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quinta-feira, maio 3

sorrisos


fico contente por perceber que amigo(a)s regressaram a esta companhia, com vontade de ir em frente e de vasculhar pelos dias em que estiveram ausentes;
pelo tempo e pelas oportunidades, fico contente, com um sorriso de orelha a orelha;

sábado, abril 28

vida de cão


ao fim-de-semana, mas não exclusivamente, quando me sinto cansado, arrasto-me de um lado para o outro, qual vida de cão, sem saber o que fazer, onde parar, o que me apetece;
mudo-me daqui prá'li na indecisão da tarefa que não me apetece fazer;
não faltam coisas para fazer, falta é vontade, apetite, disponibilidade mental;
opto pela vida de cão, a recuperar forças e temperos para próximas oportunidades;

sexta-feira, abril 27

fantasmas


sobre o último disco de P. Abrunhosa duas notas (agora que o oiço);
lindo o poema, assente numa musicalidade sem rodeios e apelar ao que a música tem de melhor, o intervir, o pensar, o agir;
segunda nota, há gente com fantasmas a mais que tem dificuldades em lidar com eles; costumo dizer que fantasmas no sótão e esqueletos no armário não são boas companhias, mas temos de lidar com eles;

quinta-feira, abril 26

desvio


de vez enquando, mais por imposição que por opção, desvio-me deste meu cantinho;
ultimamente tem sido com mais e maior frequência daquela que seria de esperar e que seria o meu gosto;
este meu cantinho é um sítio de racionalização do meu quotidiano, de pensar aquilo por que vou passando e que sinto que, de algum modo, deve ser vertido para aqui;
não por que seja interessante partilhar, não por que haja algo importante a assinalar;
apenas e somente por que é um espaço de desabafo; sinto-me a escrever para mim, mas com a perfeita consciência que há alguém que me lê, que por aqui passa; sinto-me com a perfeita consciência que, apesar de tudo, há amigos que criei e que procuro manter por este meio;
alguns não conheço, nunca vi, outros de quem sinto saudades, outros que gostaria de conhecer, mas é uma teia de cumplicidades e emaranhados afectivos que nos ajudam, de algum modo e de alguma maneira, a passar pelos dias;

segunda-feira, abril 23

preciso


estou a precisar urgentemente de um computador novo;
este, apesar das reformulações e reestruturações, já deu o que tinha a dar;
o esqueleto é originário do final do século passado, ainda um pentium III a qualquer coisa como 600 e qualquer coisa hrtz;
o arranque é manifestamente lento, a disponibilização da informação e o acesso a determinados programas mais lento que eu, e eu sou alentejano;
há apenas que esperar, esperar que surja uma oportunidade e uma disponibilidade; para além do mais a concorrência aqui em casa agudiza-se expcecionalmente pelo acesso à net;

horta


depois de um dia solarengo, mais a lembrar o Verão que a Primavera, assim que cheguei a casa fui directo para horta;
regar alfaces, o cebolo e tratar dos canteiros das batatas;
é um prazer que sinto, pelo cheiro da terra, pelo suor que me causa, pelo cansaço que depois de um bocado sinto;
mas é também uma profunda descontracção de espírito;
directo para a horta, sem passar por aqui; agora aproveito para ouvir "jazz com Brancas" enquantos o pessoal toma o seu banho e eu preparo a noite;

sexta-feira, abril 20

dúvidas


tenho andado que na'posso;
não sei o que escrever, tenho dúvidas sobre a escrita;
não faltam temas mas, ante o desenvolvimento dos dias, fico na dúvida;
o PDM cá da terra, depois de muitas e grandes peripécias, começou a ser discutido; interessante, mas uma amiga foi hoje operada a polipolos cancerigenos;
a política nacional entretem-se entre as habilitações do 1º ministro e as promessas de greve geral para Maio, mas soube da morte da esposa de um amigo, ficou sozinho com um filho de 4 anos;
entre tantas dúvidas escrevo o quê?

segunda-feira, abril 16

eles crescem

os filho(a)s parecem que não crescem;
estamos com eles todos os dias, acompanhamos a sua evolução e temos dificuldades em perceber como o tempo passa;
por que experimentaram se a roupa do ano passado (de Verão) servia ou não, percebemos qual foi o salto do crescimento, como cresceram, como o tempo passou;
obviamente que se divertem a ver onde ficam as mangas das camisolas do Verão passado, como as calças se transformaram em bermudas, quando não mesmo em calções;
lá vamos nós, talvez em frente;

domingo, abril 15

mudanças


este fim-de-semana foi tempo de arrumações, desarrumações e mudanças de estação;
apesar das hesitações a Pimavera está aí, seguir-se-á o Verão e à que guardar as roupas quentes, as malhas e coisas que tais e recuperar as roupas mais frescas, acondicionar os aquecimentos e recuperar a piscina e o fresco;
um ciclo que poucos homens gostarão, implica alterações às rotinas quotidianas, constrangimentos de não se saber onde se guarda uma coisa ou onde está tal apetrecho;
tempo de mudanças - qual será o tempo que não seja de mudanças;

quarta-feira, abril 4

eu mesmo

de quando em vez, por razões várias, o meu nome aparece por aí, vá-se-lá saber com que intenções, interesses, objectivos ou pressupostos;
ultimamente volto a ouvir questões para as quais não imaginava haver sequer pergunta, quanto mais resposta;
fico sem saber o que dizer e, mais importante, como o dizer;
certamente existirão pessoas que não me acreditarão, que duvidarão (e muito) das minhas palavras; mas o mais das vezes fico tão surpreendido com a pergunta como as pessoas com a minha resposta (ou será que com a minha admiração?);
agnóstico confesso costumo dizer que o futuro a Deus pertence - tenha Ele a forma e/ou a figura que tiver;
por mim durmo descansado, consciente que faço o que posso, o que sei e o que os contextos permitem, certo que volto a qualquer lugar onde estive e olho todos de frente, com o mesmo respeito e consideração que sempre me mereceram e sou tratado de igual modo;
o resto? logo se verá;

coisas


estas coisas da blogosfera tem coisas com as quais ficamos entre o riso e o expectante;
o filho, mais velho e mais próximo das tecnologias, já marcava presença;
agora, depois de uma conversa entre irmãos, é também a filha que marca presença na blogosfera;
fico entre o encantado, pela liberdade, autonomia (espero que responsabilidade) e o domínio da tecnologia (que mundos nos separam, o meu, aquele em que cresci e com o que cresci, e este em que os meus filhos crescem e se afirmam) e algo receoso do mundo tenebroso e anónimo de desafios que é a Internet;
resta-me a esperança de estar a fazer o que me compete, isto é, apoiar os filhos a crescer para que saibam separar o trigo do joio, ter consciência crítica e memória para descortinar o mundo que se lhe depara;

segunda-feira, abril 2

do querer

as coisas, face a um dos comentários deixados à minha posta interior, nunca são comos gostariamos que fossem, mas como podem ser, como nos deixam ser;
sejam as basófias (ficam tão bem discutidas no mundo virtual, tão carentes de argumentos quando no frente a frente), sejam os gostos literários;
como a Patrícia, sempre escrevi mais para mim do que para quem me lê, mas tenho consciência e percepção que algumas vezes me sinto condicionado pelo que escrevo, mais por pensar em quem me lê do que aquilo que penso e escrevo;
afinal, deixei de ser um cantinho privado e particular (em que trocava argumentos com um ou outro amigo), para ter aqueles que (como costumo dizer e escrever) têm pachorra para me ler;
e isso, queira-se ou não, condiciona a escrita e o pensamento que sustem a escrita;

pausa


depois de uma curta pausa, mais retemperante que reconfortante, o regresso ao quotidiano e às moengas que com ele andam associadas;
mas é bom regressar ao quotidiano, significa que estamos vivos e com ânimo para viver;
com breves comentários aos comentários que me deixaram;

quarta-feira, março 28

interior


acho engraçado - e algo contraditório - o facto de cada vez mais se escrever neste espaço da blogosfera para nós mesmos, mais virados para o interior, para um intimismo que considera o outro, que aceita e tolera o outro na sua mais estreita dimensão individual;
a Sofia condicionou o acesso ao seu espaço, numa claríssima afirmação daquilo que afirmo;
eu próprio dou por mim a escrever sobre coisas vulgares, vícios e prazeres banais (por que individuais, próprios e pessoais), mais do que procurar discorrer sobre o mundo, a política ou a profissão;
por ventura esta dimensão da blogosfera entra num nível (eventualmente assumido, possivelmente mais explícito) do que sempre foi, de um voyerismo sobre o outro, nas suas diferentes manifestações, inclusivamente intelectuais;
ou serão devaneios meus? talvez

cumplicidades


gosto das cumplicidades, gosto dos pequenos devaneios que nos aceleram o sangue pelo corpo;
gosto dos pequenos prazeres, das fugas, dos fetiches (dos permitidos e dos outros), gosto de (d)escrever as emoções e as sensações que se sentem, que perpassam pelo corpo, qual fuga de nós mesmos;
gosto de quebrar quotidianos, romper rotinas;
afinal, quem não gosta de feitiços, de cumplicidades, sejam elas quais forem, tenham elas que forma tiverem;

quinta-feira, março 22

...

quinta-feira e é o primeiro dia desta semana em que me sento no meu cantinho, a disfrutar dos meus pequenos prazeres;
algo vai mal neste reino, quando nem para mim consigo organizar espaço e condições para disfrutar do que gosto;

terça-feira, março 13

das emoções


sou transparente nas minhas emoções, nos meus sentimentos;
quero acreditar que todos o somos um pouco, mas uns conseguem guardar melhor e para si aquilo que sentem, como estão, como se sentem;
provavelmente decorrente da conjugação de ser balança (e volátil como o ar) aliado ao facto de sempre ter dado viva expressão às minhas emoções (como filho único) sou transparente;
se estou bem levo tudo à frente, puxo e empurro, motivo e emotivo; alegria e disposição a rodos, pronto para tudo, de peito aberto e disponível;
mas se estou menos bem, também se nota, também se faz sentir;
ultimamente, fruto do cansaço, do trabalho, das hesitações de outros, da turbulência político-administrativa, tenho-me deixado enredar em contradições e numa panaceia de marasmo que me irrita e que acaba por contagiar família e amigos, colaboradores e colegas e se repercute no relacionamento;
resta-me esperar, sentado, que isto passe e se amenizem os estados de espírito;

segunda-feira, março 12

somos

somos fruto dos elementos fundamentais deste planeta - terra, ar, água, fogo - ou são eles que são feitos de nós?
há dias ouvia comentários sobre os elementos que nos constituem e como nos complementamos, como nos acrescentamos um ao outro nesta massa de formas;
estas questões, como aquelas em redor do zodiaco, são daquelas em que progressivamente deixamos de acreditar, por que nos convém, mas que persiste, lá no fundo, num misto de incerteza, de dúvida;
afinal, eu não acredito em bruxas, mas que elas existem existem;

sábado, março 10

passado - futuro


sinceramente, sinceramente nunca me preocupei em definir futuros;
há dias perguntaram-me que planos tinha para o futuro, a resposta deixou o interlocutor a olhar emudecido para mim, simplesmente disfrutar do presente;
com formação inicial em História (prazer da qual não abdico de regressar de quando em vez para pensar o meu tempo) relativizo o futuro, sabendo que ele só pode ser se houver presente, se este for coerente e consistente, assentar em fundos fixos e estruturantes;
uma música diz que "o passado foi lá atrás", eu digo que o futuro fica lá atrás; para a frente apenas as consequências daquilo que hoje fazemos, frutos do que semeamos;
por isso descanso em paz, durmo sossegado, sabendo que o futuro acontecerá, naturalmente;

domingo, março 4

e depois


ontem, por estas bandas, esteve um dia esplendoroso;
sol e mais sol, algum quentinho, um dia convidativo para o passeio, para o campo, para as companhias agradáveis;
hoje, antes pelo contrário;
o dia enfarrusca-se em nuvens pintalgadas de cinzento; o sol brinca às escondidas, ora espreita, ora se esconde;
não se percebe se está quente ou se é necessário aquecimento suplementar;
acabo como o tempo, sem saber o que me apetece; se ficar aqui no meu cantinho, trocando ideias e organizando intenções, se ir lá para fora, podar as árvores, brincar com os cães, apanhar ar;