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sábado, julho 7

das maravilhas


ganharam, como se perspectivava (?), aqueles que têm mais gente e consequentemente mais votos;
todas as que ganharam são merecedoras desse destaque; contudo, por que é meu e a ele estou habituado o templo romano, dito de Diana, é para mim uma das maravilhas deste país;

sexta-feira, julho 6

andanças

esta semana tenho andado a passear (é como quem diz) pelo Alentejo, particularmente pelo distrito de Évora;
aproveito o calor para cirandear e conhecer gentes, ideias, projectos, dinâmicas e vontades;
duas ideias se destacam;
por um lado, o claro avanço que se sente um pouco por todo o lado; há dez anos atrás ainda se faziam sentir muitas daquelas que são as questões da interioridade; hoje apenas permanece a cultura de interior;
por outro lado, a progressiva concorrência que uns concelhos fazem aos outros, seja em medidas de atractibilidade de gentes e oportunidades, seja nos arranjos das ruas ou dos jardins, dos espaços públicos;
entre uma e outra das ideias, a referência que apesar de ter levado máquina, optei por não roubar imagens;
eu sei, uma lástima, mas gosto de fotografar com menos luz;

calor

não sei se durará muito tempo, mas está calor, um daqueles dias que, ao sol, sentimos os miolos a derreter;
os mais velhos dizem que finalmente, os mais novos aproveitam para outras "novenas", entre uns e outros o desabafo que quente demais é demais;

quarta-feira, junho 20

eleições


as eleições para a junta de freguesia de Vendas Novas, realizadas no passado Domingo, só foram surpresa para os mais desatentos ou para aqueles que continuam a acreditar em milagres;
não foram, certamente surpresa, para putativos profetas da desgraça, nem para aqueles que ali vivem e actuam;
como socialista reconheço a derrota como reconheço a falta de hábito do confronto com estes resultados;
mas, mais do que os resultados expressos, será interessante perceber os silêncios, as omissões, as ausências, isto é, perceber por onde andam, e como andam, aqueles que optaram por não votar, aqueles que votaram em branco e aqueles que anularam o seu voto;
se levarmos isto em consideração será que se poderá pensar ou perspectivar que se o trabalho político em torno das questões da saúde local tivesse sido realizado de modo diferente os resultados não teriam sido outros?
será que há legitimidade para se pensar que estes resultados serão transferíveis para outros actos eleitorais?
será que há razões, como tem feito o PCP, para embadeirar em arco com os resultados conseguidos mais por falta de mérito dos outros do que por resultados e acções próprias?
não sei se o PS dorme ou se apenas descansa, mas há trabalho, muito trabalho político por fazer e há quem se distraia com questões acessórias;

segunda-feira, junho 18

doces encantos


esta cidade (e esta região) tem muitos e diversificados encantos;
um são os doces, as queijadas de Évora, as barrigas de freira, os queijinhos do céu, a encharcada, o pão de rala, entre tantos e tantos outros;
esta montra é uma das poucas que na cidade lhes dá destaque e visibilidade;
é uma doce tentação;

quarta-feira, maio 23

administração


é um reconhecimento, desde sempre o disse e o escrevi por inúmeras vezes, gosto de ser professor, como gosto de trabalhar na administração pública (AP);
isto porque não consigo perceber determinadas lógicas de (dis)funcionamento, e menos ainda quando são definidas pelos próprios; ou seja, em tempos de reorganização da AP, fundamental em tempos de reformulação da própria da acção do Estado, perceber que os serviços são desvalorizados, as pessoas desconsideradas, a participação esquecida, os argumentos escondidos;
apesar da reorganização e reformulação dos serviços do Estado é determinante que, para a sua valorização (e continuo a defender a acção do Estado, nem que seja como ente de regulação social), sejam valorizadas as suas diferentes unidades orgânicas, como instrumentos (regionais ou sectoriais) de afirmação do Estado Central;
aparentemente não é isso que se sente; permanece uma lógica assente na centralidade de uma pretensa inteligência capitalista que deixa todas as restantes partes na ansiedade, na gestão das expectativas, no gozo das dúvidas;
não será tempo de, em face da afirmação do Estado, se afirmarem os actores dessa acção pública? não será tempo de considerar que existem outras lógicas e outros modos de agir que podem ser levados em consideração na definição operacional dos instrumentos de acção pública?

sexta-feira, maio 18

prioridades


é engraçado, para quem, como eu, gosta de trabalhar na administração pública e de perceber as lógicas organizacionais que lhe estão subjacentes, como são diferentes os olhares, as concepções, os modos e as formas de relacionamento na administração pública portuguesa;
convivem nela diferentes realidades, umas ainda muito relacionadas a modos do antigamente, e outras mais fluídas, informais e pessoais;
para quem, como eu, trabalha na área da juventude, é engraçado perceber a desvalorização com que é olhada esta área, a falta de prioridade e de atenção com que outros sectores se relacionam com a juventude, numa por vezes assumida assunção que juventude = garotada;
como se existissem diferentes prioridades, diferentes níveis de administração pública, uma de primeira liga outra mais baixa, mais secundária;
não tem sido fácil ganhar a credibilização deste serviço e salvaguardar o equilíbrio entre uma imagem que não deixa de ser institucional e um posicionamento na vida marcado pela irreverência e pelo questionamento;
afinal prioridades que mais não fazem que reflectir a pluralidade de situações que convivem nos tempos presentes; harmonzar estas prioridades, consensualizar as posições é o grande desafio dos próximos tempos; e há quem esteja a milhas dessas intenções;
afinal... prioridades;

segunda-feira, maio 14

ainda a cidade


os problemas da cidade (e do seu concelho) estão mais ou menos identificados e estudados;
não se parte apenas do senso comum, há também uma base de trabalho empírico sustentável na análise dos problemas;
trânsito, demografia, animação cultural, articulação entre freguesias, articulação entre eixos rodoviários, zona de transição, zonas de afirmação e crescimento são problemas de Évora como são problemas de todas as cidades históricas e monumentais onde o grande desafio é articular a história e a tradição com as ideias de futuro e os desafios do presente - mobilidade, conectividade, comércio e serviços, inter-geracional;
neste desafio duas ideias fundamentais, Évora como cidade do futuro, assente na sua dimensão histórica, e Évora como local de convergências, antes de tudo sociais e culturais, aqui se cruzaram e conviveram povos e culturas credos e fés, mas também de desafios;
a requalificação do centro histórico terá de passar por uma rede de interesses fulcral para a sua afirmação, como espaço de lazer e comercial, de animação e cultura, de exposições mas também de acções, ainda por cima quando se perspectivam novos espaços comerciais;
a articulação e integração dos bairros periféricos é determinante para a mobilidade e para os fluxos sociais;
os equipamentos são fulcrais para a afirmação da cidade, por intermédio de infraestruturas que prossigam a tradição arquitectónica da cidade e da região;
a afirmação da cidade na região, mediante fóruns de discussão e debate, são outro dos elementos;
não há necessidade de (re)inventar a roda, apenas de articular interesses e promover uma governança participada

cidade - que cidade?


é engraçado perceber o que não se discute, os silêncios algo ruidosos, os constrangimentos do movimento surdo nas cadeiras;
discutir a cidade é pensar a cidade, aquela que se tem, aquela que se quer e, entre um e outro ponto, os modos de lá se chegar;
desde os anos 80 que participo (com maior ou menor intensidade, mais ou menos empenhamento) na discussão da minha cidade;
lembro-me das alterações à praça de Giraldo, o primeiro PDM, o famoso pólis eborense;
como me lembro de percorrer as ruas, os bairros, os monumentos de ontem e de hoje, de falar e ouvir as pessoas;
agora que se fala novamente da cidade, não sinto (pretenciosismo meu) uma discussão sobre a cidade, nem a que temos, nem a que queremos;
percebe-se o enleio em que o PCP está, arregimentando ideias ultrapassadas, querendo veicular ideologias manifestamente em desuso, apresentando actores com prazo de validade caducado;
percebe-se o papel do PSD a querer conquistar um espaço, a apresentar pretensos actores políticos, a brincar ao toca e foge;
como se percebe a ausência de um conjunto de quadros da cidade que, vá lá saber-se do porquê, marcam pela ausência, sejam dos serviços, sejam da universidade, sejam das pseudo elites políticas, culturais ou económicas da cidade;
o que se assiste é a uma discussão pré-feita, de ideias comuns, e banalidades, mais do momento da cidade do que de que cidade de futuro se fala;
percebo o envolvimento do presidente da edilidade, a sua vontade e tenosidade em ir à frente; como é perceptível o querer falar do futuro sem se discutir de que futuro se fala;
a própria blogosfera eborense, desde aquela que brinca ao diz que se disse, que arregimenta mais a aleivosia que o argumento de facto, àquela outra que se traduz na assunção de posições e do nome, revela este traço de ausência da cidade;
parecemos presos a um espaço e a um tempo que marcou a cidade, às ideias feitas, aos actores que estão presos a esse tempo e a esse espaço de cidade;
falta arrojo, tanto de uns como de outros, faltam actores com outras ideias e não actores mais novos com as mesmas velhas ideias, falta olhar o futuro como desafio e não como constrangimento, faltam cumplicidades citadinas onde sobram lamentos e lamúrias;
discuta-se a cidade, discutam-se os futuros, sejamos ambiciosos; Évora merece e precisa dessa ambição;

sexta-feira, maio 11

universidade


durante a abertura de uma mostra organizada pela Universidade de Évora, patente no centro da cidade de Évora, tive oportunidade de trocar dois dedos de conversa, não mais que isso, sobre a relação entre a cidade e a universidade;
há quem aponte as dificuldades que têm sido levantadas à universidade para a sua implementação, sejam elas no tempo do PCP, sejam já mais recentemente;
ora considero inadequado e algo incorrecto este argumentário;
a universidade de Évora, de resto à semelhança de grande parte das instituições do ensino superior, têm estado mais interessadas no seu umbico do que se abrir à comunidade e à participação, mais interessadas em criar fossos de separação e distanciação do que de relacionamento e cooperação;
fazem-no agora mais por necessidade própria (redução de alunos, captação de outros públicos, Bolonha, financiamento) do que por interesses de partilha e relacionamento, abertura e participação;
no meio das ideias uma questão, porque não participa a Universidade de Évora, por intermédio das suas estruturas institucionais e representativas, na discussão do PDM?
porque é que não se faz sentir a opinião e a posição do diferentes órgãos face a um documento estratégico para a cidade em que se inclui?

sexta-feira, abril 20

de chuva


estavamos (?) quase convencidos que a Primavera tinha chegado e assente arraiais; nada de mais enganador;
apesar das alterações climáticas, apesar da turbulência da metereologia, apesar dos achaques de S. Pedro, ainda estamos no Abril das águas mil;
e por estas paragens tem chuvido bem;

segunda-feira, abril 9

trovoada

por estas bandas, da Igrejinha, uma valente trovoada estragou as tradições da terra, de comer o borrego, em segunda-feira de Pásoca no campo;
os campos estavam cheios, mas rapidamente ficam desertos de gente com a trovoada que cai e o granizo que se esbate contra o chão;
é uma valente mudança do dia, depois de um final de manhã assumidamente primaveril e convidativo para o campo;
já era;

domingo, março 25

devagar


uma das razões pelas quais gosto de viver na aldeia é a manifesta sensação de lentidão com que o tempo passa e as coisas acontecem;
independentemente do que há que há para fazer, das peripécias dos quotidianos, as coisas acontecem a uma velocidade que permite perceber o que se passa e o que acontece;
hoje ande de enchada na mão e, quando dei por mim, apenas era meio da tarde; a ateração da hora também favorece essa sensação, mas gosto de viver aqui, de estar aqui, de disfrutar deste espaço onde as coisas não acontecem, vão acontecendo;

pdm


depois de muitas peripécias, de muitas trocas e algumas baldrocas, vai-se começar a discutir o PDM (plano director municipal) da cidade/concelho de Évora;
é certo que irá dar pano para mangas, entre trocas de argumentos e de opções, opiniões e vontades, mas a verdade é que há, queira-se ou não, goste-se ou não, base para que se possa discutir;
entre opções e ideias, argumentos técnicos e opiniões políticas o menú é diversificado e plural; estou certo que aparecerão ideias de construtores e de bem intencionados, de santos e de pecadores, que o passado (fantasmas ?) marcará presença e o futuro será consciência pesada;
mas Évora e o Alentejo precisam de futuro, nós precisamos de futuro;

quarta-feira, março 21

efervescência


Évora, cidade e região, anda nos últimos tempos numaefervescência que escapa à maior parte das pessoas e das atenções;
vá-se lá saber porquê;
politicamente as coisas não andam fáceis de gerir e sentem-se as movimentações, umas mais casuais que outras, umas mais subtis que outras, outras mais expressas que outras;
transversalmente ao partidos políticos, repercutem-se na sociedade, na cidade e nas dinâmicas, os jogos e a procura de outras estratégias, outros alvos para os mesmos objectivos;
já aqui tinha escrito que 2007 ia ser um ano deveras interessante e está a ser, por todos os motivos e mais alguns;
e é engraçado perceber o que não se percebe, os sub-entendidos, os desvios de atenção, as chamadas ao passado, o que fica por dizer, as ausências ou os silêncios;
é engraçado, no contexto de uma análise de políticas públicas, perceber que o que fica por dizer, o não dito é, por vezes, muito mais importante do que aquilo que se diz;
e ainda apenas passaram 3 meses;

e chegou


e ela chegou, a Primvera, quase sem se dar por isso e já com saudade dos dias mais quentes, do sol e da alegria que permite, aliada à descontracção dos dias mais longos;
pode não parecer, mas a primavera chegou;

sábado, março 17

sítios da minha terra


Um regresso a esta temática, para destacar um pequeno concelho, uma pequena vila e como dos pequenos pormenores se podem retirar dividendos e mais valias;
esta imagem é da vila de Borba, mais conhecida pelo seu vinho, pelas adegas e, ultimamente, pelo azeite;
aparentemente entalada entre Vila Viçosa e Estremoz, dois expoentes da exploração do outro branco, a reviravolta política de 2001 soube retirar dividendos desse posicionamento e ganhar brilho que, neste momento, emsobra uma e outra das vizinhas;
é um espaço pequeno, agradável de percorrer a pé, com pequenos recantos, com muitas tasquinhas (apesar da sua acelerada transformação em cervejarias, restaurantes ou casas de pasto);
é um canto de que gosto;

quinta-feira, março 1

sítios da minha terra


ontem passei por Beja, em trabalho.
Lá estive a cruzar-me com gentes e modos, obras e promessas, futuros e passados;
tem, como tudo, apontamentos de enlevo;
olhar-lhe o perfil, perceber o que dele sobressai, perceber contornos de estórias e de presentes, marcas de gentes e de ideias, cruzamentos de tempos;
como tudo, há muitas cidades dentro da cidade, ruas que são marcas de tempos e de modos, de ideias ou de desejos;
gosto de Beja, como gosto de qualquer sítio da minha terra;

quinta-feira, fevereiro 1

novidades


apesar de ausente e apesar de não ter acompanhado de muito perto os acontecimentos e as notícias, parece que não há novidades;
o primeiro-ministro está para fora, o ministro da economia diz das suas, ir-se-ão gastar chinesices de tinta para corrigir as afirmações do senhor ministro da economia, a região de turismo de Évora explica o inexplicável, trocam-se galhardetes e mimoseiras entre partidos e figuras de sempre...
tudo normal, neste país à beira mar incrustrado;

sexta-feira, janeiro 26

maravilhas da técnica


A região de turismo de Évora, segundo os jornais cá da terra, encontra-se a promover o palácio ducal de Vila Viçosa às 7 maravilhas nacionais, omitindo outras propostas, Templo Romano de Évora e a aldeia de Monsaraz;
se dúvidas existissem ficam minimizadas do excelente trabalho técnico que os senhores por ali desenvolvem;
e não há problema pois estão longe de opções políticas, foi apenas, estou certo dos seus argumentos, uma maravilha da técnica;