar; outras, apesar de vermos temos de nos desviar para conseguir alcançar o objectivo;
como dei por mim a perceber que o fácil nem sempre é o mais imediato; os ramos mais próximos ficavam para o fim, para a segunda ou terceira volta; aqueles que estavam mais distantes por vezes eram os mais rápidos;
são metáforas, senhores, essas as ideias que nos servem para alguma coisa;

terça-feira, outubro 23

da estruturação

das conversas, do pensar, dos diálogos;
nas coisas que envolvem os comportamentos, as situações de indisciplina (sejam elas o que forem) há sempre, entre diferentes dimensões, duas que se destacam na e para a sua análise e avaliação;
uma diz respeito aos modelos de comportamento que se encontram, ou podem encontrar, associadas à indisciplina; ou seja, uma determinada situação, um comportamento, um acontecimento que terá de ser considerado imprevisto, não perspectivado, traz um modelo contrário, de relação entre alunos e professores, um padrão de comportamento (como é que o aluno se deve comportar em sala de aula, como é que o professor se deve comportar nesse contexto); estes modelos e estes padrões estão de tal modo "naturalizados" na acção educativa que, muita das vezes, é impensável perspectivar outros modos, outros modelos, outros padrões; e, habitual e genericamente, eles remetem para um tempo em que o sistema educativo era para uns quantos, a selectividade "quase" que natural, as diversidades eram homogéneas e as autoridades impostas e assumidas; por muito que gostássemos, por muito que o queiramos, por muito aprazível que pudesse ser para a prática pedagógica hoje não é bem assim;
um segundo relaciona-se com aquilo que se poderá designar de "fontes de estruturação do quotidiano" (frase feliz e certeira de Machado Pais na "Sociologia do Quotidiano"); fontes que, muita das vezes, são as mediáticas, que impõem determinados conceitos e determinadas problemáticas; ontem, aquilo que sobressaiu em alguns dos comentários foi a implicação dos relacionamentos entre professores e alunos no contexto da avaliação de desempenho dos docentes;
entre os modelos "naturalizados" e as "fontes de estruturação do quotidiano" há que pensar e discutir, falar e analisar, criticamente, reflexivamente, esses quotidianos para que se possa ultrapassar essa naturalização e pensar outros modos de organizar a escola e a relação pedagógica;
estes são os desafios de uma outra estruturação dos nossos quotidianos;

dos comportamentos

tive oportunidade de assistir a uma reunião onde se abordavam os comportamentos; num grupo/turma rotulado de complicado, com casos complicados deu-se conta da análise e do diagnóstico da situação como se procuraram definir caminhos de, direi, remediação;
duas notas neste contexto;
a ausência quer dos alunos, quer dos encarregados de educação; apesar de o director de turma ter dado conta dos contactos efectuados e dos procedimentos adoptados que visaram, particularmente, os encarregados de educação, nenhum foi convidado a estar presente, nenhum foi ouvido na sua quota parte de responsabilidade na acção e nos comportamentos dos filhos; como os alunos, apesar de visados em todo o processo, apesar de reconhecedores, como foi dito, dos comportamentos e das atitudes, conscientes das suas implicações, a discussão ficou cingida aos professores; tal situação leva ao dilema das incapacidades, quando são os professores os únicos a definir os procedimentos, a criar os processos, os únicos actores de uma acção que envolve e implica diferentes partes, pode conduzir à situação de impasse, bloqueio, incapacidade; e não é incapacidade, é má estratégia;
segunda referência, o dito, os comentários, a análise foram sempre no sentido de envolver os alunos na resolução das estratégias, na implementação das medidas; poucos foram os comentários a ficar fora deste contexto, ainda que numa ou noutra situação se procurasse uma "clinização" dos comportamentos, isto é, remetê-los para a sua dimensão clínica, para os apoios educativos, para a despistagem de problemas psicossociais, o certo é que as medidas visavam, nos ditos, o envolvimento e o comprometimento; mas o que acabou decidido vai no sentido de estratégias intimidatórias, longe do envolvimento e comprometimento dos alunos; vai no sentido de se comunicarem situações em vez de se procurar um diálogo com as partes envolvidas;
ou muito me engano ou, no curto prazo a estratégia até poderá surtir alguns resultados, a intimidação é sempre curta, mas, no médio prazo a situação tenderá a repetir-se senão mesmo a agravar-se e os sentimentos de incapacidade, impotência, angústia e stresse a manifestarem-se;

sexta-feira, outubro 19

da reunião

apesar de não assumir a minha escola como lócus de construção do meu projecto de investigação, não resisto a assistir, na primeira fila, a determinadas situações que se relacionam, de modo muito directo, com a problemática que trabalho e defino como objecto de estudo, a disciplina e os comportamentos educativos;
na próxima segunda-feira há um conselho de turma com um único ponto na ordem de trabalho, analisar os comportamentos da turma;
solicitei, pelo meu interesse, autorização ao director de turma para poder assistir, qual fantasma invísivel; estou interessado em ouvir as ideias que se tecem nessa análise, qual o papel que compete a uns e a outros, qual o nível de responsabilização atribuído e definido, quais os recursos inventariados para lhe fazer face, quais os instrumentos e a sua coerência para que se afirmem as conformidades (social e pedagógica);
correctamente o director de turma disse-me que ia colocar a situação ao conselho e que, em face da resposta, poderia, ou não, participar;
é uma oportunidade de perceber como se constroem instrumentos de regulação de comportamentos;

quinta-feira, outubro 11

do parado

tenho de reconhecer e assumir que tenho tido a minha tese em banho maria;
não sei se há espera de ideias, se apenas a descansar sobre alguns dos assuntos que me preocupam;
no meio das conversas tenho tido a oportunidade de ler o Terrear e daí reforçada a minha opção de assumir a disciplina e não a indisciplina na escola como elemento central do processo de investigação;
isto porque toda a concepção das regras, das normas e da definição das condutas pressupõe um determinado modelo de organização da escola e da sociedade, de qual o papel que compete a cada um, das relações que se podem estabelecer;
as situações de indisciplina, muito mais contextuais e individuais (ainda que sempre relacionais e decorrentes de uma interacção) olham um momento, uma situação, um acontecimento;
prefiro ir além disso e procurar perspectivar como se integra a alteração de comportamentos, de públicos e de situações no quotidiano educativo e escolar e isso se reflecte quer na disciplina da escola quer no quadro de regulação do professor face à conformidade social e pedagógica;
agora falar disto não é fácil;porque é um tema premente e urgente, quente e pertinente onde se procuram soluções tipo pronto-a-vestir, que não existem, medidas práticas e individuais, onde são todas circunstanciais, onde todos temos uma ideia, uma opinião sobre as situações e, acima de tudo, uma responsabilidade a atribuir (aos pais que não educam, à sociedade permissiva, ao aluno irrequieto, ao Estado desqualificador, ao governo incumpridor, desautorizador);
mas tenho de deixar de estar parado e procurar avançar, para algum lado...

segunda-feira, outubro 8

da ilusão

no âmbito do meu projecto de investigação, tenho entrevistado professores sobre as suas considerações relativamente às alterações do sistema educativo;
tenho procurado aqueles docentes que, por uma ou outra razão, há mais tempo estão na escola; e tenho tido a felicidade de referenciar elementos que ali estão desde os anos 70;
nas suas considerações sobre as modificações do sistema, há uma ideia que atravessa, de modo mais ou menos expresso, os diferentes docentes, a de desilusão; logo após o 25 de Abril de 1974 todos pensavam mudar o mundo, o sistema, trabalhar com e para a comunidade, formar outro tipo de cidadão, outras mentalidades, outras lógicas;
passado o tempo o que encontro situa-se entre a conformidade (funcional) e a resignação do fim das ilusões;
e isto é grave, pois a profissão de professor não vive sem ilusões;

quinta-feira, outubro 4

a construção do aluno

começo pela construção do aluno;
o comentário deixado é de todo em todo pertinente, ainda que possa não ter sido essa a intenção nem o objectivo;
ao tratar a questão da disciplina e não a da indisciplina na escola, vou exactamente à procura dessa dimensão da construção não apenas do aluno mas do próprio cidadão;
se é certo que o Estado Novo procurou e inculcou uma determinada ideia de aluno e de cidadão, a democracia não lhe ficou isenta e tem procurado, de acordo com os seus objectivos e as finalidades que se lhe encontram inerentes, definir um dada ideia de cidadão; os discursos em redor da autonomia das escolas, do sucesso educativo ou simplesmente do papel da escola a tempo inteiro ou do tal plano tecnológico, são disso exemplo e consideram a escola enquanto elemento instrumental ou funcional na acção discursiva - e política;
a questão que se coloca é a de que a uma ideia de escola corresponde, inevitável e incontornavelmente, uma ideia de sociedade e, por seu intermédio, uma ideia de qual a posição, a atitude e os valores que o aluno, enquanto futuro cidadão, deve veicular, para o qual deve estar preparado;
o Estado Novo teve a particularidade de preparar o cidadão como se não precisasse da norma, levando à própria construção interna da norma, enquanto preceito individual, natural e não enquanto imposição; é por isso que muitas dessas normas ainda hoje vigoram, quase que subliminarmente - naturais, normais;
ora a ideia que procuro tratar passa exactamente pela ideia de cidadão que a escola, por intermédio de uma dada ideia de disciplina escolar, tem veiculado enquanto imagem do cidadão, da pessoa, da democracia; nesta construção cruzam-se saberes (sociais, políticos, educativos, médicos, entres outros) que acabam por ter sérias implicações nos currícula, nos instrumentos de regulação dos comportamentos individuais;
é esta construção do aluno, enquanto futuro cidadão, que, apesar de poder soar muito a Estado Novo (e aqui o comentário tem toda a pertinência) faz sentido perceber como tem influenciado as políticas educativas e definido o papel da escola e da acção docente neste contexto;
obrigado pelo comentário;

quarta-feira, outubro 3

périplos


procuro-me concentrar, focalizar na escrita que tenho de desenvolver, mas, de quando em vez, efectuo desvios, dou por mim a cirandar de um lado para o outro;
ele é mais um artigo, um apontamento, uma referência, ele são tantas as coisas que me desviam que está difícil dar o pontapé de saída para a escrita obrigatória; talvez também por carência de mais leituras, do reforço das ideias;
hoje, a partir do Terrear, foi mais um apontamento sobre (in)disciplina (abre em pdf); interessante, mas não inédito, na utilização da teoria de B. Bernstein; reforça-se a ideia que a normalidade não é comum a todos, o que é normal para uns num momento, pode não o ser num outro momento, nem para outros no mesmo momento; as situações de indisciplina variam em função de circunstâncias, contextos, momentos, sensações, relações, entre muita outra coisa; a própria definição apontada é ainda muito funcionalista, isto é, aponta para as funções definidas por uma relação;
vai daí e a minha proposta é a de estudar a disciplina na escola, mais difícil de definir e de delimitar, mas mais interessante sob o ponto de vista da construção do aluno e da pessoa e das relações estabelecidas em contexto educativo;

sábado, setembro 29

metodologias


Na Aragem fresca do Norte, trocam-se ideias em redor da formas e dos modos de se aprender;
dou, à distância, o meu contributo, numa peça que ontem referenciei;

Considerando que a metodologia actual se afasta dos esquemas livrescos tradicionais;
considerando que os compêndios devem ser utilizados sem prejuízo das técnicas modernas da didáctica, viradas para a aprendizagem e não para a memorização;
considerando que ainda que o espírito científico é, por definição, o espírito de pesquisa e não o da facilidade do "já aprendido", determino:
1. que os docentes procurem utilizar apenas compêndios de tipo tradicional quando haja manifesta impossibilidade de recorrer a outro tipo de apoios;
2. que continue a utilizar-se a documentação distribuída por este Ministério a qual supõe a metodologia activa que importa desenvolver;
o Secretário de Estado da Orientação Pedagógica, Romero de Magalhães;


não conhecem o senhor, não é? pensam que troquei o nome da secretaria de estado?
não senhor, nada disso; o texto refere-se ao despacho n.º 103/76 de 4 de Novembro de 1976;

segunda-feira, setembro 24

conhecimento


para quem gosta da escola e de perceber como as coisas se organizam e combinam, deixo, para apreciação, duas ligações que podem ser interessantes;
o know and pol tem a particularidade de cruzar conhecimento e decisão política e de nele me enquadrar no projecto de investigação que procuro desenvolver;
o new modes of governance a particularidade de cruzar instrumentos e formas/modelos de governação;
se o primeiro está directamente relacionado com a educação, o segundo já necessita de contextualização, considerando que tem como fóco as áreas da saúde e da economia;
um e outro têm como contexto a União Europeia, elemento determinante nos arranjos que os sistemas vão tendo, fruto de orientações, umas reguladoras outras mais regulamentadoras da acção pública;

sábado, setembro 22

engulhos

isto de andar a querer investigar, tal como é exigido num processo de doutoramento, e trabalhar tem as suas coisas e os seus engulhos;
ontem tive a oportunidade de me cruzar com duas colegas que, como eu, andam neste processo;
uma equaciona desistir, fruto das assumidas dificuldades de conjugar o processo de investigação com a profissão e a família; outra, ao fim de praticamente dois anos de trabalho e de ter apresentado um projecto que se encontrava claramente estruturado e orientado ter optado por refazer tudo e regressar à estaca zero, ao ponto de partida;
não é fácil a gestão destes processos fora dos meios académicos e do seu enquadramento universitário;
requer organização e concentração, focalização e rigor;
ao contrário das colegas agora sou eu que tenho espaço e tempo, oportunidade e benefícios para me dedicar a este enredo;
lá para finais de 2009 se dirá de sua justiça;

quinta-feira, setembro 20

instrumentos

tenho andado a trabalhar um conceito, o de instrumentos de acção pública, originários da economia e das ciências do ambiente;
o objectivo é transpo-los para a área da educação, mediante a sua recontextualização em termos de caracterização e dimensionalidades;
referenciei recentemente um sítio na net que dá conta de um trabalho, dirigido por um sociólogo francês, que aborda o mesmo conceito mas na área da saúde;
tirei-me de poeiras e vá de lhe enviar um mail para trocar ideias, leituras, referências, oportunidades;
atão não é que já respondeu?
interessante as analogias que se podem perspectivar e a riqueza da partilha de contributos;

quinta-feira, setembro 13

"quem nos faz como somos"


«Por um lado são os genes que nos obrigam a fazer certas coisas para eles sobreviverem e se aperfeiçoarem no futuro. Por outro são as culturas, incluindo a linguagem, as religiões, os media e todos esses instrumentos de manipulação que também nos usam para assegurar a sua sobrevivência. E, em terceiro lugar, são as relações entre pessoas, às vezes complexas e paradoxais, mas que nos dão alguma margem de liberdade. Felizmente que as imposições biológicas entram muitas vezes em contradição com a formação cultural, se não seríamos autênticos robots! É neste conflito que não ganhamos a liberdade. A possibilidade de sermos como somos.»
uma muito boa surpresa, encontrada quase por acaso nas estantes de uma livraria da terra;

terça-feira, setembro 11

do arquivo


o trabalho em arquivo tem sido riquíssimo;
apesar da minha primeira baliza cronológica assentar em 1977, fruto da primeira publicação do regime disciplinar do aluno, recuei a 1970, para me poder aperceber das principais alterações pós implantação da democracia;
e aí tenho dado com relatos claramente interessantes, que vão desde greves de alunos, ainda antes de 74, a manifestações culturais de professores, logo após 74, a manifestos sindicais, ou a reivindicações de alunos contra determinados programas disciplinares;
entre uns e outros, a percepção que os problemas disciplinares, relacionados com comportamentos, simplesmente não existem, e não existem porque estes alunos eram, pura e simplesmente, excluídos do sistema, por excesso de faltas, do absentismo; restava aquela franja de normalidade que permitia o desenrolar das aulas de forma "normal";

sábado, setembro 8

arquivo


comcei à séria a trabalhar no arquivo que serve de acervo à minha tese de doutoramento;
entre o pó e o calor que ali se faz sentir, a clara diferença entre escolas; aquelas que não guardam a memória e aquelas outras que preservam o passado como se de futuro se tratasse;
isto é, por exemplo, as actas de conselhos de turma apenas são necessárias durante 5 anos; a maior parte das escolas (pelo menos aquelas que conheço, por esta zona) não guardam o acervo, por falta de espaço, por não ser necessário, por etc;
esta tem a memória guardada; consegui, por enquanto, organizar as actas de conselhos de turmas desde o ano lectivo de 1950/51 a 1984/85;
um repositório excecional para perceber a dimensão diacrónica das políticas educativas;

sexta-feira, setembro 7

fim-de-semana

ao longo dos dias que se seguem (fim-de-semana) já tenho um índice de trabalho;
organizar e estruturar o relatório do ano, que terei de entregar até final do mês;
estruturar e arrumar os apontamentos em redor do conceito de instrumentos de acção pública, que gostaria de redigir até final do ano;
entre um e outro, tenho uma transcrição para fazer, que me deverá levar qualquer coisa como entre 4 a 5 horas (foi quase uma hora e meia de conversa);
e depois se verá o que sobra...

segunda-feira, setembro 3

reprogramação

entretenho-me a reprogramar o trabalho em redor a minha tese;
agora, enquanto não conheço ainda as novas dinâmicas e solicitações, procuro recuperar algum do tempo que não tive para um projecto que gostaria de concluir em 2009;
há muita coisa que ficou em stand by, como houve outra que correu mais lentamente que o expectável e que o desejável; é tempo de recuperar algum do tempo, dos afazeres que ficaram preteridos;
como é oportunidade de poder "comparar" situações e retirar, do meu regresso à minha escola, oportunidades de trabalho e de conhecimento; será que os contextos influenciam os instrumentos? que diferenças podem ser identificadas em face das recriações dadas aos instrumentos normativos em face dos contextos?
é tempo de ter tempo...

sexta-feira, agosto 31

life itself


este livro (que me custou os olhos da cara e é o mais fiel protótipo da globalização, uma vez que efectuei o pedido na Amazon inglesa, veio de uma livraria das Américas, com selo postal de Zurique) é um maravilhoso apontamento sobre a política da vida como ela é - numa tradução livre - the politics of life itself;
através dele é possível perceber as evoluções (ou involuções) dos sentidos do poder e da subjectividade influenciados que estão pelas artes médicas;
a medicina sempre foi um dos elementos que mais influenciou a nossa percepção da vida, dos sentidos e dos sentimentos; não apenas a medicina, mas todo um conjunto de áreas que com ela se relacionam, caso da biologia (e as metáforas biológicas ainda estão muito presentes) até à área da psicanálise e psiquiatria, tendo em consideração que o entendimento da doença é uma outra forma de entender a saúde e, por seu intermédio, explicar os comportamentos e os mecanismos da sua regulação;
duro de ler, mas um prazer imenso de descobrirmos outros apontamentos de nós mesmos;