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quarta-feira, abril 4

coisas


estas coisas da blogosfera tem coisas com as quais ficamos entre o riso e o expectante;
o filho, mais velho e mais próximo das tecnologias, já marcava presença;
agora, depois de uma conversa entre irmãos, é também a filha que marca presença na blogosfera;
fico entre o encantado, pela liberdade, autonomia (espero que responsabilidade) e o domínio da tecnologia (que mundos nos separam, o meu, aquele em que cresci e com o que cresci, e este em que os meus filhos crescem e se afirmam) e algo receoso do mundo tenebroso e anónimo de desafios que é a Internet;
resta-me a esperança de estar a fazer o que me compete, isto é, apoiar os filhos a crescer para que saibam separar o trigo do joio, ter consciência crítica e memória para descortinar o mundo que se lhe depara;

segunda-feira, abril 2

do querer

as coisas, face a um dos comentários deixados à minha posta interior, nunca são comos gostariamos que fossem, mas como podem ser, como nos deixam ser;
sejam as basófias (ficam tão bem discutidas no mundo virtual, tão carentes de argumentos quando no frente a frente), sejam os gostos literários;
como a Patrícia, sempre escrevi mais para mim do que para quem me lê, mas tenho consciência e percepção que algumas vezes me sinto condicionado pelo que escrevo, mais por pensar em quem me lê do que aquilo que penso e escrevo;
afinal, deixei de ser um cantinho privado e particular (em que trocava argumentos com um ou outro amigo), para ter aqueles que (como costumo dizer e escrever) têm pachorra para me ler;
e isso, queira-se ou não, condiciona a escrita e o pensamento que sustem a escrita;

da escola


tenho consciência que ao abandonar um dos meus blogues favoritos, o da escola, perdi alguns visitantes e deixei para trás algumas amizades;
mas foi uma opção forçada, mas do que tomada e assumida;
não estou na escola, apesar de a ela me sentir ligado como a poucas coisas, e não queria cair naquele estigma de ser fácil de falar por que não estou na escola, de dedo apontado a quem, de fora, comenta e opina;
continuo a pensar, a trabalhar e a estudar a escola, para além de a viver (seja por questões académicas, seja por questões familiares, afinal os filhos estão na escola);
mas é uma opçõa forçada a que, por ventura um destes dias, regresso com a pertinência e o conhecimento de caso;
mas por agora, prefiro ler os outros, aqueles que apenas por questões de respeito não referencio (mas eles sabem quem são) mas que estão aqui ao lado, nesta lista de cabeça;

pausa


depois de uma curta pausa, mais retemperante que reconfortante, o regresso ao quotidiano e às moengas que com ele andam associadas;
mas é bom regressar ao quotidiano, significa que estamos vivos e com ânimo para viver;
com breves comentários aos comentários que me deixaram;

quarta-feira, março 28

interior


acho engraçado - e algo contraditório - o facto de cada vez mais se escrever neste espaço da blogosfera para nós mesmos, mais virados para o interior, para um intimismo que considera o outro, que aceita e tolera o outro na sua mais estreita dimensão individual;
a Sofia condicionou o acesso ao seu espaço, numa claríssima afirmação daquilo que afirmo;
eu próprio dou por mim a escrever sobre coisas vulgares, vícios e prazeres banais (por que individuais, próprios e pessoais), mais do que procurar discorrer sobre o mundo, a política ou a profissão;
por ventura esta dimensão da blogosfera entra num nível (eventualmente assumido, possivelmente mais explícito) do que sempre foi, de um voyerismo sobre o outro, nas suas diferentes manifestações, inclusivamente intelectuais;
ou serão devaneios meus? talvez

sábado, março 10

do real


dos tempos que correm, já não fazemos deles o que queremos, eles fazem-nos, definem-nos, impingem-nos ideias e formas, métodos e conceitos, opiniões e pré-conceitos;
provavelmente o pós-modernismo, seja isso o que for, terá abatido a opinião individual, colectivizado o individuo como os facismos nunca conseguiram;
há uma clara mistura, quando não promiscuidade, entre real e imaginário, entre ser e pensar, mediatização e realidade;
onde acaba um e começa outro?
para uns o copo está meio cheio, para outros meio vazio; o certo é que apesar de meio, não há meio termo na comparação nem na análise;
como se as ideias fluissem mais por obrigação do que por argumento;
e, afinal, o copo está meio cheio ou meio vazio?

quarta-feira, março 7


a própria blogosfera reflecte, de algum modo e de alguma maneira, esta turbulência que se vive;
mais do que política é contextual, fruto da eventual alteração de modos e lógicas, modelos e referências;
ao navegar por esta blogosfera fica-se com a sensação, pelo menos eu fico, que já não somos nem pertencemos ao século XX (das hierarquias, das racionalidades lineares, do papel e da escrita, das caligrafias, das autoridades e dos poderes decretados), mas ainda não somos nem pertencemos ao século XXI (das redes, da tecnologia imediata, dos instantes, dos bytes, dos fluxos);
mesmo os silêncios (reflectidos o mais das vezes, em ausência) são referência disso mesmo; não é por perda do eventual élan dos blogues, nem por cansaço ou ocupação dos titulares, será antes por falta de fluxos, de referências, de oportunidades, de escritas;
será que esta blogosfera já não nos permite pensar para além dela mesma?

segunda-feira, fevereiro 26

participação e política

O meu amigo Miguel, cada vez mais politizado e político (ainda bem, faz falta e permite outro tipo de discussão e outro nível de consideração) associa a participação da blogosfera à participação política e, provavelmente porque não me explicitei com a necessária clarificação, diz que menosprezo o espaço político que é a blogosfera;
certamente fui eu que, na economia das conversas escritas, não me terei explicado;
não menosprezo nem a dimensão política da blogosfera, nem a dimensão de participação que ela complementa e induz;
o que crítico, é o espaço de participação, antes aberto e plural, ser hoje a sequência da opinião publicada de alguns cronistas do reino, sejam eles a favor ou contra o governo, a favor ou contra as políticas, a favor ou contra as correntes;
o que aponto e destaco é que hoje a blogosfera (aquela que percorro) é a assunção de mais do mesmo e não do diferente;
por participação entendo a criação de espaços plurais de opinião e discussão que vão para além daquele espaço limitado e circunscrito que nos fazem crer que é único, mais pela afirmação do pensamento contra-hegemónico (na esteira do defendido por Boaventura de Sousa Santos) do que pela uniformidade e uniformização, pela standardização da grande superfície do pensamento;
o que defendo é que este espaço se deve de alargar a outras correntes de pensanmento e preocupação habitualmente não discutidas nas páginas dos tabloides, remetidos para pé de página ou para simples apontamentos, na melhor das hipóteses;
o que defendo é que este espaço pode e deve ser um espaço de políticas, de participações e não de mais do mesmo, de correntes dos outros que nos impõem modos e modas;
corre-se o risco de se perder o sentido crítico e quando mudarem as políticas e os políticos, pois eles mudarão um dia, nos instituirmos como críticos de quem está, independentemente de quem está e fazermos mais do mesmo;
falo por mim, pela blogosfera que percorro, pela minha escrita; generalizar seria abusivo e, eventualmento, pernicioso;

domingo, fevereiro 25

sequência


uma das razões que me levou (e leva) ao afastamento deste meu cantinho, prende-se com o facto de a blogosfera (pelo menos aquela que percorro) pouco acrescentar às ideias e às opiniões que circulam;
sinto que esta blogosfera (a que percorro) vai atrás da restante mediatização, deixando de criar um espaço próprio, seja ele de opinião, seja ele de posição (face a assuntos ou temas, preocupações ou problemas);
fico com a sensação que a blogosfera se institui como um veículo ou da comunicação social, ou uma extensão de alguns fazedores de opinião;
ou seja, um espaço que era plural e participado, aberto e desbragado, é hoje uma sequência da escrita mediatizada - de um conjunto de interesses e de interessados, de uns quantos que condicionam a opinião nacional publicada, de uns quantos que definem modas e ritmos, tempos e modos;
não quero com isto dizer que antes é que era bom e hoje é isto ou aquilo; quero apenas destacar que perde muito do interesse que antes tinha, provavelmente ganhando outro (que ainda não referenciei individualmente);
mas leva ao meu afastamento, por sentir uma manifesta e clara incapacidade de acrescentar coisas úteis e interessantes ao que é dito por tudo e por todos;

escrita

há demasiado tempo afastado da escrita, quase que me custa voltar;
penso entre o que quero escrever, o que devo, o que posso e como sou lido;
entre o condicionar das ideias - somos sempre condicionados por algo ou por alguém - e a liberdade criativa - porque gosto de escrever o que passa por mim - de quando em vez sinto-me aperriado, apertado;
afinal, sinto a criação de distâncias entre este meu espaço e o que nele escrevo;
de diário e de cabeça, passa por ser um veículo de debate e desabafo; de crescimento e de afirmação;
por vezes não sei se minha se dos outros;

domingo, fevereiro 11

ausências


mais do que gosto e mais do que quero, estou ausente deste espaço;
imposições outras e afazeres mais prementes a isso conduzem, relegando um dos meus prazeres (o da escrita, o das amizades) para cantos mais recôndidos;
não é um abandono, é apenas (?) uma ausência forçada;
[a imagem designa-se ausência e pode ser visto aqui]

quinta-feira, fevereiro 1

afastamento


por razões várias, tenho estado afastado deste espaço, deste que designo como meu cantinho;
afinal, parece que uns quantos atravessamos um período de algum distanciamento - imposto ou forçado, por opção ou por obrigação;
pessoalmente tenho estado afastado não apenas da blogosfera, como também do meu pc; como resultado, aqui chegado e tinha 153 mensagens de correio; já está tudo em dia, mas demorou;

domingo, janeiro 28

mil


ultrapassou-se uma fasquia, a dos mil passantes;
vale o que vale (se é que vale alguma coisa), mas não deixa de servir como uma referência, metáforas da curiosidade e, e acima de tudo, das amizades;
dos espaços por onde tenho passado, nesta blogosfera, tenho construído diferentes amizades, deixado algumas saudades mas aquilo que deveras me interessa e gosto e sinto um enorme privilégio, é de perceber aquelas amizades que mantenho, que persistem apesar de algumas reviravoltas na minha escrita, nos temas em que me centro, nos destaques que crio;
é um enorme privilégio ter e sentir amizades que perduram, em ambientes virtuais é certo, mas com pujança bem real - e vocês, uns e outro, sabem quem são;
obrigado;

quarta-feira, janeiro 24

oportunidades


em 1999/2000 quando os donos do google compraram esta plataforma, blogger, questionei-me sobre a oportunidade e a consistência do negócio. Já tinha ouvido falar da coisa, mas, sinceramente, não lhe augurava grandes expectativas - como se nota, falhanço total;
quando, no final do ano passado, se teve conhecimento da pipa de massa dada pelos mesmos patrões pelo youtube, já nem me questionei, nem surpreendi;
mais rapidamente que antes, é negócio confirmado, oportunidade assegurada;
de momento é difícil passar por dois blogues simultaneamente em que um deles não tenha um vídeo do youtube acoplado;
o mundo pula e avança, como bola colorida... oportunidades.

segunda-feira, janeiro 22

aragem


por manifesto bom senso e reconhecimento (pessoal e público) coloco aqui ao lado uma aragem oriunda do norte;
começou por ser uma leve brisa individual, está assumidamente uma corrente de ar colectiva;
partilho muitas das ideias relativamente à escola e à educação; mas não o tom pessimista e algo desencantado que algumas das entradas deixam transparecer;
faço minhas algumas das críticas ao sistema, à sua organização, às políticas e aos políticos;
mas também sou capaz de referenciar práticas desajustadas, atitudes passadista, ideologias de exclusão, teorias de darwinismo social;
afinal, partilho de um mesmo sentimento, para o bom e para o mau, gosto de ser professor;

discernimento


então não é que um amigo destas bandas diz que leva uma cabeça para discernimento; logo a minha da qual não discorro nada, nem discernimento nem vento;
sente-se a ausência de uma conversa, provavelmente agora de Inverno, no regaço do calor da lareira;
considero agradável perceber as diferenças de opinião, as valorizações que são feitas, as percepções de que damos contas;
para uns somos uma carta a mais, um joker incomodativo, para outros um ponto de discernimento;
afinal somos aquilo que o outro quer que sejamos;
ou seremos alguma coisa de modus próprio?

sexta-feira, janeiro 19

saudades



é um inicio de ano entre o normal e o anormal; incoerente? é verdade; imperceptível? tento fazer perceber; mas que é esquisito, lá isso assim o sinto;
os dois amigos referenciados nas imagens (uns e outro, companheiros de escritas e de ideias, de sentimentos e de algumas cumplicidades andam arredios;
que se passa? certo que é um ano normal - stress, exigências, prazos, obrigações, devoções o certo é que sinto a falta da sua escrita;
para mim, no meu entendimento, a blogosfera é também feita desta coisas, cumplicidades não cumplíces, proximidades afastadas, aconchegos distantes;

domingo, janeiro 7

Actualizações

Tive oportunidade de actualizar as ligações de cabeça aqui ao lado;
não lhe poderei chamar uma actualização tendo em conta que é mais um repescar de ligações que sempre estiveram presentes nos cantos da blogosfera por onde tenho escrito e divagado;
gosto delas, pulo por ali com regularidade; são mostras de mim mesmo;

quarta-feira, dezembro 27

fundo

quando comecei a escrever neste canto o meu principal objectivo era perceber se conseguia escrever quotidiana e regularmente sobre temas que gravitam em meu redor - Alentejo, Évora, Educação e outros que aparecessem;
não tive, não tenho e considero que não é o sítio mais adequado para artigos de fundo, para experimentar o ensaismo em torno de uma ideia, de um conceito ou do que for;
mantenho-me, hoje como no início, fiel ao princípio de escrever pelo prazer da escrita, de trocar ideias, de procurar polemizar o que parece natural, dado, mas que mais não é que uma qualquer construção social ou retórica;
mas apareceu-me um outro, o de procurar perceber e racionalizar o meu mundo, os meus momentos, o meu tempo;
de quando em vez oiço reparos que extravassam manifestamente estes objectivos e me procuram situar onde não quero; tenho consciência que sou eu e o que de mim fazem; mas não me façam de parvo; isso já sou;

terça-feira, dezembro 26

referência

finalmente hoje referenciei, nos links de cabeça aqui ao lado, um colega que pela designação e pelo modo como assume a designação, muito poderá contribuir para a Educação Crítica, não apenas apontando erros e/ou omissões, não apenas isolando comentários, como se fosse possível a crítica asséptica ideológica que, estou certo, não pretenderá, mas reforçando o pendor da Educação Crítica, da reflexão, do pensar a educação para além da simples crítica ou mesmo da educação, integrando no devir social e económico, encarando a sua dimensão cultural;
é com prazer que o faço; é com orgulho que o referencio;